Pomba-galega

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P. cayennensis em Caño Negro (Costa Rica)

P. cayennensis em Caño Negro (Costa Rica)
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Columbiformes
Família: Columbidae
Género: Patagioenas
Espécie: P. cayennensis
Nome binomial
Patagioenas cayennensis
(Bonnaterre, 1792)
Sinónimos
Columba cayennensis Bonnaterre, 1792

A pomba-galega (Patagioenas cayennensis) é uma ave columbiforme da família Columbidae. Também conhecida como pomba-dourada (SP, litoral sul), pocaçu, pomba-pocaçu, pomba-santa-cruz, pomba-verdadeira, pomba-legítima, pomba-mineira, pomba-gemedeira, pomba-do-ar (SP) e zuleica (SP).[1]

Características[editar | editar código-fonte]

O alto da cabeça, pescoço, manto e peito são da cor vinho. O restante da plumagem é cinza-azulado, a nuca tem reflexos metálicos. As pontas das retrizes (penas da cauda) são pardo-claras. Mede cerca de 32 cm.[1]

Biologia[editar | editar código-fonte]

Hábitos[editar | editar código-fonte]

Vive na orla da mata, pousa comumente em embaúbas e sobre árvores isoladas nas margens dos rios. Voa bem. Move-se no solo andando com passinhos miúdos e rápidos; para a cabeça a cada passo dado, durante um instante, a fim de observar melhor as cercanias. Não saltita nunca. Boceja. Não esconde a cabeça entre as penas do dorso para dormir. Gosta de tomar banho. Após o macho ter galado a fêmea, ela “gala” o macho.[1]

Comum em campos com árvores isoladas, árvores nas margens de rios, bordas de florestas, capoeiras e manguezais. Vive solitária ou aos pares, associando-se em bandos fora da época da reprodução. Pousa no alto das árvores, geralmente em locais bem visíveis.[1]

Alimentação[editar | editar código-fonte]

É granívora e frugívora. Com um rápido movimento lateral do bico vira as folhas mortas para descobrir sementes e frutos caídos, esse movimento também é utilizado para extração de sementes em fendas.[1]

Reprodução[editar | editar código-fonte]

No período de acasalamento (setembro a dezembro), os machos brigam em disputas acirradas, chegando mesmo a cairem juntos ao solo. Durante o cortejo o macho costuma fazer reverências para a fêmea. Os casais são inseparáveis e fazem ninhos tão ralos, olhando-os por debaixo, consegue-se ver os ovos. Normalmente são postos 2 ovos de cor branca.[1]

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Presente em todo o Brasil, e também do México à Argentina e Uruguai.[1]

Referências