Politereftalato de etileno

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Politereftalato de etileno
Alerta sobre risco à saúde
PET.png
Nome IUPAC poly(ethylene terephthalate)
Identificadores
Número CAS 25038-59-9
Propriedades
Densidade 1,3 g·cm3 (20 °C)2
Ponto de fusão

> 250 °C2

Solubilidade em água praticamente insolúvel2
Condutividade térmica 0.15 W m-1 K-11
Índice de refracção (nD) η20 = 1.57 - 1.581
Compostos relacionados
Polímeros relacionados Polinaftalato de etileno (PEN, formado por ácido naftaleno dicarboxílico e etilenoglicol)
Politereftalado de trimetileno (PTT, formado por ácido tereftálico e propano-1,3-diol)
Politereftalato de butileno (PBT, formado por ácido tereftálico e butano-1,4-diol)
Compostos relacionados Ácido tereftálico e Etilenoglicol (monômeros)
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições PTN

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.
Politereftalato de etila

Politereftalato de etileno, ou PET, é um polímero termoplástico, desenvolvido por dois químicos britânicos Whinfield e Dickson em 1941, formado pela reação entre o ácido tereftálico e o etileno glicol, originando um polímero, termoplástico. Utiliza-se principalmente na forma de fibras para tecelagem e de embalagens para bebidas.

Possui propriedades termoplásticas, isto é, pode ser reprocessado diversas vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação. Quando aquecidos a temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente moldados.

As garrafas produzidas com este polímero só começaram a ser fabricadas na década de 70, após cuidadosa revisão dos aspectos de segurança e meio ambiente.

No começo dos anos 80, os Estados Unidos e o Canadá iniciaram a coleta dessas garrafas, reciclando-as inicialmente para fazer enchimento de almofadas. Com a melhoria da qualidade do PET reciclado, surgiram aplicações importantes, como tecidos, lâminas e garrafas para produtos não alimentícios.

Mais tarde na década de 90, o governo americano autorizou o uso destes material reciclado em embalagens de alimentos.

Reciclagem[editar | editar código-fonte]

Uma garrafa PET demora no meio ambiente cerca de 400 anos para se degradar.

Pode ser reciclado pelo processo de termo reação, ou a quente, aonde a determinada temperatura, o polímero fica líquido, podendo então ser moldado, extrusado e comprimido em outras formas.

As garrafas produzidas com esse polímero podem permanecer na natureza por até 800 anos.

No começo da década de 1980, os Estados Unidos e Canadá iniciaram a coleta dessas garrafas, reciclando-as inicialmente para fazer enchimento de almofadas.

Com a melhoria da qualidade do PET reciclado, surgiram aplicações importantes, como tecidos, lâminas e garrafas para produtos não alimentícios.

Mais tarde na década de 1980, o governo norte americano autorizou o uso destes materiais reciclados em embalagens de alimentos.

A produção cresceu, mas a reciclagem não acompanhou a produção, gerando uma invasão de garrafas de todos os tamanhos e formatos, hoje a produção de pet avançou e é um dos maiores vilões do meio ambiente, poluindo matas, rios e córregos3 .

Contaminantes[editar | editar código-fonte]

Os principais contaminantes do PET reciclado são os adesivos plásticos A base ou ("base cup") - a famosa base de alguns refrigerantes de Polipropileno. A maioria dos processos de lavagens não impede que traços destes produtos indesejáveis permaneçam no floco de PET.

A cola age como catalisador de degradação hidrolítica quando o material é submetido à alta temperatura no processo de extrusão, além de escurecer e endurecer o reciclado. O mesmo pode ocorrer com o policloreto de vinilo (PVC), que compõe outros tipos de garrafas e não pode misturar-se com a sucata de PET, pois o PVC reage com o PET, transformando-o em outra substância.

O alumínio existente em algumas tampas é apenas tolerado com teor de até 50 partes por milhão [ppm] no reciclado.

Seleção[editar | editar código-fonte]

A seleção e pré-processamento da sucata é muito importante para a garantia de qualidade do reciclado. A selecção pode ser feita pelo símbolo que identifica o material ou pela cor (cristal, âmbar ou verde). A separação pode seguir processos manuais ou mecânicos, como sensores ópticos.

No pré-processamento, após a prensagem, é preciso retirar os contaminantes, separando-os por diferença de densidade em fluxo de água (levigação) ou ar. Além do rótulo (polietileno de alta densidade), devem ser retirados da sucata os resíduos de refrigerantes e demais detritos, por meio de processos de lavagem.

Os diferentes tipos de garrafas também podem ser um problema na reciclagem. As garrafas que são usadas para envase de bebidas carbonatadas, precisam de um índice de viscosidade maior que o de uma garrafa de água, por exemplo. Dependendo da aplicação da resina reciclada, a mistura dos dois tipos de garrafas pode dar um efeito complicador no futuro processamento.

Vantagens da Reciclagem[editar | editar código-fonte]

  • Redução do volume de lixo nos aterros sanitários e melhoria nos processos de decomposição de matérias orgânicas nos mesmos. O PET acaba por prejudicar a decomposição pois impermeabiliza certas camadas de lixo, não deixando circularem gases e líquidos.
Embalagens plásticas depositadas em aterro sanitário.
  • Economia de petróleo pois o plástico é um derivado.
  • Economia de energia na produção de novo plástico.
  • Geração de renda e empregos.
  • Redução dos preços para produtos que têm como base materiais reciclados.
  • O material não pode ser transformado em adubo. Plástico e derivados não podem ser usados como adubo, pois não há bactéria na natureza capaz de degradar rapidamente o plástico.
  • É altamente combustível, com valor de cerca de 20 Megajoules/quilo , e libera gases residuais como monóxido e dióxido de carbono, acetaldeído, benzoato de vinila e ácido benzóico. Esses gases podem ser usados na indústria química.
  • É muito difícil a sua degradação em aterros sanitários.

Produção de PET no Brasil para garrafas[editar | editar código-fonte]

Uma garrafa PET de refrigerante.

Em toneladas

  • 1994 - 80.000
  • 1995 - 120.000
  • 1996 - 150.000
  • 1997 - 185.700
  • 1998 - 223.600
  • 1999 - 244.800
  • 2000 - 255.100
  • 2001 - 270.000
  • 2002 - 300.000
  • 2003 - 330.000
  • 2004 - 360.000
  • 2005 - 374.000
  • 2006 - 402.000
  • 2007 - 407.000
  • 2008 - 469.700

Reciclagem de PET no Brasil[editar | editar código-fonte]

(fonte ABIPET)

ANO - RECICLAGEM pós-consumo|índice

  • 1994 - 13.000 ton | 18,80%
  • 1995 - 18.000 ton | 25,40%
  • 1996 - 22.000 ton | 21,00%
  • 1997 - 30.000 ton | 16,20%
  • 1998 - 40.000 ton | 17,90%
  • 1999 - 50.000 ton | 20,42%
  • 2000 - 67.000 ton | 26,27%
  • 2001 - 89.000 ton | 32,90%
  • 2002 - 105.000 ton | 35,00%
  • 2003 - 141.500 ton | 43,00%
  • 2004 - 167.000 ton | 47,00%
  • 2005 - 174.000 ton | 47,00%
  • 2006 - 194.000 ton | 51,30%

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b J. G. Speight, Norbert Adolph Lange (de de 2005). "Lange's handbook of chemistry". McGraw-Hill.
  2. a b c Registo de Polyethylenterephthalat na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 7 de Novembro de 2007
  3. Garrafas pet e ecologia

Ligações externas[editar | editar código-fonte]