Pogrom de Kishinev

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O primeiro pogrom de Kishinev foi um pogrom que teve lugar a 6 e 7 de Abril de 1903, em Kishinev (então pertencente à Bessarábia, uma província do Império Russo, hoje chamada Chișinău, na República da Moldávia). Dois anos mais tarde no mesmo lugar houve um segundo pogrom de Kishinev.

O primeiro pogrom[editar | editar código-fonte]

A trama começou a 6 de Fevereiro de 1903 (durante a Páscoa russa), quando uma criança cristã, Michael Ribalenko, foi encontrada morta na cidade de Dubossary (hoje Dubăsari), a cerca de 35 quilômetros a norte de Kishinev.

Apesar de ser claro que o rapaz tinha sido morto por um familiar (que foi mais tarde encontrado), o jornal anti-semita "Bessarabetz", cujo editor era Pavolachi Krusheven, insinuou que ele tinha sido morto pelos judeus. Outro jornal, "Svet," usou o velho argumento do libelo do sangue contra os judeus (acusação de que o rapaz tinha sido morto pelos judeus que queriam usar o seu sangue para preparar matzo).

O pogrom de Kishinev estendeu-se por três dias de violência contra os judeus. 47 (em algumas fontes 49) judeus foram mortos[carece de fontes?], 92 feridos seriamente, quinhentos feridos ligeiramente e mais de setecentas casas foram pilhadas ou destruídas. Vyacheslav von Plehve, o ministro do Interior, terá supostamente dado ordens aos desordeiros para continuarem com a violência, mas em qualquer caso, a verdade é que a polícia e os militares assistiram impávidos até ao terceiro dia.

O New York Times descreveu o primeiro pogrom de Kishinev: "As desordens antijudeus em Kishinev, na Bessarábia, são piores do que o censor permitirá publicar. Houve um plano organizado para o massacre aos judeus no dia a seguir à páscoa russa. A gentalha foi liderada por padres e o grito geral "Matem os Judeus", fez-se ouvir por toda a cidade. Os judeus foram tomados desprevenidos e abatidos como ovelhas. O número de mortos chega aos 120 e os feridos cerca de 500. As cenas de horror do massacre são indescritiveis. Bebês foram literalmente desfeitos em pedaços pela multidão enfurecida. A polícia local não fez qualquer tentativa de conter o reino do terror.

Ao pôr do sol, as ruas estavam cheias de cadáveres e de feridos. Aqueles que conseguiram escapar fugiram aterrorizados e a cidade está agora praticamente deserta de Judeus"

("Jewish Massacre Denounced," New York Times, April 28, 1903, p 6). O número final de mortos acabou por ser inferior à falsa afirmação inicial.

O segundo pogrom[editar | editar código-fonte]

Um segundo pogrom teve lugar a 19 e 20 de Outubro de 1905. Desta vez, os distúrbios começaram como um protesto político contra o tsar, mas transformaram-se num ataque aos judeus que se pudesse encontrar. Quando os distúrbios terminaram, 19 Judeus tinham sido mortos e 56 feridos. Grupos de auto-defesa judeus organizados depois do primeiro pogrom contribuiram para conter alguma da violência mas não foram totalmente bem sucedidos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]