Pompeu Fabra

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Pompeu Fabra
Pompeu Fabra em 1933
Nome completo Pompeu Fabra i Poch
Nascimento 20 de Fevereiro de 1868
Vila de Gràcia, Espanha
Morte 25 de dezembro de 1948 (80 anos)
Prades, França
Nacionalidade Espanha espanhol
Ocupação filólogo, linguista

Pompeu Fabra i Poch (Vila de Gràcia, 20 de fevereiro de 1868Prades, 25 de dezembro de 1948) foi um engenheiro industrial espanhol, conhecido por ter estabelecido a normativa moderna da língua catalã.

Em sua homenagem foi criada, a 18 de junho de 1990, a Universidade Pompeu Fabra, na cidade de Barcelona.

História[editar | editar código-fonte]

Pompeu Fabra nasceu em 1868 no bairro de La Salut, da antiga Vila de Gràcia — hoje parte da cidade de Barcelona —, onde passou a sua infância. Era o mais novo de doze irmãos, dos quais só dois atingiram a idade adulta. Aos cinco anos de idade é proclamada a Primeira República Espanhola (1873), durante a qual o seu pai foi eleito alcaide da Vila de Gràcia[1] .

Foi um estudante aplicado que se destacava em matemática, o que o levou aos estudos de engenharia industrial. Todavia, a sua vocação era outra: o estudo do catalão e a sua normalização. Segundo o próprio, a descoberta desta vocação aconteceu num dia em que estava a escrever uma carta para os seus sobrinhos e apercebeu-se de que só dominava a língua que falava. Desde então, o meticuloso engenheiro dedicou-se apaixonadamente ao estudo do catalão, a fim de resgatá-lo do seu desuso e atualizá-lo.

Isto ocorria num momento em que a Catalunha — pelo menos desde a segunda metade do século XIX — tinha iniciado um processo de recuperação da língua e literatura catalãs. Fabra contribui com várias obras, como as Normes ortogràfiques (1913) e a Gramática Catalana (1918) (escrita em castelhano). Não obstante, a sua obra mais importante é, sem dúvida, o Diccionari General de la Llengua Catalana, que saiu ao público em 1932.

Pompeu de Fabra foi um excursionista, amante do Gran Teatre del Liceu e desportista, além de ter sido um homem de muito prestígio e popularidade na Catalunha. Entre 1931 e 1936 foi alvo de diversas homenagens, entre elas a nomeação a professor catedrático na Universidade de Barcelona em 1932, doutor honoris causa pela Universidade de Toulouse e, ainda, presidente honorário da Societat Catalana d'Estudis Històrics. Presidiu, também, os Jocs Florals de Montpellier (1946).

Os anos mais produtivos da sua vida intelectual foram passados em Badalona (1912-1939).

Faleceu em 25 de dezembro de 1948, na comuna francesa de expressão catalã Prades, onde se tinha exilado ao instaurar-se a ditadura fraquista em Espanha.

Referências

  1. Servet i Martí, Àngel. Pompeu Fabra i la llengua catalana (em catalão). Barcelona: [s.n.], 1990.