Povoamento da América

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O estreito de Bering separa a América da Ásia. A teoria mais aceita indica que por ali entraram os primeros homens que chegaram à América.

O povoamento da América é uma questão discutida arduamente pelos científicos modernos. Esses científicos não têm dúvidas que o ser humano não se originou na América e que o continente foi povoado por homens provenientes de outras partes do mundo. Existe um consenso, ainda que unânime, que a América era povoada desde a Sibéria, na Ásia. Entretanto, além desse consenso relativo, na primeira década do século XX a comunidade científica discute o fato, as rotas e a quantidade de ondas migratórias que povoaram o continente americano.

As teorias para a explicação da chegada do homem à América se dividem em dois grupos:

Teoria do povoamento pelo Estreito de Bering[editar | editar código-fonte]

Esta teoria foi proposta inicialmente no ano de 1590 d.C. por José de Acosta e passou a ser aceita em 1930. Tal hipótese tornou-se aceita cientificamente entre os anos de 1929 e 1937 quando foram encontrados, em escavações arqueológicas nas proximidades da cidade de Clovis (Novo México), EUA, artefatos de mesmo tipo dos anteriormente descobertos na região da Beríngia.1 Atualmente é consenso entre os especialistas que durante a última glaciação a concentração de gelo nos continentes fez descer o nível dos oceanos em pelo menos 120 metros. Esta descida provocou em vários pontos do planeta o aparecimento de diversas conexões terrestres, como por exemplo Australia-Tasmania com Nova Guiné; Filipinas e Indonésia; Japão e Corea.

Um destes lugares foi a Beringia, nome que recebe a região que divide a Ásia da América, é nesta área que ambos os continentes entraram em contacto. Devido a sua baixa profundidade (entre 30 e 50 metros) a descida do nível do mar colocou a descoberto um amplo território que alcançou 1500 KM, unindo as terras da Sibéria e do Alasca, aproximadamente 40.000 anos atrás.

Teoria Malaio-Polinésia e Australiana[editar | editar código-fonte]

Esta teoria defende que diversas tribos teriam se utilizado de canoas primitivas e que indo de ilha em ilha rumo a leste teriam chegado na América do Sul. O principal defensor desta teoria foi o antropólogo francês Paul Rivet, que defendeu esta teoría em 1943. Não negava a passagem do homem pela Beringia apenas defendia que a chegada do homem na América teria ocorrido por mais de uma rota. Esta passagem teria ocorrido em dois momentos e de dois lugares diferentes. Primeiramente da Austrália 6.000 anos antes de Beringia e da Melanesia um pouco mais tarde.

Referências