Plano Cohen

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Emblem-scales.svg
A neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão.
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Março de 2008).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

Plano Cohen foi um documento escrito pelo capitão integralista Olímpio Mourão Filho - na época membro do Serviço Secreto -, a pedido de João Salgado Filho[carece de fontes?], líder da Ação Integralista Brasileira, de ideologia nacionalista, com a intenção de simular, supostamente para efeitos de estudo, uma revolução comunista no Brasil. O plano foi utilizado pelo governo federal com o objetivo de aterrorizar a população e justificar um golpe de Estado que permitiria a Getúlio Vargas perpetuar-se na Presidência do país [carece de fontes?].

Ele foi descoberto pelo governo no dia 30 de setembro de 1937. O objetivo desse plano, era tomar o poder. Havia dois candidatos para as eleições presidenciais marcadas para 1938: José Américo de Almeida e Armando de Sales Oliveira. O plano era para que o presidente Getúlio Vargas fosse 'acusado' de tentar tomar o poder de um desses candidatos, mas depois se descobriu que fora forjado por um adepto do integralismo, o capitão Olímpio Mourão Filho, que daria início ao golpe de 1964. Há várias versões e dúvidas sobre o Plano Cohen: Os integralistas negam ainda hoje participação deles no golpe de estado do Estado Novo, atribuindo ao general Góis Monteiro a transformação de um relatório feito pelo Capitão Mourão em um documento oficial: O dito Plano Cohen.

Consequências[editar | editar código-fonte]

Membros do Estado Maior do Exército acabaram obtendo uma cópia do Plano Cohen, e a sua divulgação pelo ministro da Guerra, Eurico Gaspar Dutra, e pelo presidente Getúlio Vargas, no programa radiofônico oficial "Hora do Brasil" (atualmente Voz do Brasil), foi o pretexto para o governo fazer aprovar no Congresso o Estado de Guerra, em 30 de setembro de 1937, e suspender os direitos constitucionais. Dias mais tarde, em 15 de outubro, o ministério aprovou a intervenção federal nas forças públicas estaduais, para intimidar os estados que se recusavam a aderir ao golpe em andamento. Em 1º de novembro, os integralistas realizaram uma grande manifestação diante do Palácio do Catete, sede do governo, para demonstrar sua força e a solidariedade a Vargas. No dia 10 de novembro, Vargas deu o golpe do Estado Novo, que instituiu um novo regime no país. As eleições presidenciais de 1938 foram canceladas e entrou em vigor a Constituição de 1937, que havia sido redigida um ano antes por Francisco Campos.

Trecho do Plano Cohen[editar | editar código-fonte]

XVIII - OS REFÉNS
No plano deverão figurar, como já foi dito atrás, os homens a serem eliminados e o pessoal encarregado dessa missão. Todavia, tão importantes quanto estes serão os reféns, que, em caso de fracasso parcial, servirão para colocar em choque as autoridades. Serão reféns: os Ministros de Estado, presidente do Supremo Tribunal, e os presidentes da Câmara e do Senado, bem como, nas demais cidades, duas ou três autoridades ou pessoas gradas.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • SILVA, Hélio. A ameaça vermelha: o plano Cohen. Rio Grande do Sul: LP&M, 1980.

Ver também[editar | editar código-fonte]