Postulados de Koch

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Robert Koch (11 de dezembro de 1843 — 27 de maio de 1910) foi um médico alemão que desenvolveu os postulados de Koch.[1]

Os postulados de Koch foram formulados inicialmente por Friedrich Gustav Jakob Henle e adaptados em 1877 por Robert Koch, publicados em 1882. Embora seja mais correcto designá-los por Postulados de Henle-Koch, são normalmente conhecidos apenas por Postulados de Koch. Koch afirmou que os seus postulados devem ser comprovados antes de se poder estabelecer e aceitar uma relação causal entre uma dada bactéria - ou outro agente de doença transmissível - e a doença em questão, afirmação esta que continua a ser admitida atualmente.

Postulados de Koch[editar | editar código-fonte]

Os postulados são quatro:

  1. Associação constante do patógeno-hospedeiro: o patógeno deve ser encontrado associado em todas as plantas doentes examinadas
  2. Isolamento do patógeno: o patógeno deve ser isolado e crescido em meio de cultura nutritivo e suas características descritas (parasitas não-obrigatórios) ou em planta hospedeira suscetível (parasitas obrigatórios) e sua aparecia e sintomas registrados.
  3. Inoculação do patógeno e reprodução dos sintomas: o patógeno vindo de uma cultura pura deve ser inoculado em plantas sadias de mesma espécie ou variedade na qual apareceu, e deve provocar a mesma doença nas plantas inoculadas.
  4. Reisolamento do patógeno: o patógeno deve ser isolado novamente em cultura pura e suas características devem ser exatamente as mesmas observadas anteriormente.

Em 1976, Alfred Evans faria a revisão destes postulados, elaborando dez postulados - Postulados de Evans - relativos, essencialmente, ao estabelecimento da causalidade.

Versão Molecular dos Postulados de Koch[editar | editar código-fonte]

Consideram-se 4 postulados moleculares, criados na década de 1980 para introduzir os novos conceitos de genética na identificação de organismos patogênicos.:

Postulados moleculares de Koch.

  1. Um gene e seu produto de virulência devem ser expressos durante o processo infeccioso
  2. O gene deve ser identificado no organismo causador da enfermidade e cepas avirulentas não devem apresentar tal gene
  3. A deleção do gene deve atenuar a virulência da cepa e a re-inserção do gene deve retorná-la
  4. O produto gênico deve ser capaz de ativar resposta imunológica

Referências

  1. Koch, R.. (1876). "Untersuchungen über Bakterien: V. Die Ätiologie der Milzbrand-Krankheit, begründet auf die Entwicklungsgeschichte des Bacillus anthracis" (em alemão). Cohns Beitrage zur Biologie der Pflanzen 2 (2): 277–310.