Plecoptera

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Pteronarcyidae

Pteronarcyidae
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Plecoptera
Famílias
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Os plecópteros (Plecoptera) constituem uma pequena ordem de insetos aquáticos, com pouco mais de 2000 espécies descritas, também conhecidos como perlários. ou perlópteros. Eles ocorrem por quase todo o mundo, à exceção da Antártida e em uma grande variação de altitudes (0 a 5600m). O nome da ordem tem origem na junção de dois radicais gregos: pleco + ptera, que significa asa dobrada. Assemelham-se superficialmente a ortópteros e embiídeos, mas diferem dos primeiros em relação à venação das asas e pelos dois pares de asas serem membranosas; diferem dos embiídeos por não possuírem o primeiro par de pernas especializados para a produção de seda e pela presença de ocelos.

Morfologia[editar | editar código-fonte]

Adultos[editar | editar código-fonte]

Os Plecoptera são insetos que variam em comprimento de 4 a 50mm, e como em todos os insetos, possuem o corpo dividido em três tagmas: cabeça, tórax e abdome. A cabeça é prognata, porta um par de olhos compostos bem desenvolvidos, com três, raramente dois, ocelos. As antenas são longas, filiformes com 30 a 80 segmentos. O aparelho bucal é mastigador, porém em algumas espécies ele é vestigial. Os três pares de pernas são cursoriais (ambulatoriais). Os adultos da maioria das espécies são alados, algumas espécies são braquípteras (com asas curtas) e outras ápteras (sem asas). Quando presentes, os dois pares de asas são similares, ambas são membranosas, sendo as asas posteriores maiores que as anteriores. Quando dobradas (em repouso), as asas projetam-se além do final do abdome. A venação das asas é geralmente numerosa, mas é reduzida em algumas famílias. O abdome possui dez segmentos distintos, com vestígios dos segmentos 11 e 12. Espiráculos nos segmentos 1 a 8.

Imaturos[editar | editar código-fonte]

Os imaturos são similares aos adultos, porém não possuem asas e genitália desenvolvidas. Muitas espécies possuem brânquias que podem ser achatadas ou cilíndricas, individuais ou agrupadas. Podem estar localizadas no tórax, abdome, região anal ou nas bases das pernas.

Biologia[editar | editar código-fonte]

Os plecópteros adultos geralmente são encontrados próximos a rios, riachos e lagos. Confundem-se bem com o substrato, e alguns se escondem sob cascas soltas de árvores. Distribuem-se em todos os continentes, à exceção da Antártida, e se distribuem desde o nível do mar até grandes altitudes (5600m, nos Himalaias). Não são bons voadores, mas a maioria corre bem. Podem ser encontrados ao amanhecer ou durante dias nublados conforme emergem de rochas projetadas de riachos, ou na folhagem marginal de rios e riachos. Uma espécie áptera da família Capniidae passa todo o seu ciclo de vida no fundo do Lago Takoe, E.U.A. Os adultos se alimentam de algas verdes, líquen, madeira em decomposição, diatomáceas e detritos de origem vegetal. A dieta dos estágios imaturos varia de grupo para grupo, o que é refletido pelo aparelho bucal de cada um, podendo ser detritívoros, herbívoros, carnívoros e onívoros. Não há predadores conhecidos especializados em plecópteros. As formas imaturas são comidas por peixes, formas imaturas de Odonata, besouros aquáticos, Trichoptera e mesmo outros Plecoptera. Os adultos podem ser comidos por pássaros, sapos, morcegos, adultos de Odonata e aranhas.

Taxonomia[editar | editar código-fonte]

Plecópteros como alimento para os nativos das Américas[editar | editar código-fonte]

Os plecópteros, assim como a maioria dos demais insetos e outros Artrópodos serviam de alimento para os nativos do Novo Mundo[1] .

Índios do oeste da América do Norte apreciavam os insetos aquáticos salmon fly (Pteronarcys california) cozidos. Quando havia muitos eram secos e guardados para serem consumidos durante o inverno[2] .

Referências

  1. CAVALCANTE, Messias S. Comidas dos Nativos do Novo Mundo. Barueri, SP. Sá Editora. 2014, 403p.ISBN 9788582020364
  2. CAMPBELL, Paul D. Survival skills of native California. Layton, Utah, Gibbs Smith Publisher. 1999, 448 p.

Referências Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Naumann, I. D., P. B. Carne, J. F. Lawrence, E. S. Nielsen, J. P. Spradberry, R. W. Taylor, M. J. Whitten and M. J. Littlejohn, eds. 1991. The Insects of Australia: A Textbook for Students and Research Workers. Volume I and II. Second Edition. Carlton, Victoria, Melbourne University Press.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]