Porto Alegre

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Porto Alegre
"Capital dos Gaúchos"
"PoA"
Da esquerda para a direita: Usina do Gasômetro, Estátua do Laçador, Cais Mauá, Mercado Público e Monumento aos Açorianos diante do prédio do Centro Administrativo do Estado

Da esquerda para a direita: Usina do Gasômetro, Estátua do Laçador, Cais Mauá, Mercado Público e Monumento aos Açorianos diante do prédio do Centro Administrativo do Estado
Bandeira de Porto Alegre
Brasão de Porto Alegre
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 26 de março
Fundação 26 de março de 1772 (242 anos)
Emancipação 11 de dezembro de 1810 (203 anos)
Gentílico porto-alegrense
Lema "Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre"
CEP 90000-000 até 91999-999
Prefeito(a) José Fortunatti (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Porto Alegre
Localização de Porto Alegre no Rio Grande do Sul
Porto Alegre está localizado em: Brasil
Porto Alegre
Localização de Porto Alegre no Brasil
30° 01' 58" S 51° 13' 48" O30° 01' 58" S 51° 13' 48" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre IBGE/2008 [1]
Microrregião Porto Alegre IGBE/2008 [1]
Região metropolitana Porto Alegre
Municípios limítrofes Alvorada, Cachoeirinha, Canoas , Nova Santa Rita e Viamão
Distância até a capital 2 027 km[2]
Características geográficas
Área 496,827 km² (BR: 2457º)[3]
Área urbana 160,7 km² (BR: 11º) – est. Embrapa[4]
Distritos Porto Alegre (distrito-único)
População 1 467 823 hab. (RS: 1º) –  est. IGBE 2013[5]
Densidade 2 844,237 hab/km²
Altitude 10 m [6]
Clima Subtropical úmido Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,805 (BR: 28º) – muito alto PNUD/2010 [7]
Gini 0,60 est. IGBE 2003[8]
PIB R$ 43 038 100 000,00 (BR: 7º RS: 1º) – IGBE/2010[9]
PIB per capita R$ 30 524,80 IGBE/2010[9]
Página oficial
Prefeitura www.portoalegre.rs.gov.br
Câmara www.camarapoa.rs.gov.br

Porto Alegre é um município brasileiro e a capital do estado mais meridional do Brasil, o Rio Grande do Sul.[10] Pertence à mesorregião metropolitana de Porto Alegre e à microrregião de Porto Alegre.[1] Com uma área de quase 500 km², possui uma geografia diversificada, com morros, baixadas e um grande lago, o Guaíba. Dista 2 027 quilômetros de Brasília, a capital nacional.[2] [10] [11]

A cidade constituiu-se a partir da chegada de casais açorianos em meados do século XVIII. No século XIX contou com o influxo de muitos imigrantes alemães e italianos, recebendo também espanhóis, africanos, poloneses e libaneses. Desenvolveu-se com rapidez e hoje abriga mais de 1,4 milhão de habitantes.[10] A cidade enfrenta muitos desafios, entre eles a grande população ainda vivendo em condições de pobreza e sub-habitação,[12] alto custo de vida,[13] alta incidência de obesidade e tabagismo,[14] [15] ,deficiências sérias no tratamento de esgotos,[16] muita poluição[17] e degradação de ecossistemas originais,[18] índices de crime elevados[19] [20] e crescentes problemas de trânsito.[21]

Por outro lado, ostenta mais de 80 prêmios e títulos que a distinguem como uma das melhores capitais brasileiras para morar, trabalhar, fazer negócios, estudar e se divertir. Foi destacada em anos recentes também pela ONU como a Metrópole nº1 em qualidade de vida do Brasil por três vezes; como possuindo um dos 40 melhores modelos de gestão pública democrática pelo seu Orçamento Participativo e por ter o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as metrópoles nacionais.[22] Dados do IBGE a apontaram em 2009 como a capital brasileira com a menor taxa de desemprego,[23] a empresa de consultoria britânica Jones Lang LaSalle a incluiu em 2004 entre as 24 cidades com maior potencial para atrair investimentos no mundo[24] e figura na lista da Pricewaterhouse Coopers entre as cem cidades mais ricas do mundo.[25] Porto Alegre é uma cidade influente no cenário global, recebendo a classificação de cidade global "gama -", por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).[26]

Além disso, Porto Alegre é uma das cidades mais arborizadas[27] e alfabetizadas do país,[10] é um polo regional de atração de migrantes em busca de melhores condições de vida, trabalho e estudo[28] e tem uma infraestrutura em vários aspectos superior à das demais capitais do Brasil.[29] Foi manchete internacional quando sediou as primeiras edições do Fórum Social Mundial[22] e foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.[30] Também tem uma cultura qualificada e diversificada, com intensa atividade em praticamente todas as áreas das artes, esportes e das ciências, muitas vezes com projeção nacional, além de possuir ricas tradições folclóricas e um significativo patrimônio histórico em edificações centenárias e numerosos museus.[10]

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

A região do atual município de Porto Alegre já era habitada pelo homem desde 11 000 anos atrás. Por volta do ano 1000, os povos indígenas tapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos do tronco linguístico tupi provenientes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era habitada por um desses povos do tronco tupi, os carijós. Os carijós viriam a ser escravizados pelos colonos de origem portuguesa de São Vicente.[31]

Porto Alegre estabeleceu-se como cidade somente no século XVIII. Até então, o território do Rio Grande do Sul ainda pertencia legalmente aos espanhóis devido ao Tratado de Tordesilhas (1494), mas, desde o século XVII, os portugueses já começavam a dirigir esforços para a sua conquista e foram progressivamente penetrando no território pelo nordeste, chegando através do Caminho dos Conventos (uma extensão da Estrada Real) à região da Vacaria dos Pinhais, e dali descendo para Viamão. A penetração foi realizada por bandeirantes que vinham em busca de escravos índios e por tropeiros que caçavam os grandes rebanhos de gado bovino, mulas e cavalos que viviam livres no estado. Mais tarde, os tropeiros passaram a se radicar no sul, transformando-se em estancieiros e solicitando a concessão de sesmarias. A primeira delas foi outorgada em 1732 a Manuel Gonçalves Ribeiro na Parada das Conchas, onde hoje é Viamão. Outra via de penetração foi através do litoral, fundando-se, em 1737, uma fortaleza onde hoje é Rio Grande, com o objetivo dar assistência à Colônia do Sacramento, no Uruguai.[32]

Depois da assinatura do Tratado de Madrid (1750), o rei de Portugal determinou que fosse reunido um grupo de 4 000 casais dos Açores para povoar o sul, mas efetivamente foram transportados apenas cerca de mil casais, que se espalharam pelo litoral entre Osório e Rio Grande, e um pouco pelo interior. Cerca de 500 pessoas se fixaram em 1752 à beira do lago Guaíba, no chamado Porto de Viamão, o primeiro nome da futura Porto Alegre. Os conflitos locais entre portugueses e espanhóis, porém, não foram contidos pelo tratado. Rio Grande foi invadida por espanhóis em 1763, a população portuguesa fugiu e o governo da Capitania do Rio Grande de São Pedro se mudou às pressas para Viamão. O Porto de Viamão foi elevado a freguesia, com o nome de Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais, em 26 de março de 1772, hoje estabelecida como data oficial da fundação da cidade. Em vista da sua melhor situação geográfica e estratégica, em 25 de julho de 1773 o governador da Capitania, Marcelino de Figueiredo, determinou a transferência da capital de Viamão para lá, quando a freguesia já tinha cerca de 1 500 habitantes.[33] [34]

Com a paz entre Portugal e Espanha conseguida no Tratado de Santo Ildefonso (1777), a posse da terra foi regularizada e começou-se a organizar a administração. Foi erguido o Palácio de Barro, primeira sede de governo, um cemitério, uma prisão, um pequeno teatro e a Igreja Matriz. Ruas foram calçadas, foi criado um serviço postal, o comércio começou a florescer, a atividade do porto se intensificou e a pequena urbe assumiu suas funções definitivamente como capital da Capitania, crescendo rapidamente. Em 1798 tinha 3 000 habitantes e, em 1814, já possuía 6 000.[35] [36]

Herrmann Wendroth: Porto Alegre vista das ilhas do Guaíba, em 1852
Antigo mercado público em meados do século XIX

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Em 27 de agosto de 1808 a freguesia foi elevada à categoria de vila, verificando-se a instalação a 11 de dezembro de 1810. Em 16 de dezembro de 1812 Porto Alegre tornou-se sede da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul, recém-criada, e cabeça da comarca de São Pedro do Rio Grande e Santa Catarina. Em 1814 o novo governador, Dom Diogo de Sousa, obteve a concessão de uma grande sesmaria ao norte, com o fim expresso de estimular a agricultura local. Com o crescimento de cidades próximas como Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha, e em vista de sua privilegiada situação geográfica, na confluência das duas maiores rotas de navegação interna - a do rio Jacuí e a da Lagoa dos Patos - Porto Alegre começava a se tornar o maior centro comercial da região. A frota permanente que frequentava o porto nessa altura contava com cerca de cem navios, e foi aberta uma alfândega. Também se iniciavam exportações de trigo e charque. Em 1816 se haviam comerciado 400 mil alqueires de trigo para Lisboa, e em 1818 se venderam mais de 120 mil arrobas de charque, produto que logo assumiria a dianteira na economia local.[37]

Em 1822 a vila ganhou foro de cidade. A partir de então chegaram os primeiros imigrantes alemães, instalando restaurantes, pensões, pequenas manufaturas, olarias, alambiques e diversos estabelecimentos comerciais. Como a situação econômica da Capitania não ia bem, pressionada por pesados impostos e negligenciada pelo governo imperial, em 1835 estalou em Porto Alegre a Revolução Farroupilha. Tomada em 1836 pelas tropas imperiais, a partir de então a cidade sofreu três longos cercos até o ano de 1838. Foi a resistência a esses cercos que fez D. Pedro II dar à cidade o título de "Mui Leal e Valorosa". Apesar do inchaço populacional daqueles tempos, a malha urbana só voltou a crescer em 1845, após o fim da revolução e com a derrubada das muralhas que cercavam a cidade.[38] [39]

No período de 1865 a 1870 a Guerra do Paraguai transformou a capital gaúcha na cidade mais próxima do teatro de operações. A cidade recebeu dinheiro do governo central, além de serviço telegráfico, novos estaleiros, quartéis e melhorias na área portuária. Em 1872 as primeiras linhas de bonde entraram em circulação. Construiu-se a Usina do Gasômetro (1874) para geração de energia e implantou-se uma rede de esgotos (1899), enquanto que os bairros da cidade se expandiam.[40] [41] Na segunda metade do século, enfim a cultura local pôde receber mais atenção, construindo-se um grande teatro, o Theatro São Pedro, e surgindo os primeiros literatos, educadores, músicos e pintores locais de expressão, como Antônio Vale Caldre Fião, Hilário Ribeiro, Luciana de Abreu, Pedro Weingärtner, Apolinário Porto-Alegre, Joaquim Mendanha e Carlos von Koseritz. Fundou-se a Sociedade Parthenon Litterario, formada pela flor da intelectualidade gaúcha, e em 1875 foi realizado o primeiro salão de artes.[42] [43]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Abertura da Avenida Borges de Medeiros e construção do Viaduto Otávio Rocha, no início do século XX
Glênio Bianchetti: Jogo do osso, xilogravura, 1955. Acervo do MARGS. Exemplo da arte regionalista de cunho social praticada pelo Clube de Gravura de Porto Alegre e que se tornou importante para a renovação das artes gráficas brasileiras[44]

Na virada do século XX Porto Alegre passou a ser imaginada como o cartão de visitas do Rio Grande do Sul, ideia alinhada com os propósitos do Positivismo, corrente filosófica abraçada pelos governos estadual e municipal, e por isso a cidade deveria transmitir uma impressão de ordem e progresso. Para transformar a ideia em fato, a Intendência, a cuja testa estava José Montaury, iniciou um enorme programa de obras públicas. Montaury permaneceu no governo municipal por 27 anos, sendo sucedido por Otávio Rocha e Alberto Bins, que em linhas gerais mantiveram a mesma orientação. A fim de melhor controlar o processo de desenvolvimento, o município atraiu para si a responsabilidade sobre muitos serviços públicos, como o fornecimento de água encanada, iluminação, transporte, educação, policiamento, saneamento e assistência social, em um volume que ultrapassava em muito o hábito da época e superava o que faziam na mesma altura São Paulo e Rio de Janeiro. Contudo, o crescimento do funcionalismo público e a quantidade de obras demandaram recursos além das capacidades de arrecadação, e foram contraídos grandes empréstimos.[45] Na cultura foi um marco a fundação em 1908 do Instituto Livre de Belas Artes, antecessor do atual Instituto de Artes da UFRGS, que concentrou a produção de arte na capital e foi em todo o estado praticamente a única referência institucional significativa até a década de 1960 nos campos do estudo, ensino e produção de arte.[46]

Em 1940 o município contava com cerca de 385 mil habitantes e seus índices de crescimento eram positivos para a indústria, a construção civil, a educação, a saúde, a eletrificação, o saneamento, o movimento portuário, os transportes e as obras de urbanização. A ligação rodoviária e aérea com o centro do Brasil foi incrementada e a rede ferroviária para o interior do estado se expandia.[47] No encerramento dos anos 1950 foi implantado o primeiro Plano Diretor, composto com base na Carta de Atenas. Para Helton Bello, com este Plano se acentuou a verticalização da cidade, fazendo Porto Alegre conhecer o maior crescimento edilício de sua história, o que alterou significativamente a morfologia urbana.[48]

A segunda metade do século XX foi caracterizada por um acelerado crescimento urbano e populacional, e os sucessivos administradores se empenharam novamente em uma série de investimentos em obras públicas, enquanto a cidade via desaparecer, sob a onda do progresso, boa parte de suas edificações antigas.[48] [49] Paralelamente, a cultura de Porto Alegre se caracterizou por um forte colorido político, reunindo expressivo grupo de intelectuais e produtores artísticos influentes alinhados ao Existencialismo e ao Comunismo. Entre o fim da década de 1950 e os anos que precederam o golpe militar de 64 foram montadas peças teatrais de vanguarda, em polêmicas abordagens de crítica social; as artes plásticas mostravam uma arte realista/expressionista de mesmo perfil, que por vezes adquiria um tom panfletário. Quanto ao golpe, Porto Alegre foi o palco de importantes movimentos políticos que levaram à sua concretização, comandados pelo então governador Ildo Meneghetti a partir do Palácio Piratini.[50] Porto Alegre nas últimas décadas se tornou uma das grandes metrópoles brasileiras, internacionalizou sua cultura, tornou-se um modelo de administração pública, dinamizou sua economia a ponto de se tornar uma das cidades mais ricas do mundo, e alcançou altos níveis de qualidade de vida,[22] [25] mas ao mesmo tempo passou a experimentar os problemas que afligem outros grandes centros urbanos do Brasil, com o surgimento de favelas,[12] de dificuldades no trânsito[21] e crescimento da poluição[17] e dos índices de criminalidade.[19] [51]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Porto Alegre é a capital do estado mais meridional do Brasil, o Rio Grande do Sul, situando-se em torno do paralelo 30º - entre 29º10'30'' sul e 30º10'00'' sul - e do meridiano 50º - entre 51º05'00'' oeste e 51º16'15'' oeste.[52] A área real do município é controversa, e varia conforme a fonte de dados. A própria Prefeitura oferece informações conflitantes, 476,3 km²[11] ou 497 km²,[10] o Itamaraty indica 489 km²[53] e Nalin dá o número de 496,1 km².[54] O IBGE refere uma área de 497 km².[55] Suas cidades limítrofes são Canoas, Cachoeirinha, Viamão, Eldorado do Sul e Alvorada.[53]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Planta do núcleo urbano inicial da cidade, 1840, ainda com a linha de muralhas assinalada

Porto Alegre originalmente se dividia em distritos, forma documentada pela primeira vez em 1892. Em 1927 se procedeu à divisão por zonas (urbana, suburbana e rural) e distritos, subdividindo-os em seções.[56] Na década de 1950 foi formulada a divisão por bairros. O primeiro a ser criado foi o Medianeira, em 1957, e outros 57 surgiram por força da Lei nº 2022 de 7 de dezembro de 1959. Entre 1963 e 1998 foram criados diversos outros, e alguns dos primeiros tiveram limites retificados. O último a ser criado foi o Jardim Isabel, em 2009. Porto Alegre em 2010 possuía oficialmente 79 bairros.[57] O bairro mais extenso é o Arquipélago, com 4 718 ha, e o menor o Bom Fim, com 38 ha.[58] Ainda existem algumas áreas sem denominação oficial, descritas como Zona Indefinida e que são conhecidas por nomes atribuídos popularmente, como é caso do Morro Santana, Passo das Pedras, Chapéu do Sol e Aberta dos Morros.[56] Em 2000 a Zona Indefinida possuía 10 290 ha, com uma população de 115 671 pessoas.[58]

Segundo Hickel et alii, Porto Alegre pode ser dividida em dez macrozonas de organização espacial urbana, "cada uma com diferentes padrões de desenvolvimento urbano, espaços públicos de natureza e funções diversas, tipologia de edificações e estruturação viária distintas, além de aspectos socioeconômicos, paisagísticos e ambientais e potencial de crescimento próprios". A Cidade Radiocêntrica compreende o Centro Histórico, com uma trama radial de elevada densidade demográfica. Ao norte situa-se o Corredor de Desenvolvimento, área de potencial econômico e localização privilegiada pela presença de vias de ligação com os principais polos da Região Metropolitana, mas é uma área pouco residencial e vem sendo ocupada por favelas. Ao sul encontra-se a Cidade Xadrez, de malha viária ortogonal, resultado da expansão planejada da cidade naquela direção. A Cidade de Transição caracteriza-se pela passagem de uma ocupação mais densa para uma urbanização rarefeita e mais concentrada no topo dos morros. Na margem sudoeste do Guaíba está a Cidade Jardim, predominando residências e densa arborização. No limite leste encontra-se o Eixo Lomba do Pinheiro, com grande número de vilas populares e favelas. No centro-sul situa-se a Restinga, que nasceu com o objetivo de assentar a população de baixa renda removida de áreas de ocupação irregular. No extremo sul encontra-se a Cidade Rural-Urbana, uma vasta área de ocupação rarefeita, misturando diferentes graus de atividade rural e urbana. As Ilhas do Delta do Jacuí possuem alguns pontos de urbanização e uma grande área de preservação natural, de importância ecológica para o município e para o estado.[59]

Geologia e hidrografia[editar | editar código-fonte]

Geologicamente a estrutura do terreno porto-alegrense é muito antiga. A cidade está localizada dentro dos limites da Bacia do Paraná, uma extensa bacia sedimentar que se estende para o norte até o centro do Brasil, cujos primeiros sedimentos foram depositados no Paleozoico, com vários acúmulos posteriores.[60] Localmente o relevo da cidade é dominado pelo Maciço de Porto Alegre, parte do Cinturão Dom Feliciano, formado entre 2 e 2,4 bilhões de anos atrás e responsável pela existência da cadeia de morros que circunda a cidade. Suas rochas são uma mistura de gnaisses tonalíticos, granodioríticos e dioríticos. A ampla maioria do substrato rochoso, contudo, é de granitos e suas maiores altitudes atingem os trezentos metros.[61] [62] Os morros mais elevados são o Morro Santana, com 331 m, o Morro da Polícia, com 291 m, e o Morro Pelado, com 298 m.[52] A altitude média da cidade é de 10 m acima do nível do mar.[53] O Centro está assentado sobre um extenso batólito granitoide. Nos morros encontram-se áreas de rocha exposta, em parte matacões descobertos lentamente pela erosão natural, em parte pela exploração comercial de pedreiras a partir do século XIX, e pela urbanização desordenada. Significativa porção da área urbanizada da cidade está sobre uma planície aluvial formada no período Quaternário com sedimentos depositados pelos rios Jacuí, Sinos, Gravataí e Caí. É uma área baixa e alagadiça, mas densamente povoada, com perfil mineralógico imaturo e predomínio de conglomerados, diamictitos, arenitos e lamitos. O restante da cidade é composto pelo arquipélago fluvial do Delta do Jacuí, com depósitos minerais recentes, de 120 a 5 mil anos de idade.[61] [63]

Na hidrografia local a formação mais importante é o lago Guaíba, popularmente chamado "rio Guaíba", que limita a cidade a oeste e cujas águas se acumulam no recesso de uma falha geológica que tem origem na cidade de Osório e termina na região de Guaíba, e que são contidas por uma barragem natural na altura da ponta de Itapuã. No lago desaguam os rios acima citados, recebendo também outros tributários menores. A região litorânea possui várias praias, mas sua balneabilidade é comprometida pela poluição. A zona urbana é drenada internamente por vários arroios, destacando-se o arroio Dilúvio. Outros são os arroios Cascata, Teresópolis, Passo Fundo, Cavalhada, Mangueira e Águas Mortas. Na zona rural correm os arroios Feijó, Capivara, Salso e Lami.[64] 82,6% da área municipal se encontra na bacia do lago Guaíba e o restante na bacia do rio Gravataí. Suas águas subterrâneas provêm de dois depósitos distintos, um os granitos fraturados e outro os solos aluviais porosos. As primeiras têm uma composição predominantemente bicarbonatada cálcico-sódica e as outras, cloretada cálcico-sódica.[65]

Panorâmica da cidade de cima do Morro do Osso

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Porto Alegre é classificado como subtropical úmido (Cfa, segundo Köppen), tendo como característica marcante a grande variabilidade.[66] A presença da grande massa de água do lago Guaíba contribui para elevar as taxas de umidade atmosférica e modificar as condições climáticas locais, com a formação de microclimas. O contínuo processo de cobertura da superfície do terreno por edificações e calçamento também gera microclimas específicos, observando-se até 4°C de variação térmica nas diferentes regiões da cidade. As chuvas são bem distribuídas, com a média anual permanecendo em torno de 1 300 milímetros. Os meses com maior média pluviométrica são setembro (142 mm) e junho (138 mm), e os menores são maio (90 mm) e abril (77 mm).[67] A umidade relativa do ar média é de 76%.[66] [68] A ocorrência de neve é muito rara,[69] mas as geadas ocorrem algumas vezes durante o ano.[70] [71]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Porto Alegre por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 78,3 mm 24/01/1992 Julho 81,3 mm 27/07/2002
Fevereiro 79 mm 22/02/2012 Agosto 98,8 mm 17/08/1965
Março 92,9 mm 18/03/1983 Setembro 95 mm 19/09/1967
Abril 93 mm 18/04/1991 Outubro 79,7 mm 08/10/2005
Maio 149,6 mm 03/05/2008 Novembro 105,5 mm 11/11/2013
Junho 135,4 mm 09/06/1974 Dezembro 84,9 mm 07/12/1976
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 02/01/1961 a 31/12/2013.[72]

Nos últimos anos, foram registrados vários episódios de precipitação acumulada maior que 50 milímetros em menos de uma hora em pontos isolados da capital, e em 2005 e 2007 foram registrados acúmulos de cerca de 100 milímetros em uma hora, também em pontos isolados.[73] Em alguns anos, sob influência do El Niño, se verificam enchentes na região do Arquipélago, mas cenas como a grande enchente de 1941 não se repetiram depois da retificação do Arroio Dilúvio e da construção do muro de contenção na Avenida Mauá.[74] O furacão Catarina, um fenômeno atípico nesta parte do mundo, que em 2004 atingiu com mais força o estado de Santa Catarina,[75] provocou estragos em alguns bairros da cidade, com episódios curtos e localizados de vento intenso, possivelmente pela formação localizada de tornados derivados da massa ciclônica principal.[76] Entretanto, ocorre às vezes a formação de tornados independentes. O episódio mais recente aconteceu na onda de tornados de 11 de outubro de 2000, que varreu o centro-norte do estado com cerca de dez ocorrências acompanhadas de chuvas fortes e intenso granizo, quando se registrou um tornado com ventos de mais de 200 km/h no bairro de Belém Novo, no mesmo dia em que outro fustigou Águas Claras, interior de Viamão, na Região Metropolitana.[77] [78] Em 2008 foi vista uma pequena nuvem em funil sobre o Aeroporto Salgado Filho, mas não chegou a tocar a terra e logo se dissipou.[79]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1961 e 2013, a menor temperatura já registrada em Porto Alegre foi de -0,2 °C em 16 de julho de 1993,[80] e a maior atingiu os 39,8 °C em 25 de dezembro de 2012,[81] mas a mínima absoluta histórica foi registrada em 11 de julho de 1918, com -4 °C,[82] e a máxima histórica aconteceu em 6 de fevereiro de 2014, com 42,6 °C,[83] superando os 40,7 °C registrados em 1º de janeiro de 1943 e os 40,4 °C de 17 de fevereiro de 1929, segundo o Instituto Climatempo.[82] Os maiores acumulados de chuva em 24 horas registrados no mesmo período foram de 149,6 milímetros em 3 de maio de 2008, 135,4 milímetros em 9 de junho de 1974, 107,7 milímetros em em 5 de junho de 1970 e 105,5 milímetros em 11 de novembro de 2013,[72] enquanto o maior volume de chuva registrado em um mês foi de 340,1 milímetros em junho de 1964.[84]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Porto Alegre Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 39,2 39 38,1 35,6 32,7 31,6 32,2 34,9 38 38,2 39 39,8 39,8
Temperatura máxima média (°C) 30,2 30,1 28,3 25,2 22,1 19,4 20,3 20,4 21,8 24,4 26,7 29 24,8
Temperatura média (°C) 24,6 24,6 23,1 19,9 16,9 14,3 14,4 15,2 16,8 19,1 21,2 23,3 19,5
Temperatura mínima média (°C) 20,5 20,8 19,3 16,3 13 10,7 10,7 11,5 13,1 15 17 18,9 15,6
Temperatura mínima registrada (°C) 10,1 12,6 9,6 6,8 3 0,4 -0,2 0,3 2,2 5,8 8 10 -0,2
Precipitação (mm) 105,9 99,2 104,7 77,3 90 138,4 118,5 137,1 142,2 121,3 92,4 93,4 1 320,2
Dias com chuva (≥ 1 mm) 9 8 8 7 8 9 9 9 10 9 8 7 101
Umidade relativa (%) 71 74 75 77 81 82 81 79 78 74 71 69 76
Horas de sol 239 208,1 200,7 180,3 166,1 136 148,6 151,1 151,2 201,9 216,6 245,2 2 244,8
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas de 1961 a 1990;[85] [86] [87] [67] [88] [89] [68] recordes de temperatura de 1961 a 2013).[80] [81]

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Entrada do Parque Saint-Hilaire
Área das cactáceas no Jardim Botânico de Porto Alegre

Atualmente Porto Alegre preserva pouco de sua vegetação original e, como ocorre em toda a região metropolitana, os ambientes naturais foram extensamente modificados pelo homem.[90] Da cobertura verde original restam hoje 24,1%, com diferentes graus de alteração humana, sendo 10,2% de campos e 13,9% de florestas. Entretanto, cerca de 65% da área do município ainda não foi ocupada pela urbanização propriamente dita. Estando localizada na zona limítrofe entre os biomas da Mata Atlântica e do Pampa, a cidade apresenta características de ambos, além de incorporar espécies migrantes da Amazônia, do Chaco e da Patagônia.[18] Nos morros, já muito desmatados, a vegetação é composta essencialmente por gramíneas e plantas rasteiras. Sobrevivem algumas áreas de mata ou arbusto, sendo comuns a crista-de-galo, cambuim, pitangueira, salsaparrilha,[desambiguação necessária] unha-de-gato, aroeira, louro, cedro, cangerana, timbaúva, capororoca, figueira, batinga e ingazeira. Nos terrenos de aluvião predominam o gravatá e a crista-de-galo e, nos alagadiços, o chapéu-de-couro, a sagitária, a pontedéria e os aguapés.[91]

A cidade conta com três unidades de conservação ambiental: a Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger, o Parque Saint-Hilaire e o Parque Natural Morro do Osso, que preservam segmentos de seus ecossistemas primitivos e são ponto de atração para o ecoturismo. A Reserva do Lami possui ecossistemas diferenciados, permitindo o crescimento de cerca de trezentas espécies vegetais, além de um número muito superior de espécies animais como capivaras, tartarugas, lagartos, lontras e jacarés. Mais de 120 espécies de aves nativas já foram registradas na reserva, inclusive migratórias. Os banhados e juncais servem como berçários para muitos organismos aquáticos.[92] [93] O Parque Saint-Hilaire possui uma área de 1 148,62 hectares, dos quais 908,62 se destinam à preservação permanente. A flora nativa foi bastante modificada com a introdução de espécies exóticas como o eucalipto e o pinheiro, mas ainda existe parte da Mata Atlântica original, sendo um abrigo para 12 espécies de mamíferos, 47 de répteis, 23 de anfíbios e 14 de peixes, várias delas ameaçadas.[94] O Morro do Osso é uma ilha verde de 127 hectares entre os bairros Tristeza, Ipanema, Camaquã e Cavalhada, com ambiente definido por vegetações rasteiras, arbustivas e fragmentos de Mata Atlântica. No parque foi registrada cerca de 65% da avifauna encontrada em Porto Alegre, incluindo espécies ameaçadas.[95] A outra reserva natural da cidade, com estatuto de Área de Proteção Ambiental e uma área de 17 245 ha, é o Parque do Delta do Jacuí, que está sob administração estadual. É composto por banhados extensos e variados, blocos de vegetação arbustiva e maciços de árvores altas.[96]

Numa categoria à parte está o Jardim Botânico de Porto Alegre, inaugurado em 1958 com uma área de 81,5 ha dividida em várias coleções vegetais distintas, incluindo espécies nativas, protegidas na chamada Zona Permanente. Em 2004 foi definido como unidade de conservação e como parte integrante da estrutura administrativa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, com propósitos ecológicos, educativos e recreativos, além de realizar pesquisas científicas de âmbito estadual e manter um banco de sementes para recuperação da biodiversidade de áreas devastadas. O jardim mantém adicionalmente um Museu de Ciências Naturais.[97]

Outras áreas verdes[editar | editar código-fonte]

Lago do Parque Farroupilha

Mesmo tendo perdido grande parte de seus ecossistemas originais, a zona urbana de Porto Alegre é uma das mais arborizadas dentre as capitais do Brasil.[27] A cada habitante da cidade correspondem, aproximadamente, 17 m² de área verde.[98] A Secretaria de Meio Ambiente estima que existam cerca de 1,3 milhão de árvores plantadas em vias públicas e dedica-lhes considerável atenção.[99] Nas ruas são encontradas 173 espécies arbóreas, sendo as mais frequentes a extremosa, o ligustro, o jacarandá, o cinamomo, o branquiquito, o ipê-roxo, o mimo-de-vênus, o ipê-amarelo, a tipuana e a sibipiruna.[100]

Outras áreas verdes existem na forma das suas 582 praças urbanizadas, ocupando uma área total superior a quatro milhões de metros quadrados,[101] e seus vários parques. Os mais frequentados são o Parque Farroupilha (ou Redenção), o mais antigo da cidade, o Parque Moinhos de Vento (ou Parcão) e o Parque Marinha do Brasil.[102] Outras áreas são o Parque Chico Mendes, o Parque Mascarenhas de Moraes e o Parque Maurício Sirotski Sobrinho. Muitas dessas áreas dispõem de variados equipamentos de esporte e lazer e atraem grande número de frequentadores, além de, contando com espécies vegetais nativas, servirem de abrigo para diversos animais da região.[103] [104] [105]

Problemas ambientais e conscientização ecológica[editar | editar código-fonte]

Lixo na foz do arroio Dilúvio, junto ao lago Guaíba
Aspecto do Morro da Polícia com áreas desmatadas, trechos de matas e zonas de ocupação irregular por favelas

Nos últimos anos a cidade tem permanecido entre os municípios considerados em situação crítica no estado em relação ao índice de potencial poluidor da indústria (Inpp-I), e a Região Metropolitana tem evidenciado uma crescente concentração em atividades industriais de alto potencial poluidor, com quase 80% delas nessa categoria.[106] Em 2007 o nível de poluição na cidade era o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, sendo a segunda capital mais poluída do Brasil. A média de material particulado fino na atmosfera foi de 22,25 microgramas por metro cúbico, nível que, segundo o patologista Paulo Saldiva, está diretamente relacionado a mortes por doenças cardiovasculares e bronquites crônicas, além de provocar outras doenças.[107] Existem postos de monitoramento da qualidade do ar em Porto Alegre e em 2010 o ar da cidade tem se mantido em condições de boas a regulares.[108] Porém, em algumas ocasiões se registraram índices classificados como inadequados.[109] Outros problemas ambientais são a urbanização descontrolada, com perda da cobertura vegetal, impermeabilização do solo, contaminação e redução de mananciais de água e erosão, desencadeando também alagamentos e deslizamentos durante chuvas fortes. Em muitos poços a água coletada está aquém do limite de potabilidade permitido pelo Ministério da Saúde, sendo o principal contaminante inorgânico o fluoreto. O problema é agravado pela construção de muitos poços sem a devida selagem sanitária, gerando contaminação adicional por nitratos orgânicos.[110] O lago Guaíba, principal abastecedor de água para a cidade, é poluído por uma variedade de fontes, como lançamentos de esgotos, efluentes industriais e agrotóxicos, além de receber o afluxo das águas também poluídas dos rios Gravataí e Sinos. O lixo doméstico é outro dos agentes poluidores da capital.[17]

Entre as espécies raras ou ameaçadas ainda presentes em vários pontos de Porto Alegre estão o crustáceo Parastacus brasiliensis, a aranha Eustala saga, as espécies vegetais Alstroemeria albescens,[111] Colubrina glandulosa,[95] Ocotea catharinensis e Erythrina falcata, as aves Accipiter striatus, Buteo brachyurus e Stephanoxis lalandi, e os mamíferos Alouatta guariba clamitans e Sphiggurus villosus.[95]

Por outro lado, a cidade conta com um movimento ecológico bastante organizado, que se projetou nacionalmente desde a década de 1970 através das figuras de José Lutzenberger, fundador em 1971 da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), e Magda Renner, que organizou em 1975 o primeiro encontro ecológico nacional, trazendo a Porto Alegre participantes de vários pontos do país. A partir de suas iniciativas pioneiras, diversos outros grupos se formaram.[112] [113] A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM) foi a primeira a ser criada no Brasil (1976)[114] e a Prefeitura Municipal também tem promovido um grande número de atividades voltadas para a população a respeito de tópicos variados, como orientação sobre descarte adequado de resíduos, arborização urbana, organização de passeios ecológicos monitorados e palestras sobre temas ecológicos globais.[115] Contudo, recentemente a Prefeitura vem sendo alvo de protestos populares por promover o corte de muitas árvores nas obras para a Copa de 2014 e em outros projetos de "revitalização" de logradouros públicos. Alguns protestos têm acabado em confrontos violentos com a polícia.[116] [117] [118] [119] A SMAM especificamente há anos vem recebendo acusações de irregularidades administrativas e técnicas. Numa grande operação policial em 2013, o secretário do ambiente Luiz Fernando Záchia foi preso, junto com o secretário estadual e um ex-secretário municipal da pasta, além de dezenas de outros, para investigação sob acusação de corrupção, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro.[120] [121] [122] [123]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 43 998
1890 52 421 19,1%
1900 73 647 40,5%
1920 179 263 143,4%
1940 272 232 51,9%
1950 394 151 44,8%
1960 635 125 61,1%
1970 885 545 39,4%
1980 1 125 477 27,1%
1991 1 263 403 12,3%
2000 1 360 590 7,7%
2010 1 409 939 3,6%
Fonte: IBGE[124]

A capital contava em 2013 com 1 467 823 habitantes[5] e uma densidade demográfica de 2 896,0 hab/km² em 2008.[125] Porém a densidade demográfica varia consideravelmente entre as várias subdivisões da cidade, com uma forte concentração no Centro e em bairros próximos como Moinhos de Vento, Boa Vista, Mont'Serrat e Santa Tereza.[126] De acordo com o censo de 1990 do IBGE, o mais populoso era o Rubem Berta, com 78 624 habitantes, e o menos populoso era o Anchieta, com apenas 203 pessoas. No mesmo censo, o Bom Fim apareceu como o com maior densidade populacional, com 299 habitantes por hectare, enquanto o Arquipélago, Lageado e Lami indicaram uma taxa de somente uma pessoa por hectare. O que mais cresceu entre 1980 e 2000 foi Belém Velho, com 7,3%, e o que menos cresceu foi o Jardim Floresta, com uma taxa negativa de -2.2%.[58]

A taxa de crescimento populacional está em 1,25% ao ano,[127] mas a tendência desde os anos 1980 é a desaceleração desse ritmo, perdendo importância relativa na Região Metropolitana, recuando entre 1995 e 2004 de 37,84% para 35,30% na sua participação na população total da Região, refletindo uma tendência de todas as grandes metrópoles nacionais. Por outro lado, a cidade continua sendo um polo de atração para as migrações intermunicipais e interestaduais, e este movimento populacional parece estar associado à busca de trabalho e às maiores possibilidades de estudo e negócios.[128]

Recebendo ao longo de sua história imigrantes de várias partes do mundo, sua população é muito heterogênea,[30] mas etnicamente possui um largo predomínio de brancos. Em 2000 tinha em sua composição étnica 82,4% de brancos, 8,7% de negros, 7,8% de pardos, 0,5% de índios, 0,2% de amarelos e 0,4% de etnia não declarada.[129] De acordo com um estudo genético de 2011, a composição genética da população de Porto Alegre é 77,70% europeia, 12,70% africana e 9,60% ameríndia. Os brancos, pardos e negros de Porto Alegre, no geral, apresentaram traços das três ancestralidades.[130]

Amostragem da população num domingo no Parque Farroupilha

Em 2000 a expectativa de vida ao nascer era de 71,59 anos[125] e o coeficiente de mortalidade infantil era de 11,64 em 2008.[131] A pirâmide etária em 2000 se distribuía entre cerca de 23% com menos de 15 anos, cerca de 68% entre 15 e 64 anos, e cerca de 8% com 65 anos ou mais. A taxa de fecundidade total era de 1,8 filho por mulher. A taxa de analfabetismo na população adulta era de 3,9%, com uma média de 9 anos de escolarização.[132] Nos indicadores de vulnerabilidade familiar, havia 0,3% de mulheres entre 10 e 14 anos já com filhos, 7,5% de mulheres entre 15 e 17 anos já com filhos, 22,3% de crianças em famílias com renda inferior a 1/2 salário mínimo e 6,0% de mães chefes de família, sem cônjuge, com filhos menores. No período 1991-2000, o Índice de Desenvolvimento Humano de Porto Alegre cresceu 4,98%, passando de 0,824 em 1991 para 0,865 em 2000. As dimensões que mais contribuíram para este crescimento foram a renda, a educação e a longevidade. Segundo a classificação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o município está entre as regiões consideradas de alto desenvolvimento humano. Em relação aos outros municípios, Porto Alegre apresenta uma situação muito favorável, estando em 9º lugar no Brasil e em 2º no estado.[132]

Ao longo da década de 1990 houve importante mudança no perfil religioso da população, com redução do percentual de católicos e aumento entre os evangélicos, os sem religião e de religiões classificadas como "outras". Em números absolutos, em 2000 havia 73,8% de católicos, 3,1% de evangélicos de missão (incluindo luteranos, batistas e adventistas), 5,5% de evangélicos pentecostais, 8,2% declarados sem religião e 9,4% de "outros". Porém, mesmo em redução, o Catolicismo perdeu proporcionalmente menos seguidores em Porto Alegre do que entre as demais capitais brasileiras. Os evangélicos de missão encontram-se em ligeiro declínio e em números absolutos os luteranos são a grande maioria; os pentecostais, ainda que tendo seus números em ascensão, ainda estão com a menor proporção dentre todas as capitais brasileiras, salvo Teresina, e o seu ritmo de crescimento é o menor de todas as capitais. As mais importantes ramificações do Pentecostalismo na capital gaúcha são a Assembleia de Deus e a Igreja Universal do Reino de Deus.[133]

Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), criada em 1973, é a área mais densamente povoada do estado, concentrando 37% da população em 31 municípios, nove deles com mais de 100 mil habitantes. A densidade demográfica da região é de 480,62 habitantes/km². Estes municípios apresentam grandes disparidades quanto ao PIB per capita e aos indicadores sociais, com uma distribuição desigual de agentes econômicos e de equipamentos urbanos como transporte, saúde, educação, habitação e saneamento. Seu território é dividido em cinco Conselhos Regionais de Desenvolvimento: Metropolitano-Delta do Jacuí, Vale dos Sinos, Paranhana-Encosta da Serra, Centro-Sul e Vale do Caí. Toda a RMPA é hoje um polo de imigração no estado, atraindo muitas pessoas pelos preços mais baixos da terra e pelas facilidades de emprego em áreas de expansão econômica.[28]

Política, administração e cidadania[editar | editar código-fonte]

O Poder Executivo é representado pela Prefeitura Municipal, suas Secretarias e outros órgãos da administração pública direta e indireta. Em 2010 o prefeito de Porto Alegre era José Fortunati.[134] O Poder Legislativo é representado pela Câmara Municipal. A XV Legislatura (2009/2012) é composta por 35 vereadores, assim distribuídos: 6 do PT, 6 do PMDB, 5 do PTB, 5 do PDT, 3 do PPS, 3 do PP, 2 do PSDB, 2 do PSOL, 1 do DEM, 1 do PSB e 1 do PRB.[135] A Mesa Diretora era presidida em 2010 pelo vereador Nelcir Tessaro, do PTB.[136] O Poder Judiciário é representado pelo Foro Central da Comarca de Porto Alegre.[137] Em 2010, o diretor do Foro Central era o juiz Alberto Delgado Neto.[138]

Uma das características mais marcantes da administração pública porto-alegrense é a adoção de um sistema de participação popular na definição de investimentos públicos, o chamado Orçamento Participativo. Segundo Fedozzi e Costa, este sistema vem sendo reconhecido internacionalmente como uma experiência bem-sucedida de interação entre a população e as esferas administrativas oficiais na gestão pública. A distribuição dos recursos de investimentos obedece a um planejamento que parte da indicação de prioridades pelas assembleias regionais ou temáticas e culmina com a aprovação de um plano de investimentos que programa obras e atividades discriminadas de acordo com as decisões das assembleias.[139] [140] Ainda segundo Fedozzi, isso permite o exercício do controle social sobre os governantes, criando obstáculos para o clientelismo e fazendo com que os segmentos sociais historicamente excluídos do desenvolvimento sejam reconhecidos e integrados como sujeitos ativos dos processos decisórios. A participação majoritária de pessoas das classes baixas e os investimentos priorizados, principalmente na área de infraestrutura, atestam o apelo popular da proposta.[141]

Protestos de rua em 2013. A faixa diz: "Oi, eu sou a Educação, finge que eu sou a Copa e investe em mim".

Porém há quem conteste, dizendo que este modelo já se desgastou com o passar dos anos e já não provoca debate nem incita à participação, ou que seus efeitos não são significativos.[142] A administração atual (2013) vem sendo pesadamente criticada por não dialogar com a sociedade e implementar projetos de grande impacto desconsiderando protestos repetidos, que acabam muitas vezes em tumultos violentos em via pública. Têm se tornando notórios, por exemplo, os conflitos em torno do preço das passagens de ônibus e das obras para a Copa de 2014, que envolvem o abate de muitas árvores, causam transtornos para a população e privilegiam a circulação de veículos em detrimento da qualidade de vida.[143] [144] [145] [146] O prefeito José Fortunati desencadeou indignação geral quando disse que as árvores abatidas não eram usadas pelas pessoas.[147] O jornalista Daniel Cassol denunciou um esquema de favorecimentos ilícitos para a realização das obras,[148] em toda a cidade cerca de 10 mil famílias podem ser obrigadas à mudança de residência[149] e quase metade desta população já foi afetada.[148] Para o professor da UFRGS João Rovatti, esses problemas refletem a falta de planejamento urbano adequado.[149] A geógrafa Lucimar Siqueira, do Observatório das Metrópoles, lamentou que a cidade esteja regredindo neste aspecto e disse que Porto Alegre ainda é melhor comparada com outras capitais, "mas viola direitos tanto quanto as outras". Leandro Anton, coordenador do Quilombo de Sopapo, um ponto de cultura atingido pela duplicação da Avenida Tronco, afirmou que "a Prefeitura nunca apresentou um plano de reassentamento das famílias e ainda está violando o direito de serem reassentadas dentro da região, apesar da promessa do prefeito". Bruna Rodrigues, presidente da União das Associações de Moradores, considera que a cidade está virando "uma panela de pressão".[148] A Prefeitura alega que permanece atenta às necessidades populares e reconheceu que há dificuldades a vencer, mas rebate essas acusações como infundadas.[148] [150] Mesmo assim, o Ministério Público e outros organismos sociais estão mobilizados em função das denúncias repetidas de violações de direitos humanos e outras irregularidades pela administração municipal.[148] [149] [151] [152] [153]

Passeata de abertura do III Fórum Social Mundial

Outras questões sociopolíticas que têm sido levantadas em tempos recentes são as que dizem respeito às minorias, como os indígenas, os negros e outras que, se por um lado têm conquistado progressivo respeito, espaço e visibilidade, ainda esperam estudos que aprofundem o conhecimento de suas realidades, e medidas públicas que atendam mais satisfatoriamente às suas necessidades, propiciando uma inserção mais digna, representativa e ativa na sociedade local. [154] [155] [156]

A cidade destacou-se em anos recentes pela realização das três primeiras edições do Fórum Social Mundial, em 2001, 2002 e 2003. A terceira edição atraiu 20 763 delegados representando 130 países, com um público total de 100 mil pessoas de todas as partes do mundo.[157] Segundo Oded Grajew, um dos mentores do Fórum, a iniciativa pretendeu denunciar os riscos do modelo neoliberal. Os eventos inspiraram a criação de movimentos semelhantes em diversos países, e muitos frequentadores do FSM desde o seu início são hoje presidentes dos seus países ou ocupam postos importantes de governo.[158] A 10ª edição do FSM também se realizou em Porto Alegre, centrando seus debates na reflexão sobre os resultados obtidos até agora.[159] As conclusões, porém, foram controversas.[160] [161] Na direção oposta, outro evento importante é o Fórum da Liberdade, que acontece anualmente desde 1988 e tem o objetivo de encontrar alternativas objetivas e viáveis para equacionar os problemas brasileiros,[162] defendendo a linha liberal ou neoliberal.[163]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Vista de Portalegre, em Portugal, cidade-irmã de Porto Alegre

A indicação de cidades-irmãs de Porto Alegre ocorre através de decreto municipal.[164] A integração é firmada com o objetivo de criar relações e mecanismos em nível econômico e cultural através dos quais as cidades estabelecem laços de cooperação. Atualmente, Porto Alegre tem treze cidades-irmãs[165] :

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista da área central da cidade

Segundo dados do IGBE, o PIB de Porto Alegre em 2007 era de 33,43 bilhões de reais e seu PIB per capita 23 534 reais.[166] As receitas orçamentárias realizadas nas finanças públicas atingiram em 2008 2,86 bilhões de reais e as despesas orçamentárias chegaram a 2,52 bilhões. O seu valor no Fundo de Participação dos Municípios era de 133 773 590,80 reais.[167] Havia 90 077 empresas registradas no Cadastro Central de Empresas, 85 156 atuantes, ocupando 780 549 pessoas, sendo destas 669 451 assalariadas. Mais de 16 bilhões de reais foram pagos em salários em 2008, com um salário médio mensal de 4,6 salários mínimos.[168] De acordo com a ONU e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Porto Alegre teve em 2001 o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as metrópoles nacionais.[169] O Coeficiente de Gini registrado em 2003 era de 0,44, com uma incidência de pobreza de 23,74% e 17,1% de pobreza subjetiva.[170] Em 2006, o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico era de 0,832[171] e a taxa de desemprego em 2009 foi de 5,8%, com maior incidência na indústria.[172] O relatório Doing Business elaborado pelo BIRD colocou a cidade entre as mais favoráveis no Brasil para a atividade empresarial, estando à frente de São Paulo.[30]

Atividades econômicas em Porto Alegre por número de empregados - (2012)[173]

Em agosto de 2010 Porto Alegre foi a capital com o custo da cesta básica mais elevado, chegando a 240,91 reais.[13] Em vários indicadores de custo de vida em 2009 Porto Alegre ficou entre as capitais mais caras, como em serviços e suprimentos domésticos, transporte, vestuário e calçados, mas estava entre as mais baratas para lazer e entretenimento.[174]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Entre 2007-2008 na agricultura destacou-se a produção de arroz em casca, com 2 517 toneladas, com produções bem menores de milho (125 t), feijão (5 t),[175] caqui (29 t), figo (45 t), goiaba (60 t), laranja (132 t), noz (14 t), pera (252 t), pêssego (600 t), tangerina (198 t), uva (225 t),[176] batata-doce (300 t), cana-de-açúcar (630 t), cebola (9 t), fumo (5 t), mandioca (350 t), melão (375 t) e tomate (320 t).[177] Também foram extraídos 22 814 m³ de lenha.[178] Na pecuária em 2008 havia um rebanho de 9 891 bovinos, produzindo 1 148 mil litros de leite, 7 952 equinos, 569 bubalinos, 3 628 suínos, 266 caprinos, 1 397 ovinos, produzindo 3 263 kg de , 7 700 galos, frangos, frangas e pintos, 8 287 galinhas, com uma produção de 8 mil dúzias de ovos, 19 600 codornas, dando 130 mil dúzias de ovos, 720 coelhos e uma produção de mel de abelha de 6 311 kg.[179] No Censo Agropecuário de 2006 foram registrados 294 estabelecimentos agropecuários de produtores individuais, com uma área produtiva de 5 597 ha, 2 cooperativas (372 ha), 24 sociedades pessoais ou consórcios (1 483 ha) e 20 sociedades anônimas (1 329 ha).[180] No PIB municipal, o valor adicionado bruto da agropecuária em 2007 foi de 15 859 000 reais.[166]

Setores secundário e terciário[editar | editar código-fonte]

Entrada do salão de convenções da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS)
Sede da Petróleo Ipiranga em Porto Alegre

Porto Alegre é sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), uma entidade que representa empresas, associações, sindicatos, centros e câmaras de indústria e comércio de todas as regiões do estado.[181] Entre 1990 e 2000 a cidade experimentou um declínio na concentração de atividades industriais em relação às outras economias, perdendo empregos na indústria para o interior do estado e para a periferia da Região Metropolitana, a qual por sua vez também tem vivido uma desconcentração industrial.[182] Em 1999 a indústria respondia por apenas 30% do PIB municipal, empregando somente 8% dos ativos e com o setor da microempresa predominando.[12] Nos últimos dez anos o número de indústrias caiu 17%. Nas palavras de Valter Nagelstein, Secretário Municipal da Indústria e Comércio, a reversão desse processo só poderá acontecer se forem atraídas indústrias de alta tecnologia, que têm maior valor agregado e geram empregos com remuneração mais alta, já que o espaço da cidade não comporta mais grandes fábricas, e admite que é preciso criar políticas públicas para atrair essas empresas, que incluam a concessão de incentivos tributários.[183]

Na construção civil a tendência tem sido a concentração na edificação imobiliária, com significativo crescimento em termos de número de empreendimentos e área construída.[184] Em 2009, contudo, o indicador que mede o comportamento das vendas de imóveis da cidade de Porto Alegre sinalizou uma queda, na média dos oito primeiros meses do ano, relativamente ao verificado em 2008, de cerca de 43%. Em direção oposta, o volume de recursos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo para financiamento imobiliário, tanto para a construção quanto para a aquisição, cresceram significativamente no período.[185] No censo imobiliário de 2010 foram identificados 342 empreendimentos imobiliários à venda, pertencentes a 195 empresas, totalizando 5 679 unidades novas, com uma área total em oferta de 675,43 mil m². Paulo Vanzetto Garcia, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (SINDUSCON-RS), disse em agosto de 2010 que o mercado imobiliário de Porto Alegre passava por um bom momento.[186]

Embora possua um parque industrial diversificado, em vista da sua economia dinâmica, da forte e moderna infraestrutura física e técnico-científica e da qualificação do mercado de trabalho, Porto Alegre vem mostrando uma tendência para a concentração em atividades do setor terciário, crescendo a indústria do conhecimento, o comércio e os serviços.[187] [188] Há uma especialização em atividades administrativas, técnicas, científicas e assemelhadas, ostentando um Quociente Locacional (indicador de especialização) próximo de 2,0.[189] Há da mesma forma uma tendência ao crescimento nos níveis de rendimentos reais dos empregados no setor público e dos trabalhadores autônomos.[190] Em 2002 o comércio representava cerca de 30% do PIB municipal e o setor de serviços, cerca de 40%.[12] Em 2004 cerca de 32% das empresas estavam no comércio varejista e atacadista, cerca de 64% eram do setor de serviços e apenas cerca de 3% se dedicavam à indústria.[191] As exportações totais em 2008 alcançaram o valor de 1 228 626 776 dólares (FOB).[125]

O Mercado Público de Porto Alegre, um dos prédios históricos da cidade
Shopping Iguatemi

Parte desse fenômeno se deve à concentração na cidade de sedes administrativas de grandes empresas gaúchas, como a Gerdau, a Ipiranga e a Rede Brasil Sul de Comunicações. Outro elemento que favorece a especialização terciária é a crescente procura da cidade por empresários estrangeiros que desejam instalar filiais que sirvam de entreposto para comércio com os países do MERCOSUL, em função da posição geográfica estratégica de Porto Alegre neste bloco comercial. Vem crescendo o número de empreendimentos hoteleiros para atender a esta movimentação do empresariado e também à expansão da indústria do turismo.[187] Na esteira da desconcentração industrial, muitas empresas abandonaram suas instalações na cidade, ocasionando o relativo despovoamento do antigo distrito industrial da Zona Norte, contribuindo para a degradação da região. Têm sido realizados nos últimos anos diversos estudos e propostas de recuperação dos pavilhões abandonados, muitos deles de interesse histórico e arquitetônico, e revitalização econômica da área. A Prefeitura planeja para ali a instalação de um polo tecnológico.[192]

Outra tendência que desde os anos 1970 vem sendo apontada, não apenas em Porto Alegre mas em todas as capitais brasileiras, é o progressivo declínio do comércio varejista de rua para a organização em centros comerciais. Entretanto, mesmo estes centros, em anos mais recentes, vêm enfrentando a concorrência de vários, grandes e modernos shopping centers que se instalam na capital.[193] Parte disso se deve a aspectos de segurança, acessibilidade e conforto, mas não obstante, no Centro, em especial em torno da Rua da Praia, ainda sobrevive um ativo comércio de rua, dando continuidade a uma vocação tradicional da área.[194] Outros polos de comércio de rua são as avenidas Azenha e Assis Brasil. Os shopping centers também contribuem para a valorização de algumas áreas urbanas desprestigiadas ou adormecidas antes de sua instalação, como foi o caso do Shopping Iguatemi, que depois dos anos 1980 vitalizou todo o espaço entre as avenidas Nilópolis e Nilo Peçanha, até então considerado distante do Centro e de acesso difícil.[195]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Barco para passeio pelo Guaíba diante da Usina do Gasômetro

Porto Alegre era em 2007 a sexta porta de entrada de visitantes estrangeiros no país.[196] Entre 1999 e 2007, 376 095 estrangeiros entraram no estado via aérea por Porto Alegre,[197] e o turismo cresce principalmente por a cidade ser um ponto de partida para viagens a outros locais interessantes do estado, como a Serra do Nordeste, o litoral e a região das Missões.[187] Alguns autores acreditam que o turismo local poderia ser muito mais explorado, especialmente as atividades que envolvem o lago e a cultura, e tanto a iniciativa privada como a pública já têm direcionado esforços para incrementar esta área da economia.[198] [199]

Uma pesquisa sobre o perfil do turista brasileiro na capital, levada a cabo em 2010, revelou que apenas 12,8% dos visitantes viajaram com finalidade de lazer. A maior parte deles viajou por negócios ou a trabalho (35,2%) ou para visitar parentes e amigos (34%). As atividades realizadas pelo público total, contudo, variaram: 44,8% visitaram amigos e parentes, 38% realizaram negócios, 30% experimentaram a culinária, 29,2% fizeram compras, mas apenas 16,4% visitaram parques, o lago ou passaram tempo em lazer, 14% assistiram a espetáculos, e somente 8,4% se dedicaram a atividades culturais. A maior percentagem, 36,4%, gastou menos de 300 reais na viagem, apenas 14,4% gastaram mais de 1 300 reais. Entretanto, 85,6% recomendariam Porto Alegre para conhecidos como um destino de lazer, e 89,2% expressaram intenção de voltar. Os pontos positivos destacados na estadia em Porto Alegre foram a gastronomia, a hospitalidade, a boa hospedagem, o lazer e entretenimento, os atrativos turísticos e os serviços de transporte. Os menores níveis de satisfação foram para a segurança, a limpeza pública e a sinalização urbana. Os maiores atrativos turísticos foram apontados nos parques, na cultura e nas compras, e os menos atraentes foram os negócios, os serviços de saúde e os eventos.[200]

Desde 2003 a prefeitura vem investindo na Linha Turismo, um itinerário percorrido em ônibus aberto que passa pelos principais pontos turísticos da cidade. A Linha oferece duas opções, Centro Histórico e Zona Sul. Em funcionamento desde janeiro de 2003, a Linha Turismo já foi procurada por mais de 364 mil pessoas.[201] Outros itinerários oferecidos pela Prefeitura podem ser praticados pelos turistas nos Caminhos Rurais, visitando a região de chácaras e antigas fazendas na zona sul, as Caminhadas Orientadas/Viva o Centro a Pé, visitando o centro histórico acompanhado de guias, e a Estação Porto Alegre, com roteiros variados a preços baixos. Há também sempre acontecendo uma quantidade de espetáculos de teatro e música, exposições de arte, eventos, seminários, feiras, esportes, festas e comemorações de variada natureza, muitas delas acessíveis até para quem dispõe de poucos recursos, ou mesmo inteiramente gratuitas. Também pode-se conhecer a cidade a partir do lago em passeios náuticos e as tradições tipicamente gauchescas nos inúmeros Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) espalhados pela cidade.[202] [203] A capital gaúcha tem hoje cerca de 80 hotéis das principais redes e mais de 12,7 mil leitos, além de possuir no seu entorno hotéis-fazenda e pousadas.[204] Entre os melhores da cidade encontram-se os hotéis das redes Plaza e Blue Tree.[30] Diariamente sai do hotel Plaza São Rafael um roteiro de turismo paleontológico.[205]

Vista panorâmica do Rio Guaíba em Ipanema, na zona sul da cidade

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

A sua situação geográfica, limitada a oeste pelo lago e ao sul e leste pelos morros, condicionou a distribuição da urbanização basicamente num único eixo, em direção norte, e por consequência neste eixo se concentraram as principais rodovias e ferrovias. Ao longo delas floresceram diversas cidades da Região Metropolitana.[206]

Ponte estaiada sobre o rio Gravataí em Porto Alegre Ao fundo à esquerda a moderna Arena do Grêmio

O setor dos transportes é administrado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). A população é atendida por uma frota de 1 592 ônibus, 403 lotações (vans ou micro-ônibus), 618 veículos de transporte escolar e 3 923 táxis. Os ônibus servem em 364 linhas, transportando cerca de 1,1 milhão de passageiros por dia. Destes ônibus, 371 possuem adaptações para pessoas portadoras de deficiência física e 359 têm ar-condicionado. As lotações percorrem em 46 linhas, conduzindo 56 000 passageiros por dia. A frota de transporte escolar atende 392 escolas cadastradas e 15 824 estudantes. A EPTC também organiza um programa de educação para o trânsito, operacionalizado por agentes de fiscalização apoiados por professores e técnicos. A qualidade da frota e a cobertura em todos os tipos de demanda posicionam a cidade como uma das referências nacionais em mobilidade. Em 2009 a frota total de veículos na capital era de 659 082 unidades, segundo informação do DETRAN, representando uma taxa de motorização de 2,18 habitantes por veículo, uma das mais elevadas do país.[207] [208] A Prefeitura controla a Companhia Carris, a mais antiga empresa de transporte coletivo do país em atividade, criada em 19 de junho de 1872. Atualmente ela mantém 27 linhas, com uma frota de 339 veículos, a maior da cidade, respondendo por um quarto do total de passageiros transportados.[209]

Um dos ônibus da Carris
O Cais Mauá do Porto de Porto Alegre

O número de usuários do transporte coletivo vem em geral caindo desde o início do acompanhamento em 1994, com alguns intervalos isolados de elevação. Entre as causas apontadas estão o valor da tarifa de ônibus, considerado alto por muitos usuários, a expansão da frota de automotores individuais, o crescimento do número de assaltos em ônibus e a difusão do uso da internet para atividades que antes exigiam deslocamento físico. Também se registrou um aumento nas reclamações por imprudência no trânsito, no número de acidentes com feridos e no volume de engarrafamentos.[21] Embora nos últimos cinco anos o número total de acidentes de trânsito tenha aumentado, proporcionalmente ao número de veículos a tendência é de queda constante.[210] Em 2009 ocorreram 161 acidentes no trânsito local com vítimas fatais[211] e 1 268 atropelamentos.[212]

O movimento de ônibus intermunicipais é concentrado na Estação Rodoviária de Porto Alegre, com atendimento 24 horas, setor de encomendas, guarda-malas, informações, postos do DAER, dos Correios e da Brigada Militar, tele-entrega de passagens, restaurantes e bares.[213] Em dias de grande movimento, como nos feriados de Carnaval, podem passar pela rodoviária até 80 mil pessoas por dia.[214] O fluxo aéreo é servido pelo Aeroporto Salgado Filho, com 37,6 mil m² de área construída, podendo receber simultaneamente até 28 aeronaves de grande porte, do tipo Boeing 747. O controle de movimentação de aeronaves é totalmente automatizado e informatizado. Um outro terminal, de 15 000 m², atende à aviação de terceiro nível (aeronaves convencionais e turbo-hélice). O Aero-shopping funciona 24 horas com lojas, serviços, praça de alimentação e cinemas. Seu terminal de carga aérea tem capacidade mensal de 1 500 t de carga exportada e 900 t de carga importada. O movimento médio diário é de 174 aeronaves, ligando Porto Alegre direta ou indiretamente a todas as capitais do País, às cidades do interior dos estados sulinos e São Paulo, além de manter linhas com voos diretos aos países do Cone Sul.[215] Cerca de 13 mil passageiros usam diariamente o aeroporto, que é o principal da região Sul do Brasil e está passando por uma ampliação.[204]

A ferrovia de Porto Alegre, de bitola de 1 metro, é controlada pela empresa América Latina Logística do Brasil (ALL), fazendo transporte principalmente de farelo de soja, derivados de petróleo, álcool, arroz, adubo e soja em grão.[216] Existe uma linha de metrô de superfície, o Trensurb, que interliga Porto Alegre com as cidades do eixo norte da Região Metropolitana, chegando até Novo Hamburgo. Foi criada em 1980 para aliviar a já saturada principal via de acesso rodoviário da capital, a BR-116. Em 2009 transportou 44 404 858 passageiros.[217] O Porto de Porto Alegre, administrado por uma autarquia do Governo do Estado, é o maior porto fluvial do país em extensão, com oito quilômetros de cais acostável. Sua estrutura conta com 25 armazéns com 70 mil m², numa área total de 450 000 m². Nos últimos cinco anos o porto movimentou cerca de quatro milhões de toneladas/ano, em produtos como papel, fertilizantes, sal, grãos, transformadores, frangos e celulose.[218]

Educação[editar | editar código-fonte]

Porto Alegre em 2007 recebeu do Ministério da Educação o selo que a reconhece como Cidade Livre do Analfabetismo, concedido a toda cidade que alcançar 96% de alfabetização. Entre as capitais, além de Porto Alegre, apenas Curitiba e Florianópolis foram reconhecidas. Conforme o censo do IBGE de 2000, Porto Alegre registrou taxa de analfabetismo de 3,3%.[219] Em 2009 seu ensino fundamental era servido por 369 escolas e 8 777 docentes, atendendo a 190 005 matriculados; o ensino médio era ministrado por 3 281 professores em 142 escolas, para 51 319 alunos.[220] O Colégio Militar de Porto Alegre ficou em 2007 na 14ª colocação entre as melhores escolas da rede pública brasileira com maiores médias no ENEM.[221] Na escala estadual, o Colégio Militar e o Colégio Anchieta são os dois melhores.[222]

Entrada do antigo Instituto de Química da UFRGS, um prédio histórico
Hospital de Clínicas

Existem muitas universidades e faculdades, e as duas maiores universidades sediadas em Porto Alegre foram consideradas em 2006 como as melhores da região sul do Brasil - a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).[223] Em 2009, a PUC-RS foi premiada como a melhor universidade privada do ano do Brasil, segundo o V Prêmio Melhores Universidades 2009, do Guia do Estudante e Banco Real - Grupo Santander.[224] Em 2010, a UFRGS se colocou entre as 500 melhores universidades do mundo[225] e, no Índice Geral de Cursos (IGC) 2008-2011, elaborado pelo Ministério da Educação, a UFRGS se classificou como a melhor do país. Na mesma avaliação, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) ficou com a 12ª colocação nacional e a PUC-RS com a 21ª, entre 227 instituições universitárias avaliadas.[226] Em 2013 o QS World University Rankings classificou a UFRGS como a terceira melhor universidade federal brasileira, bem como a quinta melhor universidade do país, tendo ocupado a décima quarta posição entre as instituições da América Latina.[227]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 2005 a cidade contava com um total de 519 estabelecimentos de saúde, 133 deles públicos e 105 municipais. 40 ofereciam internação total e 188 estavam ligados ao SUS. O total de leitos oferecidos era de 7 701, sendo 1 542 públicos, e destes 271 eram municipais. 365 estabelecimentos ofereciam atendimento ambulatorial total, 132 ofereciam tratamento odontológico, 33 tinham serviço de emergência total, e 21 ligados ao SUS tinham setor de UTI.[228] Vários hospitais da cidade já foram premiados em nível nacional nos últimos anos. Em 2001 o Hospital Independência recebeu o Prêmio Qualidade Hospitalar, outorgado pelo SUS,[229] e, em 2002, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o Hospital São Lucas da PUC-RS, o Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul e a Policlínica Santa Clara da Santa Casa de Misericórdia.[230] O Laboratório Weinmann recebeu o Prêmio Nacional da Gestão em Saúde – Nível Ouro na categoria Laboratório, no ciclo 2003-2004.[231] Também são considerados instituições referenciais no Brasil, seja em conjunto ou em alguma especialidade, entre outros, o Hospital Moinhos de Vento,[232] o Hospital Conceição[233] e o Hospital Fêmina.[234]

Água, saneamento, energia e habitação[editar | editar código-fonte]

Os serviços básicos de Porto Alegre estão em níveis muito superiores às outras capitais nacionais, apresentando, de acordo com Balarine, condições satisfatórias particularmente nas áreas de energia elétrica e abastecimento de água.[29] Dados do Departamento Municipal de Água e Esgotos (DMAE) indicam que atualmente Porto Alegre tem 100% da população atendida com água, com uma rede distribuidora de 3 716,52 km e uma capacidade de 193 890 m³ de armazenagem em reservatórios.[235] O lago Guaíba é o principal manancial de abastecimento de água de Porto Alegre, entretanto ele recebe poluição de várias naturezas, incluindo esgotos domésticos in natura ou parcialmente tratados, além de efluentes industriais e agrícolas.[236] O outro manancial importante é a Represa da Lomba do Sabão, localizada dentro do Parque Saint-Hilaire, constituindo uma reserva estratégica de água caso algum acidente ambiental venha a impedir temporariamente a utilização da água do Guaíba.[237] Para tratar essas águas existem 7 estações,[235] e o DMAE também realiza um programa de educação ambiental sobre o correto uso da água e disposição do esgoto.[238]

1 648 km de redes de coleta de esgoto e 12 estações de bombeamento. A população atendida por rede de esgoto cloacal e pluvial é de 56% e por rede mista é de 29%. A capacidade de tratamento do esgoto coletado é de até 27%, mas somente 20% é realmente tratado.[16] A Prefeitura gastou em 2009 17% de sua receita em saneamento básico, representando mais de 500 milhões de reais. Recentemente foi lançado o Projeto Integrado Socioambiental, financiado em sua maior parte pelo BID e pela CEF, que visa ampliar a capacidade de tratamento de esgotos de 27% para 77%, com um investimento de 586,7 milhões de reais.[239] A coleta de lixo é organizada pelo Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), atendendo a 100% dos domicílios. O sistema é de coleta seletiva, boa parte do lixo seco é reciclado, parte dos resíduos alimentares é transformada em ração animal e outros resíduos são depositados em aterros sanitários.[240] [241] Contudo, os serviços de coleta são terceirizados e o atendimento nem sempre está dentro dos parâmetros exigidos,[242] enfrentando-se também o problema da falta de conscientização de parte dos habitantes sobre a destinação adequada dos materiais descartados.[243]

A energia elétrica é fornecida pela Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE), do Grupo CEEE, concessionária dos serviços de distribuição de energia elétrica na região sul-sudeste do estado.[244] Em 1991 99,5% dos domicílios eram servidos de eletricidade,[245] e a empresa em anos recentes tem feito diversos investimentos para melhorar o atendimento e expandir a rede.[246] [247] A voltagem da rede é de 110 V.[53] Desde 1999 Porto Alegre dispõe de fornecimento de gás natural, vindo por gasodutos desde a Bolívia e Argentina.[248] [249]

Favelas na entrada norte da cidade
Sede do jornal Correio do Povo, um dos mais tradicionais da cidade

Como já foi citado, a construção civil se concentra atualmente no setor habitacional e o mercado imobiliário está em expansão.[186] Havia em 1991 380 987 domicílios registrados e, destes, 78 615 eram alugados. A tendência atual é de os preços de aquisição de moradias caírem, bem como o número médio de habitantes por domicílio. Por outro lado, a média de área ofertada por morador vem crescendo.[250] A Prefeitura vem oferecendo uma série de incentivos e concedendo isenções fiscais para o estímulo à construção e aquisição de habitações populares, bem como tem procurado a regularização fundiária de vários assentamentos desordenados.[251] Apesar dos progressos em termos de habitação, em 1991 permanecia um déficit habitacional estimado em 96 945 moradias,[252] e o problema das favelas continua sério, atingindo cerca de 22% da população, um terço deste percentual vivendo da triagem de lixo doméstico. Com o recuo na industrialização municipal e o declínio da atividade portuária, a questão tem piorado.[12]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Porto Alegre possui vários jornais, destacando-se a Zero Hora, o Correio do Povo, O Sul, o Diário Gaúcho e o Jornal do Comércio.[253] Três deles estavam em 2008 entre os dez de maior circulação no país, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação, ocupando respectivamente a 7ª, 8ª e 9ª colocações: Zero Hora (187 220 exemplares/dia), Diário Gaúcho (167 125) e Correio do Povo (157 543).[254] Existem diversas rádios, como a Rádio Gaúcha, a Rede Atlântida, a Rádio Itapema FM, a Rádio Liberdade FM, a Rádio Pop Rock FM, a Rádio Guaíba AM, a Rádio Pampa, a FM Cultura e muitas outras.[255] De acordo com o IBOPE, a FM mais ouvida é a Cidade FM, seguida pelas rádios Eldorado FM e a 104 FM.[256]

Em dados da ANATEL, em julho de 2010 Porto Alegre possuía 393 607 telefones fixos (referentes apenas às concessionárias do STFC)[257] e, em 2008, um índice por área de DDD (051) de 90,34 aparelhos celulares a cada 100 habitantes.[258] Há fácil acesso à internet na cidade, e como disse André Kulczynski, diretor da Procempa, pode ser considerada, entre as capitais brasileiras, privilegiada nesse aspecto. A cidade possui uma infovia própria e está inteiramente coberta por uma rede wireless (sem fio), a administração do município tem uma rede de fibra óptica de 400 km de extensão, todas as escolas do município dispõem de banda larga e em 2010 os postos de saúde iniciaram sua integração ao sistema. Centros de capacitação digital oferecem cursos gratuitos, inclusive para portadores de deficiências, idosos e adolescentes, e o Poder Público já abriu em ambientes públicos o acesso livre e gratuito à internet. O uso institucional da internet pela Prefeitura gerou economia de 8 milhões de reais em telefonia em 2008.[259] Recentemente entrou em teste um sistema de internet via rede elétrica.[260] O serviço postal é atendido por 62 agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos na cidade.[261]

Entre os canais de TV operando na cidade estão a RBS TV, a Bandeirantes, o SBT, a Rede Record e a TV Pampa.[255] O maior conglomerado de comunicações de Porto Alegre é o Grupo RBS, filiado à Rede Globo, que possui 18 emissoras de TV associadas no estado e em Santa Catarina, mais 25 emissoras de rádio, 8 jornais diários, 4 portais na internet, uma editora, uma gráfica, uma gravadora, uma empresa de logística, uma empresa de marketing e relacionamento com o público jovem e participação em uma empresa de mobile marketing.[262] Porto Alegre também é sede da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (AGERT), uma entidade que congrega 296 filiados, entre emissoras de rádio, televisão e representantes comerciais.[263]

Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]

Interior do Museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS
Sede do 1º Comando Regional de Bombeiros

Em nível municipal o campo da ciência e tecnologia é administrado pelo Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia, que elabora e discute as políticas públicas para o setor em Conferências Municipais com periodicidade bienal.[264] Outras instâncias oficiais também se dedicam ao fomento do setor, como o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, desenvolvendo uma série de atividades em pesquisa, ensino e qualificação técnica, de nível elementar a superior,[265] e a Fundação de Ciência e Tecnologia, vinculada ao Governo do Estado.[266] Porto Alegre já sediou várias edições da Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação Globaltech[267] e é a sede permanente do Fórum Internacional Software Livre, o maior encontro de comunidades de software livre da América Latina e um dos maiores do mundo.[268]

Também as universidades locais têm grande empenho na área. A PUC-RS mantém o Museu de Ciências e Tecnologia, dispondo de uma grande área de exposição permanente com mais de 10 mil m² e cerca de 750 equipamentos interativos, além de atuar na pesquisa e ensino científico de maneira destacada, sendo escolhida em 2010, junto com a UNICAMP, como as melhores em Ciências Exatas e Informática.[269] [270] A UFRGS também mantém vários núcleos que são referência nacional em ensino e produção científica.[271] [272] Diversos pesquisadores ativos na capital já receberam premiações e desenvolvem projetos pioneiros em suas especialidades.[273] [274] [275]

Segurança e criminalidade[editar | editar código-fonte]

A criminalidade em Porto Alegre tem mostrado índices variáveis nos últimos anos, mas parece haver perspectivas animadoras. Em 2007 foi a capital brasileira, entre as 13 maiores do país, onde o homicídio mais cresceu, o número de mortes por agressão aumentou quase 60% em relação a 2006 e os homicídios aumentaram em 57,5%, metade do número das ocorrências em todo o estado. As principais causas apontadas foram o sucateamento do sistema de segurança, o acirramento da rivalidade entre as polícias Civil e Militar, e o aumento do tráfico de drogas e de bolsões de pobreza.[19] Por outro lado, em 2009, com o reforço no policiamento ostensivo, os números caíram em várias áreas do crime. De acordo com os dados da Brigada Militar, no Centro o roubo a estabelecimentos comerciais caiu em 52% e os furtos 40%. Nos casos de furtos e roubos a pedestres e veículos, a redução dos índices ficou entre 13% e 44%.[276] Em 2010 foi instalado um sistema de mapeamento do crime via internet, com resultados significativos: em apenas seis meses de uso verificou-se a redução nos índices de criminalidade, conforme o tipo, de 4,6% a 37,9%. Os bons resultados também são consequência do aumento do efetivo, que teve neste ano um acréscimo de mil soldados.[277] O delegado Bolívar Llantada disse que a taxa de homicídios vem caindo nos últimos três anos: em 2007 foram registrados 485; em 2008, 482 e, em 2009, 411. Até julho de 2010 foram registrados 232 e a expectativa é de que o total anual confirme a tendência de queda. Segundo o delegado, de 80 a 90% dos homicídios da capital estão ligados ao tráfico de drogas.[20]

A segurança pública é oferecida por vários corpos especializados mantidos pela Prefeitura Municipal. A Guarda Municipal patrulha prédios e espaços públicos, faz a segurança de pessoas públicas e eventos oficiais, e atende à população de várias maneiras, como em reintegrações de posse, vigilância motorizada, socorro em incêndios e desabamentos e combate à pichação.[278] O Centro de Referência às Vítimas de Violência presta informações e orientações às vítimas de violações de direitos, abuso de autoridade, exploração sexual e qualquer tipo de discriminação.[279] O Programa Nacional de Segurança com Cidadania foi implantado em Porto Alegre para atender ao jovem que se encontra em situação infracional ou a caminho dela.[280] O Sistema de Defesa Civil municipal se dirige a ações preventivas, de socorro, assistenciais e recuperativas, com o propósito de evitar ou minimizar desastres, procurando ao mesmo tempo preservar o moral da população e restabelecer a normalidade do convívio social.[281]

Outro corpo de segurança presente na capital é a Polícia Civil, com funções principais de polícia judiciária.[282] Finalmente, a Brigada Militar, mantida pelo Governo do Estado, tem múltiplas atribuições com os objetivos de integração e proteção da população, como policiamento preventivo e ostensivo, patrulha ambiental, defesa civil, auxílio às Forças Armadas, combate às drogas, busca e salvamento, profissionalização de adolescentes em situação de risco, promoção da cidadania e instrução sobre higiene básica, além de providenciar os serviços de bombeiros e, durante o verão, o de salva-vidas.[283]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

Música popular
Show de Renato Borghetti em 2006

Desde os anos 1980 Porto Alegre se caracteriza por ter um circuito de música popular muito diversificado, com a música de inspiração gauchesca ocupando um papel destacado, alavancada pelo apoio recebido do Movimento Tradicionalista Gaúcho e os vários CTGs, mas contando também com vários grupos e cantores de rock e música pop que, incorporando estéticas internacionais e locais, muitas vezes adicionando fortes traços de irreverência e contestação social, deram uma feição original à música popular da cidade, tipificada na produção de, por exemplo, Bebeto Alves, Nelson Coelho de Castro e Kleiton e Kledir. Na opinião de Agostini, a chamada "música popular gaúcha" nasceu em Porto Alegre[284] e, para Nicole dos Reis, o cenário foi desde então marcado pelo profissionalismo.[285]

Na atualidade a movimentação continua grande, com uma série de ações de instituições oficiais e privadas apoiando a produção local e trazendo artistas de fora, enquanto que se multiplicam festivais, shows e grupos dos mais variados gêneros, passando pelo rock, o samba, a MPB, o hip-hop, o nativismo, o jazz, a bossa nova e outros.[286] [287] [288] [289] [290] São nomes e grupos bem conhecidos na música popular de Porto Alegre, além dos já citados e entre uma multidão de outros, Raul Ellwanger, Serrote Preto, Zé Caradípia, Cachorro Grande,[291] Gelson Oliveira, Renato Borghetti, Duca Leindecker, Geraldo Flach, Zilah Machado,[292] [293] Apocalypse [294] , The Darma Lóvers,[295] Karine Cunha,[296] Arthur de Faria, Wander Wildner.[297] e Da Guedes.[298]

Música erudita
A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, concerto em 2009
Recital do Grupo de Música Contemporânea de Porto Alegre no Instituto Goethe, 2008

A cidade é uma referência para todo o estado em termos de música erudita, como o principal polo produtor e irradiador de influência. Possui um público considerável para este gênero; está no roteiro de concertistas de fama internacional, conta com duas grandes orquestras - a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e a Orquestra Filarmônica da PUCRS - e uma orquestra de câmara, a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, e inúmeros grupos menores de câmara e solistas vocais e instrumentais, bem como grande número de escolas de música e espaços de apresentação.[299] [300] [301] Segundo o maestro Isaac Karabtchevsky, que esteve a cargo da direção artística da OSPA, "não há em nenhum canto do mundo identidade maior com a música do que a constatada na população de Porto Alegre".[302]

Ao mesmo tempo se percebe um desenvolvimento na pesquisa acadêmica e na qualificação profissional avançada nos cursos de graduação e pós-graduação em música da UFRGS.[303] Além de ter dado origem a um já significativo acervo de textos e publicações de musicologia e preparado uma grande quantidade de profissionais da música e novos professores, é parte inerente do funcionamento dos cursos a organização de qualificados recitais públicos.[304] [305] A UFRGS mantém a Rádio da UFRGS, a única emissora local com uma programação voltada primariamente para a produção erudita,[306] e um ciclo de recitais e oficinas oferecidos pela Pró-Reitoria de Extensão.[307]

Além desses organismos, a música erudita local conta com um grande número de outros espaços de cultivo em museus[308] e até mesmo no ambiente das empresas, escolas, asilos e hospitais.[309] [310] Entre os grupos de câmara que se vêm notabilizando estão o Trio de Madeiras de Porto Alegre, com um repertório diversificado,[311] o Grupo Ex-Machina, dedicado à divulgação de música contemporânea de sua própria autoria,[312] e o Grupo de Música Contemporânea de Porto Alegre, de perfil similar.[313] Também acontece anualmente o Festival Contemporâneo, divulgando música de importantes autores brasileiros.[301] O mercado fonográfico começa a dar atenção ao movimento erudito local, incluindo a composição contemporânea, e há pelo menos uma gravadora sediada em Porto Alegre com apreciável catálogo de intérpretes e compositores locais, com repertório antigo e contemporâneo.[314]

Cinema[editar | editar código-fonte]

O antigo Cine-Teatro Capitólio, futura sede da Cinemateca Capitólio

A popularidade do cinema se estabeleceu em Porto Alegre desde que foi o gênero criado no fim do século XIX, passando a contar com vários espaços de exibição.[315] Atualmente a cidade tem mais de 70 salas, tornando-a a 3ª capital melhor servida em salas de cinema por habitante, atrás apenas de Vitória e Florianópolis.[316] Mas a cidade não só possui muitos espaços de apresentação como tem significativa discussão, crítica[317] [318] e produção cinematográfica, com um grupo de cineastas de voz própria.[319] Em 1984 se produziu Verdes Anos, de Carlos Gerbase e Giba Assis Brasil, um marco no cinema local,[320] e pouco mais tarde o movimento cinematográfico se estruturou numa cooperativa, a Casa de Cinema, reunindo onze realizadores que já tinham experiências em comum. Ainda em atividade, a Casa de Cinema já produziu dezenas de filmes, vídeos, especiais e séries de televisão, exibidos no Brasil e exterior, além de organizar fóruns de debate e cursos de introdução à arte do cinema e de formação de roteiristas.[321] [322] Ilha das Flores, O Dia em que Dorival Encarou a Guarda, O Homem que Copiava, Tolerância e Saneamento Básico, o Filme são alguns dos títulos que receberam boa atenção do público e prêmios da crítica em anos recentes.[323] Além disso se realizam em Porto Alegre festivais como o Festival de Cinema Fantástico[324] e o Festival de Cinema de Porto Alegre;[325] o Clube de Cinema de Porto Alegre e salas institucionais como a Cinemateca Paulo Amorim continuam promovendo suas sessões comentadas,[326] e está em andamento o projeto de instalação da Cinemateca Capitólio, objetivando o acervamento e a pesquisa sobre a produção audiovisual gaúcha.[327]

Literatura e teatro[editar | editar código-fonte]

Feira do Livro de 2008
Cena da peça A Mulher que Comeu o Mundo, do grupo de teatro Usina do Trabalho do Ator. Apresentação na Companhia de Arte, 2008.

Há importante movimentação também na literatura e teatro da capital. Seguindo uma tradição consolidada entre outros pelos falecidos Mario Quintana e Erico Verissimo, que tornaram Porto Alegre uma referência como centro produtor e até a tomaram como sujeito de suas obras,[328] vários escritores renomados continuam ativos na cidade, como Luís Fernando Veríssimo,[329] Lya Luft,[330] João Gilberto Noll,[331] Moacyr Scliar[332] e Luiz Antonio de Assis Brasil.[333] Instituições e órgãos dos poderes públicos, bem como privados, desenvolvem significativa atividade de fomento, divulgação e publicação, há uma quantidade de bibliotecas em atividade, de oficinas, conferências, seminários e encontros ocorrendo regularmente, o campo é estudado em nível superior e de pós-graduação nas universidades locais,[331] [334] [335] [336] [337] mas o evento maior da literatura porto-alegrense é sem dúvida a Feira do Livro, que acontece anualmente em outubro na Praça da Alfândega, atraindo multidões e constituindo um importante elemento dinamizador no mercado literário brasileiro, atraindo interessados até do exterior e sendo declarada Patrimônio Imaterial da cidade.[338] [339] Outro evento digno de nota é a Festa da Literatura de Porto Alegre, que se espalha por várias livrarias, fazendo lançamentos e organizando encontros e outras atividades.[340]

O teatro igualmente tem uma longa tradição, cujas raízes estão no século XIX, e que chegou a um ponto de destaque nacional na década de 1970 com a ação do Teatro de Arena,[341] um reduto da resistência política durante a ditadura militar, e pela ação de dramaturgos como Carlos Carvalho e Ivo Bender. Atualmente Porto Alegre possui mais de vinte casas de teatro, destacando-se entre os maiores o Theatro São Pedro e o Teatro do SESI, totalmente equipados com tecnologia moderna. Há um sem-número de grupos profissionais e amadores em atividade, a programação de peças é contínua pelas várias casas da cidade, oferecendo representações de todos os gêneros e para todas as idades, vários grupos se dedicam ao teatro de rua e a Prefeitura, além de oferecer vários prêmios para a categoria, mantém um grande festival, o Porto Alegre em Cena, que já conquistou projeção internacional.[342] [343] [344]

Tradições e folclore[editar | editar código-fonte]

Um gaúcho e uma prenda vestidos a caráter em desfile comemorativo da Semana Farroupilha

O folclore de Porto Alegre é o resultado da mistura de tradições muito diversificadas, trazidas pelos imigrantes de variadas procedências que formaram a população local,[345] bem como aquelas legadas pelos povos indígenas autóctones[346] e pelos descendentes de escravos africanos.[347] Esse rico folclore, que abrange expressões na dança, na literatura, na música, no teatro, na religião, na culinária e nos jogos infantis, é transmitido em salas de aula e em outras atividades, como oficinas e recitação de histórias, voltadas para o público jovem.[348] [349] É importante o Festival Internacional de Folclore, que realiza eventos em vários pontos da cidade, principalmente escolas, com grupos folclóricos locais, nacionais e internacionais, atingindo um público de vinte mil pessoas.[350] Porto Alegre também se beneficia das múltiplas atividades do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, entidade do Governo do Estado.[351]

Dentre as celebrações e festas tradicionais na cidade se encontram a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, o maior evento religioso da capital, que reúne um público de 100 mil pessoas em sua procissão,[352] e o carnaval, um dos mais importantes do país, que lidera a audiência local em transmissão de televisão, emprega diretamente mais de 1,5 mil pessoas e, segundo informações da Prefeitura, em breve disporá de um sambódromo projetado por Paulo Mendes da Rocha, ganhador do cobiçado Prêmio Pritzker de arquitetura.[353] No folclore urbano várias histórias se tornaram conhecidas, entre elas os crimes da Rua do Arvoredo,[354] a maldição do escravo da Igreja das Dores,[355] a história da prisioneira do Castelinho do Alto da Bronze[356] e a da Maria Degolada, prostituta que virou uma santa popular.[357]

Com tantas manifestações diferentes, entretanto, ocupa um lugar privilegiado no cenário do folclore porto-alegrense o tradicionalismo gauchesco,[345] que tem representação maior no Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), sediado na cidade, o qual se dedica à preservação, resgate e desenvolvimento da cultura do gaúcho e associa mais de 1400 Centros de Tradições Gaúchas legalmente constituídos.[358] Depois de perdido na cidade no início do século XX, numa fase de intensa urbanização e internacionalização, o tradicionalismo gauchesco foi ressuscitado nos anos 1940 por Barbosa Lessa e Paixão Cortes, e hoje se tornou tão popular que foi absorvido por descendentes de imigrantes que não tinham nenhuma ligação com as origens históricas, étnicas e campeiras do gaúcho do pampa, passando a se tornar um verdadeiro estilo de vida para muitos habitantes urbanos.[359] [360] Esta expressão folclórica encontra um momento alto nas comemorações da Semana Farroupilha, que lembra a Guerra dos Farrapos e tem fortes associações cívicas e históricas.[361]

Artes visuais[editar | editar código-fonte]

Modelo em repouso, 1988. Escultura de Vasco Prado. Acervo do MARGS
Galeria Xico Stockinger da Casa de Cultura Mario Quintana, 2008

Desde que o Instituto Livre de Belas Artes (IA) foi fundado, em 1908, ele assumiu a posição de principal centro de ensino, crítica e produção em artes visuais na cidade e no estado.[362] Do Instituto Livre (hoje uma unidade da UFRGS), onde lecionaram muitos nomes eminentes, emergiu uma contínua sequência de artistas importantes. Nas últimas décadas, trabalhando ao lado de artistas de renome internacional como Vasco Prado, Francisco Stockinger e Iberê Camargo, outros mestres tiveram suas contribuições reconhecidas, como Henrique Fuhro, Danúbio Gonçalves, Zorávia Bettiol, Mário Röhnelt, Milton Kurtz, Romanita Disconzi, Carlos Tenius, Carlos Carrion de Britto Velho, Maria Tomaselli Cirne Lima, Karin Lambrecht, Anico Herskovits e Alfredo Nicolaiewsky,[363] e ampararam, já como professores, o surgimento de uma promissora nova geração de jovens talentos.[364] Esses jovens levam adiante questionamentos levantados nos anos 1970 e 1980 por grupos conceitualistas como o Nervo Óptico e o Espaço N.O., além de trabalharem em direções próprias atualizadas.[365]

O mercado, porém, vem mostrando retração e a produção artística em meios tradicionais sofre a competição das novas mídias. Por outro lado, nos últimos anos vêm sendo apresentadas grandes exposições de figuras históricas locais, com mostras retrospectivas entre outros de Carlos Petrucci, Oscar Boeira, Libindo Ferrás, Edgar Koetz, Pedro Weingärtner e Ado Malagoli. O Museu de Arte do Rio Grande do Sul, além das exposições de seu acervo, que é a maior coleção pública de artes visuais do estado, organiza mostras importantes com acervos de colecionadores privados e outras instituições. A pesquisa acadêmica chega a níveis superiores com a consolidação dos cursos de pós-graduação em Artes Visuais no Instituto de Artes e do curso de Especialização em Artes Plásticas da PUC, e desde 1997 Porto Alegre é sede da Bienal do Mercosul, que já ganhou respeito no estrangeiro.[366]

Ao lado do IA e das instituições já citadas, outros centros de produção/divulgação artística e associações de artistas também assumiram um papel de relevo no circuito local, como a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, que desde sua fundação em 1938 mantém, com poucas interrupções, um salão de arte dos mais importantes no estado,[367] e o Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues, da Prefeitura, formando gerações de artistas através de vários cursos teóricos e práticos e realizando uma infinidade de eventos.[368] A Prefeitura Municipal também contribui, entre outras ações, reservando para as artes visuais uma categoria no seu prestigiado Prêmio Açorianos,[369] organizando um Salão Internacional de Desenho para a Imprensa,[370] dando vários espaços para exposições, especialmente na Usina do Gasômetro,[371] e oferecendo cursos e oficinas para a população em projetos descentralizados e comunitários.[372] A Casa de Cultura Mario Quintana, administrada pelo governo estadual, possui numerosos espaços de produção, acervamento e divulgação de arte, dos quais se destacam suas oficinas, sua galerias e o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Na área privada, são ativos e influentes o Santander Cultural e a Fundação Iberê Camargo, ambos promovendo exposições e outros eventos de alta qualidade, com grande repercussão na cultura local.[373] [374]

Arquitetura e patrimônio histórico[editar | editar código-fonte]

Interior da Igreja de Nossa Senhora da Conceição
Museu de Arte do Rio Grande do Sul
Palácio Farroupilha

A arquitetura de Porto Alegre se apresenta hoje como um mosaico de estilos antigos e modernos. Essa característica se mostra mais visível no centro da cidade, o núcleo urbano histórico, onde sobrevivem alguns exemplares de edificações do século XIX e do chamado "período áureo" da arquitetura porto-alegrense, entre 1900 e 1930, aproximadamente.[375] Entretanto, muito das edificações mais antigas desapareceu ao longo do século XX para dar lugar a uma urbanização de linhas modernistas.[376] [377]

Entre seus prédios mais significativos do século XIX estão o Solar Lopo Gonçalves, bom exemplo de arquitetura senhorial de zona rural,[378] e o Solar dos Câmara, a mais antiga construção residencial da cidade ainda de pé.[379] No campo religioso, são importantes a Igreja das Dores, a mais antiga de Porto Alegre, declarada Patrimônio Nacional pelo IPHAN, e a Igreja da Conceição, a única igreja em estilo colonial que se conservou íntegra em seu estado primitivo.[380] Ainda do século XIX são notáveis o Theatro São Pedro, o mais antigo teatro da cidade,[381] e o conjunto dos pavilhões históricos do Hospital Psiquiátrico São Pedro, que segundo os técnicos do IPHAE é a maior área edificada de interesse social que o século XIX legou à Província, com uma estrutura de perfil neoclássico.[382]

Da "fase áurea", quando predominou o ecletismo, se destacam, entre muitos outros, o Palácio Piratini, residência oficial do Governador do Estado;[383] o Paço Municipal, um dos primeiros exemplos arquitetônicos a exibir a influência do Positivismo na sua decoração de fachada;[375] e o grande conjunto de edifícios construídos pela parceria estabelecida entre o arquiteto Theodor Wiederspahn, o engenheiro-construtor Rudolf Ahrons e o decorador João Vicente Friedrichs,[384] que deixaram obras como o edifício da antiga Cervejaria Bopp,[385] o prédio dos antigos Correios e Telegraphos, a Faculdade de Medicina da UFRGS e o edifício da antiga Delegacia Fiscal.[386] O campus central da UFRGS também é digno de nota pelos seus prédios imponentes, alguns deles projeto de Manoel Itaqui, um dos introdutores da Art Nouveau na cidade.[387]

Da geração seguinte, seguindo em linhas gerais a estética Art Déco, são obras importantes o Clube do Comércio[388] e o Palácio do Comércio.[389] Finalmente, entre as construções modernistas são de lembrar o Palácio Farroupilha, sede da Assembléia Legislativa,[390] o Palácio da Justiça e o Centro Administrativo do Estado.[391] Nos últimos decênios se verificou o declínio da escola modernista e sua substituição pelos valores do Pós-Modernismo, fazendo a releitura de estilos históricos pré-modernistas e criando um novo senso de ecletismo, liberdade e democracia formal. Os exemplos mais paradigmáticos dessa tendência são os shopping centers que nos últimos anos têm pontuado a paisagem, mas cujo gosto e pertinência para a paisagem urbana local às vezes são postos sob suspeita.[377] [391] [392]

Com a criação em 1981 da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural iniciou-se um processo de estudo e resgate dos bens culturais de propriedade do Município de especial interesse histórico, social e arquitetônico, sistematizando os tombamentos municipais, que haviam se iniciado poucos anos antes, em 1979. Na mesma época foram instalados o escritório regional do IPHAN e a Coordenadoria do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, antecessora do IPHAE, instituições que vêm realizando na cidade vários tombamentos e ações de preservação em nível federal e estadual.[393] [394] [395] [396] Até 2010 o município já tombou 67 bens históricos[393] e 21 foram tombados em nível estadual pelo IPHAE.[397] Destacam-se entre as ações de preservação na capital o Programa Monumenta, do Ministério da Cultura, que delimitou no Centro Histórico uma área de 24,5 hectares de interesse patrimonial, com 170 imóveis a serem preservados,[398] e o Projeto Viva o Centro, da Prefeitura, buscando a reabilitação do Centro Histórico de forma a valorizar o seu patrimônio cultural e ambiental.[399]

A cidade possui muitos museus em várias categorias, e entre os mais destacados estão o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, o Museu Júlio de Castilhos, o Museu Joaquim Felizardo, a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, o Memorial do Rio Grande do Sul, o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa e a Fundação Iberê Camargo. É importante ainda o Arquivo Público do Estado. Desde 1990 Porto Alegre sedia a seção regional do Sistema Brasileiro de Museus, desenvolvendo importante trabalho de intercâmbio e divulgação cultural, além de oferecer cursos, seminários e palestras.[400]

Esportes[editar | editar código-fonte]

A cidade se destaca em diversos esportes. O futebol é popular entre os porto-alegrenses, que se orgulham de terem lançado nomes importantes do futebol brasileiro, como Falcão, Renato Portaluppi, Ronaldinho Gaúcho, Dunga e Pato, por exemplo, e de contar com dois campeões mundiais de clubes, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e o Sport Club Internacional. Os dois protagonizam uma das mais clássicas rivalidades do futebol mundial, disputada no chamado Clássico Gre-Nal. A qualidade de seus grandes estádios, a Arena do Grêmio e o Beira-Rio, respectivamente, foi reconhecida internacionalmente e possibilitou que a cidade fosse escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.[30] Geralmente o Campeonato Gaúcho de Futebol é vencido por um desses dois times.[401]

Na ginástica olímpica, Daiane dos Santos se tornou uma estrela internacional, com 110 medalhas e 18 troféus.[402] No judô, João Derly se tornou bicampeão mundial.[403] Também são famosos Tiago Camilo, eleito o melhor judoca do mundo em 2007,[404] e Mayra Aguiar, medalha de prata no Mundial de Judô de Tóquio em 2010.[405] Anualmente ocorre a Maratona Internacional de Porto Alegre, com um dos percursos mais bonitos do país.[406] Nos esportes aquáticos a vela tem um papel também importante, com clubes tradicionais como o Veleiros do Sul e o Clube dos Jangadeiros, onde se formaram medalhistas em várias competições, incluindo olímpicas, como Fernanda Oliveira, Isabel Swan[407] e Alexandre Paradeda.[408] Na natação, têm obtido bons resultados Michelle Lenhardt,[409] Betina Lorscheitter e Samuel de Bona.[410] Outros clubes tradicionais da cidade que contam com equipamentos esportivos, equipes oficiais e escolas de esporte são a Associação Leopoldina Juvenil,[411] o Grêmio Náutico União[412] e a Sociedade de Ginástica Porto Alegre (SOGIPA).[413]

Vida noturna e culinária[editar | editar código-fonte]

Fachada do Opinião

As diversas casas noturnas de Porto Alegre atendem aos mais diversos públicos, dos mais conservadores aos mais vanguardistas e irreverentes, possuindo uma grande quantidade de bares, pubs, cafés, casas de espetáculo e danceterias. São bem conhecidos o Bar do Beto, o Chalé da Praça XV (bar e restaurante), o Opinião (shows) e a microcervejaria DadoPub. Seus restaurantes também são diversificados e numerosos, contando-se mais de 3 500 onde se podem saborear pratos locais e de todas as partes do mundo, com preços em geral acessíveis.[30] O Gambrinus, instalado no Mercado Público de Porto Alegre, é o mais antigo restaurante da cidade, com mais de 120 anos de funcionamento, onde o Bacalhau à Gomes de Sá é o prato mais solicitado.[414] Na culinária local, porém, a maior atração é o churrasco, prato tradicional da cozinha campeira, com diversos cortes de carne assada sobre brasas e servida com fartura.[30] O CTG 35, o primeiro CTG a ser fundado, ainda funciona e tem uma famosa churrascaria, a Roda de Carreta, com dezesseis tipos de carne, além de oferecer o carreteiro de charque como um destaque à parte e sobremesas caseiras, como a ambrosia e o sagu. Nos domingos acontecem também apresentações ao vivo de dança e músicas típicas gaúchas.[415] [416]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Os feriados municipais fixos são 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora dos Navegantes, e 2 de novembro, dia de Finados. Os feriados móveis são a Sexta-feira Santa e Corpus Christi. Também é observado o feriado estadual de 20 de setembro, celebrando a Revolução Farroupilha. Os pontos facultativos municipais fixos são 8 de outubro, dia do funcionário público, 24 de dezembro, véspera de Natal, a partir das 12 horas, e 31 de dezembro, véspera de Ano Novo, a partir das 12 horas. Pontos facultativos móveis são a segunda e terça-feira de Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas, pela manhã, reiniciando às 12h, e a Quinta-feira Santa, a partir das 12 horas.[417]

O centro da cidade junto ao Guaíba, vendo-se em laranja a linha de armazéns históricos do Cais Mauá e à direita a alta chaminé da Usina do Gasômetro, ambos ícones arquitetônicos de Porto Alegre

Referências

  1. a b c Divisão Territorial do Brasil. IBGE, 1 jul. 2008.
  2. a b Capitais dos estados. Atlas Geográfico do Brasil, 1 jan. 2011
  3. Área territorial oficial. IBGE, 10 out. 2002
  4. Urbanização das cidades brasileiras. Embrapa Monitoramento por Satélite, 30 jul. 2008
  5. a b IBGE. Estimativa Populacional 2013, 01/07/2013
  6. Paraná. Embrapa, 19 jul. 2011
  7. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. PNUD, 07 ago. 2013
  8. Indice GINI. Cidade Sat. IBGE$, 6 ago. 2011
  9. a b IBGE. Posição ocupada pelos maiores municípios em relação ao Produto Interno Bruto, 12/12/2012
  10. a b c d e f "A Cidade". Página da Secretaria Municipal de Turismo. Acesso 14 set 2010
  11. a b "Geografia". Página da Secretaria Municipal de Turismo. Acesso 14 set 2010
  12. a b c d e Gret, Marion & Sintomer, Yves. Porto Alegre: a esperança de uma outra democracia. Edições Loyola, 2002. p. 22
  13. a b "Dieese: Porto Alegre tem cesta básica mais cara do País". In: Paraná online. 08/09/2010
  14. "Porto Alegre é a capital com mais fumantes e pessoas acima do peso" In: G1 Rio Grande do Sul, 10/4/2012
  15. "Ministro sugere maior restrição ao cigarro para reduzir número de fumantes em Porto Alegre" In: Zero-Hora, 10/04/2012
  16. a b "Números". Página do DMAE. Acesso 12 set 2010
  17. a b c "Qualidade Ambiental - Região Hidrográfica do Guaíba". Página da FEPAM. Acesso 12 set 2010
  18. a b Hasenack, Heinrich (coord). & Marcuzzo, Silvia Franz (ed). Diagnóstico Ambiental de Porto Alegre. Porto Alegre: Secretaria Municipal do Meio Ambiente, 2008. pp. 56-57; 72
  19. a b c "Homicídios em Porto Alegre crescem 57,5%". In: Folha Online, 18/02/2008
  20. a b "Cerca de 90% dos assassinatos em Porto Alegre estão ligados ao tráfico de drogas". In: Correio do Povo online, 14/07/2010
  21. a b c Empresa Pública de Transporte e Circulação. Revista Transporte em Números. Porto Alegre: EPTC, mai/2010. pp. 14-15; 56; 70; 72.
  22. a b c "Porto Alegre completa 238 anos nesta sexta com show e medalhas". In: Jornal VS online. 25 de março de 2010
  23. De Magalhães, Flávia Denise. "Grande BH tem menor taxa de desemprego em julho desde 2002". Portal Uai, 20 de agosto de 2009.
  24. Gerchmann, Léo. "Consultoria coloca Porto Alegre entre as 24 cidades do futuro no mundo". In: Folha online, 11/08/2004
  25. a b "São Paulo será 13ª cidade mais rica do mundo em 2020, diz estudo"'. In: Folha online, 07/03/2007
  26. "The World According to GaWC 2010". GaWC Research Network, 2010
  27. a b Cigana, Caio. "Porto Alegre tem quase uma árvore por habitante". Terra Notícias e meio ambiente, 21 set. 2007
  28. a b "Região Metropolitana de Porto Alegre". Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul
  29. a b Balarine, Oscar Fernando Osorio. Determinação do impacto de fatores sócio-econômicos na formação do estoque habitacional em Porto Alegre. EDIPUCRS, 1996. p. 21
  30. a b c d e f g "Beleza Natural e Vigor Econômico". Destinos > Porto Alegre. Revista Tchê online. Acesso 13 set 2010
  31. Bueno, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo: Ática, 2003. p. 19.
  32. Da Costa, Eimar Bones (ed). História Ilustrada do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Já Editores, 1998. pp. 17; 44; 54-59
  33. Da Costa, pp. 60; 65; 73
  34. "Origens". Página da Secretaria Municipal de Turismo. Acesso 18 set 2010
  35. Da Costa, pp. 81; 85-91
  36. De Macedo, Francisco Riopardense. Porto Alegre: Origem e Crescimento. Porto Alegre: Prefeitura Municipal, 1999. pp. 73-76
  37. De Macedo, pp. 77-92
  38. De Macedo, pp. 92-93; 101-106
  39. Baptista, Maria Teresa Paes Barreto. José Lutzenberger no Rio Grande do Sul: Arquitetura, Ensino, Pintura (1920-1951). Porto Alegre: PUC-RS, 2007. pp. 8-9
  40. Baptista, pp. 9-10
  41. De Macedo, pp. 111-112; 119-123
  42. Corte Real, Antônio. Subsídios para a História da Música no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Movimento, 1984
  43. Damasceno, Athos. Artes Plásticas no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Globo, 1971
  44. Clube de Gravura de Porto Alegre. Enciclopédia Itaú Cultural. Acesso 17 set 2010
  45. Bakos, Margaret. "Marcas do positivismo no governo municipal de Porto Alegre". in: Revista de Estudos Avançados, 12, 1998. pp. 213-225
  46. Simon, Círio. Origens do Instituto de Artes da UFRGS - Etapas entre 1908-1962 e Contribuições na Constituição de Expressões de Autonomia no Sistema de Artes Visuais do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: PUC, 2003. pp. 24-28
  47. Monteiro, Charles. Porto Alegre e suas escritas: história e memórias da cidade. EDIPUCRS, 2006. p. 38
  48. a b Bello, Helton Estivalet. "Modelos, planos e realizações urbanísticas em Porto Alegre". In: ArquiteturaRevista. UNISINOS, nº 2, vol. 2, jul-dez 2006. s/pp
  49. De Macedo, pp. 134-137
  50. Da Costa, pp. 279-290
  51. De Macedo, pp. 141-147
  52. a b Castrogiovanni, Antônio Carlos. "Por que Geografia no Turismo?". In: Gastal, Susana. Turismo: 9 propostas para um saber-fazer. EDIPUCRS, 2000. p. 141
  53. a b c d "Porto Alegre - Informações Gerais". Página do Ministério das Relações Exteriores. Acesso 17 set 2010
  54. Nalin, Nilene Maria. Os significados da moradia: um recorte a partir dos processos de reassentamento em Porto Alegre. Porto Alegre: PUC, 2007. p. 55
  55. "Área da unidade territorial (Km²)". IBGE. 17 set 2010
  56. a b "Criação e História dos Bairros". Secretaria Municipal de Planejamento. Acesso 10 set 2010
  57. "Os bairros criados por lei". Secretaria Municipal de Planejamento. Acesso 10 set 2010
  58. a b c "Situação Demográfica de Porto Alegre - Censos 1980/1991/2000". Secretaria Municipal de Planejamento. Acesso 10 set 2010
  59. Santos, Simone Maria dos. Homicídios em Porto Alegre, 1996: análise ecológica de sua distribuição e contexto socioespacial. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública, 1999
  60. Ross, Jurandyr Luciano Sanches. Geografia do Brasil. EdUSP, 1996. pp. 47-51
  61. a b Hasenack & Marcuzzo, pp. 16-17; 26
  62. Flores, Moacyr. "Origem e Fundação de Porto Alegre". In: Dornelles, Beatriz. Porto Alegre em destaque: história e cultura. EDIPUCRS, 2004. p. 18
  63. Flores, pp. 18-20; 22
  64. Flores, pp. 21-22
  65. Hasenack & Marcuzzo, p. 48
  66. a b Penter, Camila et alii. "Inventário Rápido da Fauna de Mamíferos do Morro Santana, Porto Alegre, RS". In: Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 6, n. 1, jan./mar. 2008. p. 119
  67. a b Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm). Instituto Nacional de Meteorologia. Acesso em 27 mai. 2014.
  68. a b Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%). Instituto Nacional de Meteorologia. Acesso em 27 mai. 2014.
  69. Temperaturas - Dados, recordes e curiosidades. Clima Brasileiro, Acesso 16 set 2010
  70. "Porto Alegre teve geada nesta quinta-feira". Metroclima, 15/07/2010
  71. Hackbart, Eugenio. "Alerta de frio intenso e geada na Grande Porto Alegre". MetSul Meteorologia, 21/08/2006
  72. a b Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Porto Alegre. Acesso em 2 mai. 2014.
  73. De Aguiar, Alexandre Amaral & Hackbart, Eugenio. "Primeira metade do século XX teve anos muito secos". MetSul Meteorologia. Acesso 18 set 2010
  74. "Histórico de enchentes em Porto Alegre". MetSul Meteorologia. 18 set 2010
  75. "The Nameless Hurricane". Nasa Science. 18 set 2004
  76. "Furacão provocou estragos em Porto Alegre". MetSul Meteorologia. 18 set 2010
  77. De Aguiar, Alexandre Amaral. "Tornado no Aeroclube de Belém Novo". MetSul Meteorologia. 18 set 2010
  78. De Aguiar, Alexandre Amaral. 11 de outubro de 2000: A Noite dos Tornados. MetSul Meteorologia, 11/10/2006
  79. "Nuvem funil em Porto Alegre". MetSul Meteorologia. 24/12/2008
  80. a b Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (ºC) - Porto Alegre. Instituto Nacional de Meteorologia. Acesso em 2 mai. 2014.
  81. a b Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (ºC) - Porto Alegre. Instituto Nacional de Meteorologia. Acesso em 2 mai. 2014.
  82. a b De Aguiar, Alexandre Amaral. "O dia mais frio da história de Porto Alegre". MetSul Meteorologia. 18 set 2010
  83. Porto Alegre bate recorde histórico de calor: 42,6°C. Notícias Terra. Acesso em 7 fev. 2014.
  84. Série Histórica - Dados Mensais - Precipitação Total (mm). Instituto Nacional de Meteorologia. Página visitada em 2 de maio de 2014.
  85. Temperatura Média Compensada (°C). Instituto Nacional de Meteorologia. Acesso em 27 mai. 2014.
  86. Temperatura Máxima (°C). Instituto Nacional de Meteorologia. Acesso em 27 mai. 2014.
  87. Temperatura Mínima (°C). Instituto Nacional de Meteorologia. Acesso em 27 mai. 2014.
  88. Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias). Instituto Nacional de Meteorologia. Acesso em 27 mai. 2014.
  89. Insolação Total (horas). Instituto Nacional de Meteorologia. Acesso em 27 mai. 2014.
  90. Machado, Álvaro Luis de Melo. Ecoturismo, um produto viável: a experiência do Rio Grande do Sul. Senac, 2005. p. 151
  91. Flores, pp. 22-23
  92. Machado, pp. 151-152
  93. "Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 10 set 2010
  94. "Parque Natural Saint-Hilaire". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 10 set 2010
  95. a b c "Parque Natural Morro do Osso". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 10 set 2010
  96. Machado, p. 152
  97. Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Jardim Botânico de Porto Alegre. Jardim Botânico de Porto Alegre: 50 anos conservando a fora gaúcha. Porto Alegre: Publicações Avulsas FZB, 15, 2009, pp. 15-34
  98. Da Silva, Denise Rejane Mello. Economia da Cultura e Cidades Criativas: uma abordagem do centro histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: UFRGS, 2010. p. 49
  99. "Plano Diretor de Arborização Urbana". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 12 set 2010
  100. "Espécies de árvores de Porto Alegre". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 16 set 2010
  101. "Praças de Porto Alegre". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 12 set 2010
  102. Scliar, Moacyr. Porto de histórias. Editora Record, 2000. pp. 89-90
  103. "Praças de Porto Alegre serão reformadas". In: Zero Hora, 31/05/2010
  104. Parque Chico Mendes. Página da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 12 set 2010
  105. "Parque Marinha do Brasil". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 12 set 2010
  106. Martins, Clitia Helena Backx. "Desenvolvimento sustentável e sistemas de informação: indicadores do potencial poluidor da indústria gaúcha". In: Indicadores Econômicos FEE. Porto Alegre, v. 36, n. 1, 2008. pp. 102-104
  107. "Porto Alegre é a segunda capital mais poluída". In: Zero Hora online, 21/09/2007
  108. "Índices da Qualidade do Ar de 2010". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 12 set 2010
  109. Hackbart, Eugenio. "Condições atmosféricas deterioram a qualidade do ar na Grande Porto Alegre". METSUL Meteorologia. 18/04/2007
  110. Hasenack & Marcuzzo, pp. 48-51
  111. Morro São Pedro. Consciência - Espaço de Conservação. Acesso 12 set 2010
  112. Urban, Teresa. Missão (quase) impossível: aventuras e desventuras do movimento ambientalista no Brasil. Editora Peirópolis, 2001. pp. 57-66
  113. Guimarães, Leandro Belinaso & Noal, Fernando Oliveira. "Um Olhar sobre os Ideais Educativos Constituídos pelos Movimentos Ecológicos dos Anos Setenta". In: 23ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação. Caxambu, 24 a 28 de setembro de 2000. pp. 3-7
  114. "Apresentação". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 12 set 2010
  115. "Projetos e Ações". Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Acesso 10 set 2010
  116. "Operação foi uma das maiores ações de corte de árvores, diz Smam". Correio do Povo, 29/05/2013
  117. Goulart, Cristiano. "Smam derruba cinco árvores de grande porte em praça do Centro de Porto Alegre". Clic RBS, 09/12/2013
  118. "Protesto contra corte de árvores em Porto Alegre tem atos de vandalismo". O Globo, 29/05/2013
  119. "RS – Polêmica Ambiental: Corte de árvores gera embate em Porto Alegre". Defender, 21/04/2010
  120. "RS - Smam é denunciada por descumprimento do Plano de Manejo da Reserva do Lami". Centro de Estudos em Sustentabilidade da EAESP, 25/08/2006
  121. "MPF quer denunciar em 30 dias todos os envolvidos na fraude das licenças ambientais no RS". Sul21, 09/04/2013
  122. Brack, Paulo. "A quem serve a pasta de Meio Ambiente em Porto Alegre?" Ecoagência, 01/02/2011
  123. "Secretários do Meio Ambiente são presos em operação da Polícia Federal". Zero Hora, 29/04/2013
  124. IBGE. Tabela 1286 - População e Distribuição da população nos Censos Demográficos. SIDRA IBGE. Página visitada em 16 de novembro de 2011.
  125. a b c "Porto Alegre". Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser. Acesso 11 set 2010
  126. Jacob, Cesar Romero. Religião e sociedade em capitais brasileiras. Edições Loyola, 2006. p. 197
  127. "Porto Alegre". Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural. Acesso 11 set 2010
  128. Observatório das Metrópoles. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia. "Como Andam as Metrópoles". In Relatório Final. MCT / CNPq / FAPERJ, 21 de dezembro de 2005. pp. 3; 5; 18
  129. Fedozzi, Luciano. Observando o Orçamento Participativo de Porto Alegre – análise histórica de dados: perfil social e associativo, avaliação e expectativas. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2007. p. 19
  130. Pena, Sérgio D. J. et alii. "The Genomic Ancestry of Individuals from Different Geographical Regions of Brazil Is More Uniform Than Expected". In: PLoS ONE 6(2): e17063
  131. "Dados do Município de Porto Alegre". Anuário Estatístico da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 2008
  132. a b "Perfil Municipal - Porto Alegre (RS)". IN Projeto Vigisus: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, pp. 1-5.
  133. Jacob, pp. 197-220
  134. "O Governo". Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Acesso 12 set 2010
  135. "Vereadores". Câmara Municipal de Porto Alegre. Acesso 12 set 2010
  136. "Mesa Diretora". Câmara Municipal de Porto Alegre. Acesso 12 set 2010
  137. "Comarcas e Municípios Jurisdicionados". Tribunal de Justiça do Estado do RS. Acesso 12 set 2010
  138. "Ordem gaúcha presente na posse da nova direção do Foro Central". OAB - Rio Grande do Sul. 04 de Fevereiro de 2010
  139. Fedozzi, Luciano. "Esfera pública e cidadania: a experiência do Orçamento Participativo de Porto Alegre". In: Ensaios FEE. Porto Alegre, Vol. 19, No 2, 1998. pp. 237; 256
  140. Costa, Giseli Paim. "Um Estudo sobre Cidadania e Políticas Públicas em Porto Alegre". In: Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional. Vol. 3, n. 4 (número especial), nov/2007. p. 78
  141. Fedozzi, pp. 262-263
  142. Costa, pp. 92-99
  143. Prestes, Felipe. "Cem primeiros dias de Fortunati em Porto Alegre têm obras e protestos como marcas". Sul21, 10/04/2013
  144. "Fortunati admite falha de comunicação e justifica derrubada de árvores". Correio do Povo, 07/02/2013
  145. "Manifestantes queimam boneco com a cara de Fortunati durante noite de protestos em Porto Alegre". Zero Hora, 01/08/2013
  146. Ilha, Flávio. "Porto Alegre anuncia projeto de redução da tarifa um dia após protestos violentos". Notícias UOL, 18/06/2013
  147. "Pessoas não utilizam as árvores no Gasômetro, diz Fortunati". Correio do Povo, 07/02/2013
  148. a b c d e Cassol, Daniel. "De Copa em Copa". In: Revista Adusp, 2013, 55:18-29
  149. a b c "Remoção para obras da Copa preocupa especialistas em Porto Alegre". Portal 2014, 17/03/2011
  150. Mombach, Hiltor. "Resposta de Fortunati". Correio do Povo, 15/08/2011
  151. Ministério Público Federal. Ata da Audiência Pública sobre o impacto do Megaevento Copa do Mundo 2014 no direito à moradia, 25/05/2010
  152. Procuradoria da República no Rio Grande do Sul. "Prefeitura de Porto Alegre apresenta melhorias sobre mobilidade urbana para Copa do Mundo FIFA 2014". Jus Brasil, 2011
  153. "Moradores da rua Anita denunciam Prefeitura de Porto Alegre ao Ministério Público". Ecoagência, 05/07/2013
  154. "Seminário em Porto Alegre debate políticas para a questão indígena". Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul. Acesso 13 set 2010
  155. Pereira, André Luis; Orsato, Andréia & Gugliano, Alfredo Alejandro. "Participação e representação política. Como pensar a inclusão de minorias: um olhar sobre a população negra de Porto Alegre e o Orçamento Participativo (2005)". In: XVI Congresso de Iniciação Científica / XI Encontro de Pós-Graduação. Universidade Federal de Pelotas, 27-29 nov. 2005. s/pp
  156. Passamani, Guilherme Rodrigues; Ferreira, Alexandre Maccari & Dos Santos, Júlio Ricardo Quevedo. "O Ativismo Gay no Rio Grande do Sul: um primeiro estudo de caso". In: Anais do II Seminário Nacional Movimentos Sociais, Participação e Democracia. Florianópolis: UFSC, 25 a 27 de abril de 200. pp. 297-313
  157. "Histórico do Fórum Social Mundial". Núcleo de Altos Estudos Amazônicos. Acesso 14 set 2010
  158. "Oded Grajew, co-mentor do Fórum Social Mundial". Entrevista para a Deutsche Welle. 03/02/2010.
  159. Palácios, Marcos Pili. "Fórum Social Mundial começa com reflexão sobre seus objetivos". Rumo Sustentável, 26 de janeiro, 2010
  160. "Fórum Social vai à África com esperança, diz idealizadora". In: Terra Notícias, 29 de janeiro de 2010
  161. "Fórum Social Mundial vive crise de identidade, diz jornal Le Monde". in: Rádio França Internacional, 9/01/2010
  162. Fórum da Liberdade. Acesso 17 set 2010
  163. Faillace, Tania Jamardo. "Fórum da Liberdade 2010". In Jornal Já online, 19/04/10
  164. a b c d e f g h Procuradoria Geral do Município. Acesso 13 set 2010
  165. a b c d e f g "Capital convidada para Conferência das Cidades Irmãs". Prefeitura de Porto Alegre
  166. a b "Produto Interno Bruto dos Municípios 2007". IBGE. Acesso 11 set 2010
  167. "'Síntese das Informações". IBGE. Acesso 11 set 2010
  168. "Estatísticas do Cadastro Central de Empresas 2008". IBGE. Acesso 11 set 2010
  169. Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural
  170. "Mapa de Pobreza e Desigualdade - Municípios Brasileiros 2003". IBGE. Acesso 11 set 2010
  171. "Tabela 2". Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser. Acesso 11 set 2010
  172. FIERGS. Balanço 2009 & Perspectivas 2010. Unidade de Estudos Econômicos, Sistema FIERGS. Dezembro 2009, p. 55
  173. Atividades econômicas em Porto Alegre por número de empregados (2012). Plataforma DataViva. Página visitada em 13 de janeiro de 2014.
  174. Bottoni, Fernanda. "Custo de vida nas cidades brasileiras". Você S/A, 18/09/2009
  175. "Produção Agrícola Municipal - Cereais, Leguminosas e Oleaginosas 2007". IBGE. Acesso 11 set 2010
  176. "Lavoura Permanente 2008". IBGE. Acesso 11 set 2010
  177. "Lavoura Temporária 2008". IBGE. Acesso 11 set 2010
  178. "Extração Vegetal e Silvicultura 2008". IBGE. Acesso 11 set 2010
  179. "Pecuária 2008". IBGE. Acesso 11 set 2010
  180. "Censo Agropecuário 2006". IBGE. Acesso 11 set 2010
  181. "A FIERGS e o CIERGS". FIERGS. Acesso 12 set 2010
  182. Lisboa, Matheus Correa & Bagolin, Izete Pengo. "Comportamento das atividades setoriais nos municípios gaúchos entre 1970 e 2000". In: Ensaios FEE. Porto Alegre, v. 30, Número Especial, p. 483-516, out. 2009p. 489
  183. "Duas em cada dez indústrias fecharam as portas em Porto Alegre na última década". Entrevista com Valter Nagelstein. IN novohamburgo.org. 31/08/2010
  184. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia. Observatório das Metrópoles, p. 8
  185. FIERGS, pp. 86-87
  186. a b "XIII Censo do Mercado Imobiliário de Porto Alegre". SINDUSCOM-RS. Acesso 12 set 2010
  187. a b c Jacob, pp. 196-197
  188. Diniz, Clélio Campolina & Lemos, Mauro Borges (orgs). Economia e território. Editora UFMG, 2005. p. 162
  189. Lisboa & Bagolin, p. 492
  190. FIERGS, p. 120
  191. Câmara, Sheila Gonçalves; Sarriera, Jorge Castellá & Pizzinatto, Adolfo. "Que portas se abrem no mercado de trabalho para os jovens em tempos de mudança?". In: Sarriera, Jorge Castellá et alii. Desafios do mundo do trabalho: orientação, inserção e mudanças. EDIPUCRS, 2004. p. 84
  192. Hauser, Guissia. "Parques tecnológicos como Instrumentos de Requalificação Urbana de Áreas Degradadas". IN: Bregatto, Paulo Ricardo. Documentos de arquitetura: traços & pontos de vista. Editora da ULBRA, 2005. pp. 122-124
  193. Villaça, Flávio. Espaço intra-urbano no Brasil. Studio Nobel, 1998. p. 302
  194. Cobra, Marcos. Marketing e Moda. Marcos Cobra Editora Ltda, 2008. pp. 148-149
  195. Castrogiovanni, pp. 140-141
  196. Fernandes, Vanessa. "1º Salão Náutico do Mercosul começa neste sábado, em Porto Alegre". In: São Paulo Boat Show, 09/11/2007
  197. Quadro evolutivo da Entrada e Saída de estrangeiros nos portais do RGS. Secretaria de Estado dos Transportes, Secretaria de Estado do Turismo, Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem. 12/9/2010
  198. Machado, Álvaro Luis de Melo. Ecoturismo, um produto viável: a experiência do Rio Grande do Sul. Senac, 2005. pp. 74-5
  199. Barcellos, Maria Luiza Flores. "Para Falar dos Museus de Porto Alegre". In: Dornelles, Beatriz. Porto Alegre em destaque: história e cultura. EDIPUCRS, 2004. p. 159
  200. "Pesquisa do Perfil do Turista Nacional em Porto Alegre/RS". SMTUR/FARGS, 2010. Disponível na Página da Secretaria Municipal de Turismo
  201. "Linha Turismo Centro Histórico". Secretaria Municipal de Turismo. Acesso 12 set 2010
  202. "Principais Eventos". Secretaria Municipal de Turismo. Acesso 12 set 2010
  203. "Curta Porto Alegre". Secretaria Municipal de Turismo. Acesso 12 set 2010
  204. a b "Os desafios de Porto Alegre para a Copa 2014". Portal 2014, 29/05/2009
  205. Turismo paleontológico em Porto Alegre.
  206. Villaça, pp. 103-105
  207. EPTC. Página da EPTC "Apresentação". In: Revista Transporte em Números. Porto Alegre: EPTC, mai/2010. s/pp.
  208. "O Sistema". EPTC. Acesso 14 set 2010
  209. "Apresentação". Carris. Acesso 14 set 2010
  210. "Acidentes de Trânsito por mês e ano". Estatísticas, EPTC. Acesso 14 set 2010
  211. "Acidentes de Trânsito por mês e ano com vítimas fatais". Estatísticas, EPTC. Acesso 14 set 2010
  212. "Atropelamentos por mês e ano". Estatísticas, EPTC. Acesso 14 set 2010
  213. Estação Rodoviária de Porto Alegre. Acesso 15 set 2010
  214. "Rodoviária da Capital disponibilizará 750 ônibus extra para Carnaval". In: Correio do Povo online. 09/02/2010
  215. "Aeroporto Internacional Salgado Filho - Porto Alegre". INFRAERO. Acesso 14 set 2010
  216. "ALL - América Latina Logística do Brasil". Ministério dos Transportes. Acesso 14 set 2010
  217. "Histórico". Trensurb. Acesso 14 set 2010
  218. "Porto de Porto Alegre - Apresentação". Superintendência de Portos e Hidrovias. Acesso 14 set 2010
  219. "Porto Alegre é destaque na erradicação do analfabetismo". Comunicação Social da Prefeitura de Porto Alegre. 20/06/2007
  220. "Ensino - matrículas, docentes e rede escolar 2009". IBGE. Acesso 14 set 2010
  221. "Veja as 20 melhores escolas do país no Enem 2007". Globo.com. 29/07/08 - 16h55
  222. Burckhardt, Eduardo & Nogueira, Manuela. "As escolas campeãs". In: Revista Veja - Porto Alegre, 14 set 2010
  223. "Universidades de Porto Alegre são eleitas as melhores da região Sul". Portal Administradores, 04 de outubro de 2006
  224. "Vencedores do V Prêmio Melhores Universidades (2009)". Guia do Estudante. Acesso 14 set 2010
  225. "Ufrgs está entre as 500 melhores universidades do mundo". Correio do Povo, 13/08/2010
  226. "Avaliação aponta melhora em todos indicadores de 2008 a 2011". Portal MEC, 06/12/2012.
  227. QS Latin University Rankings 2013. Página visitada em 28 de maio de 2013.
  228. "Serviços de Saúde 2005". IBGE. Acesso 14 set 2010
  229. "Hospital Geral recebe Prêmio de Qualidade Hospitalar concedido pelo Ministério da Saúde". In: Notícias on-line. Universidade de Caxias do Sul, 14 set 2010
  230. Ministério da Saúde. "Melhores Hospitais Recebem Prêmio de Qualidade". In: InformeSaúde. Ano VI, nº 168, terceira semana de junho de 2002
  231. "CQH anuncia vencedores do Prêmio de Gestão 2009-2010". Associação Paulista de Medicina. 14 de setembro de 2010
  232. "Hospitais de Excelência vão Qualificar a Gestão do SUS". Sociedade Brasileira de Infectologia, 19/11/2008
  233. "Hospital de Porto Alegre envia grupo de 100 profissionais de saúde ao Haiti". In: Correio do Povo de Alagoas, 15.01.2010
  234. "Hospital Fêmina inaugura Banco de Leite Materno". Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul. 14 set 2010
  235. a b "Números da cidade". DMAE. Acesso 12 set 2010
  236. "Lago Guaíba". DMAE. Acesso 12 set 2010
  237. "Represa da Lomba do Sabão". DMAE. Acesso 12 set 2010
  238. "Ações e programas". DMAE. Acesso 12 set 2010
  239. "Balanço das Finanças Públicas 2009". Prefeitura de Porto Alegre, Secretaria da Fazenda, 2009. pp. 52; 55
  240. "Com o DMLU é limpeza; História do DMLU". DMLU. Acesso 17 set 2010
  241. "Tratamentos e Reciclagem". DMLU. Acesso 17 set 2010
  242. "Coleta de lixo é investigada em Porto Alegre". in: Diário Gaúcho, 28/07/2010 - 12:20
  243. "Porto Alegre/RS – Lago da Praça dos Açorianos é tomado pelo lixo". Defender. Acesso 17 set 2010
  244. "A CEEE - Distribuição". CEEE. Acesso 12 set 2010
  245. Balarine, p. 107
  246. "Grupo CEEE inicia construção de nova Linha de Transmissão em Porto Alegre". Sala de Imprensa Grupo CEEE. 01/09/2010
  247. "Ampliação da Subestação Porto Alegre 3 é concluída". Sala de Imprensa Grupo CEEE. 30/03/2010
  248. Dos Santos, Edmilson Moutinho. Gás natural: estratégias para uma energia nova no Brasil. Annablume, 2002. p. 39
  249. Da Silva, Marcos Vinicius Miranda. A Dinâmica Excludente do Sistema Elétrico Paraense. USP, 2005. p. 61
  250. Balarine, pp. 109; 112-114
  251. "Balanço das Finanças Públicas 2009". pp. 19; 54
  252. Balarine, p. 23
  253. "Jornais de Porto Alegre". Net Papers. Acesso 13 set 2010
  254. "Circulação de jornais cresce 5% no Brasil". AdNews, 29/01/2009
  255. a b "Emissoras de rádio e televisão de Porto Alegre e Região Metropolitana". Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul. Acesso 13 set 2010
  256. "IBOPE das rádios FM em Porto Alegre". Agência Nilnews. Acesso 13 set 2010
  257. "Porto Alegre - Listagem de Localidades". ANATEL. Acesso 13 set 2010
  258. "Estatísticas de Celulares por Código de Área (DDD)". Teleco. Acesso 12 set 2010
  259. Gandra, Alana. "Porto Alegre investe em banda larga e a Prefeitura economiza R$ 8 milhões em 2008 em telefonia". Educação Política, 4 fev 2010
  260. "Porto Alegre testa internet por rede elétrica". In: Info online. Sexta-feira, 05 de janeiro de 2007 - 18h45
  261. Agências. ECT. Acesso 17 set 2010
  262. Weissheimer, Marco Aurélio. "Monopólio midiático no Sul do Brasil". In: Observatório da Imprensa, 28/11/2009
  263. AGERT. Acesso 13 set 2010
  264. "Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia". 17 set 2010
  265. "Objetivos". Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Acesso 17 set 2010
  266. Página da Fundação de Ciência e Tecnologia. Acesso 17 set 2010
  267. "Fepagro participa da Globaltech". Portal do Estado do Rio Grande do Sul. 17.09.10
  268. "FAQ". Página do 9º [Fórum Internacional Software Livre. Acesso 17 set 2010
  269. Página do Museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS. Acesso 17 set 2010
  270. "PUC-RS e Unicamp são as melhores em Ciências Exatas e Informática". VI Prêmio Melhores Universidades (2010)
  271. "Guia coloca UFRGS entre as três melhores públicas do Brasil". In: Clic RBS, 29/10/2009 08h41min
  272. "Prêmios e Distinções". Instituto de Informática da UFRGS. Acesso 17 set 2010
  273. Kugler, Henrique. "Sob os raios do Sol". Instituto Ciência Hoje, 09/02/2010
  274. "Pesquisadores da Ufrgs vencem prêmio Santander Banespa". Universia Brasil, 25/11/2005
  275. "Programa L'Oréal-Unesco-ABC entrega prêmio a cientistas brasileiras". Universidade Federal do Pampa, 15 de Outubro de 2008
  276. "Crimes caem até 52% no Centro de Porto Alegre após reforço no efetivo da BM". In: GrossNews. Domingo, 12 de Setembro de 2010
  277. Azevedo, Gustavo. "Brigada Militar usa aliado virtual para reduzir a criminalidade no Estado". In: Zero Hora online, 10/07/2010
  278. "Guarda Municipal". Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Acesso 12 set 2010
  279. "Centro de Referência às Vítimas de Violência". Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Acesso 12 set 2010
  280. "Pronasci". Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Acesso 12 set 2010
  281. "O que é e o que faz a Defesa Civil". Secretaria Municipal de Defesa Civil. Acesso 12 set 2010
  282. "Atribuições". Polícia Civil do RS. Acesso 12 set 2010
  283. Brigada Militar. Acesso 12 set 2010
  284. Agostini, Agostinho Luís. O Pampa na Cidade: o imaginário da música popular gaúcha. Dissertação de Mestrado. Universidade de Caxias do Sul, agosto de 2005. pp. 1; 87; 137
  285. Dos Reis, Nicole Isabel. Dançar nos fez pular o muro. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2005. p. 9
  286. "Indicados ao Prêmio Açorianos de Musica - 2007". Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 15 set 2010
  287. "Músicas classificadas para o 13º Festival de Música". Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 15 set 2010
  288. "Jazz e música do folclore latino-americano são destaques no projeto Ouvindo Música do Santander Cultural". Assessoria de Imprensa Sul, 11.08.09
  289. "Notícias". ZOOM RS. Acesso 15 set 2010
  290. "Confira os shows realizados em 2010". Fundação Ecarta. Acesso 15 set 2010
  291. "Rádio Web Buzina do Gasômetro lança CD coletivo". ZOOM RS, 29/05/2010
  292. "Açorianos de Música premia produção gaúcha". ZOOM RS, 29/04/2010
  293. "Acústicos, Cachorro e Pata – juntos no Porto Rock". ZOOM RS, 16/04/2010
  294. Tomasi, Eliton. The Apocalypse Hystory. Editora Evangraf, Porto Alegre, 2011.
  295. "Darma Lóvers abrem República do Rock". ZOOM RS, 16/04/2010
  296. "Karine Cunha canta às mulheres". ZOOM RS, 07/05/2010
  297. "Turnê Aventuras de Um Punk Brega segue na estrada". ZOOM RS, 01/04/2010
  298. "Da Guedes e Racionais MCs levam prêmios Hutúz 2004". UOL Música, 12/11/2004
  299. Castro, Enio de Freitas e. A Música. In Editora Globo (ed). Rio Grande do Sul: Terra e Povo. Porto Alegre: Globo, 1964
  300. Corte Real, Antônio. Subsídios para a História da Música no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Movimento, 1984.
  301. a b "VI Festival Contemporâneo". Guia SJP. Acesso 17 set 2010
  302. "Prefeitura entrega licença prévia para Teatro da Ospa". OSPA
  303. Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS
  304. Página do Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS. Acesso 10 set 2010
  305. Revista Em Pauta. Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS
  306. "Programação para 03 a 10 de setembro de 2009". Rádio da UFRGS
  307. "Cultura na UFRGS". UFRGS
  308. "Eventos". Museu Júlio de Castilhos. Acesso 17 set 2010
  309. "Coro Masculino 25 de Julho: 60 Anos de História e uma longa Pré-História". Portal Brasil-Alemanha. Acesso 16 set 2010
  310. "Cantores". Coral Vocal 5. Acesso 16 set 2010
  311. Franco, Arthur Torelly. "Os tesouros musicais da Antares". In: Revista Digital da Pólo RS - Agência de Desenvolvimento. Edição 375, 09/11/2006
  312. "Curriculum". Festival de Música Contemporánea de Sudamérica. Acesso 18 set 2010
  313. "Agenda do IA/UFRGS". IA/UFRGS. 6/8/2010 a 13/8/2010
  314. Virtuastore
  315. Adib, Carlos Arlindo. "Cinema em Porto Alegre - RS (1896 - 1960)". 30 de abril de 2007
  316. "Porto Alegre, cenário que envolve muita história e belezas naturais". In: Revista News, julho de 2010. p. 37
  317. "Porto Alegre é sede do 8º Congresso Brasileiro de Cinema". Agência Brasileira de Notícias, 13/09/2010
  318. "A história da crítica de cinema local em livro". Página da Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 16 set 2010
  319. Rossini, Miriam de Souza. "Diferentes Concepções do Popular no Cinema Brasileiro". In: Tunico, Amâncio. Estudos de cinema Socine IX. Annablume Editora, 2008. p. 361
  320. Ramos, Fernão & Miranda, Luiz Felipe. Enciclopédia do cinema brasileiro. Senac, 2000. p. 264
  321. "Casa de Cinema de Porto Alegre receberá troféu Eduardo Abelin". Site de Gramado, 14/08/2007
  322. Breve Histórico da Casa. Página da Casa de Cinema de Porto Alegre. Acesso 15 set 2010
  323. "Os Filmes". Casa de Cinema de Porto Alegre. Acesso 15 set 2010
  324. "História do Festival". Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre. Acesso 16 set 2010
  325. "Festival de Cinema de Porto Alegre anuncia grade completa de programação". 30/09/2008
  326. "Clube de Cinema de Porto Alegre - 60 Anos de História". Clube de Cinema de Porto Alegre. Acesso 16 set 2010
  327. "Projeto Cinemateca". Cinemateca Capitólio. Acesso 16 set 2010
  328. Scliar, Moacyr. "Porto Alegre inspira literatura em prosa e verso". In: Folha online, 01/03/2004
  329. Nogueira Jr, Arnaldo. "Luis Fernando Verissimo". Projeto Releituras, 13/09/2010
  330. Nogueira Jr, Arnaldo. "Lya Luft". Projeto Releituras, 13/09/2010
  331. a b "StudioClio promove sarau especial Obra aberta: Assombros de amor, com João Gilberto Noll". Porto Cultura, 15/07/2010
  332. Roschel, Renato. "Moacyr Scliar". In: Almanaque Autores, 18.set.1991
  333. Lorini, Arlete. "O Forjador de Escritores". In: Revista BRAVO!, Outubro/2008
  334. "Oficinas de Literatura - 2010". Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 13 set 2010
  335. "Conferências Ufrgs 2010 abordam a literatura brasileira". UFRGS. Acesso 13 set 2010
  336. "Curso de Especialização Pós-Graduação Lato Sensu em Literatura Brasileira". Instituto de Letras da UFRGS. Acesso 13 set 2010
  337. VIII Seminário Internacional de História da Literatura. Programa de Pós-Graduação em Letras da PUC-RS. Acesso 13 set 2010
  338. "55ª Feira do Livro". In: Clic RBS. Acesso 13 set 2010
  339. "Feira Inteira - há 55 anos". Feira do Livro de Porto Alegre. 04.06.2010
  340. "Segunda edição da FestiPoa Literária em Porto Alegre". Momento Cult, 22 abr 2009
  341. Hohlfeldt, Antônio. "O teatro e seu desenvolvimento na cidade de Porto Alegre"]. In: Dornelles, Beatriz. Porto Alegre em destaque: história e cultura. EDIPUCRS, 2004. pp. 208-210
  342. Garcia, Silvana. Odisseia do teatro brasileiro. Senac, 2002. p. 196-204
  343. "Programação de Teatro e Dança". Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 13 set 2010
  344. "Porto Alegre - Agenda Cultural Teatro".
  345. a b "Porto Alegre estado Rio Grande do Sul". Brazil.ru. Acesso 13 set 2010
  346. "Chimarrão". Página do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Acesso 14 set 2010
  347. "Mestre Borel: Ancestralidade Negra em Porto Alegre". Overmundo. Acesso 14 set 2010
  348. Wolffenbüttel, Cristina Rolim & Del Ben, Luciana. "Folclore e música folclórica: vivências e concepções de alunos do ensino fundamental". In: Anais do XV Congresso da ANPPON, 2005. pp. 92-97
  349. "Lendas e histórias do folclore gaúcho encantam a gurizada". In: RS Virtual: Notícias, 13 Set 2007
  350. "3° Festival Internacional de Folclore de Porto Alegre". Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS. Acesso 14 set 2010
  351. Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. Acesso 14 set 2010
  352. "Procissão homenageia amanhã padroeira da Capital". In: Notícias. Jus Brasil, 1 de fevereiro de 2010
  353. "Sambódromo da Capital será referência internacional". Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 14 set 2010
  354. "Rua Coronel Fernando Machado". Secretaria do Planejamento Municipal. Acesso 17 set 2010
  355. "A Lenda". Igreja das Dores. Acesso 17 set 2010
  356. "Lenda urbana: a prisioneira do Castelo do Alto da Bronze mais de meio século depois". In: Zero Hora online, 26/08/2009
  357. De Castilhos, Carlos Daniel. "Maria Francelina Trenes, a Maria Degolada, e a População Urbana Marginal em Porto Alegre na virada do século XIX". In Contribuições. Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, 12/12/2008
  358. O que é MTG. Página do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Acesso 14 set 2010
  359. "Descobrimos o gaúcho social". Entrevista com Paixão Cortes. In: Revista Extra Classe, ano 4, n° 35, setembro de 1999
  360. Oliven, Ruben George. Em busca do Tempo Perdido: o movimento tradicionalista gaúcho. Portal da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais
  361. "Temário 2010". Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. Acesso 14 set 2010
  362. Pieta, Marilene Burtet. A Modernidade da Pintura no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Sagra/Luzzatto, 1995. pp. 11-12
  363. Bulhões, Maria Amélia. A Roda da Fortuna: O Modernismo se consolida e emergem seus Primeiros Questionamentos. in Gomes. pp. 129-135
  364. Instituto Estadual de Artes Visuais. Projeto João Fahrion: 10 Anos. Porto Alegre: IEAVI, 1999. Catálogo de exposição.
  365. Carvalho, Ana Albani de. "Arte Contemporânea no Acervo do MARGS: uma abordagem da produção artística realizada no RS durante os anos 1980 e 90". In: Catálogo da exposição Curadorias de Acervo: anos 1980/90. Porto Alegre: MARGS, 2000.
  366. Carvalho, Ana Albani de. "Anos Noventa: Comentários sobre o Circuito e a Produção Artística em Porto Alegre no Final do Milênio". In Gomes, Paulo (org.) Artes Plásticas no Rio Grande do Sul: Uma Panorâmica. Porto Alegre: Lahtu Sensu, 2007. pp. 157-160
  367. "Histórico". Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa
  368. "Centro Municipal de Cultura, Arte e Lazer Lupicínio Rodrigues". Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 11 set 2010
  369. "Vencedores do IV Prêmio Açorianos de Artes Plásticas". Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 11 set 2010
  370. "Divulgada a relação de Premiados e Menção Honrosa do XVIII Salão Internacional de Desenho para a Imprensa". Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 11 set 2010
  371. "Programação de Artes Plásticas". Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 11 set 2010
  372. "Oficinas de Artes Plásticas - 2010". Página da Secretaria Municipal de Cultura. Acesso 11 set 2010
  373. Casa de Cultura Mario Quintana. Acesso 5 out 2010
  374. Santander Cultural - Programação de Artes Visuais. Acesso 5 out 2010
  375. a b Doberstein, Arnoldo Walter. Estatuária e Ideologia: Porto Alegre 1900-1920. Porto Alegre: SMC, 1992
  376. Kiefer, Flávio. Plano Diretor e Identidade Cultural em Porto Alegre. Arquitextos, Portal Vitruvius
  377. a b "Porto Alegre, cidade brega?" Entrevista com Henrique Rocha, Carlos Eduardo Comas, Carlos Maximiliano Fayet, Pedro Gabriel e Sérgio Marques. In: Revista Aplauso, nº 99, 27/03/2006
  378. Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre. "Solar Lopo Gonçalves". Memorial descritivo
  379. "Solar dos Câmara". Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
  380. Vargas, Élvio (ed). Torres da Província: História e Iconografia das Igrejas de Porto Alegre. Porto Alegre: Pallotti, 2004
  381. Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: EdiUFRGS, 1988. pp. 395-396
  382. "Edificações centenárias do Hospital Psiquiátrico São Pedro". IPHAE
  383. Franco, pp. 301-302
  384. Damasceno, Athos. Artes Plásticas no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Editora Globo, 1971.
  385. Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. "Cervejaria Brahma". Memorial descritivo
  386. Weimer, Günter. "Construtores Italianos no Rio Grande do Sul". In Dal Bó, Juventino; Iotti, Luiza Horn & Machado, Maria Beatiz Pinheiro (orgs). Imigração Italiana e Estudos Ítalo-Brasileiros: Anais do Simpósio Internacional sobre Imigração Italiana e IX Fórum de Estudos Ítalo-Brasileiros. Caxias do Sul: EDUCS, 1999. p. 347
  387. Doberstein, Arnoldo Walter. Estatuários, catolicismo e gauchismo. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2002
  388. "Clube do Comércio". Secretaria Municipal da Cultura. Acesso 17 set 2010
  389. Baptista, Maria Teresa Paes Barreto. José Lutzenberger no Rio Grande do Sul: Arquitetura, Ensino e Pintura (1920-1951). Porto Alegre: PUC, 2007
  390. Matoso, Danilo. "Concurso Nacional – Requalificação do Complexo da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul". In: MDC, Revista de Arquitetura e Urbanismo. 03/02/2009
  391. a b Kiefer, Marcelo. Cidade: memória e contemporaneidade: ênfase: Porto Alegre - 1990 / 2004. Porto Alegre: UFRGS, 2006
  392. Wilskoszynski, Artur do Canto. Imagens da Arquitetura: Narrativas do Imaginário Urbano em Porto Alegre. Porto Alegre: UFRGS, 2006
  393. a b "Tombamentos". Página da Secretaria Municipal da Cultura. Acesso 10 set 2010
  394. "Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural". Página da Secretaria Municipal da Cultura. Acesso 10 set 2010
  395. "12ª Superintendência Regional - Rio Grande do Sul". IPHAN
  396. Histórico do IPHAE. IPHAE
  397. "Consulta Bens Tombados: Porto Alegre". IPHAE. Acesso 11 set 2010
  398. "Monumenta". Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre. Acesso 16 set 2010
  399. "Viva o centr"'. Secretaria do Planejamento Municipal. Acesso 16 set 2010
  400. Barcellos, pp. 157-171
  401. "Os Grandes Campeões". Bola n@ Área - O Arquivo do Futebol. Acesso 14 set 2010
  402. Patrocinio, Denis Ribeiro. "Personalidade 09 - Daiane Garcia dos Santos". Ginásticas.com. Acesso 16 set 2010
  403. "João Derly diz ao Correio do Povo quais são os seus locais preferidos em POA". SOGIPA. Acesso 16 set 2010
  404. "Quem é Quem". in: Revista Veja online. Acesso 16 set 2010
  405. "Mayra Aguiar chega a Porto Alegre". In: Clic RBS, 14 de setembro de 2010
  406. "27ª Maratona Internacional de Porto Alegre - Revezamento - Rústica de Porto Alegre". In: UOL Notícias, 16 set 2010
  407. "Nivea, Mormaii e Olympikus atrás da medalha da vela". Sport Marketing, 19/08/2008
  408. "Alexandre Paradeda". In: Revista Veja online. Acesso 14 set 2010
  409. "Natação". Esporte Clube Pinheiros. Acesso 16 set 2010
  410. "De olho em vaga na Universidade, Betina compete no RS". In: UOL Notícias. Acesso 16 set 2010
  411. Associação Leopoldina Juvenil. Acesso 16 set 2010
  412. "Escolas Esportivas". Página do Grêmio Náutico União. Acesso 16 set 2010
  413. Sociedade de Ginástica Porto Alegre. Acesso 16 set 2010
  414. "Gambrinus". In: Revista Veja online - Porto Alegre. Acesso 14 set 2010
  415. "Churrascaria CTG 35 Roda de Carreta". In: Revista Veja online - Porto Alegre. Acesso 14 set 2010
  416. Da Silva, Gleicimary Borges. "35 CTG". Página do Gaúcho, maio/1998
  417. "Feriados Municipais e Pontos Facultativos". Secretaria Municipal de Turismo. Acesso 15 set 2010

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Commons Imagens e media no Commons
Commons Categoria no Commons
Wikivoyage Guia turístico no Wikivoyage



Brasão de Porto Alegre
Porto Alegre
Arquitetura · Música · Demografia · Economia · Educação · Esportes · Geografia · História · Meios de comunicação · Prefeitura · Saúde · Transportes · Turismo

Portal · Listas · Imagens