Power pop

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Power pop
Informações gerais
Origens estilísticas Pop rock
Rock and roll
Música beat
Rhythm and Blues
Rock de garagem
Contexto cultural Década de 1960 no Reino Unido e nos Estados Unidos
Instrumentos típicos Bateria
Guitarra elétrica
Teclado
Baixo
Sintetizador
Popularidade Média
Formas derivadas BritpopIndie popPop punk
Subgêneros
Bubblegum popJangle popMod revival
Gêneros de fusão
New wavePop psicodélicoSynthpop
Outros tópicos
Pop rock
Bandas de power pop

Power pop é um subgênero do rock caracterizado pelo uso de melodias clássicas dos anos 60 combinadas com riffs de guitarra simples e suficientemente potentes e uma estrutura rítmica típica do hard rock, tudo isto somado para criar uma sonoridade pop. Os solos nas músicas não são muito extensos e os arranjos tendem a ser mínimos, com os vocais acompanhantes geralmente sendo cantados sob afinação e com doçura. As músicas difícilmente chegam a mais de 4 minutos de duração e os temas raramente são muito sombrios, inclusive havendo uma relação muito forte de inúmeros artistas com a música bubblegum. Não é incomum que artistas não envolvidos com o gênero incluam um ou outro power pop entre suas canções, ou que bandas de power pop incluam baladas e outros gêneros, como faixas a cappella, entre as músicas. No power pop de algumas bandas os vocais também podem ser cantados em compartilhamento, tornando difusa a figura de um bandleader, que pode também estar tocando algum instrumento enquanto canta; geralmente formando quartetos ou quintetos. Não é um gênero que tende a ser muito conhecido ou difundido, talvez por sua posição conformista e romântica dentro do rock. Os Estados Unidos são a terra onde o power pop mais teve êxito, muito devido ao circuito das college radios.

Desde a sua criação o power pop passou por várias fases e foi influenciado por outros gêneros do rock. Assim, no final dos anos 70, foi influenciado (e reverenciado) pelo punk/new wave e no final dos anos 80 pelo emergente indie rock.

Índice

[editar] História

[editar] Anos 65 aos 70: O começo

A origem (e essência) de todo o power pop está basicamente contida em algumas músicas do The Beatles lançadas a partir de 1965, como "She Said She Said", "And Your Bird Can Sing" e "Paperback Writer"; porém o termo foi usado pela primeira vez em 1967 por Pete Townshend, guitarrista do The Who, para definir a música de seu grupo, que é frequentemente citado como um precursor da energia do power pop.[1] Outras bandas muito influentes para o gênero são The Byrds, The Beach Boys, The Hollies, The Zombies, The Monkees, The Easybeats, The Move e Small Faces.

O The Who, inspirado pela melodia dos Beatles e pelo groove do R&B, lançou várias canções: "I Can't Explain", "The Kids Are Alright", "Substitute", "I'm a Boy", "Happy Jack", "So Sad About Us", na fase inicial mod de sua carreira (1965-1966) e "Pictures of Lily" (em 1967). Estas podem ser consideradas canções primitivas do power pop, juntamente com as dos Beatles acima citadas.

[editar] Anos 70 aos 77: Ostracismo

Início dos anos 70 é o começo em si do power pop.

Influenciadas por este rock dos anos 60 surgem as bandas norte-americanas Raspberries, Big Star e a inglesa, mais conhecida, Badfinger; esta última pertencente à Apple Records. Em 1970 o cantor Emitt Rhodes grava seu album de forma totalmente solitária, contendo "Fresh as a Daisy"[1]. Também o artista/produtor norte-americano e ex integrante da banda de garagem The Nazz[2][3], Todd Rundgren, lança a furiosa "Couldn't I Just Tell You" em 1972, dentre as inúmeras baladas e experimentações musicais de seu disco Something/Anything?[4]. Outras duas bandas mais obscuras de power pop americano desta fase inicial são o Blue Ash[5], com a música "Abracadabra (Have You Seen Her?)" de 1973, e o Earth Quake[6]. A partir de meados da década surgem os trabalhos das bandas Artful Dodger[7], Dwight Twilley Band e Flamin' Groovies nos Estados Unidos (estas duas últimas lançando em 1975 e 1976 "I'm on Fire"[8] e "Shake Some Action"[9][10][11] respectivamente, duas músicas clássicas do gênero). Como o rock desta fase dos anos 70, principalmente na Inglaterra, tendia a uma complexidade maior de acordes e arranjos, o power pop Made in USA foi quase que ignorado.

[editar] Anos 77 aos 90: Punk/New Wave

No final dos anos 70 explodia o punk rock que, assim como o power pop, produzia músicas de mais ou menos 3 minutos e com energia. Desta forma o power pop em ambos os lados do Atlântico se encaixou no cenário pós-punk/new wave que surgiu nos anos 80, trazendo as bandas e artistas Cheap Trick, The Knack, The Rubinoos (que atingiu a 45ª posição nas paradas dos EUA com a cover de Tommy James and the Shondells "I Think We're Alone Now" em seu antológico disco de 1977)[12], 20/20, The Records, Pezband, Squeeze, The Vapors, The Nerves, Phil Seymour, The Romantics, Nick Lowe, The Moberlys, Marshall Crenshaw, Tommy Keene, Redd Kross, Bram Tchaikovsky, Shoes, Off Broadway, The dB's, The Smithereens, The Plimsouls, The Spongetones, Great Buildings, Fast Cars, The Sinceros, The Pop, The Pursuit of Happiness, The La's (uma banda de um só disco com muita influência de um som skiffle, já que é de Liverpool, e que virou a década com a memorável "There She Goes)"[13], dentre inúmeras outras. Foi por esta época que explodiu o maior hit do gênero: "My Sharona"[14], do The Knack, nos Estados Unidos. Posteriormente o power trio mod The Jam também lançaria melodias com um certo contexto e em 1984 o The Kinks lança seu disco com maior teor power pop, intitulado Word of Mouth. Artistas do punk/new wave, como Buzzcocks, The Cars, The Clash, Eddie and the Hot Rods e XTC (principalmente quando se denominavam The Dukes of Stratosphear)[15], também flertaram de passagem com o gênero. A influência do punk gerou uma sonoridade menos técnica do que a do começo da década de 70.

[editar] Anos 90 aos 00: Rock Alternativo

Em 1992 é lançado o disco com gravações setentistas inéditas do ex integrante do Big Star, Chris Bell[16]. Nesta fase, a partir da ascensão do rock alternativo, surgiram bandas e artistas que misturaram o power pop com esta estética musical, como Teenage Fanclub, Fastball, Cotton Mather, Material Issue, The Posies, Gigolo Aunts, The Greenberry Woods, Matthew Sweet, Gin Blossoms, Jellyfish, Urge Overkill, Adam Schmitt, The Wannadies, Apples in Stereo, Fountains of Wayne, Velocity Girl, Bufallo Tom, Velvet Crush, The Lemonheads, Weezer, Orson, Guided By Voices, Ed James, Jonny Polonsky, Adam Daniel, Gregg Swann, Jeremy Morris, Nickel, Broken Dial Radio, The Chevelles, etc. A banda norte-americana, que passou do hardcore ao pop, Hüsker Dü, é influência definitiva para os anos 90. Por esta época (1996) também surge a fictícia banda The Wonders, com a música que dá nome ao filme That Thing You Do!, dirigido e atuado por Tom Hanks e, em 1998, a minissérie That '70s Show utiliza como tema de abertura "In The Street", escrita por Alex Chilton e Chris Bell para o primeiro disco do Big Star[17], primeiramente numa versão cover cantada por Todd Griffin e posteriormente substituída pela cover da mesma música pela banda Cheap Trick.

Devido à crescente respeitabilidade do gênero no final do século, bandas extintas por mais ou menos tempo, como Big Star, Raspberries, The Rubinoos e Blue Ash resolvem voltar com estatuto de lenda e lançar ou gravar discos após o ano 2000. Em 2007 a cantora Avril Lavigne foi processada pelo guitarrista do The Rubinoos por ter plagiado o início do refrão de sua música de 1979, "I Wanna Be Your Boyfriend"[18], em seu single "Girlfriend"; porém ela afirmou que nunca tinha ouvido este som (nem ouvido falar desta banda) em sua vida, dizendo que a música deles copia o refrão de uma música dos Stones e outra do Ramones[19]. O processo foi arquivado. E o subgênero persiste por aí em inúmeras novas bandas e artistas como The Format e Brendan Benson.

[editar] Coletâneas, Festivais, Gravadoras

De acordo com uma definição contida no site Allmusic "power pop, em muitos aspectos, é a música do culto supremo: ele tem um som específico, uma fórmula de composição rigorosa e um pequeno número de artistas clássicos. Em outras palavras, é um gênero que se presta facilmente a uma antologia".

Dentre todas as antologias, a mais conhecida é a trilogia da Rhino Records lançada em 1997, com capas imitando pinturas de Roy Lichtenstein, conhecida por Poptopia!: Power Pop Classics, cobrindo os períodos de 1970, 1980 e 1990[20]; seguida pelos quatro volumes da Yellow Pills (nome de uma música do 20/20)[21] [22]. Também representativa é a 20 Greats From Golden Decade of Power Pop (que contém bastante material da Poptopia!).

Poptopia! também é o nome do festival, organizado por Tony Perkins e Larry Mann, para difundir o power pop no mundo anglófono juntamente com o festival International Pop Overthrow (nome de um disco da banda Material Issue), criado por David Bash. De 1997 a 2010 saíram muitas compilações originadas deste último festival citado, conhecido pela sigla IPO.

Nos anos 70 as gravadoras independentes Beserkley Records de Matthew King Kaufman[23] e a Bomp! Records de Greg Shaw[24] foram criadas para abrigar artistas de pouca aceitação fora de um circuito restrito. Foram importantes por compilar algumas músicas do gênero, até em seu período inicial; a primeira gravando a antológica coletânea Beserkley Chartbusters Vol. 1 (1975)[25] [26] (contendo músicas do Earth Quake, Jonathan Richman and The Modern Lovers, Greg Kihn, Tyla Gang e The Rubinoos) e a segunda a de power pop de bandas de garagem Roots of Powerpop (1996). Também na Espanha, país de grande aceitação de bandas do gênero, assim como o Japão, a gravadora Bam Balam Records editou as coletâneas Bam Balam Explosion para os fãs.

[editar] Singles notáveis do power pop

Certas canções de power pop tiveram visibilidade substancial ou sucesso comercial moderado e têm sido criticamente descritas como emblemáticas para o gênero, ou são regularmente citadas como sendo influência para artistas posteriores.

[editar] Ver também

Referências

  1. Altham, Keith. "Lily Isn't Pornographic, Say Who" New Musical Express 20 de Maio de 1967
  2. Hall, Russell. Poptopia! The 10 Greatest-Ever Power Pop Bands (em inglês). Gibson.com. Publicado em 4 de julho de 2011.
  3. a b c d e f g Alan, Brett (April 24, 2009). 100 Greatest Power Pop Songs. Digital Dream Door. Página visitada em March 19, 2010.
  4. a b c d e f g h Agentcausation (Jan. 8, 2010). The Top Ten Power Pop Songs. Página visitada em March 19, 2010. [ligação inativa]
  5. a b c d e f g h Borack, John M.. Shake Some Action. [S.l.]: Not Lame, 2007. p. 58. ISBN 978-0-9797714-0-8
  6. The Greatest Songs Ever! Go All the Way. By Johnny Black. Blender. Published July 2006.
  7. a b c Ray, Austin L. (Dec. 6, 2008). A Power Pop Primer: 10 Gateway Songs to a Lifelong Addiction. Paste Magazine. Página visitada em March 19, 2010.
  8. Mason, Stewart. Allmusic: Cruel To Be Kind Song Review. allmusic. Página visitada em March 19, 2010.
  9. Tucker, Jeremiah (March 16, 2010). Shoes’ album remains a pop power classic. Joplin Globe. CNHI News Service. Página visitada em March 27, 2010.
  10. Cahill, Greg (Oct. 5-11, 2005). Child's Play: CD box set celebrates neo-psych progeny. North Bay Bohemian. Metroactive Music. Página visitada em March 27, 2010.
  11. a b Power-pop: Encyclopedia of Modern Music.
  12. Carpenter, Ellen (March 12, 2010). Flashback: Matthew Sweet’s Early ’90s Power-Pop Perfection. Rock & Roll Daily. Rolling Stone. Página visitada em March 19, 2010.
  13. Gin Blossoms: No Chocolate Cake.
  14. The Decade In Music: Jimmy Eat World's 'The Middle' (2002) : NPR
  15. Jimmy Eat World Plays Catch-Up With The Pop-Emo Generation | Music News, Reviews, and Gossip on Idolator.com
  16. http://auction.gibson.com/en-us/Lifestyle/Recommends/Gibson%20Recommends%20Jimmy%20Eat%20Wo/
  17. Millikan, Jay (Sept. 9, 2003). Fountains of Wayne - Welcome Interstate Managers - Review. Stylus Magazine. Página visitada em March 19, 2010.
  18. Layman, Will (April 16, 2007). Fountains of Wayne: Too Smart to Be a Rock Band, Too Smart to Be Anything Else. PopMatters. Página visitada em March 19, 2010.

[editar] Ligações externas


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