Porsche 356/1

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Porsche 356
Porsche No. 1 Type 356 (mid-engine prototype)
Visão Geral
Produção 1948
(1 unidade)
Fabricante Porsche
Modelo
Classe Carro esporte
Carroceria Roadster
Designer Erwin Komenda
Ficha técnica
Motor 4 cilindros opostos 2 a dois (boxer), refrigeração a ar, 1.131cc
Dupla carburação
40 cv a 4000rpm
Transmissão 4 marchas a frente, 1 a ré
Layout Motor traseiro
Tração traseira
Modelos relacionados Volkswagen Fusca, Porsche 356, Porsche 64
Dimensões
Comprimento 3.871mm
Entre-eixos 2.149mm
Largura 1.670mm
Altura 1.000mm
Peso 601kg
Cronologia
Último
Último
Porsche 64
Porsche 356
Próximo
Próximo


O Porsche 356/1 foi o primeiro automóvel Porsche construído de maneira independente. Baseado na mecânica do Volkswagen Fusca, o projeto foi iniciado em abril de 1947, concluído em 17 de julho daquele ano, e homologado pela autoridade austríaca de trânsito em junho do ano seguinte.

História[editar | editar código-fonte]

Após a Segunda Guerra Mundial, Ferry Porsche, filho do Professor Porsche, ficou responsável pelos negócios da família. Entre projetos para outras companhias, serviços de manutenção mecânica e industrial, ele levantou capital suficiente para manter a firma e financiar o projeto que era sonho da família, uma linha de carros com o nome Porsche. Com a ajuda dos colaboradores de seu pai (Karl Rabe, Erwin Komenda e outros) ele desenvolveu um pequeno roadster com carroceria de alumínio (moldada à mão sobre molde de madeira), um motor Volkswagen preparado, e uma construção única para um carro de passeio da época.

Baixo e liso, com um pára-brisa de duas peças sem moldura, o carro definiu o padrão para os futuros 356s que seriam produzidos até 1964, mas possuíma muitas características em particular. Por exemplo, não havia entradas de ar na traseira, e o acesso ao motor era por uma grande tampa com dobradiça na frente, ao invés do pequeno capô com dobradiças atrás de modelos posteriores. O 356/1 foi um pequeno roadster de dois lugares, com um motor montado entre-eixos, ao contrário dos 356 (e 911) posteriores, que para cortar custos e prover espaço para os bancos de trás, tiveram seus motores movidos para atrás do eixo traseiro. Atrás das rodas traseiras havia suficiente espaço para o estepe, baterias de seis volts e alguma bagagem. Dentro havia bancos simples, e um único instrumento, o velocímetro - embora um relógio tivesse sido posto no porta-luvas à direita. Na dianteira o nome Porsche era finalmente ostentado após meio século de relação com a indústria automobilística.

Os testes[editar | editar código-fonte]

O 356/1 passou por uma extensiva bateria de testes durante sua construção. Não era raro ver o próprio Ferry Porsche dirigindo o chassis de barras de aço pelas colinas perto da fábrica, para testar sua resistência e dirigibilidade. Após concluído o carro, os testes continuavam, e como o motor e demais peças oriundas do Fusca já haviam sido aprovadas anos antes em testes rigorosíssimos, o foco principal era a resistência da nova estrutura.

Tais testes resultaram em melhorias significativas implementadas mais tarde. Por exemplo, em uma viagem de teste entre Gmünd e Zell am See, apenas um problema se apresentou: um tubo da estrutura traseira amassou quando bateu no pavimento precário da estrada Grosslockner Pass. Com o 356/1 mancando, Ferry Porsche e seu engenheiro de bordo criaram uma proteção de metal em duas peças ali mesmo, para proteger a parte danificada - e um reforço similar posteriormente foi aplicado aos modelos de produção, permanecendo por toda a produção do carro.

Desempenho[editar | editar código-fonte]

No geral o 356/1 era atraente, ágil, esportivo, evidentemente aerodinâmico e diferente de tudo mais na estrada. Seu motor refrigerado à ar, boxer, com 1.131 cc, produzia 40 hp, contra os 24,5 hp do motor 1.131 pertencente ao Fusca. A pequena potência era compensada pelo baixo peso do carro, que lhe dava uma relação peso/potência de 0,07 cv/kg - suficientes para levar o carro a 131 km/h de máxima.

Em julho, quando exposto em Berne, Suíça, o 356/1 conquistou boas críticas da imprensa inglesa e européia. No mesmo mês, o carro conquistou uma vitória numa corrida de rua para modelos 1000-1200 cc em Innsbruck, Áustria - a primeira de muitas vitórias para a linha 356.

Os modelos de produção[editar | editar código-fonte]

Coupe Gmünd no museu Porsche, perto do molde de madeira reconstruído (o original foi utilizado como lenha)

Embora bem sucedido para seu propósito, o protótipo mostrou que não havia muito mercado para um pequeno roadster esportivo de dois lugares na enfraquecida Alemanha pós-guerra. As lições e melhorias foram implementadas na próxima série de modelos construíos pela fábrica, os 50 coupés Gmünd (também conhecidos como 356/2), que já contavam com motor traseiro e mais dois lugares no habitáculo.

O carro hoje[editar | editar código-fonte]

O protótipo foi gradualmente sendo deixado de lado após a bateria inicial de testes, embora seu valor histórico fosse gradualmente aumentando conforme a fábrica crescia. Eventualmente o carro parou de ser modificado (uma das últimas modificações foi o logotipo da Porsche no volante, que só foi criado na década de 50), e quando o museu Porsche foi criado, ele se tornou uma das principais atrações.

Em 1998 o carro foi danificado durante o transporte, sendo substituído pelo roadster Sauter (uma versão especial particualr em aço do 356) nas celebrações dos 50 anos da marca. Já restaurado, o automóvel permanece no Museu Porsche até hoje.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]