Ponte Mista de Marabá

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ponte Mista de Marabá
PonteMistaMaraba.JPG
Ponte vista a partir do anel viário
Nome oficial Ponte Mista de Marabá
Via 2 vias, parte da BR-155; Estrada de Ferro Carajás
Cruza Rio Tocantins
Localização  Pará
Mantida por DNIT e Vale S.A.
Maior vão livre 70,4
Estilo arquitetônico Ponte mista
Comprimento total 2.340 metros
Início da construção Janeiro de 1984
Data de abertura 28 de fevereiro de 1985
Material Estrutura mista com caixão trapezoidal metálico e laje de concreto protendido, pré-moldada, solidarizada por meio de conectores posteriormente grauteado
Coordenadas 5° 31′ 39 S° 49′ 00

A Ponte Mista de Marabá ou Ponte rodoferroviária de Marabá é uma ponte mista que cruza o Rio Tocantins pouco antes da formação do lago artificial da hidrelétrica de Tucuruí dentro da área urbana de Marabá. Sua função inicial era fazer o cruzamento ferroviário, na seção em que está o Rio Tocantins, das cargas de minério ferro de Carajás que vão pela E.F.Carajás até o porto de Itaqui[1] .

Hoje contudo esta tem a função permitir o cruzamento do transporte ferroviário pela Estrada de Ferro Carajás, e o cruzamento rodoviário pela BR-155[2] . Ela é a principal ligação entre os distritos periféricos e o centro de Marabá, também sendo responsável pela ligação do sudeste paraense com a costa norte brasileira.

As faixas de rolamento ao longo da ponte são mão inglesa[3] , tendo ao centro a via férrea que atende ao transporte de cargas e passageiros entre os estados do Pará e Maranhão. Possui 2.340 m de extensão, sem juntas de dilatação e é formada por uma seção caixão metálica com laje de concreto protendido, pré-moldada em faixas[4] .

História[editar | editar código-fonte]

A necessidade de escoamento do minério de ferro da Serra de Carajás foi o principal dínamo que impulsionou a construção da ponte. O minério local somente poderia ser economicamente explorado se pudesse ser transportado para o exterior por meio de uma ferrovia até um porto adequado de exportação[5] .

Com a construção da ferrovia Carajás se tornou necessária uma ponte que devia transpor o grande Rio Tocantins. As obras foram iniciadas no segundo semestre de 1983 com o estudo dos prováveis locais para a construção da ponte. No início de 1984 as obras foram iniciadas de fato, sendo que aproximadamente um ano depois já estavam praticamente concluídas[5] .

As dificuldades de construção eram consideráveis. O nível do Tocantins varia de 8 a 17 metros entre as estações e as chuvas frequentes impediam os trabalhos nas fundações durante a parte do ano. A velocidade de escoamento das águas do rio era de 2 m/s e o leito do rio é rochoso, com ardósia em finas estratificações[5] .

Segundo os propósitos da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) a ponte devia ser projetada exclusivamente para tráfego ferroviário. O Ministério dos Transportes, entretanto, exigiu que o projeto previsse no futuro o uso para rodovias. Foi então estabelecido que a obra fosse complementada em qualquer data futura para tráfego rodoviário, contudo sem interrupção da ferrovia[5] .

Inicialmente foi pedido o projeto da construtora alemã Leonhardt-Andra que apresentou um anteprojeto de ponte empurrada exclusivamente ferroviária. A proposta não foi aceita pelo governo que queria empreiteiras brasileiras no consórcio. A CVRD (hoje Vale S.A.) no entanto afirmava que as empreiteiras brasileiras não estavam ainda em condições de executar obras tão audaciosas. Foi então contratado o engenheiro civil Jayme Mason para desenvolver o projeto final de engenharia, aproveitando algo da concepção originalmente proposta[5] .

Por fim o consórcio para construção foi firmado entre a CVRD, o DNER (hoje DNIT) e as construtoras Batter e Usimec.[6] A ponte foi inaugurada em 28 de fevereiro de 1985 no final do regime militar pelo então presidente João Batista Figueiredo[5] .

Referências

  1. Almanaque Geral Ferroviário - M.M: - Pontes Ferrovárias. Amantes da Ferrovia. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  2. Ponte Mista de Marabá. Flickr/Tarcísio Schnaider. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  3. Pontes e viadutos em vigas mistas. Instituto Brasileiro de Siderurgia/Cetro Brasileiro de Construção em Aço. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  4. Construindo Pontes. IASD. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  5. a b c d e f Ponte Mista de Marabá. Ministério dos Transportes. Página visitada em 7 de agosto de 2011.
  6. Pontes, Passarelas e Viadutos. Usiminas Mecância.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma ponte é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.