Pontevedra

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Espanha Pontevedra  
—  Município  —
Praça Curros Enríquez
Praça Curros Enríquez
Bandeira de Pontevedra
Bandeira
Brasão de armas de Pontevedra
Brasão de armas
Localização do município de Pontevedra na Galiza
Localização do município de Pontevedra na Galiza
Pontevedra está localizado em: Província de Pontevedra
Pontevedra
Localização de Pontevedra na província homónima
Pontevedra está localizado em: Espanha
Pontevedra
Localização de Pontevedra na Espanha
42° 26' N 8° 39' O
Comunidade autónoma Galiza
Província Pontevedra
Comarca Pontevedra
 - Alcaide Miguel Anxo Fernández Lores (2011, BNG)
Área
 - Total 117 km²
Altitude 20 m (66 pés)
População (2012)[1]
 - Total 82 684
    • Densidade 706,7/km2 
Gentílico: Pontevedrés, Lerense, Teucrino
Orago Nossa Senhora do Ó
São Sebastião
Sítio www.pontevedra.gal

Pontevedra é um município (concello em galego), capital da província homónima, na Galiza, noroeste de Espanha. Pertence à comarca de Pontevedra, tem 117 km² de área e em 2012 a população do município era de 82 684 habitantes (densidade: 706,7 hab./km²).[1] É uma cidade principalmente de serviços, já que a grande maioria do tecido industrial da província encontra-se na cidade vizinha de Vigo.

A cidade, parte do Caminho Português de Santiago, encontra-se 25 km as norte de Vigo, 18 km a norte de Redondela, 60 km a sul de Santiago de Compostela, 105 km a noroeste de Ourense e 50 km a norte da fronteira portuguesa (Tui-Valença).

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município situa-se a nordeste, leste e sudeste do início da ria de Pontevedra, prolongando-se até ao início da ria de Vigo e ao rio Verdugo, através das paróquias de A Canicouva e Ponte Sampaio, as quais formam uma espécie de exclave. O zona do concelho de Pontevedra à beira da ria de Vigo é chamada O Castelo e ali existe uma pequena ilha com o mesmo nome que também faz parte do município de Pontevedra. O município ocupa os vales fluviais do Lérez e do rio dos Gafos; a parte sudoeste ocupa a margem sul da ria de Pontevedra.

Municípios limítrofes de Pontevedra
Meis Barro, Moraña Campo Lameiro
Poio Rosa de los vientos.svg Cotobade
Vilaboa, Marín Soutomaior, Vilaboa Ponte Caldelas

Pontevedra situa-se no fundo da ria de Pontevedra, na margem esquerda do rio Lérez, que desemboca na ria a quatro quilómetros. Assenta numa elevação rochosa relativamente aplanada pela erosão, que embora não seja muito alta, obriga o rio Lérez a rodeá-la pelo norte antes de desembocar na ria. Esta situação faz com que as únicas ruas com inclinação assinalável sejam as que baixam para a zona costeira e do rio. A localização sempre foi importante estrategicamente, pois é o ponto mais ocidental (mais próximo do mar) onde se pode cruzar a ria no sentido norte-sul através de uma ponte.

O concelho é constituído por mais 18 paróquias civis:

  • Alba (Santa María)
  • Bora (Santa Mariña)
  • O Burgo (San Bartolomeu e Santa María)
  • Campañó (San Pedro)
  • Campolongo (San Xosé)
  • A Canicouva (Santo Estevo)
  • Cerponzóns (San Vicente)
  • Lérez (San Salvador)
  • Lourizán (Santo André)
  • Marcón (San Miguel)
  • Mourente (Santa María)
  • Ponte Sampaio (Santa María)
  • Salcedo (San Martiño)
  • Santa María de Xeve (Santa María)
  • Tomeza (San Pedro)
  • Verducido (San Martiño)
  • A Virxe do Camiño
  • Xeve (Santo André)

Apesar da sua pequena dimensão, Pontevedra é uma cidade que conta com muitos bairros. Historicamente, o mais conhecido é O Burgo, famoso pela sua ponte e por estar situado entre os sapais de Alba e do Lérez. Monteporreiro é uma zona residencial por excelência, juntamente com Campolongo, situado no centro urbano. Mollabao carateriza-se por ter muitos militares entre os seus residentes. A Parda encontra-se em expansão e se continuar a crescer ao ritmo dos últimos anos tornar-se-à um dos bairros mais importantes da cidade. Outros bairros importantes são La Seca e Salgueiriños.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é temperado e chuvoso, com uma temperatura média anual de 15 °C e amplitude térmica de 10 °C (entre 10 °C em janeiro e 20 °C em julho). A precipitação média anual é de 1 691 mm, podendo oscilar entre os 1 600 e os 1 800 mm, concentrando-se principalmente no final do outono e no inverno e diminuindo substancialmente entre junho e agosto. Há uma grande propensão para trovoadas atlânticas durante o outono e o inverno, frequentemente com alguma violência.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Pontevedra Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registada (°C) 22,5 23,4 28,4 31,3 34,0 38,0 39,5 38,2 36,6 32,2 25,6 23,4 39,5
Temperatura máxima média (°C) 13,1 14,3 16,6 17,9 19,9 23,5 25,6 25,6 23,6 19,7 16,0 13,8 19,1
Temperatura mínima média (°C) 6,0 6,8 7,6 8,5 10,9 13,4 15,4 15,2 13,9 11,4 8,6 7,3 10,4
Temperatura mínima registada (°C) -3,6 -1,7 -2,0 0,6 4,2 7,0 9,2 9,8 7,2 4,2 0,0 -1,5 -3,6
Precipitação (mm) 204 190 126 140 129 66 44 47 108 185 198 254 1 691
Dias com chuva 15 13 12 13 13 8 5 5 8 13 14 15 133
Dias de sol 7 5 8 6 5 10 13 12 9 6 6 7 93
Horas de sol 116 112 179 197 226 270 292 278 212 151 116 98 2 223
Fonte: Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) [2] [3]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Gráfico da evolução da população de Pontevedra entre 1842 e 2012 [4]

Nota: Nos casos em que há dados disponíveis para a população de facto e de jure é indicado o valor mais alto dos dois. Entre o censo de 1857 e o anterior a área do município aumentou com a inclusão de Verducido. Entre o censo de 1877 e o anterior, o município foi novamente expandido com a anexação de Alba, Mourente y Salcedo. Entre o de 1950 e o anterior, foi incorporado Xeve e no censo de 1960 foi incorporado Ponte Sampaio.

História[editar | editar código-fonte]

Lenda da fundação[editar | editar código-fonte]

Segundo uma lenda de caráter erudito criada no Renascimento para dotar a citadade de uma origem fantástica, Pontevedra teria sido fundada por Teucro, um dos heróis da Guerra de Troia. A lenda afirma que o herói chegou a estas terras após ter sido recusado pelo pai dele, Télamon, e fundou um assentamento com o nome de Helenes, após o que se casou com Helena, filha do rei Putrech que nesse momento dirigia o exército grego até à cidade de Atenas.[carece de fontes?] Possivelmente[carece de fontes?] essa lenda terá sido baseada numa passagem de Estrabão, que citando Asclepíades de Myrlea,[nt 1] relata que ao voltar da Guerra de Troia os companheiros de Teucro se estabeleceram na Callaicia (Galiza), onde fundaram duas cidades — Hellenes e Amphiloci — a segunda em honra a Anfíloco, que lá morrera.[5]

O certo é que os diversos estudos arqueológicos não demonstraram uma presença humana anterior à época romana. A lenda inspirou uma inscrição existente na fachada do ayuntamiento (sede do município):

  

FVNDOTE TEVCRO VALIENTE

DE AQVESTE RIO EN LA ORILLA

PARA QUE EN ESPAÑA FVESES

DE VILLAS LA MARAVILLA

DEL ZEBEDEO LA ESPADA

CORONA TU GENTILEZA

VN CASTILLO PVENTE Y MAR

ES TIMBRE DE TV NOBLEZA

   

Fundou-te o valente Teucro

na margem deste rio

para que Espanha fosses

das vilas a maravilha

de Zebedeu a espada

coroa a tua gentileza

um castelo, uma ponte e mar

que é timbre da tua nobreza

  

Época romana[editar | editar código-fonte]

A historiografia tradicional afirma que a cidade tem origem no assentamento de Ad Duos Pontes. No entanto, estudos mais recentes relacionam a fundação de Pontevedra com o assentamento de Turocqua, na margem sul do Lérez. O topónimo Pontevedra deriva do latim e significa "ponte velha".[nt 2] O nome de Duos Pontes (duas pontes) deve-se à existência de duas pontes na área.

Depois da integração da Galécia no Império Romano, foram construídas uma série de vias de comunicação, que ligavam comercial e militarmente a província com o resto da península Ibérica. A Via XIX do Itinerário de Antonino, que ligava Bracara Augusta (atual Braga) a Luco Augusto (atual Lugo) e Astúrica Augusta (atual Astorga), cruzava o rio Lérez em Pontevedra. Turocqua situava-se nas imediações onde hoje se encontra a ponte do Burgo, em pleno centro histórico. A descoberta em 1988, na cabeceira sul da ponte, de um marco miliário dedicado ao imperador romano Adriano no ano 137 confirma a passagem da estrada romana naquele local.

Séculos XII–XV[editar | editar código-fonte]

Durante o reinado de Fernando II na Galiza, na última parte do século XII assistiu-se a alguma reativação da atividade comercial, graças à restauração de caminhos e pontes. O local hoje ocupado pela cidade voltou a repovoar-se, depois de se ter assistido a um certo abandono na Alta Idade Média. A ponte romana que tinha dado o nome ao lugar estava então em ruínas, pelo que foi substituída por uma nova, que ainda hoje existe, embora com algumas modificações.

Atualmente já não existe o foral original concedido por Fernando&nsbp;II, mas uma confirmação dele por Afonso X em 1264. Os privilégios e isenções que se foram concedendo à cidade atuaram como importantes dnamizadores da sua atividade económica. Entre as concessões destacam-se o monopólio do fabrico de saín[nt 3] na Galiza e da cura de peixe (não da salga), em 1229, e a adjudicação do porto de carga e descarga da Galiza em 1452.

As sucessivas ampliações do recinto muralhado pontevedrês foram determinadas pelo crescimento demográfico e pelo desenvolvimento de atividades económicas na vila, que necessitava de espaços mais amplos para poder expandir-se. A tudo isto juntava-se o desejo da Coroa de controlar a produção e o trânsito de mercadorias. A economia da cidade alcança o seu maior esplendor durante o reinado de Henrique IV de Castela, que em 1467 concede o privilégio de uma feira franca, de 30 dias de duração, que decorre quinze dias antes da festa de São Bartolomeu. Para a realização destas feiras, a muralha foi novamente ampliada para criar a Praça de Ferrería, onde decorria a feira. Esta foi recuperada no ano 2000, realizando-se no primeiro fim de semana de setembro.

Séculos XVI–XVIII[editar | editar código-fonte]

Desde o Baixa Idade Média e até ao século XVI, Pontevedra torna-se uma das cidades mais populosas da Galiza, com um grande porto pesqueiro ligado ao comércio internacional, no qual se destaca a exportação de peixe salgado para Portugal. A nau Santa Maria, usada por Cristóvão Colombo na viagem em que descobriu a América, foi construída em Pontevedra pelo poderoso Grémio de Mareantes, o que está na origem do seu cognome "A Galega".

No entanto, a partir do fim do século XVI, a cidade entraria em decadência, primeiro devido ao abandono por parte da Coroa de Castela e depois devido a sucessivas guerras e, principalmente, pela diminuição da profundidade do rio Lérez, o que levaria ao desaparecimento das relações comerciais que se desenvolviam no antigo bairro marítimo da Moureira. A crise, cujos sinais começaram a ser notórios no final do século XVI, aprofundou-se nos séculos XVII, XVIII e XIX.

Durante os séculos XVII e XVIII a decadência agudizou-se devido à instabilidade política provocada pelas constantes guerras que ocorreram nesse período (Portugal e a sucessão espanhola, a ocupação inglesa, etc.), que contribuíram para o declínio do comércio exterior. A população de Pontevedra reduziu-se para metade, quando na Galiza duplicou e no resto da comarca de Pontevedra triplicou. Esta crise demográfica foi provocada por epidemias e graves doenças.

Século XIX[editar | editar código-fonte]

No início do século XIX, a economia de Pontevedra baseava-se fundamentalmente na atividade artesã, no comércio e, em menor escala, na pesca e na agricultura. Em 1833, com a criação das províncias, torna-se a capital da província homónima, o que deu origem a que se tornasse um centro administrativo. Nesta época, devido à necessidade de ter espaços para edificação, a cidade muda a sua fisionomia, derrubando-se muralhas e abrindo-se novas ruas, como a que hoje vai de Oliva até Virxe do Camiño (atual Rua García Camba) ou a que vai desde a Rua do Comércio até Michelena. Foram também empreendidas obras de infraestrutura e saneamento, construídas escolas e hospitais, criados espaços de uso público como a Alameda do Arquiteto Sesmeros, e chega o caminho-de-ferro.

Século XX[editar | editar código-fonte]

As primeiras décadas do século XX são um período de grande efervescência cultural e política em Pontevedra. É nesta altura que é criada a Missão Biológica da Galiza, em 1921, e dez anos depois foi fundado o Partido Galeguista de Pontevedra, que esteve na origem do nacionalismo galego atual. Fundado e liderado por, entre outros, Alfonso Castelao e Alexandre Bóveda, alguns meses depois de ser fundado uniu-se para formar o Partido Galeguista, dirigido por Castelao e Bóveda.

Em 1936 tem lugar o levantamento militar do general Franco, que deu origem à Guerra Civil Espanhola, fomentada pelos ódios acumulados durante anos. À guerra seguiu-se a repressão dos triunfadores, que assassinaram, fuzilaram ou obrigaram a fugir para o exílio numerosas pessoas. As duas primeiras décadas da ditadura franquista são de grandes dificuldades económicas para a maioria da população. A situação começou a mudar na década de 1960, que se caraterizou por um desenvolvimento sustentado que se tornou mais notório no início dos anos 1970, coincidindo com a morte de Franco em 1975 e com a transição democrática. Durante este período desenvolveu-se extraordinariamente o setor da construção, que até à atualidade é um dos grandes motores da economia local.

Nos últimos anos, a cidade tem vindo a prestar homenagem a diversas personalidades galegas. Em 1999, o Concelho de Pontevedra rendeu pela primeira vez uma homenagem institucional a Alexandre Bóveda, uma figura chave da história contemporânea da Galiza, assassinado a 17 de agosto de 1936 pelos franquistas, bem como a outras figuras importantes na história política de Pontevedra que foram fuziladas a 12 de novembro do mesmo ano por defenderem a Galiza, a liberdade e a justiça social: o comandante Ramiro Paz, o mestre Xermán Adrio, o advogado e ex-governador civil Xosé Adrio, os médicos Amancio Caamaño, Luis Poza Pastrana e Telmo Bernárdez, o capitão Juan Rico González, o professor Paulo Novás, o industrial Benigno Rey Pavón e o escritor Víctor Casas.

O governo municipal de Pontevedra foi até 1999 um espécie de feudo do Partido Popular da Galiza (PPdeG), mas nesse ano as eleições municipais foram ganhas pelo médico Miguel Anxo Fernández Lores, do Bloco Nacionalista Galego (BNG). Miguel Anxo governou o concelho em coligação com María Teresa Casal, do Partido dos Socialistas da Galiza (PSdeG ou PSdeG-PSOE). Nas eleições de 2011, os socialistas perderam metade dos seus vereadores e o BNG ganhou mais quatro; desde então o executivo municipal é dirigido por Miguel Anxo em coligação com Antón Louro, do PSdeG-PSOE.

Zonas da cidade[editar | editar código-fonte]

O núcleo urbano tem cerca de 65 000 (em finais da década de 2000 ou início da década seguinte) e tem numerosos bairros, alguns pequenos e outros relativamente grandes.

  • Casco Vello — É a zona mais antiga da cidade, outrora muralhada, onde se encontram a maior parte dos monumentos, como é o caso de várias praças, como a de São Francisco, ou a Basílica de Santa Maria Maior
  • A Moureira — Estende-se ao longo do rio Lérez pela Avenida das Corbaceiras. Antigo bairro marítimo, de que hoje resta pouco devido às construções dos anos 1970, o seu urbanismo é algo caótico por ter a mesma planta que tinha há vários séculos. Ali se encontram a capela de São Roque, o porto desportivo e o Grémio de Mareantes.
  • Alameda-Palmeiras — Parte da cidade erigida em finais do século XIX, tem vários edifícios importantes, como a sede do município (concello), da Deputação Provincial, o Instituto, etc., quase todos desenhados por Alejandro Sesmeros, juntamente com a Alameda, o Passeio de Montero Ríos, o Jardins de Vicenti e de Colombo, e áreas como a Praça de Espanha, a Rua General Gutiérrez Mellado (também conhecida como rua dos bancos pela quantidade de sucursais bancárias que ali se encontram), etc.
  • A Peregrina-Ensanche — Área com muito comércio, as suas ruas estão pejadas de lojas, tanto de pequena dimensão como de grandes cadeias. As lojas de grandes marcas situam-se maioritariamente no eixo Benito Corbal-Sagasta. As principais praças são a da Peregrina, ponto nevrálgico da urbe e cuja igreja é muito popular, a Praça de Compostela, também chamada de Fonte dos Nenos (fonte das crianças), e a de San Xosé, chamada popularmente Praça dos Músicos. É nesta zona que se encontram os museus das antigas Caixanova e Caixa Galicia.
  • Santo Antoniño-Santa Clara — É provavelmente um dos primeiros bairros de habitação social da cidade. As casas subvencionadas encontram-se sobretudo na Rua de San Antoniño. A Praça de Barcelos é uma das mais abertas da cidade. Outros pontos de interesse são o Estádio da Xuventude em Pai Olmedo, o convento de Santa Clara e a Ponte dos Tirantes.
  • O Burgo-A Xunqueira — O Burgo, antiga aldeia extramuros, é um dos maiores bairros residenciais da cidade; situa-se em redor das ruas Coruña e Médico Ballina. Ali se encontram o Estádio de Pasarón, casa do Pontevedra Club de Fútbol, e a capela de Santiaguiño. A Ponte do Burgo liga esta área ao Casco Vello e a Avenida de Compostela constitui a saída norte da cidade, separando O Burgo da Xunqueira. Nesta zona encontra-se um dos campus da Universidade de Vigo, as escolas da Xunqueira, a cidade desportiva, o Pazo da Cultura-Recinto Feiral e o Parque da Família.
  • A Eiriña — Antiga aldeia da qual já nada resta, ali se encontra o Hospital Provincial e um numerosas casas recentes, cujo número continua a crescer.
  • O Gorgullón — Situado na margem oriental do rio dos Gafos, o seu eixo central é a Avenida Eduardo Pondal. Ali se situam as estações de comboio e de autocarros.
  • Os Salgueiriños-Valdecorvos — Nasceu como uma urbanização social e atualmente é uma área quase exclusivamente residencial, construída nos anos 1990 e que constitui a entrada oriental da cidade. A sua rua principal é a Loureiro Crespo (estrada de Ourense).
  • A Seca — Outro bairro residencial, onde antigamente se situava a fábrica madeireira Tafisa. Há planos para que o campus universitário seja ampliado para esta zona.
  • A Parda — Zona totalmente residencial moderna onde se situam o Colégio Sagrado Coração, o conservatório e o centro de saúde da Parde.
  • San Amaro — Área residencial onde há muitas vivendas unifamiliares onde se encontra o cemitério e a capela homóninas.
  • Avenida de Lugo-Santa Margarida — A Avenida de Lugo é a saída da cidade em direção a Cotobade e Ourense. Tem grandes superfícies comerciais e concessionários de automóveis. O principal atrativo de Santa Margarida é a sua capela e o seu carvalho.
  • Campolongo — Área residencial surgida nos anos 1970 nos terrenos do antigo pazo de Paco Leis. Dispõe de um parque, uma igreja e um grande centro admistrativo da Junta da Galiza e do Ministério da Fazenda, situado na Avenida Fernández Ladreda.
  • Mollabao-A Ruibal — Antiga aldeia à beira-mar atualmente convertida em zona residencial de média e baixa densidade. É atravessada pela Autoestrada do Atlântico (AP-9) e pela estrada para Marín.
  • San Brais-Fontesanta — Zona de chalés e antigas casas de habitação social já perto de Salcedo, ali se encontra uma capela dedicada a San Brais e um hipermercado.
  • Avenida de Vigo — Zona de construção muito recente em redor da avenida do mesmo nome. Ali se situa o Nó Pino, onde todos os dias há grandes congestionamentos rodoviários devido a ali confluírem estradas PO-10 (circunvalação de Pontevedra), a N-550, um dos principais eixos rodoviários da Galiza (Tui-Corunha) e a PO-542.

Monumentos e museus[editar | editar código-fonte]

Arquitetura religiosa[editar | editar código-fonte]

  • Real Basílica Menor de Santa Maria Maior — Construída por iniciativa do Grémio de Mareantes, data do século XVI e foi realizada em estilo gótico tardio com influências manuelinas e renascentistas. Destaca-se a fachada principal, de estilo plateresco, realizada por Cornielis da Holanda e o português João Nobre e, na fachada sul, os relevos didáticos com cenas de história sagrada e fábulas, bem como representações da cidade com as suas muralhas.
  • Capela do Nazareno — Antiga capela do convento de clausura das Irmãs Emparedadas, data do século XIV. A imagem do Cristo Nazareno é muito venerada pelos crentes.
  • Igreja de São Francisco — Datada do século XIII, fazia parte do Convento de São Francisco. A fachada românica é tudo o que resta da construção original, pois tanto a igreja como o convento sofreram muitas modificações ao longo do tempo, especialmente na Idade Média e Idade Moderna. Em 1836, com a desamortização de Mendizábal, tanto o convento como a igreja foram deixados ao abandono, o que esteve na origem de grandes estragos e inclusivamente a destruição de uma capela. Desde a sua origem que foi lugar de enterro das famílias ilustres da cidade. No seu interior destacam-se vários sarcófagos do século XV e os de Paio Gómez Chariño, trovador e almirante, e da sua esposa.
  • Convento de Santa Clara — A comunidade das freiras clarissas instalou-se em Pontevedra no século XIII; a igreja do convento data do século XIV. O convento foi célebre na cidade por ser o lugar escolhido pelas famílias ilustres para o retiro das filhas solteiras.

Edifícios públicos[editar | editar código-fonte]

  • Casa consistorial — Sede do governo municipal, é uma obra de Alejandro Sesmero, inspirada no estilo Luís XV (Rococó). Ao lado do acesso da traseiro encontra-se a escultura de Ramón Conde intitulada "Fiel Constante", que recorda o ato de fiscalizar os pesos e medidas à entrada da cidade.
  • Paço provincial — Finalizado em 1890, é obra dos irmãos Alejandro e Domingo Sesmero.
  • Delegación de Hacienda — Edifício onde funciona a delegação provincial das finanças (hacienda), fez parte das instalações conventuais do Convento de São Francisco. Junto à fachada encontra-se a única porta da muralha da cidade que ainda se conserva.
  • Teatro Principal e Liceo Casino — Edifício curioso, construído em 1864 com materiais provenientes da fortaleza dita das Torres Arcebispais no espaço da Igreja de São Bartolomeu, o Velho. Foi inaugurado em 1874 e reinaugurado em 1983 depois de uma profunda remodelação na sequência de um incêndio em 1980. Na década de 1990, o teatro foi novamente remodelado, segundo um projeto do arquiteto José Miyer Caridad, tendo sido reinaugurado em janeiro de 1997. Além de um auditório com capacidade para 434 pessoas, tem duas salas de exposição.

Arquitetura civil[editar | editar código-fonte]

  • Palacete de Las Mendozas — Residência da família Méndez Múñez do século XIX.
  • Casa del Barón — Pazo atualmente convertido num Parador Nacional (hotel), o primeiro da Galiza, inaugurado em 1955. O palacete foi construído sobre uma antiga vila romana. Pertenceu à família do marquês de Figueroa e da Atalaya, passou depois para a posse de Eduardo Cea y Naharro, barão de Goda, que lhe deu o ar palaciano que tem atualmente.
  • Casa das Campás — Construída no século XV de estilo gótico, considera-se o edifício civil mais antigo da cidade e está ligado a Benito Soto, um pirata e aventureiro pontevedrês do século XIX famoso pela sua crueldade e conhecido como "o último pirata do Atlântico".
  • Pazo de Mugartegui — Situado na praça homónima, este palacete do século XVII é um dos melhores exemplares de arquitetura urbana barroca da Galiza. Atualmente é a sede do Conselho Regulador da Denominação de Origem Rias Baixas

Pontes[editar | editar código-fonte]

  • Ponte dos Tirantes — Construída em 1995, é formada por uma torre de 56 metros de altura que sustenta o tabuleiro mediante cabos (daí o seu nome). Outras duas filas de cabos decorativos são rematados por duas rotundas. É uma das pontes mais originais da Galiza.
  • Ponte das Correntes — Ponte em arco que cruza o rio Lérez, inaugurada em 28 de junho de 2012. É constituída por dois arcos metálicos os quais saem 17 cabos que seguram o tabuleiro. Nas duas extremidades há dois tubos que ligam as duas margens, com uma zona de peões uma ciclovia no inetrior.

Museus[editar | editar código-fonte]

  • Museu Provincial — Repartido entre cinco espaços (Ruínas de Santo Domingo, García Flórez, Fernández López, Sarmiento e Castro Monteagudo), com um sexto em construção, conta com 60 salas de exposição permanente e tem no seu acervo mais de 16 000 peças, entre pinturas, esculturas, mobiliário, desenhos, ilustrações, objetos arquelógicos e etnográficos, moedas, instrumentos musicais, joias, etc., recolhidas principalmente na Galiza e em particular na província de Pontevedra.

Parques e jardins[editar | editar código-fonte]

Como a generalidade das cidades galegas, Pontevedra tem vários jardins e parques espalhados pela cidade. No seu conjunto, e não contando com os mais pequenos, eles ocupam uma área de 190 000 m², ou seja, 2,3 m²/habitante.

  • Parque das Palmeiras — Embora não exista oficialmente, chama-se Parque das Palmeiras ao conjunto dos Jardins de Colombo (Colón), de Vicenti e da Deputação Provincial, ocupando uma área de 20 000 m². Tem continuidade com a Alameda e o Passeio Montero Ríos, o que faz dele o parque mais importante e mais central da cidade.
  • Alameda e Passeio Montero Ríos — A Alameda de Pontevedra é possivelmente o parque mais antigo da cidade. Com 21 000 m², tem dois passeios, árvores e um café. Nele se situa a Fonte dos Heróis de Ponte Sampaio.
  • Parque de Campolongo — Construído nos anos 1970 para servir a população da nova área residencial de Campolongo, conta com cerca de 19 000 m² de passeios, jardins, instalações desportivas e uma igreja (San Xosé de Campolongo).
  • Ilha das Esculturas — Também chamada Ilha do Cobo, situa-se na foz do rio Lérez. Tem aproximadamente 130 000 m² e alberga esculturas de artistas de diversos países, um pequeno desvio do Lérez, zoans verdes e passeios. É o maior parque da cidade.

Festas[editar | editar código-fonte]

As festas do padroeiro da cidade, São Sebastião, celebram-se no dia 20 de janeiro. As festas da padroeira, a Virgem do Ó realizam-se em 18 de dezembro.

Contudo, as festas mais importantes e mais famosas são as da Virgem Peregrina, padroeira da província, que são celebradas entre o segundo sábado e o terceiro domingo de agosto, acompanhadas duma feira taurina. O dia da Peregrina é o segundo domingo de agosto, dia em que se realiza uma procissão, que termina com a atuação do grupo de danças Duos Pontes e o seu tradicional baile de fitas, no fim do qual é soltada uma pomba.

Outras festas importantes são as de Santiaguiño, padroeiro da paróquia do Burgo, no dia 25 de julho, a romaria de San Benitiño de Lérez, padroeiro da paróquia de Lérez, em 11 de julho, e a Feira Franca, no primeiro sábado de setembro.

Cidades-gémeas[editar | editar código-fonte]

Argentina Merlo (Argentina)

Brasil Salvador (Brasil)

Costa Rica São José (Costa Rica)

República Dominicana Santo Domingo (República Dominicana)

Grécia Lepanto (Grécia)

Portugal Barcelos (Portugal)

Portugal Gondomar (Portugal)

Portugal Vila Nova de Cerveira (Portugal)

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Apamea Myrlea ficava na Bitínia, pelo que possivelmente Asclepíades de Myrlea é Asclepíades de Bitínia.
  2. A evolução do nome de Pontevedra a partir do latim é semelhante ao de Torres Vedras em Portugal.
  3. Saín é uma gordura que se obtém de alguns peixes ao prensá-los.[6]

Referências

  1. a b Padrón municipal: Cifras oficiales de población desde 1996 (em espanhol) www.ine.es Instituto Nacional de Estatística de Espanha. Visitado em 15 de janeiro de 2013.
  2. Valores climatológicos normales. Pontevedra (em espanhol) www.aemet.es Agência Estatal de Meteorologia (AEMET). Visitado em 5 de julho de 2013.
  3. Valores extremos absolutos (em espanhol) www.aemet.es AEMET. Visitado em 5 de julho de 2013.
  4. Alterations to the municipalities in the Population Censuses since 1842 (em inglês) www.ine.es Instituto Nacional de Estatística. Visitado em 5 de julho de 2013.
  5. Estrabão, Geografia, Livro III, Capítulo 4, 3
  6. saín (em galego) www.realacademiagalega.org Real Academia Galega. Visitado em 5 de julho de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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