Popeye

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Popeye
Origem  Estados Unidos
Sexo Masculino
Espécie Humana
Características Come espinafre para ganhar força sobre-humana
Família Olívia Palito (namorada)
Vovô Popeye (pai)
Gugu (filho adotivo)
Amigo(s) Dudu
Inimigo(s) Brutus
Bruxa do Mar
Criado por E.C. Segar
Gênero(s) Personagem de quadrinhos e televisão
Projecto Banda desenhada  · Portal Cinema
Portal Televisão

Popeye é um personagem clássico dos quadrinhos, criado por E. C. Segar[1] em 17 de janeiro de 1929[2] , e adaptado para desenhos animados em 1933 pelos irmãos Dave e Max Fleischer.

É um marinheiro carismático que está sempre tentando proteger sua namorada, Olívia Palito (em inglês Olive Oyl, e pronuncia-se: "Ólev Oiu"), das garras de seu eterno inimigo, Brutus (em inglês Bluto).

Quando come espinafre, Popeye fica muito mais forte e confiante, podendo vencer qualquer desafio, tendo sua força equiparada e superior até ao poderoso Superman.

Características[editar | editar código-fonte]

O marinheiro Popeye tem como suas principais características, seu uniforme de marinheiro (que era de cor escura na década de 1930, mudando mais tarde para branco no final dos anos 40, e durante os anos 50 e anos 60, como são os uniformes da marinha); possui duas tatuagens de âncoras nos dois braços, e está sempre com um cachimbo feito de sabugo de milho, por causa disso ele só fala com um dos cantos da boca, enquanto segura o cachimbo com o outro canto do outro lado do nariz. Tem a cara meio deformada, sempre com um olho fechado, e um protuberante queixo partido ao meio. Em suas primeiras aparições não era careca, possuía vários fios de cabelo despenteados em baixo do quepe de marinheiro, que com as mudanças no design do personagem durante os anos, foram sendo reduzidos para apenas três ou dois fios.

Diferente do que muitos pensam, o personagem não apresenta uma idade tão avançada, mas tem apenas um "rosto deformado", pois ele nunca foi mostrado em seus desenhos tendo a idade de um homem velho. Em um curta-metragem de 1953 chamado "Popeye, the Ace of Space", é revelado que o personagem tem na verdade 40 anos; em Popeye o Filme de 1980 (que traz Robin Williams no papel principal), o marinheiro é descrito com cerca de 30 anos. Curiosamente no site oficial popeye.com, as idades dos personagens são descritas desta forma: Popeye tem 34 anos, Olívia tem 29, e Brutus 36.

Frases[editar | editar código-fonte]

Algumas das frases mais usadas pelo personagem são: "I'm Popeye, the sailorman!" ("Eu sou o marinheiro Popeye!"), "I am what I am, and that's all what I am!" ("Eu sou o que sou, e isso é tudo o que eu sou!"), "I'm strong to the finish, cause I eats me spinach!" ("Sou forte até o fim, com espinafre pra mim!"), "That's all I can stands, cuz I can't stands n'more!" ("Já aguentei o que pude, não aguento mais!").

Mas a frase que é traduzida para português das mais diferentes formas é "Well, blow me down!" que significa ao pé da letra: "Bem, ventanias me empurrem!" ("Blow Me Down" é uma frase popular entre piratas ou marinheiros, referindo-se aos ventos empurrarem as velas do navio). Na dublagem brasileira essa mesma frase é substituída por várias outras expressões usadas no Brasil, como: "Macacos me mordam!", que algumas vezes varia também entre "Tubarões me mordam!" e "Camarões me belisquem!" (para fazer referência ao fato de Popeye ser um marinheiro). Outras traduções para "Blow me Down" criadas somente na dublagem do Brasil são: "Pelas barbas do camarão!", que é uma paródia da frase "Pelas barbas do profeta!", também muito conhecida no Brasil, e "Com mil camarões!", paródia da frase "Com mil demônios!", outra expressão comum no Brasil. A única frase usada na dublagem brasileira que mais se aproxima da original "Well, blow me down!" dita na versão em inglês é: "Ventos me levem!", que é usada na tradução de poucos episódios.

Imagem do personagem feita nos anos 40 na época da Segunda Guerra.

O nome[editar | editar código-fonte]

O significado do seu nome (pop eye) é "olho estourado", ou também "olho arrebentado" "saltado" ou "arrancado", ele é chamado assim pelo fato de ser um marinheiro caolho. "Pop eye" quer dizer: "pop" = estouro ou saltar / arrancar, "eye" = olho, parecido um pouco com a palavra pipoca que é "popcorn" em inglês: "pop" = estouro, "corn" = milho, "milho estourado".

Um fato curioso é que nas animações do início dos anos 30 Popeye era mesmo caolho, e não possuía o seu olho direito, mas em meados dos anos 40 essa característica foi tirada da personagem e ele passou apenas a ficar com um dos olhos fechados, sempre trocando de um para o outro, e às vezes mantendo os dois olhos abertos.

A inspiração[editar | editar código-fonte]

O criador de Popeye, Elzie Segar contou, anos depois, que a inspiração para o personagem, veio de um homem que ele conheceu quando criança, em Chester, Illinois, chamado Frank "Rocky" Fiegel. Aposentado, Frank era pago para manter limpo o bar local. Vivia com o olho direito meio fechado, fumava cachimbo e mentia muito. Não parava de contar aventuras imaginárias, gabando-se das proezas de sua força física, garantindo que nunca tinha perdido uma briga. Suas histórias e a maneira de proceder mexeram com a imaginação do garoto Elzie que, quando teve oportunidade, colocou Fiegel em cena, transfigurado em Popeye.

Dudu e Olívia também foram baseados em pessoas reais que Elzie Segar conheceu. O Dudu foi inspirado em "J. William Schuchert". Ele lembrava fisicamente o personagem, e também tinha um gosto por hambúrgueres. Olívia Palito foi inspirada em "Dora Paskel". Ela era a dona de um armazém geral em Chester. Ela era alta, magra e usava o cabelo bem enrolado em um "coque". Ela também é descrita a se vestir da mesma forma que Olívia, usando sapatos de botões que eram populares naquela época.

O início[editar | editar código-fonte]

Nos quadrinhos[editar | editar código-fonte]

A tira Thimble Theater de Elzie Segar, publicada em 1920, e protagonizada pela Olívia Palito e seu antigo namorado Ham Garvy.

Popeye surgiu em 1929 nas tiras de quadrinhos "Thimble Theatre" ("Teatro em Miniatura") de Elzie Crisler Segar no "New York Journal". Em uma história publicada em 17 de janeiro de 1929, o irmão da Olívia, Castor Palito estava voltando de uma viagem de navio em busca de Bernice, uma lendária galinha mágica, que emitia o ruído "whiffle" (e por isso era chamada de Galinha Whiffle"), que podia dar força e invulnerabilidade a qualquer um que esfregasse suas penas. Castor então resolve contratar mais um marinheiro para a sua tripulação, ele chega em um cais, e pergunta a um homem com uniforme de marinheiro: "Ei você aí! Você é um marinheiro?" e ele o responde: "Você achou que eu fosse um cowboy?!".

Antes de Popeye aparecer nos quadrinhos, as tiras de Segar eram protagonizadas pelos membros da Família Palito, o irmão da Olívia, Castor, e os pais Cole e Nana; outro que também tinha suas próprias tiras, era o comedor de hamburguers Dudu. A Olívia tinha outro namorado antes da chegada de Popeye, ele se chamava Ham Gravy. À medida que o tempo passou, Ham Gravy foi substituído pelo Popeye, que se tornou o novo namorado da Olívia. Com a inclusão de Popeye, as histórias mudaram de título, passando a se chamar "Thimble Theatre: Starring Popeye the Sailor"[1]

No entanto Segar não pode aproveitar muito o sucesso de seu personagem, pois ele morreu em 13 de outubro de 1938, aos 43 anos de idade, vítima de leucemia. Após a morte de Elzie Segar, os quadrinhos do Popeye passaram a ser desenhados por seu assistente Bud Sagendorf.

Em 1933, dos quadrinhos Popeye foi adaptado para os cinemas, e apareceu em um desenho animado produzido pelos Fleischer Studios, com a participação da personagem Betty Boop. Logo Popeye estrelou vários outros desenhos animados de cinema, produzidos pelos "Fleischer Studios", que mais tarde mudou de nome e passou a se chamar "Famous Studios". Tempos depois estreou também na televisão, pela King features Syndicate TV e Hanna Barbera.

Quadrinhos no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, os quadrinhos do Popeye também se tornaram muito famosos, foram publicados pela primeira vez em 1932 no jornal Diário de Notícias[3] . Nessa época Popeye e Olívia tiveram os seus nomes traduzidos nas primeiras publicações, Popeye se chamava "Brocoió", Olívia "Serafina". Porém os nomes não fizeram sucesso, e acabaram mudando para os que são conhecidos até hoje em dia. Em alguns antigos gibis do Popeye outros personagens também tiveram outras traduções para os seus nomes, o bebê Gugu já foi chamado de "Zezé" (não só nos quadrinhos, mas também na dublagem paulista de Popeye o Filme), e o Dudu chegou a ser chamado de "Pimpão".

Trajetória nas animações[editar | editar código-fonte]

Fleischer Studios (1933 / 1942)[editar | editar código-fonte]

Popeye the Sailor Meets Sinbad the Sailor
Olívia Palito no episódio: Gugu vai ao Zoológico "Little Swee' Pea" de 1936.

Os episódios dessa época, foram produzidos originalmente em preto e branco para o cinema, e foram colorizados em 1987 para serem exibidos na TV.

No Brasil essa fase mais antiga foi exibida na Rede Globo, no Cartoon Network, e Boomerang. Curiosamente estes episódios só puderam ser dublados pela Herbert Richers em 1996, pois a Herbert dublou primeiro (em 1966) os episódios feitos em animação limitada pela "King Features Syndicate TV", e só pode dublar os clássicos dos anos 30, 40 e 50 já na década de 1990. Alguns episódios dessa época, também chegaram a ser dublados antes na Cinecastro (na década de 1960), mas a dublagem da Herbert Richers se tornou mais conhecida por ser muito exibida na TV.

Uma das características mais marcantes destes episódios, é o fato de que em muitas cenas os personagens aparecem falando sem mover os lábios. Normalmente quando isso acontece, as falas seriam como se fossem os resmungos, ou pensamento dos personagens em questão. Na dublagem em português, essas cenas podem ficar parecendo ser alguns improvisos feitos pelos dubladores, mas na verdade, também estão presentes no áudio original.

Depois de passar pela Globo, e pelo Cartoon Network, em abril de 2005, esses episódios começaram a serem exibidos também no canal Boomerang aos sábados. O Boomerang chegou a exibir vários destes curtas em ordem cronológica, começando pelo primeiro de 1933 "Popeye the Sailor", até os do final dos anos 50 (do Famous Studios). Essa fase também era exibida de segunda à sexta dentro da "Hora Boomerang", junto com episódios dos Looney Tunes dos anos 40 e Mister Magoo.

Estranhamente, estes episódios de 1930 e 1940 feitos para cinema, nunca chegaram a ser exibidos pela Rede Record, quando esta tinha os direitos de exibição sobre as produções do personagem entre 2008 à 2011. Mas apesar disso a Record chegou a exibir algumas chamadas com cenas dessa 1ª fase dos estúdios Fleischer, porém o canal apresentou somente os episódios feitos para TV pela "King Features" de 1960, e da "Hanna Barbera" de 1970 e 80, que são de uma qualidade inferior.

Referências:

Famous Studios (1942 / 1957)[editar | editar código-fonte]

Logotipo da Paramount, que aparecia na abertura dos curtas produzidos nos anos 50 pelos "Famous Studios".

O "Famous Studio" na verdade era o próprio "Fleischer Studio" rebatizado. Durante os anos de 1942 e 1943 o estúdio chegou a produzir 14 episódios ainda em preto e branco, e a partir do episódio "Her Honor The Mare", os desenhos passaram a ser produzidos em Tecnicolor. Nesta época Popeye passou a usar sempre o seu uniforme branco de marinheiro, e deixou de ser um "marinheiro caolho", passando a abrir de vez em quando o olho direito, que antes estava sempre fechado, e em alguns momentos ficando com os dois olhos abertos. Olívia, em alguns destes episódios, começou a usar camisetas de mangas curtas e sapatos de salto alto, e permaneceu assim até o episódio "Hits and Missiles" ("Os Mísseis") produzido pela King Features Syndicate TV, e depois disso voltou a usar as roupas de antes.

A dublagem brasileira mais conhecida dessa fase também foi feita em 1996 pela Herbert Richers. Alguns episódios contudo, também tiveram outras dublagens além desta, algumas feitas anteriormente na Cinecastro para as primeiras exibições no Brasil, e outras feitas depois pela BKS, e Marshmallow (essas podem ser encontradas em alguns DVDs não oficiais do Popeye atualmente).

Junto com a "fase Fleischer", os desenhos do "Famous Studios" (feitos para cinema) também nunca chegaram a ser exibidos na Rede Record, que exibiu somente episódios feitos para a televisão, considerados nos Estados Unidos como os mais fracos.

Um dos episódios marcantes da fase do Famous Studios é: Vamos para o Rio "We're On Our Way To Rio" (1944), no qual é mostrado o Brasil. No curta , aparecem Popeye e Brutus andando por terras brasileiras, montados em um boi, cantando e tocando violão, até que eles avistam ao longe a paisagem do Rio de janeiro, e seguem para lá. No Rio, eles param em um restaurante com música, aonde encontram uma Olívia Palito vestida de Carmen Miranda, pela qual começam a disputar a atenção. O episódio também mostra a Olívia cantando a música "Samba Lelê" em português e em inglês; e Popeye tentando, sem sucesso, dançar samba, e só conseguindo após comer espinafre.

Em 1948 também foi produzido "Olive Oyl for President" que era um remake do curta "Betty Boop for President" de 1932.

Referências:

King Features Syndicate TV (1960 / 1962)[editar | editar código-fonte]

Na década de 1960 os desenhos da turma do Popeye começaram a ser produzidos para a televisão, pela King Features Syndicate TV. Mas os episódios dessa época não tinham tanta qualidade quanto os curtas-metragens anteriores feitos em 1930, 40 e 50 para o cinema, diferente deles, os curtas da King Features eram feitos diretamente para a TV através de animação limitada, e com isso os traços das personagens e a animação ficaram bem mais simples e mal desenhados. Por causa disso muitos fãs do Popeye nos Estados Unidos consideram essa a pior fase das animações do marinheiro. Um outro motivo que faz com que estes episódios sejam considerados fracos, são as histórias que passaram a ficar muito infantilizadas e ingênuas. Além disso,ainda houve várias mudanças nas personalidades de algumas personagens; por exemplo o Gugu que perdeu o aspécto "indefeso", e passou a falar como uma criança mais velha (diferente de como ele era mostrado nos Fleischer Studios, onde ele nem sabia falar palavras completas, e apenas fazia ruídos de bebê),a Olívia Palito passou a gritar mais nos desenhos (como se fosse "versão exagerada" de como ela era nas primeiras aparições nos anos 30); além disso, nesta nova fase Olívia passou a ser mais intolerante com Popeye, trocando-o pelo Brutus sempre que demonstrasse ser mais fraco que ele. Foi nesta fase em que houve também a mudança de nomes de "Bluto" para "Brutus", por conta de direitos autorais. Uma curiosidade é que esses episódios são alguns dos últimos a serem produzidos nos Estados Unidos, mas no Brasil eles foram os primeiros a serem dublados pela Herbert Richers (foram dublados no final da década de 1960), e os que foram feitos antes desses, a Herbert só pode dublar nos anos 90.

Mesmo tendo uma qualidade de animação muito baixa, essa fase se tornou mais conhecida no Brasil nos últimos anos, o que pode até dar um pouco de má fama às animações do Popeye, e passar uma ideia errada para quem não conhece os antigos episódios. Os desenhos da King Features ficaram mais conhecidos pelo fato de que nos anos 80 e 90, o SBT os exibia muito em sua programação, e depois pela Record entre 2007 e 2009, e em 2012 também passaram a ser exibidos pela Band, a partir do dia 14 de novembro.

Apesar da maioria dos episódios dessa época serem feitos em animação limitada, e terem traços mal desenhados, existem alguns que conseguem lembrar um pouco a animação e o estilo das fases mais antigas; o motivo disso é que para a produção de alguns destes episódios, foram contratados antigos artistas que trabalhavam na Paramount. Havia um pool de produtores, que variavam desde a mesma equipe da fase Harvey Communications (Gasparzinho, Gato Félix), até mesmo a Larry Harmon Productions (responsável pelo palhaço Bozo e na qual trabalhavam os fundadores da Filmation) e Gene Deitch, também conhecido pela temporada de 1961-1962 do seriado Tom & Jerry. Alguns dos curtas dos anos 60 que continuaram a serem produzidos pela equipe da Paramount trouxeram de volta o "traço bem desenhado" utilizado no Famous Studios, e histórias de melhor qualidade, além de recuperar a antiga personalidade da Olívia dos anos 30, 40 e 50, e voltar a retratar o Gugu como um bebê que não sabe falar. Alguns exemplos desses episódios são: "Me Quest for Poopdeck Pappy", "Baby Contest", "The Wiffle Bird's Revenge", "The Medicine Man", "Robot Popeye" e "The Valley of the Goons".

Curioso é que embora na maioria dos curta metragens dessa época Popeye use uniforme branco, o curta Churrasco para Dois ("Barbecue for Two" de 1960) volta a mostrá-lo com seu antigo uniforme escuro usado nos desenhos de Max Fleischer na década de 1930.

Referências:

Hanna-Barbera (1978 / 1988)[editar | editar código-fonte]

Imagem da abertura de "O Novo Show do Popeye" produzido em 1978.

Nos anos 70 a King Features Syndicate (dona dos direitos dos quadrinhos da turma do Popeye) fez um contrato com a Hanna-Barbera para produzir novas séries de desenhos animados do marinheiro. Nestes episódios da Hanna-Barbera, Popeye voltou a usar seu uniforme azul marinho com três botões amarelos na frente e de costas vermelha, mas manteve o boné branco da marinha que ele usava nos anos 50 e 60. A Hanna-Barbera, primeiramente produziu duas séries diferentes do marinheiro e sua turma em novas aventuras, a primeira foi: "The All New Popeye Show" (1978-1981), e a segunda: "Popeye and Olive Comedy Show" (1981 – 1983).

Imagem da abertura da série "Popeye e Filho" produzida em 1987.

Depois a Hanna-Barbera lançou a terceira e última série: "Popeye and Son" (1987 – 1988), no qual Popeye se casou com Olívia, com quem gerou o seu filho Popeye Júnior; porém esse último desenho não fez muito sucesso, por que deixou de lado um pouco as aventuras da turma original, e se concentrou mais nas aventuras dos filhos das personagens.

As fases da Hanna-Barbera foram exibidas no Brasil pela Rede Globo na década de 1990, e pela Record em 2007 e 2009, e depois em 2012 pela Band, a partir do dia 8 de outubro de 2012, como um especial da semana das crianças, as 15:50.

Referências:

Colorização[editar | editar código-fonte]

Imagem original em preto e branco onde aparece o personagem Brutus, no episódio: Estou no Exército Agora "I'm in the Army Now" de 1936.

Em 1987 todos os curta-metragens de Popeye produzidos entre 1933 e 1942 em preto e branco passaram por um processo de colorização na Ásia que foi realizado pelo americano Ted Turner que havia adquirido os direitos dos episódios clássicos de Popeye na época. Porém muitos historiadores de animação alegam que a colorização foi realizada de maneira desleixada fazendo com que os curtas perdessem sua qualidade de animação Fonte: Fleischer Popeye Tribute.

Além de ter prejudicado alguns dos movimentos da animação, a colorização também cometia certos erros em alguns letreiros dos créditos iniciais (como escrever "Paramount Pictupts" em vez de "Paramount Pictures"), outro erro ortográfico é no episódio "A Clean Shaven Man", onde aparece escrito na vitrine da barbearia do Dudu "Wimby’s Bbep Shop", enquanto na versão original era "Wimpy’s Barber Shop".

Estes episódios colorizados foram muito exibidos na TV Paga pelos canais Cartoon Network (nos anos 90 e anos 2000) e Boomerang (em 2005 e no início de 2006). Porém os dois canais possuem as duas versões dos episódios, as originais em preto e branco e as colorizadas, e exibem tanto uma quanto a outra em sua programação, porem sempre com a mesma dublagem feita na Herbert Richers em 1996.

Na TV Aberta os episódios colorizados e dublados em 1996 foram exibidos pela Rede Globo durante 1996 até o início de 2000, e também em 2006 como "tapa-buracos" de madrugada.

Animações em 3D[editar | editar código-fonte]

Em 2004, Popeye estreou um visual tridimensional, em um filme de animação por computador chamado: Popeye - A Procura do Vovô "Popeye's Voyage - The Quest for Pappy". Era um especial de Natal feito para a TV, que mostrava Popeye tentando novamente encontrar seu pai perdido, e partindo em uma viagem de navio junto da Olívia, o bebê Gugu, Dudu e Brutus. Neste especial também é mostrado o motivo pelo qual Popeye foi abandonado pelo Vovô Popeye, ele se afastou do seu filho para o manter longe do território da Bruxa do Mar, que queria pega-lo desde pequeno. A Bruxa precisava do Popeye para o cumprimento de uma antiga profecia, que dizia que para que ela pudesse dominar o mar, a chave era o filho do marinheiro caolho. Durante o final do filme, o Popeye também se preocupa pelo bebê Gugu, que era seu filho adotivo, o que podia fazer com que a Bruxa do Mar voltasse, mas desta vez atrás de Gugu, já que Popeye também é um marinheiro caolho.

Em março de 2010 a Sony anunciou a produção de um novo filme em 3D do Popeye, mas agora em formato de longa-metragem para o cinema (diferente do anterior de 2004 que foi feito direto para TV).

Domínio Público[editar | editar código-fonte]

Animações da Paramount[editar | editar código-fonte]

Embora a maior parte dos desenhos animados do Popeye da Paramount tenham permanecido durante muito tempo indisponíveis em vídeo, os episódios produzidos entre a década de 1930 até a década de 1950, após terem caído em domínio público, foram disponibilizados nos Estados Unidos em numerosas fitas de VHS, e DVDs de baixo orçamento, durante os anos 90 e 2000. Estes curta metragens entraram em domínio público, uma vez que foram produzidos e publicados nos Estados Unidos, entre 1923 e 1963, e seu copyright não havia sido renovado.

Entre esses desenhos animados, estavam os da década de 30, produzidos por Max Fleischer nos Fleischer Studios, que são em sua maioria em preto e branco, e três em cores: "Popeye meets AliBaba and the Forty Thieves", "Popeye the Sailor Meets Sindbad the Sailor" e "Popeye and His Wonderful Lamp"; os outros eram episódios em technicolor dos anos 50 produzidos pelo Famous Studios. No Brasil, os episódios em domínio público, também foram lançados em fitas nos anos 90 e depois em DVDs, mas como não eram lançamentos oficiais, os desenhos não foram disponibilizados com a dublagem da Herbert Richers, e sim com uma feita na BKS e Marshmallow somente para VHS e DVD.

Em 2006, a Warner Bros adquiriu os direitos sobre os curtas da Paramount, e os lançou em DVD nos Estados Unidos, por ordem cronológica, começando pelo primeiro "Popeye the Sailor" de 1933. No ano seguinte, a Warner também lançou no Brasil, alguns DVDs do Popeye, porém , não eram com os curtas originais dos anos 30, e sim com episódios do "Show do Popeye" produzidos pela Hanna Barbera nos anos 70. Mas desta vez, os episódios do DVD acabaram sendo lançados com a dublagem da Herbert Richers, porque eram DVDs oficiais da Warner.

Domínio público nos países da União Europeia[editar | editar código-fonte]

No dia 1 de janeiro de 2009, os direitos autorais dos quadrinhos originais do Popeye entraram em domínio público na Europa e em países da União Europeia,[4] de acordo com a lei da União Europeia, que restringe o uso das imagens até 70 anos após a morte do autor, e o criador dos quadrinhos do Popeye, Elzie Segar, morreu em 1938 (a legislação quanto aos direitos autorais é esta mesma no Brasil). Desta maneira, nos países da União Europeia (e Brasil), a partir do primeiro dia do ano de 2009, as imagens dos personagens de Segar, podem ser comercializadas e impressas em posteres, camisetas e adesivos; além dos primeiros quadrinhos do Popeye, também criados e desenhados por Elzier Segar, que após esta data, podem ser publicados por qualquer editora europeia em novas revistas, ou até mesmo em novas histórias, sem a necessidade de pedir autorização ou pagar royalties. Porém, isso vale apenas para os países da União Europeia (e o Brasil), pois nos Estados Unidos, os direitos estarão protegidos até 2024, porque embora a Europa proteja os direitos de uma obra durante 70 anos após a morte de seu criador, a política norte-americana é diferente, protegendo os direitos autorais até 95 anos após o primeiro copyright.

No entanto, diferente dos personagens de Segar, a "marca Popeye" ainda pertence à empresa King Features Syndicate, que licencia quaisquer produtos relacionados ao marinheiro e sua turma.

Mark Owen, especialista em direito de propriedade, disse ao The London Times que os personagens e quadrinhos de Elzie Segar perderam o copyright, e por esse motivo, qualquer pessoa em países como a Europa poderá abrir um rentável negócio usando-os estampados em camisetas, pôsteres e outros meios impressos; mas ele também explicou que se alguém criar e vender bonecos ou brinquedos da turma do Popeye, ou mesmo produtos que levam a marca "Popeye", poderá infringir a trademark. A trademark (marca registrada), diferente do direito autoral, nesse caso, é da norte-americana King Features Syndicate, que retem os direitos sobre Popeye e sua turma, que deverá entrar na justiça contra o uso indevido das personagens em questão[5] .

Aparições e referências em outras mídias[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

  • Um personagem de As Meninas Superpoderosas chamado Mitchel Mitchelson ("Mitch"), que aparece no episódio "Gettin' Twiggy With It", tem a voz exatamente igual a do Popeye (na dublagem em inglês). Curiosamente, em um certo ponto deste mesmo episódio, ele também solta a mesma risada de Popeye ("A-gah-gah-gah-gah-gah-gah!!!"), a razão para isso, é uma possível homenagem, após terem percebido a semelhança das duas vozes.
  • A partir da sexta temporada do desenho "Bob Esponja Calça Quadrada" em 2008, o personagem Seu Siriguejo, passou a usar uma risada parecida com a risada americana do Popeye. Anteriormente a risada do marinheiro, já havia aparecido uma vez no episódio "Boca de Marinheiro" ("Sailor Mouth"), mas era usada pela mãe do Seu Sirigueijo. A partir de 2008 a risada passou a ser usada constantemente por Sirigueijo.
  • Em Bob Esponja - O Filme, quando Patrick e Bob Esponja estão no bar do "Amendo-Bobo" aparecem dois quadros ao fundo, um com um desenho da cara do Popeye, e outro com a primeira tira em quadrinho em que ele aparece.
  • O desenho O Fantástico Mundo de Bobby também já fez uma referência ao Popeye, no episódio "Bobby's Big Broadcast" (Bobby na Televisão). Neste episódio Popeye foi "intepretado" pelo próprio Bobby (que recebeu o nome de Bobeye), Brutus foi "interpretado" por seu irmão Derek (que recebeu o nome de Dorko) e Olívia foi "interpretada" pela mãe de Bobby, além do espinafre ter sido substituído por chiclete sem açúcar.
  • Em um episódio de Os Padrinhos Mágicos chamado: "Os Bons e Velhos Tempos", aparece na TV da casa do Timmy, um marinheiro chamado "Poke Eye", uma paródia ao Popeye. O curioso, é que no Brasil, o "Poke Eye" tem o mesmo dublador do Popeye, Orlando Drummond.
  • Em um episódios de Os Simpsons Homer pega uma lata de maionese e a aperta engolindo tudo para poder ter uma idéia, isso em paródia ao Popeye comendo sua espinafre.
  • Em um episódio de O Máskara, Máskara após ser esmagado por um dinossauro pega uma lata de espinafre e a come com a mesma música de fundo do Popeye quando faz essa cena, mas em seguida ele cospe dizendo "Eu odeio espinafre".

No Brasil[editar | editar código-fonte]

  • O escritor Monteiro Lobato utilizou a personagem Popeye no seu livro "Memórias da Emília". Mas na história de Lobato, Popeye aparecia com jeito de mau carater, e bêbado. Isso se deve ao fato de que, quando o livro foi escrito em 1936, Monteiro Lobato conhecia o personagem apenas pelos seus primeiros episódios dos anos 30, numa época em que Popeye ainda não era muito politicamente correto. Nos primeiros episódios, Popeye tomava bebidas alcoólicas, e gostava de arranjar brigas por qualquer motivo. Um exemplo claro disso é no episódio "Blow Me Down" de 1933, traduzido na dublagem brasileira com o título de "Confusão é comigo mesmo". Nesse episódio, Popeye quebra os dentes de um homem apenas porque este estava rindo dele, e se atraca com uma turma dentro de um bar, quebrando tudo que encontra pela frente. No episódio "Wild Elephinks", Popeye aparece matando vários animais em uma floresta com golpes de punho. E, como a história "Memórias da Emília" foi escrita na mesma época em que Popeye tinha atitudes que hoje são consideradas "politicamente incorretas", essa foi a imagem que Monteiro Lobato passou dele em seu livro.
Imagem de Popeye sendo usado de mascote do time de futebol Flamengo.
  • Popeye foi durante muitos anos o mascote do clube poliesportivo Clube de Regatas do Flamengo porque os dois têm origem do mar e conseguem reverter inferioridades para vencer o inimigo. A ideia foi do cartunista argentino Lorenzo Mollas, a pedido do Jornal dos Sports na década de 1940. Na época, não havia grande preocupação ou fiscalização com direitos autorais. A partir da década de 1980, o urubu Samuca, criado pelo cartunista Henfil, virou o mascote oficial. No entanto, o marinheiro Popeye sempre é lembrado pela sua torcida. Ele também foi adotado como mascote do Clube Náutico Marcílio Dias, clube de Itajaí - SC, devido à agremiação utilizar o nome do bravo marinheiro morto na Guerra do Paraguai, dando-lhe ao time o apelido de "Marinheiro", e também pelas cores das vestimentas de Popeye nas versões mais antigas serem as cores do clube: vermelho e azul.
  • No programa Zorra Total, o quadro do Patrick passou a lembrar um pouco os desenhos do Popeye. Após da aparição de Abadia, a namorada do Patrick, foi criado também o Brutão, que parece ter sido inspirado no Brutus.
  • O programa Os Trapalhões fez uma paródia do desenho,com Didi como Popeye ,Roberto Guilherme como Brutus e Tião Macalé como Gugu.Aqui Didi usa as roupas que Popeye usava nos desenhos da década de 30.
  • Em 2008, O site Mundo Canibal criou um personagem chamado "Maloqueiro Pô Pai" que é uma paródia do Marinheiro Popeye.

Canais onde já foi exibido[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

TV aberta
TV paga
  • Cartoon Network (Todas as quatro fases)
  • Boomerang (Todas as quatro fases)
  • Tooncast (no começo só "King Features Syndicate TV" e "Hanna Barbera", e a partir do final de 2011 as fases "Fleischer" e "Famous")
  • Gloob (apenas "King Features Syndicate TV")

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Dublagem dos desenhos[editar | editar código-fonte]

A dublagem mais conhecida dos desenhos do Popeye no Brasil foi feita nos estúdios da Herbert Richers. Mas a Herbert Richers não dublou os episódios em ordem cronológica, dublou primeiro os desenhos feitos para televisão, que são os episódios dos anos 60 produzidos por Al Brodax e Gene Deitch em parceria com a King Features Syndicate TV, um tempo depois os dos anos 70 produzidos pela Hanna Barbera, e só em 1996 dublou os desenhos originais de cinema dos anos 30, 40 e 50 produzidos pelos Fleischer Studios e pela Paramount. Alguns dubladores tiveram que ser substituídos na dublagem de 1996 (O único dublador que continuou em 96 foi Orlando Drummond), por exemplo os dois dubladores do Brutus: Mílton Luiz (1ª voz) André Luís Chapéu (2ª voz) foram substituídos por Paulo Flores, e os dubladores do Dudu Sílvio Navas e Carlos Marques, que foram substituídos por Mauro Ramos. A Olívia teve várias dubladoras. A primeira e mais conhecida era Terezinha Moreira, em 1966. A personagem foi assumida depois por Maralisi Tartarine nas séries da Hanna Barbera (apesar de Terezinha ter dublado alguns dos episódios iniciais da Hanna Barbera). Tempos depois a voz ficou a cargo de Míriam Ficher em Popeye and Son, e depois foi assumida por Lina Rossana nos episódios dos anos 30, 40 e 50 dublados em 1996.

O episódio dublado mais recentemente pela Herbert é um da Hanna Barbera chamado: "Popeye o Encanador" que teve que ser redublado em 2007 para o lançamento em DVD. Ele foi redublado porque a dublagem original estava deteriorada, tanto que quando a série do Popeye da Hanna Barbera era exibida no Boomerang e no Cartoon Network, este episódio em questão começava com o áudio em português e terminava em outro idioma. A voz da Olívia Palito no DVD foi feita pela dubladora Christiane Monteiro, substituindo Lina Rossana, que desde 1996 era a dubladora oficial da Olívia, mas não pode mais fazer a voz da personagem em 2007, pois nesta época ela não dublava mais para a Warner Bros, juntamente com o seu marido Marco Antônio Costa. Nessa época Lina Rossana não dublou até mesmo a voz da personagem Vovó dos Looney Tunes, sendo substituída por outra dubladora no especial "Bah, Humduck! A Looney Tunes Christmas", no entanto, ela e o marido Marco Antônio voltaram a dublar para a Warner em 2010.

Dubladores da Herbert Richers[editar | editar código-fonte]

Dubladores da Mastersound[editar | editar código-fonte]

  • Popeye - Renato Márcio
  • Olívia - Noeli Santisteban
  • Brutus - Antônio Moreno

Dubladores da Álamo, BKS e da Marshmallow[editar | editar código-fonte]

A voz do Popeye[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Popeye foi feito por vários dubladores nos Estados Unidos, alguns dos mais notaveis foram: William Costello, Floyd Buckley, Mae Questel, Jack Mercer, Harry Foster Welch, Maurice LaMarche e Billy West.

O mais conhecido pelo grande público foi Jack Mercer, que durante muito tempo foi a voz oficial de Popeye nos Estados Unidos, no entanto antes de Mercer, a voz americana do marinheiro era feita por Billy Costello, que o dublou apenas em seus primeiros episódios para o cinema, com uma voz bem mais grossa e "arranhada" que a de Mercer. O dublador original Billy Costello, teve problemas com o estúdio, e foi despedido, Jack Mercer então o substituiu; ele começou imitando a voz de Costello, e depois foi mudando um pouco de tom, deixando a voz mais fina em alguns momentos. O primeiro episódio dublado por Mercer foi: O Rei do Festival "King of the Mardi Gras" de 1935.

Curiosamente Popeye chegou a ser dublado nos Estados Unidos também por uma mulher, Mae Questel, que fazia a voz da Olívia Palito. Nos desenho do marinheiro, além da Olívia, ela dublou o próprio Popeye quando os dubladores William Costello e Jack Mercer não estavam disponíveis (para isso ela teve sua voz alterada eletronicamente). Uma outra voz do Popeye, não tão conhecida, e que é a mais diferente de todas, foi feita por Floyd Buckley. Floyd fazia a voz do Popeye no rádio, e chegou a dublar apenas um episódio de desenho animado, chamado: "Be Kind to Animals" ("Seja Bom com os Animais") de 1935. Diferente das outras vozes, esta era bem mais grave, e mais "humana". Um outro dublador substituto, e não tão famoso, foi Harry Foster Welch.

Após a morte de Jack Mercer em 1984, a voz do personagem também foi feita nos Estados Unidos por Maurice LaMarche na série "Popeye and Son" (1987), e por Billy West em "Popeye's Voyage: The Quest for Pappy" (2004). Também foi feito por Jim Cummings em comerciais de TV.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A voz mais conhecida do Popeye no Brasil foi feita pelo dublador Orlando Drummond Cardoso, nos estúdios da Herbert Richers. Antes de Drummond, em algumas das primeiras dublagens brasileiras feitas na Cinecastro, Popeye também teve as vozes de Castro Gonzaga, Ary de Toledo (não é o humorista) e Domício Costa, porém foi com a voz de Drummond que o personagem ficou popularizado entre o público. Orlando Drummond manteve o mesmo tipo de voz meio rouco e grosso do dublador original nos Estados Unidos, Jack Mercer, que fazia uma voz grossa e arranhada para Popeye. Curiosamente, em certos momentos Jack Mercer fazia também uma voz mais fina e esganiçada para o personagem, geralmente quando Popeye estava paquerando a Olívia Palito, ou simplesmente quando estava feliz, e dava sua risada característica.

Outros dubladores que deram vozes ao personagem no Brasil foram Nelson Machado, na versão paulista do filme live action "Popeye" de 1980, Renato Márcio no estúdio Mastersound, Gastão Malta nos desenhos do "Popeye homem das cavernas", e Cassius Romero no estúdio Marshmallow.

Popeye e seu "mau inglês"[editar | editar código-fonte]

Um fato pouco conhecido no Brasil sobre Popeye, é que ele fala errado nas dublagens originais em inglês. Ele fala: "me" quando deveria falar: "my" (que em português seria como se ele falasse "d'eu" em vez de "meu"). Isso pode ser observado em um verso da sua canção tema "I'm Popeye, the sailorman", em que ele fala: "me spinach" (espinafre "d'eu") quando o certo seria "my spinach" ("meu" espinafre), isso acontece em quase todos os episódios, exceto no primeiro em que ele fez sua estreia, e algumas de suas características ainda não estavam definidas.

O marinheiro também costuma pronunciar a letra K no lugar da letra T. Exemplo: quando vai falar punho em inglês: Fist ele fala Fisk, na sua música tema isso também pode ser notado quando ele diz: "If anyone dasses to risk me fisk", quando o certo seria: "my fist". Nos títulos de alguns episódios do Popeye, algumas palavras são escritas erradas de propósito em referência à maneira que a personagem fala, como em dois episódios em que a palavra "mystery" é escrita com K no lugar do T virando "myskery" ("Wimmen Is a Myskery" - 1940, e "Myskery Melody" - 1961).

Nos Estados Unidos havia algumas controvérsias contra os desenhos do Popeye, pelo fato da personagem principal falar errado. Alguns professores temiam que o "mau inglês" usado por Popeye em seus diálogos incentivasse as crianças a falarem daquela maneira também.

Na dublagem brasileira dos desenhos, Popeye não apresenta essa característica (até porque ficaria mais dificil de adaptar suas falas). Mas no ano de 2004, pela primeira vez ele foi dublado falando errado, no filme: "Popeye a procura do Vovô", um especial de Natal de animação em 3D. Este desenho foi dublado em São Paulo no estúdio da Marshmallow, com Cassius Romero dublando Popeye, e na dublagem o "me" que Popeye dizia em inglês, foi adaptado para "dieu" em português, por isso no filme de vez em quando Popeye fala coisas como: "A Olívia dieu", "o Gugu dieu" ou "o amigo dieu", mas em alguns momentos volta a falar certo.

Espinafre[editar | editar código-fonte]

Espinafre: vegetal que confere forças sobrehumanas à personagem.

Atravessando gerações, as histórias do Marinheiro Popeye cativaram as crianças de todas as épocas. Popeye gerou um aumento de 30% no consumo de espinafre nos Estados Unidos, porque as mães convenciam os filhos a comerem espinafre alegando que assim eles ficariam fortes. Para o público brasileiro, pode parecer um pouco estranho o espinafre do Popeye ser enlatado, mas o fato é que nos Estados Unidos, sempre foi comum vender espinafre em latas (em sopa ou empapado), assim como também é comum nos Estados Unidos comprar feijão em lata, ou milho enlatado. O espinafre do Popeye não apareceu originalmente nos quadrinhos, ele foi criado apenas para os desenhos de cinema, e só depois foi introduzido também nas histórias em quadrinhos. Nos primeiros quadrinhos, Popeye era bem diferente do que ele seria mais tarde, só se alimentava de carne, e não gostava de qualquer tipo de vegetal ou legume. Após a introdução do espinafre como fonte de superforça e invulnerabilidade de Popeye em vários desenhos ele usa o espinafre como fonte de força inclusive a carros e aviões, num deles (fase Hanna Barbera da Série Espinafre 80) num duelo aéreo com o vilão Brutus usa um aviãoa helice contra um biplano e quando Popeye coloca espinafre no motor este se transforma num ultra moderno caça supersônico F18 Hornet se transformando no Espinafre Jato

A Galinha Whiffle[editar | editar código-fonte]

Nas primeiras aparições de Popeye nas tiras de jornais em 1929, ele ainda não usava o espinafre para ficar forte, mas, ele acabou tendo uma outra fonte para sua força, uma galinha mágica chamada "Bernice The Whiffle Hen". Na primeira história em quadrinho em que Popeye apareceu em 1929, ele fazia parte da tripulação do navio de Castor Palito, que partira em busca de Bernice, uma lendária galinha que podia dar força, invulnerabilidade e boa sorte a quem tocasse as penas de sua cabeça. Na história, Popeye conseguiu tocar as penas da galinha mágica, e ganhou sua força a partir daí; mas diferente do espinafre ele só precisou fazer isso apenas uma vez, para que mantivesse sua força definitivamente. Segundo historiadores, o espinafre foi introduzido pela primeira vez em uma história em quadrinho de 1932, e um ano depois, em 1933, no primeiro curta metragem produzido pelos Fleischer Studios para o cinema, o marinheiro foi mostrado usando o espinafre em um momento de perigo para ficar forte e vencer Brutus, e a partir daí o espinafre também passou a ser introduzido constantemente nas histórias em quadrinhos. Nos Estados Unidos alguns acreditam que o fato de Popeye usar espinafre como arma secreta teria sido um acordo entre o criador da personagem, Elzie Segar, e uma fábrica de espinafre enlatado. Outros dizem que o marinheiro "Frank Rocky Fiegel", que inspirou o personagem, teria aconselhado o criador do personagem, quando criança, a comer sempre espinafre para ficar forte, e ele teria tirado daí a ideia.

A galinha Bernice, porém, voltou a aparecer nos curtas feitos para a TV pela King Features Syndicate nos anos 60. Porém seu nome foi mudado para apenas "The Whiffle Bird", e não era mais uma galinha, e sim um pássaro mágico de cor amarela que realizava três pedidos de qualquer pessoa que o encontrasse e esfregasse as três penas do seu topete (embora houvesse episódios em que eram três penas da cauda). Houve também um episódio dessa época chamado A Vingança do Pássaro Mágico ("The Whiffle Bird's Revenge"), em que o pássaro jogou um feitiço no Dudu por ele ter tentado pega-lo para cozinha-lo, fazendo com que o Dudu se transformasse num lobisomem toda vez que falasse a palavra hamburguer.

Na história em quadrinhos alternativa "O Casamento de Popeye e Olívia", publicada em 1999, Bernice a galinha Whiffle, voltou a aparecer, como ela era antes. Na história Popeye revela que além do espinafre, sua força também se deve a galinha Whiffle, que ele encontrou quando era mais jovem. Durante a história, Brutus também encontra Bernice e toca suas penas, e fica com a mesma força de Popeye, podendo lutar de igual para igual com ele. Enquanto os dois estão lutando, a Olívia tem a ideia de pedir que o Dudu (que estava comendo uma coxa de frango) falasse em voz alta que comeu a Galinha Mágica, para que Brutus escutasse e pensasse que perdeu sua força. Como essa era uma história alternativa, tomaram a liberdade de desenhar as personagens com traços bem diferentes dos originais, deixando-os "mais humanos".

Filme live action[editar | editar código-fonte]

Robin Williams foi Popeye em 1980 em um filme live action.

Em 1980, Popeye ganhou uma versão em live action, no filme Popeye, com direção de Robert Altman, e roteiro de Jules Feiffer, com Robin Williams no papel de Popeye, e Shelley Duvall no papel de Olívia Palito. O filme teve o seu roteiro baseado em algumas das primeiras histórias dos quadrinhos de Elzie Segar, e tinha algumas piadas visuais inspiradas nos antigos desenhos do Popeye produzidos por Max Fleischer. Apresentava ainda um "clima musical" bem parecido com os antigos episódios do Popeye da década de 30, tais como: O Homem do Trapézio Voador ("The Man on the Flying Trapeze"), Cuidado com o Brutus Barbudus ("Beware of Barnacle Bill") e Machão do Machado ("Axe Me Another"), episódios com várias canções ou números musicais. O filme arrecadou $ 49.823.037 nas bilheterias Estados Unidos, mais do dobro do orçamento do filme. Recebeu críticas mistas em geral, incluindo opiniões favoráveis como as de Vincent Canby, e Roger Ebert, e alguns comentários desfavoráveis de críticos como Leonard Maltin.

Nos Estados Unidos foi recebido com algumas críticas negativas, pelo fato de Popeye não gostar de espinafre na história, e só aprender a comer a verdura no final do filme. Mas diferente dos críticos, os fãs das tirinhas de E. C. Segar diziam que a personagem "Popeye" original dos quadrinhos inicialmente também não comia espinafre (realmente, nas primeiras aparições Popeye ainda não usava o espinafre para ficar forte). E também havia o fato de que em muitos episódios de cinema Popeye contava a seus sobrinhos que quando ele era criança não gostava de espinafre, e que só depois aprendeu a importância de se tê-lo nas refeições.

Popeye Village ou "Sweethaven", cidade cinematográfica em Malta, onde foi gravado o filme do Popeye. Foi reformada, e hoje é aberta ao público como um museu ao ar livre.

Um dos principais motivos pelo filme ter sido um pouco estranhado pela crítica, é que as primeiras tiras em quadrinhos do Popeye publicadas em 1929, já não eram tão conhecidas quando o filme foi lançado em 1980; e o público não estava muito familiarizado com as várias personagens da cidade de "Sweethaven" que aparecem durante o filme, pois eles participavam com mais frequência nos quadrinhos, do que nas animações. A história do roteiro também era mais inspirada nas primeiras histórias em quadrinhos de Elzie Segar, do que nos desenhos de cinema. Como nas tiras "Thimble Theatre" dos anos 30, o filme mostrava Popeye chegando à cidade de "Sweethaven" e conhecendo a família da Olívia Palito, e depois se apaixonando pela Olívia, encontrando Gugu abandonado em uma cesta (baseado em uma história publicada no dia 24 de julho de 1933, na qual Gugu faz sua estreia ), e reencontrando o seu pai desaparecido, Poopdeck Pappy (ou "Vovô Popeye"). Por esses motivos, algumas das pessoas que conheceram os quadrinhos originais do Popeye, costumam defender a fidelidade do filme à obra de Elzie Segar. O filme, também é considerado fiel em alguns outros pontos, como a interpretação de Robin Williams, que fica bem próxima ao Popeye dos curta metragens dos Fleischer Studios, um exemplo disso é que Williams matém o mesmo costume que o Popeye de Max Fleischer tinha, de sempre murmurar frases quase incompreensíveis em voz baixa, quando está pensando consigo mesmo.

A idade de Popeye no filme era de 32 anos, já que em uma cena ele diz que seu pai o abandonou quando ele tinha 2 anos, e que já não o via a 30 anos. Em um episódio da década de 1950 Popeye é mostrado como tendo 40 anos, mas curiosamente no site oficial do personagem (popeye.com), é dito que ele tem 34 anos, enquanto Olívia tem 29 e Brutus 36.

Vista da cidade de "Sweethaven".

Dublagem do filme no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o filme foi lançado em VHS pela Abril Vídeo, no ano de 1989, dublado pelo estúdio S&C Produções Arstísticas - São Paulo, com Nelson Machado (mais conhecido como a voz do Kiko) dublando a voz de Robin Williams (Popeye), e Noeli Santisteban (mais conhecida como a 1º voz mirim do Goku e Fly) a voz de Shelley Duvall (Olívia). Quando foi exibido pela Rede Globo, era com uma dublagem da Herbert Richers, que trazia o mesmo dublador do Popeye em seus desenhos, Orlando Drummond, dublando Robin Williams, e Miriam Ficher dublando Shelley Duvall, além de alguns outros dubladores que também davam voz às personagens na versão em desenho animado.

Na dublagem para VHS, o bebê "Swee'Pea" foi chamado de "Zezé" em vez de "Gugu" (o que não é totalmente errado, pois o personagem já havia sido chamado assim em algumas das primeiras traduções dos quadrinhos do Popeye); apesar disso, na versão do VHS a voz do dublador Nelson Machado se adequava melhor ao ator Robin Williams, enquanto na versão para TV, a voz de Orlando Drummond fica um pouco mais grossa do que a do ator, combinando mais com o "Popeye animado" que aparece na abertura do filme.

Personagens[editar | editar código-fonte]

Imagem de Dudu e Olívia no episódio: O Marinheiro Popeye encontra Ali Babá e os 40 Ladrões "Popeye the Sailor Meets Ali Baba's Forty Thieves" de 1937.

Muitas personagens coadjuvaram com Popeye tanto nas HQ quanto nas animações. Um deles foi um bebê órfão chamado Gugu, que mais tarde foi adotado por Popeye, outro foi o o pai de Popeye, um velho teimoso que sempre se mete em encrencas, o comedor de hamburguer, Dudu, um animal nativo da África chamado Eugênio o Jeep Mágico e também a Bruxa do Mar. Mas alguns foram criados somente para os desenhos animados, como os quatro sobrinhos de Popeye e um amigo de Popeye chamado Shorty que ele conheceu quando entrou para marinha.

  • Marinheiro Popeye (Popeye the Sailor) - Um marinheiro caolho, que está sempre de cachimbo no canto da boca, e usa uma lata de espinafre como sua arma secreta. Ele está sempre salvando sua namorada Olívia Palito das perseguições do Brutus.
  • Olívia Palito (Olive Oyl) - A namorada do Popeye, que é alvo constante das perseguições do Brutus, que quer conquistá-la. Olívia nos primeiros episódios, não gostava de Brutus, e não dava atenção a ele quando este mexia com ela, só após algum tempo (principalmente em episódios dos anos 50 e 60) ela passou a se deixar se impressionar por ele, mas sempre acabava voltando para o Popeye quando Brutus a tratava mal.
  • Brutus (Bluto) - O principal vilão das histórias, ele vive paquerando a Olívia, mas sempre se dá mal no fim. O design de Brutus, costumava variar muito desde 1933 até os anos 50, em alguns episódios ele era desenhado "forte" e em outros apenas "gordo".
  • Bruxa do Mar (Sea Hag) - Uma feiticeira do mar, que era apaixonada pelo Vovô Popeye. Mas não sendo correspondida por ele, dedicou sua vida a persegui-lo pelos Sete Mares, em busca de vingança.
  • Abutre (Vulture) - Fiel abutre de estimação da Bruxa do Mar, que sempre a ajuda em seus planos malígnos.
  • Dudu (Wimpy) - Comedor de hamburguer, que nunca paga o que deve. Sempre pede dinheiro emprestado para comprar um hamburguer, mas acaba nunca pagando.
  • Gugu (Swee' Pea) - Ele é um bebê órfão abandonado pela mãe, por falta de condições financeiras, que foi encontradado e adotado por Popeye, em uma história em quadrinho de 1933.
  • Vovô Popeye (Poopdeck Pappy) - O pai de Popeye, que passou a vida inteira fugindo da Bruxa do Mar.
  • Pipeye, Pupeye, Poopeye e Peepeye - Os sobrinhos quadrigêmeos de Popeye, que estão sempre aprontando confusões.
  • Shorty - Um marinheiro baixinho que usa óculos, ele é um amigo do Popeye que ele conheceu na marinha. Shorty é muito atrapalhado, e às vezes irritante, está sempre tentando ajudar Popeye, mas sem querer ele sempre acaba o colocando em várias encrencas. Ele ainda tem o costume de sempre ficar cantarolando, o que acaba deixando sua personalidade mais irritante ainda.
  • Dureza (Rough House) - Dono do restaurante Dureza, que vive esperando que Dudu pague os hamburguers que comeu em seu restaurante.
  • Castor Palito (Castor Oyl) - O irmão da Olívia Palito. Aparecia muito nas histórias em quadrinhos mas poucas vezes nos desenhos animados. A tradução do seu nome, e de outros membros da "Família Palito" em português, aparece na história em quadrinho de 1999: "O Casamento de Popeye e Olívia".
  • Nana Palito (Nana Oyl) - A mãe da Olívia Palito. Também aparecia muito nos quadrinhos, mas no desenho animado só apareceu no episódio O Homem do Trapézio Voador, e em um episódio da série "Popeye e Filho".
  • Cole Palito (Cole Oyl) - O Pai da Olívia Palito. Nos desenhos animados ele também apareceu em apenas um episódio, mas tinha grande participação nas histórias em quadrinhos.
  • Geezil (George W. Geezil) - Um comerciante desonesto, que uma vez tentou vender um casco de pele de coelho para Popeye, dizendo que era de pele de urso. Ele tem grande antipatia com o Dudu, e estão sempre discutindo.
  • Eugênio o Jeep Mágico (Eugene the Jeep) - Animal nativo da África, que se alimenta de orquídeas. É capaz de fazer mágicas e atravessar paredes, ele também sabe fazer truques como: balançar a cabeça para dizer "não", e abanar o rabo para dizer "sim".
  • Os Goons (The Goons) - Estranhos habitantes da Ilha dos Goons, que já mantiveram o pai do Popeye preso na ilha. Mas quando Popeye foi à ilha resgatar seu pai, os dois conseguiram acabar com os Goons, e sair da ilha.
  • Alice a Grande (Alice the Goon) - Uma Goon fêmea, é parente dos Goons da Ilha dos Goon. Ela é muito parecida com eles, mas usa um vestido, sapatos e chapéu com uma florzinha em cima.
  • espinafre (spinach) - A arma secreta de Popeye, que sempre é usada na útima hora.

Frases marcantes[editar | editar código-fonte]

Em português

Popeye:

  • "Macacos me mordam!"
  • "Pelas barbas do camarão!"
  • "Sou o que sou, e isso é tudo o que sou!"
  • "Sou forte até o fim com espinafre pra mim!"
  • "Tubarões me mordam!"
  • "Ventos me levem!"
  • "Com mil camarões!"
  • "Ora seu bolo fofo…"
  • "Já aguentei o que pude, não aguento mais!"
  • "Eu sou Marinheiro Popeye!"
  • "Hâc, hâc, hâc, hâc, hâc!!!"

Brutus:

  • "Camarão!"
  • "Ora seu tampinha…"
  • "Esse baixote atrevido vai ter hoje o que ele merece!"

Olívia Palito:

  • "Socorro, Popeye!!!"
  • "Salve-me!!!"
  • "Popeye, faça alguma coisa!!!"

Cole Palito:

  • "Você me deve uma desculpa!"

Dudu:

  • "Pagarei com prazer na terça, por um hamburguer hoje!"
  • "Passe lá em casa para o jantar. Você leva o jantar!"

Eugênio o Jeep Mágico:

  • "Jeep, Jeep!"
Em Inglês

Popeye:

  • "Well, blow me down!"
  • "I yam what I yam, and that's all what I yam!"
  • "I'm strong to the finish, cause I eats me spinach!"
  • "That's all I can stands, cuz I can't stands n'more!"
  • "I'm Popeye, the sailorman!"
  • "A-gah-gah-gah-gah-gah-gah!!!"

Bluto:

  • "Shrimp!"
  • "Well your capdown…!"
  • "This cheeky little guy will get what he deserves today!"

Olive Oyl:

  • "Help Popeye!!!"
  • "Save me!!!"

Cole Oyl

  • "You owe me an apology!"

Wimpy:

  • "I’ll gladly pay you Tuesday for a hamburger today!"
  • "Come up to the house for a dinner. You bring the dinner!"

Eugene the Jeep:

  • "Jeep, Jeep!"

Lista de episódios[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Popeye