Posse (Petrópolis)

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Petrópolis[1] , sede de seu 5º distrito. Possui uma população de cerca de 10.582 habitantes, segundo o Censo brasileiro de 2010, e está localizado a cerca de 40 km do centro do município, e a 100 km da cidade do Rio de Janeiro, no extremo norte da Serra dos Órgãos. O lugar leva este nome desde pelo menos o século XIX.

Posse se estende por ambas as margens do rio Piabanha, aproximadamente a 500 metros de altitude. É também banhada pelo rio Paquequer (ou Preto), que serve de limite com o vizinho município de Areal e onde se encontra uma represa produtora de energia elétrica.

A maioria da população se assenta sobre o vale formado pelo rio Piabanha, mas uma grande parte do distrito se localiza a mais de mil metros de altitude, na localidade chamada Brejal - zona onde a agricultura e o ecoturismo são as principais atividades e cujo clima é ainda mais ameno e onde as temperaturas podem chegar a ser extremas durante o inverno. O Brejal é uma extensa área onde muitos agricultores vivem atualmente, possui duas localidades chamadas de Albertos e outra de Jurity.

Além do comércio, a produção de hortifrutigranjeiros e, mais recentemente o turismo, são as principais atividades econômicas da localidade.

História[editar | editar código-fonte]

Alguns dizem que o nome Posse surgiu do fato de que o lugar pertenceu a uma família chamada Carneiros e que portanto, era uma "posse dos Carneiros". A verdade é que a Posse já era um local de trânsito pelo menos desde o começo do século XIX, quando o café na região se tornou um produto importante.

A abertura da Estrada fez com que se fixasse no lugar um posto de muda, que foi o primeiro núcleo conhecido com este nome. A partir de então, vários viajantes, brasileiros e estrangeiros passaram por ali deixaram registro escrito de sua passagem e suas impressões sobre sua beleza. Uma destas pessoas foi a inglesa Isabel, Lady Burton (1831-1861), que poucos meses antes de morrer, começou a escrever sua autobiografia, finalmente terminada por outro autor, na qual cita seu encanto ao passar pela Posse. O texto diz:

"

The third was Posse, the most important station on the road for receiving coffee. Here thousands of mules meet to load and unload rest and go their ways. This scene was very picturesque. After Posse we began to see more fertile land, and we passed a mountain of granite which, if it were in England or France, would have a special excursion train to it (here no one thinks anything about it..."
 

O que se traduziria: "A terceira (muda) era Posse, a estação mais importante da estrada que recebia café. Ali, milhares de mulas se encontravam para carregar e descarregar, descansar e seguir seu caminho. Esta cena foi bastante pitoresca. Depois da Posse começamos a ver mais terra fértil e logo passamos por uma montanha de granito que, se estivesse na Inglaterra ou França, teria uma excursão especial em trem (aqui ninguém presta atenção nisso...)"

Talvez os delírios da sua enfermidade lhe levaram a cometer um pequeno equívoco ao situar as pedras (claramente as pedras da Jacuba ou Taquaril) depois da Posse, sendo que ela estava indo justamente em direção a Minas Gerais.

Outra hipótese é que tal montanha referenciada fosse a grande Pedra do Paraibuna, situada em Mont Serrat, distrito do hoje município de Levy Gasparian, caminho natural para Minas Gerais àquela época. Formação granítica esta tão notável quanto o Pão de Açúcar carioca.

Já no século XX, o lugar atraiu a atenção do presidente Getúlio Vargas, que costumava passar temporadas em uma fazenda que possuía no Brejal.

Hoje em dia a Posse atrai pessoas que fogem do barulho da cidade grande e que buscam um recanto com bom clima, tranqüilidade e simplicidade.

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Referências