Povo hadza

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Hadza a acender uma fogueira.
Homens hadza regressam de uma caçada.

Os hadza, ou hadzabe'e são um grupo étnico da Tanzânia central, nas proximidades do lago Eyasi, no Vale do Rift e perto da planície do Serengeti. Não estão relacionados geneticamente com nenhum outro povo[1] .

Este grupo é presentemente composto por cerca de 1000 indivíduos, dos quais entre 300 e 400 vivem como caçadores-recoletores, seguindo os costumes dos seus antepassados como há dezenas de milhares de anos, antes do estabelecimento da agricultura. Vivem sem leis, normas, calendário, religião nem organização social complexa, apenas com os conhecimentos necessários para a coleta e caça, que são transmitidos de forma oral, e são nómadas. Não têm cerimónias de caráter religioso, nem funerárias, e a tradição oral baseia-se em mitos. São o último grupo de caçadores-recoletores de África.

Os frutos, raízes e tubérculos, recolhidos pelas mulheres, são a parte principal do regime alimentar dos hadza, complementado com a caça de quase todos os animais da zona, exceto serpentes.

Um dos fatores que provavelmente contribuiu de forma importante para a conservação dos costumes ancestrais do povo hadza é que estes ocuparam terras pouco atraentes para os grupos vizinhos, já que são terras salobras, com pouca precipitação e portanto pouco aptas para agricultura. Porém, nos últimos anos a pressão demográfica tem-se sentido sobre as suas terras, e 75% do que ocupavam na década de 1950 já foi tomada.

Para alguns tanzanianos, os hadza já não têm lugar num país com intenções de se modernizar.

Os hábitos alimentares dos hadza têm sido estudados por cientistas de todo o mundo para compreender fenómenos como a obesidade[2] , inexistente entre os membros da tribo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Los hadza. Michael Finkel, National Geographic en Español, dezembro de 2009
  • Hadza Animal Names. International Khoisan Workshop, Riezlern, 7–9 July 2008. [1]
  • Knight et al. African Y Chromosome and mtDNA Divergence Provides Insight into the History of Click Languages. Current Biology. 2003. Volume 13, pág. 464–473.
  • Kohl-Larsen, Ludwig. Das Elefantenspiel. Mythen, Riesen und Stammessagen. Volkserzählungen der Tindiga (em alemão). Eisenach • Kassel: Erich Röth-Verlag, 1956a. Coleção de mitos dos hadza.
  • Lee, Richard B.. The Cambridge Encyclopedia of Hunters and Gatherers. [S.l.]: Cambridge University Press, 1999. ISBN 0-521-57109-X.
  • Marlowe, F.W.. (2005). "Mate preferences among Hadza hunter-gatherers" (pdf). Human Nature 15: 364–375.
  • McCrummen, Stephanie. «50,000 Years of Resilience May Not Save Tribe», Washington Post, 10-06-2007, p. A01. Consultado el 15-09-2007.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Povo hadza
  • Video sobre a vida dos hadza (em italiano) [2]