Plaek Pibulsonggram

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Plaek Pibulsonggram no Hyde Park, Nova York em 1955

O Marechal de Campo Plaek Pibulsonggram (em tailandês: แปลก พิบูลสงคราม; alternativamente transcrito como Pibulsongkram; 14 de julho de 1897 - 11 de junho de 1964), ou simplesmente Phibun (Pibul) no Ocidente,[1] foi primeiro-ministro e virtual ditador militar da Tailândia nos períodos de 1938 a 1944 e de 1948 a 1957.

Ele foi um dos líderes do ramo militar do Partido Popular (Khana Ratsadon) que encenou um golpe de Estado que derrubou a monarquia absoluta em 1932.[2]

Em 1938, Pibul reassumiu o poder. Ele começou a aumentar o ritmo de modernização na Tailândia e apoiou o fascismo e nacionalismo. Junto com Luang Wichitwathakan, o ministro da Propaganda, ele construiu um culto de liderança e depois disso as fotografias de Phibunsongkhram podiam ser encontrados em toda parte e as do rei abdicado, Prajadhipok, foram proibidas.[3] Em 1939, o nome do país foi mudado de Sião para Tailândia.[3]

Com o objetivo de elevar o espírito nacional e código moral da nação e incutir tendências progressistas, uma série de mandatos culturais foram emitidos pelo governo. Esses mandatos encorajavam os tailandeses a saudar a bandeira em locais públicos, conhecer o novo hino nacional, e usar o idioma tailandês, não dialetos regionais. As pessoas foram encorajadas a adotar roupas ocidentais em oposição ao traje tradicional.[4] Da mesma forma, as pessoas foram encorajadas a comer com garfo e colher, e não com as mãos como era costume. Pibulsonggram viu essas políticas necessárias no interesse do progressismo para mudar a Tailândia a partir de um país subdesenvolvido para um civilizado e modernizado.[5]

Graças à mediação japonesa, em 1941, o governo chegou a um acordo com a França pelo qual a Tailândia recebia parte do Camboja ocidental e todos os territórios do Laos às margens do rio Mekong.[6]

Aliança com o Japão[editar | editar código-fonte]

Quando os japoneses invadiram a Tailândia em 8 de dezembro de 1941,[7] Pibulsonggram foi relutantemente forçado a pedir um cessar-fogo, depois de apenas um dia de resistência e permitir que os exércitos japoneses usassem o país como base para suas invasões da Birmânia e Malásia.[8]

Referências

  1. B. J. Terwiel. "Thailand's Political History" (em inglês). Thailand: Narisa Chakrabonse, 2005. Capítulo: Restoration, Revolt and The Rise of Military. , p. 261. ISBN 974 986308 9
  2. B. J. Terwiel; "Thailand's Political History"; página 265
  3. a b B. J. Terwiel; "Thailand's Political History"; página 271
  4. The Royal Gazette, Vol. 58, Page 113. January 21, B.E. 2484 (C.E. 1941). Acessado em 10 de julho de 2014
  5. B. J. Terwiel; "Thailand's Political History"; página 272
  6. B. J. Terwiel; "Thailand's Political History"; página 273
  7. Churchill, Winston S. The Second World War, Vol 3, The Grand Alliance, p.548 Cassell & Co. Ltd, 1950
  8. A Slice of Thai History: The Japanese invasion of Thailand, 8 December 1941 (part one)