Ponte Mista de Marabá

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Ponte Mista de Marabá
Ponte vista a partir do anel viário
Nome oficial Ponte Mista de Marabá
Arquitetura e construção
Material Estrutura mista com caixão trapezoidal metálico e laje de concreto protendido, pré-moldada, solidarizada por meio de conectores posteriormente grauteado
Estilo arquitetônico Ponte mista
Mantida por DNIT e Vale S.A.
Início da construção Janeiro de 1984
Data de abertura 28 de fevereiro de 1985
Comprimento total 2.340 metros
Geografia
Via 2 vias, parte da BR-155; Estrada de Ferro Carajás
Cruza Rio Tocantins
Localização  Pará
Coordenadas 5° 31′ 39 S° 49′ 00

A Ponte Mista de Marabá ou Ponte rodoferroviária de Marabá é uma ponte mista que cruza o Rio Tocantins pouco antes da formação do lago artificial da hidrelétrica de Tucuruí dentro da área urbana de Marabá. Sua função inicial era fazer o cruzamento ferroviário, na seção em que está o Rio Tocantins, das cargas de minério ferro de Carajás que vão pela E.F.Carajás até o porto de Itaqui[1] .

Hoje contudo esta tem a função permitir o cruzamento do transporte ferroviário pela Estrada de Ferro Carajás, e o cruzamento rodoviário pela BR-155[2] . Ela é a principal ligação entre os distritos periféricos e o centro de Marabá, também sendo responsável pela ligação do sudeste paraense com a costa norte brasileira.

As faixas de rolamento ao longo da ponte são mão inglesa[3] , tendo ao centro a via férrea que atende ao transporte de cargas e passageiros entre os estados do Pará e Maranhão. Possui 2.340 m de extensão, sem juntas de dilatação e é formada por uma seção caixão metálica com laje de concreto protendido, pré-moldada em faixas[4] .

História[editar | editar código-fonte]

A necessidade de escoamento do minério de ferro da Serra de Carajás foi o principal dínamo que impulsionou a construção da ponte. O minério local somente poderia ser economicamente explorado se pudesse ser transportado para o exterior por meio de uma ferrovia até um porto adequado de exportação[5] .

Com a construção da ferrovia Carajás se tornou necessária uma ponte que devia transpor o grande Rio Tocantins. As obras foram iniciadas no segundo semestre de 1983 com o estudo dos prováveis locais para a construção da ponte. No início de 1984 as obras foram iniciadas de fato, sendo que aproximadamente um ano depois já estavam praticamente concluídas[5] .

As dificuldades de construção eram consideráveis. O nível do Tocantins varia de 8 a 17 metros entre as estações e as chuvas frequentes impediam os trabalhos nas fundações durante a parte do ano. A velocidade de escoamento das águas do rio era de 2 m/s e o leito do rio é rochoso, com ardósia em finas estratificações[5] .

Segundo os propósitos da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) a ponte devia ser projetada exclusivamente para tráfego ferroviário. O Ministério dos Transportes, entretanto, exigiu que o projeto previsse no futuro o uso para rodovias. Foi então estabelecido que a obra fosse complementada em qualquer data futura para tráfego rodoviário, contudo sem interrupção da ferrovia[5] .

Inicialmente foi pedido o projeto da construtora alemã Leonhardt-Andra que apresentou um anteprojeto de ponte empurrada exclusivamente ferroviária. A proposta não foi aceita pelo governo que queria empreiteiras brasileiras no consórcio. A CVRD (hoje Vale S.A.) no entanto afirmava que as empreiteiras brasileiras não estavam ainda em condições de executar obras tão audaciosas. Foi então contratado o engenheiro civil Jayme Mason para desenvolver o projeto final de engenharia, aproveitando algo da concepção originalmente proposta[5] .

Por fim o consórcio para construção foi firmado entre a CVRD, o DNER (hoje DNIT) e as construtoras Batter e Usimec.[6] A ponte foi inaugurada em 28 de fevereiro de 1985 no final do regime militar pelo então presidente João Batista Figueiredo[5] .

Referências

  1. Almanaque Geral Ferroviário - M.M: - Pontes Ferrovárias. Amantes da Ferrovia. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  2. Ponte Mista de Marabá. Flickr/Tarcísio Schnaider. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  3. Pontes e viadutos em vigas mistas. Instituto Brasileiro de Siderurgia/Cetro Brasileiro de Construção em Aço. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  4. Construindo Pontes. IASD. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  5. a b c d e f Ponte Mista de Marabá. Ministério dos Transportes. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  6. Pontes, Passarelas e Viadutos. Usiminas Mecância.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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