Planaltino

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Município de Planaltino
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 30 de julho
Fundação 30 de julho de 1962
Gentílico planaltinense
Prefeito(a) José Carlos Gomes Nascimento (PCdoB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Planaltino
Localização de Planaltino na Bahia
Planaltino está localizado em: Brasil
Planaltino
Localização de Planaltino no Brasil
13° 15' 32" S 40° 22' 08" O13° 15' 32" S 40° 22' 08" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Jequié IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Maracás, Marcionílio Souza, Iaçu, Nova Itarana, Irajuba, Jaguaquara, Itiruçu, Lajedo do Tabocal.
Distância até a capital 320 km
Características geográficas
Área 938,104 km² [2]
População 8 822 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 9,4 hab./km²
Clima Seme-árido sw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,572 baixo PNUD/2010 [4]
PIB R$ 27 373,598 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 109,93 IBGE/2008[5]
Página oficial

Planaltino é um município brasileiro do estado da Bahia.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2010 era de 8.822 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Antiga povoação de Pau-ferro, depois Morros, Planaltino foi desmembrado do município de Maracás pela Lei estadual nº 1775 de 30 de julho de 1962, sendo instalado a 7 de abril de 1963. Sabendo-se que os primeiros habitantes foram remanescentes do desbravador João Amaro, que se juntaram aos primeiros colonizadores de Maracás e a tropeiros que demandavam das minas do Rio de Contas à histórica cidade de Cachoeira.

Seu topônimo, Planaltino, deveu-se ao fato da existência de patamares e restos de esplanadas, Planalto Sul Baiano.

Seu primeiro prefeito eleito foi o senhor Edésio Ramos Costa.

O artigo 2º da Lei nº 1775 de 30 de julho de 1962, constituiu o município de Planaltino de três distritos: Planaltino, Nova Itaípe e Ibitiguira (formação atual). Em 14 de maio de 1982, a Lei nº 4030 dá nova redação ao artigo 2º da Lei 1775 de 30 de julho de 1962.

Fonte: Prefeitura Municipal de Planaltino

Patrimônio histórico[editar | editar código-fonte]

Igreja de São Roque[editar | editar código-fonte]

Foi construída no século XIX pelo senhor Diocleciano Pereira da Silva, em decorrência de uma peste, doença chamada de bexiga, conhecida hoje como varíola. Naquela época havia uma precariedade muito grande a respeito da saúde, o único medico Dr. João vinha do município de Maracás montado no lombo de um burro para atender as pessoas. Diante dessa dificuldade e como o senhor Diocleciano era católico fervoroso fez uma promessa para São Roque que é o Santo protetor contra a peste, (doença contagiosa). Se a partir daquele dia não morresse mais ninguém ele construiria uma igreja ou capela no alto de um morro. E Deus ouviu seu pedido e a promessa foi cumprida, foi construída a capela a qual existe até hoje. Nesta capela foi sepultado, juntamente a sua esposa a Srª. Isaura Couto da Silva que também deu a sua contribuição para a educação de Planaltino.Também estão sepultados seus familiares: Valdelice Borges, Lucivaldo Curvello da Silva, Osvaldo Pereira da Silva, Maria Lucia Curvello, Célia Maria Curvello. Todos os anos no dia de 16 de agosto havia uma homenagem ao santo padroeiro; antes da festa era realizado um novenário. Como a igreja era muito pequena e não comportava a quantidade de pessoas, a missa era campal celebrada por padres, bispos, cardeais que vinham de Jequié, Salvador, Amargosa e outras localidades. A pequeno município se transformava, pois centenas de pessoas vinham de diversas regiões prestigiar a festa do glorioso São Roque. Como naquela época as estradas eram precárias, várias pessoas vinham no lombo de animais. Em todos os cantos via-se barracas de mascates, fotógrafos, tabuleiros de baianas espalhados por todo municípios. Era um contingente muito grande de pessoas. A festa se dividia em duas partes: a festa dançante e a festa em homenagem ao padroeiro. Na véspera havia uma festa dançante, que acontecia num antigo casarão, atualmente onde funciona o Bradesco (Brasil Descontos). Na segunda feira a noite também acontecia à festa, ao tom das bandas Embalo quatro, Oliveira e seu conjunto, Os Incríveis, os Jazz, Sanfoneiro Francisco Leite animavam a festa por toda noite. A festa perdurou até o ano 1976 (aproximadamente) Após a morte de Dona Waldelice Borges dos Santos filha de Dona Helena Borges da Silva, a principal organizadora da festa, a família resolveu a partir daquela data só celebrar a missa e a procissão. Infelizmente, essa grande tradição caiu no ostracismo. Até o novenário acabou. Hoje, todos 16 de agosto acontece o Tríduo, uma simples celebração de três noites. Atualmente a pessoa responsável pela organização das celebrações é a senhora Elizabete Alves de Souza (viúva de Lucivaldo Curvelo da Silva). Apesar de ser uma construção antiga, ainda resiste ao tempo, sendo que seus familiares fazem tudo para preservá-la. A primeira celebração foi feita pelo Padre Paulo Bento, e a última festa foi feita pelo Padre Quintino e atualmente são celebradas por vários párocos. O atual pároco chama-se Pe. Paulo Silva.

Igreja de São João[editar | editar código-fonte]

Construída no século XVIII, é a capela mais antiga da nossa cidade. Foi construída pelo Srº João Clemente que era parteiro nesta época, ainda resiste também ao tempo; no seu interior há um grande altar de madeira com uma escada a qual vai até ao coro onde ficava o coral para acompanhar as celebrações. Como no município naquela época não existia cemitério, as pessoas construíam uma pequena capela para enterrar seus entes queridos e fazer as suas orações. Tanto o construtor da capela como sua esposa foram sepultados dentro da capela. Antigamente eram realizadas novenas e procissões à noite em homenagem ao São João. Nos dias de festas era acesa uma grande fogueira. As festas eram organizadas por Dona Ezidia. No mês de junho as pessoas que ainda freqüentam fazem o trido (uma simples celebração de três noites) e celebram uma simples missas em homenagem ao santo junino. Por ficar um grande tempo abandonada é uma das capelas que mantêm ainda a sua estrutura original sofrendo poucas modificações: o piso, o oratório, as imagens, os assentos ainda permanecem os mesmos. A pessoa responsável pela organização das celebrações é Dona Leonidia do Espírito Santo Dias Cruz (popularmente conhecida como Dona Nina de Cute). Para a comunidade católica essa capelinha tem um valor extraordinário, varias pessoas valorizam e agradecem ao Santo São João. No ano de 2012, a capela passou por uma reforma a pedido da Sra. Elizabete Alves de Souza (fiel) ao Sr. Zeca Braga (Joseval Alves Braga) que segundo a fiéis financiou a reforma que manteve as características originais da capela, no mesmo ano foram celebradas as novenas que contou com a participação de centenas de pessoas.

Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores[editar | editar código-fonte]

Foi construída há 200 anos pelo Senhor Benedito Cardoso de Novaes, avô do Srº Antonio Cardoso (popularmente conhecido como Charuto) que tinha como incumbência fazer a alvorada e tocava o sino convidando a comunidade para os festejos. Antigamente a sua construção era em estilo colonial, com enormes portas, com um grande altar, imagens antigas, bancos rústicos, tendo uma sacristia, uma pia de batismo feito de cimento; a sacristia onde guardava dois andores, um estandarte, um confessionário rústico feito de madeira e uma escada que dava acesso ao sino. O interessante é que o sino antigamente era utilizado como símbolo de comunicação: quando tinha missa às badaladas eram em tom rápido para avisar a comunidade e as badalada com tom compassado e lento era para anunciar o falecimento de alguém no município. Nessa época, tinha como zeladora uma senhora chamada Amanda Pereira. Essa igreja foi reformada atualmente com ampliação do altar, espaço para colocar o sacrário, o piso foi trocado, foi feito uma rampa junto a calçada para deficientes físicos para assistirem as missas dominicais, o forro foi trocado por material de PVC isso tudo com a ajuda da comunidade e de alguns comerciantes. O pároco da época (2004 - 2008), Pe. Petrônio de Fátima Bomfim Alves teve grande influencia nestas modificações. Atualmente o sino encontra-se desativado. Ao lado da igreja há uma casa paroquial onde fazem reuniões para tratar de assuntos referentes a igreja e da própria comunidade. As festas são realizadas geralmente no início do mês de dezembro, com alvoradas, missas solenes, batizados, casamentos, procissões e primeira eucaristia.Através da Lei Orgânica do Município, revisada pela Câmara Municipal de Planaltino, deu carater festivo e ferial à festa de Nossa Senhora das Dores, para o dia 15 de setembro. Atualmente as pessoas responsáveis pela organização das celebrações são a senhora Elizabete Alves de Souza e as ministras Dona Gildete Cardoso Paiva, Leonidia do Espírito Santo Dias Cruz, Tereza Luciano Fontes e Joselita Amorim Souza, na ausência do pároco, elas ficam responsáveis pela Celebração da Palavra.

Barragem Nova Esperança[editar | editar código-fonte]

No ano de 1967, havia uma grande precariedade de água em Planaltino. Em 1968, o prefeito Lauro Ribeiro de Novaes, percebendo que a população de Planaltino estava crescendo e com isso aumentando ainda mais a necessidade por água, idealizou um projeto para construção de uma barragem visando suprir o consumo de água dos moradores. Diante da escassez da’água o prefeito com o apoio de toda comunidade deu início a construção da barragem no terreno do Sr. Celino José Fontes, o qual doou o mesmo beneficiando toda a comunidade com este ato. Pois até o presente ano citado, não havia a barragem nova esperança, nome que faz jus a este patrimônio, porque contam os moradores que depois da construção da barragem a esperança voltou para Planaltino. Para a construção da barragem Nova esperança foi utilizado um maquinário de Feira de Santana, além disso, o prefeito Lauro Ribeiro de Novaes contratou um engenheiro de origem alemã que morava no município de Maracás para realizar a construção. No mesmo período foram construídas outras barragens de menor porte na zona rural.

Eram tempos difíceis para todos, por não haver água disponível, os moradores da cidade pegavam água numa localidade denominada brejinho, de propriedade do Sr. Deraldo Pereira da Silva, no Jerome, no Pé da pedra e no Morro de cima; que eram minadores naturais situados aos arredores da cidade. A água retirada desses minadores era utilizada para beber, lavar roupa, entre outros tipos gastos, só que a água não era suficiente para suprir a necessidade de todas as pessoas que aqui moravam na época. Muitos carregavam a água dos minadores em latas, na cabeça, também em carotes e transportada em lombo de animais, era um grande sofrimento principalmente pela distancia que percorriam. A conclusão da barragem aconteceu seis meses após o início da obra. Depois de construída a Barragem Nova Esperança passou por diversas reformas e desde então nunca secou. A EMBASA (Empresa Baiana de Abastecimento)É responsável pelo abastecimento de água para a população da Sede com água potável a partir da década de 90 e no ano de 2012 passou a atender a sede do povoado de Campinhos com água do manancial da Barragem Nova Esperança. Esta Obra marcou a administração do prefeito Lauro Ribeiro.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

A Bandeira do Município de Planaltino foi desfraldada no dia 20 de julho de 1980, no 18° aniversário de Planaltino na sua emancipação e 17° aniversário de instalação do Município.

Suas cores representam:

Azul – O nosso céu, a liberdade, o zelo e a justiça do júri. Verde – A agropecuária a esperança do povo. Vermelho – O café, o amor pátrio, a dedicação e a coragem do povo Planaltinense. Amarelo – A soberania, a riqueza e a glória, os três domínios da natureza: mineral, vegetal e animal. Branco - A pureza, a paz e religiosidade do povo. A letra π (PI) grego – é inicial do topônimo PLANALTINO e representa matematicamente 3,14,16 ou cabolísticamente, a imperatriz, a temperança, a casa de Deus (organização racional, realização, império).

Data da aprovação: 30 de julho de 1980

Autor: José Elias de Matos

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 16 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
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