Porta de Elvira

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Porta de Elvira
Puerta de Elvira
Nomes anteriores Bib Elbeira
Nomes alternativos Arco de Elvira
Estilo dominante Islâmica
Início da construção Século XI
Património
Classificação nacional Bem de Interesse Cultural 51-0000009-00001
Geografia
País Flag of Spain.svg Espanha
Cidade Granada
Coordenadas 37° 10' 55" N 3° 35' 58.4" O

A Porta de Elvira (em espanhol: Puerta de Elvira), também conhecida como Arco de Elvira é o nome dado aquela que era a principal entrada da cidade de Granada, Espanha, durante o período muçulmano, quando era chamada Bib Elbeira. O seu nome deve-se a Medina Elvira, a capital regional até início do século XI, quando os ziridas mudaram a capital do seu reino recém-criado para Granada, então chamada Medina Garnata.

A porta foi construída no século XI pelos reis ziridas, integrada na muralha que a unia pelo leste à Porta Monaita e por sudoeste com a Porta do Sulfuro de Antimonio (Bab al-Kubl), conhecida popularmente por Arco das Tinajillas (arco das jarrinhas). Sofreu várias transformações ao longo da sua história, a maior delas durante o reinado de Yusuf I da dinastia nasrida. Nessa época foi transformada numa fortaleza autónoma com quatro torres, três barbacãs e duas portas além da exterior. EM 1612 as barbacãs foram demolidas, pavimentou-se o terreiro que precedia a porta e construíram-se doze casas encostadas à muralha, as quais chegaram aos nossos dias praticamente sem alterações. Durante a ocupação francesa foram destruídas várias portas chapeadas a ferro e demolidas partes das muralhas. Em 1879 foi derrubada a Porta do Ferro (Puerta del Hierro; Bab al-Hadid), também chamada Porta da Encosta (Puerta de la Cuesta; Bab al-Aqaba), que tinha sido adicionada no século XIV para ligar a almedina ao Albaicín.

Atualmente conservam-se o arco exterior da época nasrida, flanqueado por duas torres de taipa, rematado por ameias, e o estribo do lado norte, formado por três altos arcos de ladrilho que sustentam o adarve correspondente. O arco em ferradura, semelhante ao da Porta da Justiça e Porta da Rambla, é composto lajes de arenito que formam aduelas , uma arquivolta do mesmo tipo e jambas chanfradas de pedra.

Ao longo do século XX a porta foi obejto de diversas obras de restauro e consolidação. Está classificada como Bem de Interesse Cultural desde 1896.

Notas e bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • López Guzmán, Rafael, ed. (2002) (em espanhol), Arquitectura de Al-Andalus: (Almería, Granada, Jaén, Málaga), Albolote (Granada): Comares 


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