Ponte Rio Negro

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Ponte Rio Negro
Nome oficial Ponte Rio Negro
Arquitetura e construção
Design Ponte Estaiada
Mantida por SEINF-AM / Governo do Estado do Amazonas
Início da construção 2007[1]
Data de abertura 24 de outubro de 2011 (3 anos)
Dimensões
Comprimento total 3 595 metros[1]
Altura 162 metros[1]
Pedágio Não
Geografia
Via 4 vias, parte da AM-070
Cruza Rio Negro
Localização Municípios de Manaus e Iranduba, no estado brasileiro do Amazonas.

A Ponte Rio Negro é uma ponte estaiada da rodovia AM-070 (também chamada de Rodovia Manuel Urbano), que liga a cidade de Manaus ao município de Iranduba, no estado brasileiro do Amazonas. Foi inaugurada em 24 de outubro de 2011. É a única ponte que atravessa o trecho brasileiro do Rio Negro, sendo considerada como a maior ponte fluvial e estaiada do Brasil, com 3,6 quilômetros de extensão (3.595 metros). O custo total da Ponte Rio Negro foi de 1,099 bilhão de reais.[2]

Construção[editar | editar código-fonte]

A Ponte Rio Negro começou a ser construída em 2007. Foram usados aço e cimento em quantidade suficiente para erguer três estádios do Maracanã. Devido a acidez das águas do Rio Negro, adicionou-se pozolana (material silicioso anticorrosivo) ao concreto empregado nas estacas e no tabuleiro.

Em 24 de outubro de 2011, aniversário de 342 anos da capital do Amazonas, a mesma foi inaugurada, com 3.595 metros a um custo de R$ 1,099 bilhões, pela atual presidente do país, Dilma Roussef, que garantiu uma promessa feita antes à cidade: a extensão da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a extensão dos benefícios para toda a região metropolitana, garantindo a extensão de incentivos além do Polo Industrial de Manaus, possibilitando um maior desenvolvimento e o início de uma conurbação entre quatro municípios vizinhos, com a criação de empregos e a preservação do meio ambiente.[3]

Características[editar | editar código-fonte]

A Ponte Rio Negro, a maior ponte estaiada de 400 metros (seção suspensa por cabos) do Brasil para o rio, é a segunda maior ponte fluvial no mundo, superada apenas pela ponte sobre o Rio Orinoco, na Venezuela. Sua largura total é de 20,70 metros no trecho convencional e 22,60 metros na parte estaiada. A via tem quatro faixas de tráfego, duas em cada sentido, além da faixa de passeio para pedestres nos dois lados. O mastro central apoia dois vãos de 200 metros para cada lado. A estrutura, em forma de diamante, é dividida em três partes: um cone de ponta-cabeça abaixo do tabuleiro, um cone acima do tabuleiro e o topo do mastro. O formato aerodinâmico foi adotado para diminuir o atrito com o vento.[4]

Para o governo do Amazonas a ponte vai além da arquitetura monumental, levando o desenvolvimento para as regiões do rio Purus e Solimões, além dos municípios adjacentes. Um exemplo é a produção oleira em Iranduba e o incremento do turismo em Novo Airão e outros municípios da RMM. Pretende-se duplicar a estrada Iranduba-Manacapuru (AM-070), permitindo aos produtores rurais que se liguem via malha viária à capital sem a necessidade de "atravessadores" comerciais.[5]

Ao lado do Teatro Amazonas, a ponte vem sendo considerada um dos maiores e mais importantes monumentos da arquitetura da Amazônia, o que representa um marco na integração da Região Metropolitana de Manaus (RMM), fundada em 2007, com oito municípios e cerca de 2,1 milhões de habitantes.[4]

Referências

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