Ponte de D. Maria Pia

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Ponte D. Maria Pia
Ponte Maria Pia - Porto.JPG
Nome oficial {{{nome_oficial}}}
Via Linha do Norte
Cruza Rio Douro
Localização Porto/Vila Nova de Gaia, Portugal
Mantida por {{{mantida}}}
Design Théophile Seyrig
Maior pilar {{{pilar_principal}}}
Maior vão livre {{{vao_livre}}}
Estilo arquitetônico {{{arquitetura}}}
Comprimento total 352 metros
Largura {{{largura}}}
Altura 61 metros
Tráfego {{{tráfego}}}
Altura máxima {{{elevação_cima}}}
Início da construção 1876
Término da construção 1877
Data de abertura 1877
Data de fechamento 1991
Data de Demolição {{{demolição}}}
Pedágio {{{pedágio}}}
Data de destruição {{{destruição}}}
Material

A Ponte de D. Maria Pia, também designada por Ponte Maria Pia, é uma infra-estrutura ferroviária sobre o Rio Douro, junto à cidade do Porto, em Portugal.

Índice

Descrição [editar]

Esta ponte, de metal, apresenta um tabuleiro com 352 metros de extensão; o arco sob o tabuleiro, de forma biarticulada,1 tem 160 metros de corda e 42,60 metros de flecha.2 A altura, a partir do nível das águas, é de 61 metros.3

História [editar]

Ponte Maria Pia - gravura de 1877.

Esta ponte, assim chamada em honra de Maria Pia de Sabóia, é uma obra de grande beleza arquitectónica, projectada pelo Eng.º Théophile Seyrig e edificada, entre 5 de Janeiro de 18764 e 4 de Novembro de 1877,5 pela empresa Eiffel Constructions Métalliques. Foi a primeira ponte ferroviária a unir as duas margens do rio Douro.

Estiveram em permanência 150 operários a trabalhar, tendo-se utilizado 1.600.000 quilos de ferro. Tendo em consideração as dimensões da largura do rio e das escarpas envolventes, foi o maior vão construído até essa data, aplicando-se métodos revolucionários para a época.

A inauguração deu-se a 4 de Novembro de 18772 por D. Luís I e D. Maria Pia; a cerimónia teve a presença da Banda de Música da Cidade de Espinho.

No último quartel do século XX tornou-se evidente que a velha ponte já não respondia de forma satisfatória às necessidades. Dotada de uma só linha, obrigava à passagem de uma composição de cada vez, a uma velocidade que não podia ultrapassar os 20 km/h e com cargas limitadas. No entanto, a ponte esteve em serviço durante 114 anos, como parte da Linha do Norte, até à entrada em serviço da Ponte de S. João em 1991.

A construção da ponte em tempo recorde, aliada à dificuldade da transposição do enorme vão, concedeu a Eiffel a fama que procurava desde 1866, altura em que fundou a sua empresa com o engenheiro Théophile Seyrig. Eiffel, para acompanhar os trabalhos de construção da ponte, instalou-se em Barcelos entre 1875 e 1877.

Gustave Eiffel publicou na "Revista de Obras Públicas e Minas" uma análise pormenorizada da construção, onde incluiu quer os projectos, quer o cálculo dos vários componentes da ponte. Adoptando o mesmo modelo, realizou o Viaduto de Garabit (1880-1884) com 165 metros de vão, a estrutura da Estátua da Liberdade (1884-1886) e a Torre Eiffel (1889).

Fases de construção [editar]

Distinções [editar]

  • Em 1982 foi classificada Monumento Nacional pelo IGESPAR.6
  • Em 1990 foi classificada pela American Society of Engineering (ASCE) como Internacional Historic Civil Engineering Landmark.7

Actualidade e futuro [editar]

As restrições de velocidade de tráfego que não permitiam ultrapassar a velocidade de 20 km/h e o facto de apenas possuir via única ditaram o seu fim com infraestrutura ferroviária.7 Em 1991 foi substituída pela Ponte de São João, ficando ao abandono até 2009, quando se procedeu a várias obras de preservação, ficando no entanto sem uso até à actualidade. Dos vários projectos que foram sendo apontados para a sua re-utilização, nenhum foi concretizado e a Refer já tentou livrar-se dos encargos de manutenção continuando as autarquias de Vila Nova de Gaia e do Porto a também não pretender tal encargo.8

Referências

  1. José Pedro Duarte (Julho 2008). Rio Douro: Muito mais do que turismo. Mundo Português. Página visitada em 27 de Fevereiro de 2010.
  2. a b Santos, 1989:329
  3. As Pontes do Porto. Conhecer o Porto (2008). Página visitada em 27 de Fevereiro de 2010.
  4. Cronologia. Comboios de Portugal. Página visitada em 27 de Fevereiro de 2010.
  5. Medalha Ponte D. Maria Pia. Irmãos Carvalho Coleccionismo. Página visitada em 27 de Fevereiro de 2010.
  6. Ponte de D. Maria Pia. Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Página visitada em 5 de setembro de 2012.
  7. a b Isabel Sereno (1995). Ponte D. Maria Pia / Ponte Ferroviária D. Maria Pia. IHRU/SIPA. Página visitada em 5 de setembro de 2012.
  8. Ninguém quer ser responsável pela ponte Maria Pia. Diário de Notícias (Portugal) (12 de outubro de 2011). Página visitada em 5 de setembro de 2012.

Bibliografia [editar]

  • Santos, José Coelho dos. O Palácio de Cristal e a Arquitectura de Ferro no Porto em Meados do Século XIX. Porto: Fundação Eng. António de Almeida, 1989. 387 p.

Ligações externas [editar]

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