Potência regional

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Grandes potências em verde escuro e pequenas potências em verde claro

Potência regional é um termo usado no campo de relações internacionais para descrever um país com poder e influência que permite que tenha um determinado controle sobre sua região geográfica. Uma potência regional poder ser considerada como um termo permutável, todas as potências regionais são portadores de uma outra posição na hierarquia do poder. Se houver alguma grande potência ou superpotência principal em uma região, recebem status de potência regional automaticamente, mesmo que seu poder e influência espalhem-se bem além dos limites de sua região (isto pode ser visto com o Reino Unido na Europa Ocidental e os Estados Unidos na América do Norte). Algumas regiões, como a Oceania, são consideradas médias potências. A maioria de regiões teriam somente uma potência regional dominante, com as potências restantes sob a sua influência. Entretanto, em lugares como a Europa, este não é sempre o caso. Não há nenhuma delineação desobstruída entre uma grande potência e uma potência regional. Os diferentes teoristas discordam sobre como classificar alguns países em grandes potências e em potências regionais. Os exemplos dos países com status incerto incluem a China, a Índia e o Japão.

Note que os países em negrito representam o Estado mais dominante em cada região, enquanto os países em itálico representam potências regionais potenciais.

África[editar | editar código-fonte]

O Egito afirma ter o poder sobre o mundo árabe no norte da África. É conhecido por suas políticas econômicas e o crescimento progressivo contínuo durante anos. Primeiramente, o Egito alardeia uma história antiga como nenhum outro, com as pessoas que davam pirâmides como os símbolos desta rica história antes da origem do Islamismo. O Egito tem a segunda maior economia de toda a África depois da economia da África do Sul, e a segunda maior economia no mundo de língua árabe, depois da Arábia Saudita. Contudo, o Egito tem a maior economia do norte da África. Militarmente falando, o Egito tem as forças armadas mais fortes no continente africano e no mundo de língua árabe, e tem também uma influência relativamente grande no resto do mundo árabe. Embora fosse esquecendo-se de problemas com alguns países africanos como Djibouti.

A África do Sul tem a maior parte do poder no sul da África, economicamente, militarmente e politicamente falando. Sua economia esteve crescendo acima da média africana durante a década passada. Exerce muita pressão em que é interessado. Um exemplo é as conexões de fio de Eassy mais recentes, onde as suas intenções foram frustradas pela influência de Quénia na maior África Oriental.

Quénia e Nigéria também são potências regionais emergentes na África. O Quénia possui grande influência na África Oriental e a Nigéria possui crescente poderio sobre grande parte dos Estados da África Ocidental.

Angola, com seu estrondoso crescimento económico, num período pós–guerra civil (1961-2002), afirma-se já como uma emergente potência regional na África. Contudo, o caso de Angola é sui generis, pois tende a direccionar, simultaneamente, a sua influência e poderio político–diplomático, económico e militar a dois grandes blocos geopolíticos africanos, nomeadamente a África Austral, em primeiro plano, e a África Central, em segundo plano, cujas organizações de integração regionais faz parte e influencia bastante, particularmente nas grandes questões de paz, segurança e orçamento regionais. Angola possui posições militares em alguns de seus vizinhos fronteiríços da África Austral e Central. Angola alberga a sede da Comissão do Golfo da Guiné, uma organização inter-regional africana que tende a seguir o modelo do Conselho de Cooperação do Golfo (Pérsico). Em muitas questões de interesse regional, Angola tende a conflictuar-se política, diplomática ou mesmo militarmente com a África do Sul e a Nigéria, e, eventualmente a República Democrática do Congo (RDC), se houver uma mudança do actual regime para o anti–Angola, como outrora, no então regime ditatorial do marechal Mobutu Sese Seko.

América[editar | editar código-fonte]

América do Norte[editar | editar código-fonte]

A América do Norte contém três nações poderosas: Canadá, México e os Estados Unidos. Os Estados Unidos são uma superpotência ou hiperpotência, enquanto o Canadá e o México são potências médias. Ou seja, os EUA são a potência regional. As relações EUA–Canadá são fortes, ambos têm economias altamente desenvolvidas e são componentes importantes do Oeste. Por outro lado, as relações México–EUA estiveram enfrentando dificuldades parcialmente causadas pela imigração ilegal. Durante o primeiro governo Bush, os EUA, México e Canadá se juntaram à NAFTA, que criou uma zona de livre comércio entre os três países.

América do Sul[editar | editar código-fonte]

O Brasil é considerado a potência regional da América do Sul, rivalizado apenas pela Argentina e pelo Chile. O Brasil é um país historicamente rico, que possui uma economia forte e boas relações comerciais com os Estados Unidos, a única hiperpotência atual do mundo. As suas decisões para limitar seu crescimento militar significam que tem boas relações com todas as outras nações em sua região. A localização, a área e a população do Brasil tornam-no a maior potência da América Latina. A influência do país espalhou-se a outras regiões da Terra, tornando-lhe uma grande potência.[1] [2] [3] [4] Em anos recentes Hugo Chávez assentou bem como um líder proeminente da Venezuela, influenciando indiretamente os resultados de muitas nações próximas. Em consequência a Venezuela tinha-se transformado uma potência regional menor.

Ásia[editar | editar código-fonte]

Leste da Ásia[editar | editar código-fonte]

Historicamente, a China foi a nação dominante no leste asiático. Após um período sendo ultrapassada pelo Império Japonês do século XIX ao século XX, a China tem progredido até ser considerada uma superpotência emergente. Possui influências históricas e culturais do Japão, da Coreia, do Vietnã e de outros países asiáticos. A China possui um grande contingente militar, o qual tem causado interesse para alguns de seus vizinhos. A economia cresce rapidamente. O país possui a maior população do mundo, e de cultura antiga. Entretanto, ainda fica hoje atrás do Japão, da Coreia do Sul e de Taiwan, nos termos PIB per capita.

Sudeste asiático[editar | editar código-fonte]

Tendo como principais países duas grandes potências, China e Índia, o Sudeste asiático não possui qualquer poder regional principal. Historicamente, o poder mudou constantemente; dos reinos Javaneses da Indonésia, ao reino Budista de Sião, conhecido hoje como Tailândia e também a uma extensão, Myanmar. Até hoje, não há potências regionais oficiais. Entretanto, os países originais da ASEAN (Indonésia, Malásia, as Filipinas, Cingapura e Tailândia) agem como potências regionais.

Sul da Ásia[editar | editar código-fonte]

O Sul da Ásia que é conhecido também como Subcontinente Indiano, é uma região que consiste em um país principal, a Índia e em outros países menores como o Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Nepal e Butão. A Índia e o Paquistão foram rivais tradicionais na região. Entretanto foi geralmente Índia que ganhou a superioridade com a instrução, desenvolvimento científico e tecnológico, e rápido crescimento da economia. No século XX, havia diversos conflitos na região, tal como a guerra Sino-Indiana, nas guerras Indo-Pakistanesas, na guerra da Liberatação de Bangladesh perante o Paquistão, e na guerra de Kargil, em 1999. Historicamente, Paquistão e Bangladesh eram parte de Índia (antes da sua divisão). A Índia é o único país no mundo que tem uma aliança estratégica com os Estados Unidos e a Rússia ao mesmo tempo. Tem uma economia forte e rápido crescimento, com poder demográfico, geográfico e cultural – uma cultura antiga que continua até hoje, e a criação de quatro religiões principais do mundo.

Oriente Médio[editar | editar código-fonte]

A Turquia pode ser considerada a potência regional do Oriente Médio. O PIB, a população, o efetivo militar e o orçamento militar turcos são mais altos do que os de qualquer país da sua região. A Turquia tem influência sobre outros países, visto que as forças armadas turcas juntaram-se a operações de manutenção de paz no Afeganistão, Bósnia e Herzegovina, Kosovo e Somália. A Turquia é membro desde 1952 da OTAN, que é considerada a maior força de cooperação intermilitar do mundo. A Turquia também se esforça para se juntar à União Europeia, que já é uma superpotência emergente. É a sucessora do Império Otomano, que era considerado uma grande potência, estendendo-se por três continentes durante mais de seiscentos anos.

O Irã também pode ser considerado uma potência regional, pois tem uma grande população, uma grande área e economia crescente. Também está se tornando mais auto-suficiente em termos militares e menos dependente do petróleo. O Irã tem uma grande diáspora e laços fortes com potências regionais e superpotências emergentes, como a China, a Índia e a Rússia. A economia iraniana é muito maior do que a dos países árabes e Israel e é aproximadamente do mesmo tamanho da economia da Turquia. O Irã tem uma longa e marcante história, desde seus antepassados impérios iranianos. Segundo o think tank do Royal Institute of International Affairs, o Irã é a principal componente regional do Oriente Médio[carece de fontes?]. Devido à maioria árabe sunita no Oriente Médio, bem como a localização de Meca e Medina, a Arábia Saudita pode ser considerada uma potência regional. Pode-se argumentar que Israel também pode ser considerado uma potência regional, devido à sua capacidade de projeção militar de poder sobre a maior parte do Oriente Médio, os seus tecnologicamente avançados recursos militares e o fato de que, embora rodeado de inimigos, conseguiu garantir a sua sobrevivência e a derrota de seus inimigos em todas as ocasiões, um exemplo claro disso é a Guerra dos Seis Dias. Juntamente com a capacidade militar, Israel tem grande força na diplomacia internacional e é peça-chave em numerosos conflitos do Oriente Médio.

Europa[editar | editar código-fonte]

Europa Ocidental[editar | editar código-fonte]

Desde o século XVIII que a Europa ocidental não é um lugar em que uma nação tenha um poder exclusivo. O Reino Unido, a França e mais recentemente a Alemanha são considerados as três potências principais. Esta rivalidade estendeu-se dentro e fora da Europa. A guerra dos cem anos, as guerras napoleônicas e as Primeira e Segunda Guerra Mundial são exemplos principais. O crescimento de impérios coloniais durante os séculos XVIII e XIX era quase invariavelmente conduzido através de competição e conflito com outras potências europeias. Após a segunda guerra mundial, as potências da Europa reformularam seus relações sob a égide cooperativo de instituições tais como a União Europeia e a OTAN. Hoje as principais potências europeias são rudemente equivalentes no poder econômico embora haja aproximações diferentes à política estrangeira (por exemplo, as posições da França e a Alemanha comparadas com o Reino Unido a respeito da guerra do Iraque em 2003). Como os Estados Unidos e o Canadá, os países da Europa Ocidental apresentam economias altamente desenvolvidas e são também componentes-chave do Ocidente. O Reino Unido em determinadas características fecha laços econômicos e culturais aos Estados Unidos. Considerando a projeção de poder e as capacidades militares da nação, e devido às suas formidáveis e poderosas forças armadas, tecnologia militar altamente promovida e a segunda marinha mais poderosa no mundo (depois dos Estados Unidos), o Reino Unido é considerado a potência regional. A capacidade do Reino Unido de projetar poder longe de sua região foi testemunhada na Guerra das Falklands.

Mesmo assim, tal posição como principal potência europeia, em se tratando de aspectos militares, não é plenamente consolidada, haja vista o facto de a França ser o terceiro país com maior número de armas nucleares do mundo (atrás apenas dos Estados Unidos e da Rússia).

Leste Europeu[editar | editar código-fonte]

A Rússia, a república mais importante da União Soviética, teve uma esfera de influência sobre praticamente todo o Leste Europeu e a Ásia Central. Esta esfera de influência foi notada particularmente durante a era da guerra fria, onde grande parte da Europa Oriental foi abrangida em sua união. Não há nenhuma outra potência principal no Leste Europeu e em nenhuma outra nação que foi sempre uma superpotência, embora a Polônia e a Lituânia tenham sido considerados grandes potências durante a União de Lublin. A Rússia tem ainda uma voz forte nos casos internacionais de antigos estados soviéticos, tais como a Ucrânia, mas às vezes as exportações não dão conta do prejuízo econômico e há uma forte diáspora russa em alguns destes estados. A Rússia, portanto, é considerada atualmente uma potência regional. Depois da dissolução da União Soviética, a influência da Rússia no Leste Europeu diminuiu consideravelmente, deixando um vácuo para outros países, particularmente a Polônia, a Romênia, a Bulgária e a Ucrânia para transformarem-se possivelmente em potências regionais.

Sul Europeu[editar | editar código-fonte]

A Itália foi o país dominante no Sul Europeu desde a ascensão da república Romana após a derrota do Cartago e a queda da Macedónia na Grécia. Entretanto, seu poder foi desafiado pela Espanha e por Portugal durante a idade europeia da descoberta, e também pelos impérios Bizantino e Otomano. Na década de 1930, a Itália reconquistou sua posição alinhando-se com a Alemanha Nazista. Estabeleceu-se ainda mais através da capital da moda, Milão. Atualmente, tem o maior PIB per capita da região, que pode ser influenciada por sua posição central no mar Mediterrâneo.

Oceania[editar | editar código-fonte]

A Austrália pode ser considerada como a potência regional da Oceania, pois a maioria das nações na região são estados–satélites. O estado da Oceania mais influente depois da Austrália é a Nova Zelândia, que é uma nação substancialmente menor. A Austrália tem fortes relações com o Reino Unido e com a União Europeia, com os Estados Unidos e com o extremo oeste. A Austrália e a Nova Zelândia como membros da anglosfera são coletivamente uma parte integral da política estrangeira de nações como os Estados Unidos e o Reino Unido. Os grandes depósitos de urânio da Austrália estão atraindo a atenção de superpotências emergentes como a China e a Índia. Tem uma economia estável, governo democrático e tem as mais fortes forças armadas regionais, que são envolvidas em missões das tropas de paz da ONU na região e também no exterior. Com exceção da Oceania, os interesses e a influência da Austrália estendem-se também ao Sudeste Asiático. Entretanto, as suas forças armadas e a sua economia não são fortes o bastante para permiti-la influenciar continentes como a África, o resto da Ásia e a América Latina.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Especialistas reclamam reconhecimento do Brasil como potência mundial Ibsanews.com (15 de julho de 2011). Visitado em 30 de novembro de 2011.
  2. Five Reasons Brazil Is Set to Become a Major World Power GE Reports (10 de novembro de 2010). Visitado em 30 de novembro de 2011.
  3. Brazil - Emerging Soft Power of the World (em inglês) AllAfrica.com (15-09-11). Visitado em 30 de novembro de 2011.
  4. Brasil ganha dos Estados Unidos em influência na América do Sul The Economist (2 de setembro de 2011). Visitado em 30 de novembro de 2011.