Poção (Pernambuco)

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Município de Poção
""Terra do maior e mais belo Cruzeiro do mundo"
"Terra da Renda Renascença"
"Nascente do Capibaribe", "Acaí""
Bandeira de Poção
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 29 de dezembro de 1952
Fundação 7 de setembro de 1871
Gentílico poçãoense
Prefeito(a) José Waldeilson Galindo Bezerra (Padre Cazuza) (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Poção
Localização de Poção em Pernambuco
Poção está localizado em: Brasil
Poção
Localização de Poção no Brasil
08° 11' 09" S 36° 42' 18" O08° 11' 09" S 36° 42' 18" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Agreste Pernambucano IBGE/2008[1]
Microrregião Vale do Ipojuca IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Pesqueira ao sul e oeste, São João do Tigre (PB) ao norte, Jataúba ao nordeste e Belo Jardim ao leste
Distância até a capital 244 km
Características geográficas
Área 199,742 km² [2]
População 11 263 hab. estatísticas IBGE/2014[3]
Densidade 56,39 hab./km²
Altitude 1.000 m
Clima Temperado[4]  Cs'a
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,528 baixo PNUD/2010[5]
PIB R$ 59 353 mil IBGE/2012[6]
PIB per capita R$ 5 381 50 IBGE/2012[6]
Página oficial

Poção é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Administrativamente, o município é composto pelo distrito sede e pelos povoados de Pão-de-Açúcar de Poção e Gravatá dos Gomes.

História[editar | editar código-fonte]

As terras de Poção figuravam, em 1832, no espólio do capitão-mor Francisco Xavier Pais de Melo Barreto, que residiu na fazenda Poço dos Patos, no antigo termo de Cimbres, localizada à margem da atual estrada que liga Pesqueira a Poção. A fundação de Poção deu-se em 1871, pelo padre Monsenhor Estanislau Ferreira de Carvalho, ao erigir a capela de Nossa Senhora das Dores em terreno do patrimônio doado por Francisco José Bezerra, a quem coube a iniciativa de construir a primeira casa nas imediações de um grande poço, de onde adveio o nome da localidade – Poção. Pela Lei Provincial nº 1.230, de 24 de abril de 1876, foi classificado como distrito de paz, da comarca de Cimbres (hoje Pesqueira).

Em 4 de março de 1893, através de lei municipal, obteve as prerrogativas de distrito, entendido como unidade jurídica e administrativa do município autônomo de Cimbres, sediado em Pesqueira. A categoria de vila foi conferida a Poção, como às demais sedes de distritos da época, através da Lei Estadual nº 991, de 1º de julho de 1909. Em 1924, a atual cidade de Poção teve seu nome mudado para Sérgio Loreto, em homenagem ao então governador, que construiu a rodovia ligando a vila "acaiense" à sede municipal da época. Essa denominação permaneceu por seis anos, até que o governo instaurado com a revolução de 30 decidiu fazer retornar o nome anterior. Algumas tentativas houve no sentido de o nome Acaí substituir Poção, sem êxito, embora contasse com a simpatia da população local. O município de Poção foi criado em 29 de dezembro de 1953, desmembrado do de Pesqueira, tendo como sede a vila do mesmo nome, através da Lei Estadual nº 1.818, a mesma que criou a comarca. A instalação ocorreu em 22 de maio de 1954. O Decreto-Lei Estadual nº 61, de 5 de agosto de 1969, extinguiu a comarca de Poção, que passou a termo da comarca de Pesqueira.

Aspectos culturais e turísticos[editar | editar código-fonte]

Renda Renascença[editar | editar código-fonte]

O principal atrativo de Poção é a produção da Renascença, renda de origem europeia, tecida em almofada e cujas aplicações se prestam ao adorno das mais diversas peças. Trazida ao Brasil pelos portugueses e ensinada no Recife em colégios internos e conventos, a Renascença chegou a Poção na década de 30, pelas mãos de uma senhora famosa na cidade, Maria Pastora. Essa atividade artesanal, assumida pela grande maioria da população como meio de vida, pode ser facilmente encontrada na Cooperativa Arte Rendas e na feira popular, realizada aos sábados. Poção é o maior produtor de renda renascença do Brasil.[7] A renda é exportada para diversos estados brasileiros e exportadas para sete países da América, Europa e Ásia. No dia 22 de agosto de 2011, o governador do estado Eduardo Campos através da lei Nº 14.365 de mesma data, conferiu ao município de Poção o título de Capital da Renascença. Seguindo-se dia 7 de setembro, em meio ao aniversário de fundação da cidade e da independência do Brasil, na Câmara de Vereadores houve o lançamento do selo postal comemorativo do título de Capital da Renascença com a presença de Raimundo Malheiros, gerente regional de vendas dos Correios de Caruaru, representando a Diretoria Regional dos Correios.

Cruzeiro de Poção[editar | editar código-fonte]

O turismo religioso está presente em Poção, sobretudo durante a Semana Santa, quando milhares de romeiros visitam o seu Centro de Instrução Bíblica. Situado em uma área de três hectares, o Centro une a paisagem natural, privilegiada em mirantes e arborização, aos mais variados símbolos e elementos religiosos, a exemplo do Cruzeiro e dos nichos alusivos às estações da Via Sacra - compondo um espaço essencialmente místico.

O terreno do Cruzeiro foi comprado a Manuel Félix de Sousa, no dia 13 de maio de 1932, cujo valor foi de cem mil reis. No dia 31 de outubro do mesmo ano, uma sexta-feira por volta das 3 horas da tarde, a comunidade religiosa de Poção em procissão; e da cidade até o monte se conduzia uma cruz de madeira que fora colocada no Alto das Bem-Aventuranças. O vigário da freguesia era o franciscano Frei Estêvão e o bispo da diocese era Dom José de Oliveira Lopes, que ordenou a bênção da cruz pelos missionários Frei Bernardo e Frei Egídio. Em 1936 neste local é celebrada a primeira missa pelo Frei Eudorico. No ano de 1964, o primeiro delegado e subtenente de Poção, João Cordeiro, foi ao leste da cidade conduzindo o povo católico e pediu que se fizesse a limpeza em torno da cruz, logo após construiram uma estrada de acesso ao monte.

Outros aspectos[editar | editar código-fonte]

Outros locais de visitação interessante são o Sítio Araçá, com casa de farinha em funcionamento, a nascente do rio Capibaribe (que corta o Recife); e a Cachoeira do Cafundó, propícia aos banhos. Poção é também conhecido por suas fazendas de gado, pela realização de vaquejadas e pelo clima frio e agradável. O seu centro urbano, típico das cidades do interior pernambucano, apresenta como destaque a igreja dedicada à padroeira, Nossa Senhora das Dores, em frente à qual encontra-se a Praça Estanislau Ferreira de Carvalho, com seu coreto e canteiros floridos. Nela, a indicação do local onde existia o poço que deu origem ao povoamento e ao nome do município.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 08º11'11" sul e a uma longitude 36º42'18" oeste, estando a uma altitude de 1000 metros. Sua população estimada em 2007 era de 11 135 habitantes. Possui uma área de 212 km².

Limites[editar | editar código-fonte]

  • Oeste: Pesqueira
  • Norte: São João do Tigre (Estado da Paraíba)
  • Leste: Belo Jardim
  • Nordeste: Jataúba

Relevo[editar | editar código-fonte]

O município encontra-se localizado no Planalto da Borborema. A cidade tem uma altitude média de 1.000m, e é considerada a segunda cidade mais alta de Pernambuco.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município de Poção está nos domínios das Bacias Hidrográficas dos rios Ipojuca e Capibaribe. Os principais tributários são o rio Ipojuca e o Riacho Poção. Todos os cursos d'água no município são intermitentes. O açude Duas Serras é a maior acumulação de água do município, com capacidade de 2.200.000 m³. O rio Capibaribe nasce neste município.

Clima[editar | editar código-fonte]

  • Tipo de clima: tropical semiárido
  • Precipitação pluviométrica: 871mm
  • Temperatura média anual: 19,75°C
  • Meses chuvosos: março a julho
Gráfico climático para Poção
J F M A M J J A S O N D
 
 
46
 
26
17
 
 
58
 
26
17
 
 
99
 
26
17
 
 
114
 
25
15
 
 
104
 
23
14
 
 
122
 
22
13
 
 
132
 
21
12
 
 
74
 
20
13
 
 
48
 
23
14
 
 
33
 
25
15
 
 
18
 
29
16
 
 
23
 
28
17
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: LAMEPE (Temp. Máxima) LAMEPE (Temp. Mínima) The Weather Channel (Precipitações)

O clima da cidade é o mediterrânico. Apresenta verões brandos e invernos amenos. O verão é quente e seco, com máximas que quase nunca alcançam os 33°C, com mínimas que raramente descem dos 14°C e ficam acima dos 18°C. O inverno é chuvoso e ameno, com máximas variando entre 17°C e 22°C e com mínimas que nunca descem para menos de 14°C.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação nativa é formada por florestas subcaducifólica e caducifólica, próprias do Agreste.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Estimativa Populacional 2014 Estimativa Populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (agosto de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014.
  4. Diagnóstico do Município de Poção.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 01 de outubro de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2012 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. de 2014.
  7. Poção, a cidade e suas rendas. Diário de Pernambuco, 31 de julho de 2008..

Fontes[editar | editar código-fonte]

Wikisource
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