Plotina
Pompeia Plotina foi a esposa do imperador romano Trajano.
Pompeia era filha de Lucius Pompeius e era natural de Nimes, na província romana da Gália Narbonense. Casou com Trajano antes deste se tornar imperador; o casal não teve filhos. Em 97 Plotina mudou-se com o marido para Colônia na província da Germânia Superior, da qual Trajano se tornou governador. Com o casal residiam a irmã de Trajano, Ulpia Marciana, a filha desta, Matidia, e duas das suas netas, Vibia Sabina e Matidia.
Em Janeiro de 98 Trajano tornou-se o novo imperador romano, sucedendo a Nerva e no ano seguinte a família fixa-se em Roma. Durante a cerimônia de coroação de Trajano, Plotina teria se dirigido à multidão e exclamado que desejava continuar a ser a mesma mulher que tinha sido até então. Em 100 o Senado romano propôs a concessão do título de Augusta a Plotina e Matidia, mas ambas recusaram. Contudo, cinco anos depois as mulheres acabaram por aceitar a honra.
Em 113 Plotina, Matidia e Adriano acompanharam Trajano para o Oriente, onde o imperador iria travar uma campanha contra os Partos. Trajano viria a sofrer um ataque e acabaria por falecer em 117, sendo sucedido por Adriano. Esta sucessão deu-se através da adoção, na qual se acredita que Plotina tenha desempenhado um papel decisivo; na época circularam rumores que Plotina teria assinado o decreto de adoção depois da morte do marido.
Plotina manteve-se próxima de Adriano. Quando faleceu o imperador Trajano mandou erguer dois templos em sua honra, um em Nimes e outro no Fórum de Trajano.
O novo imperador Adriano fundou a cidade de Plotinópolis, na Trácia, em homenagem à Plotina. Após sua morte, as cinzas de Plotina foram depositadas em uma pequena urna sob a Coluna de Trajano.