Power metal

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Power metal
Origens estilísticas NWOBHM, heavy metal, speed metal
Contexto cultural Início dos anos 1980 na Europa
Instrumentos típicos Bateria, baixo, guitarra, vocal, teclados
Popularidade Grande publico nos países nórdicos da Europa, maior concentração na Alemanha, Brasil, América do Sul e Japão, e crescente aumento no Reino Unido, França, Grécia e Espanha
Subgêneros
Classic power metal, power metal melódico
power metal sinfônico, epic power metal
Gêneros de fusão
Extreme power metal, folk power metal, progressive power metal, thrash power metal, metal neoclássico
Formas regionais
Itália, Alemanha, Finlandia, Suécia, Japão, Brasil, Inglaterra, Grécia, França, Rússia
Outros tópicos
Bandas
Idade Média
Mitologia

O power metal é associado a um gênero, por assim dizer, com origens incertas e heranças que vão desde o speed metal, heavy metal até uma forte inflûencia da música erudita, observada em alguns subgêneros. Há quem considere a canção "The Prophet's Song" da banda Queen, a primeira música de power metal, por curiosidade, esta mesma banda é também reconhecida por ser criadora do speed metal. A canção "Modern Times Rock'n'Roll" da mesma banda, tem características de speed metal e de power metal, dados estes que apoiam a ideia de que o power metal se tenha desenvolvido a partir do speed metal.

Alguns autores não consideram o Power Metal como um subgênero bem definido do heavy metal propriamente dito, mas atenuam principalmente o movimento em si como uma vertente do surgido no final dos anos de 1970, rotulando-o, às vezes, de Second Wave of British Metal[1] , uma vez que há uma discussão quanto ao berço do estilo.[2]

A teoria corrente hoje defende a ideia que o estilo foi fundado por Kai Hansen e Michael Weikath no começo do Helloween, fazendo uma versão mais melódica e rápida do heavy metal, e que mais tarde esse novo estilo veio a ser chamado de power metal.

Hoje o power metal é um estilo com seus próprios subgêneros e gêneros de fusão, cada um com suas particularidades, uns mais "pesados", outros mais "melódicos", outros possuem uma linha tênue, quase imperceptível quanto ao "peso" do subgênero. Por ser um estilo que em suas origens procurou fundir outros, concretizou a ideia de "fundir para inovar", mas sempre mantendo as raízes tradicionais que marcam o heavy metal, como distinções melódicas e distorções instrumentais.

O gênero possui em suas letras temas bastante variados, bandas como Blind Guardian e Rhapsody of Fire têm preferência pela fantasia, medievalismo e misticismo (influenciados, quando não por criação própria, pela literatura de J.R.R Tolkien, ou pelos contos do Rei Artur e similares), também é possível encontrar músicas românticas, como no Sonata Arctica, outras com muita positividade a exemplo da banda Stratovarius e Helloween assim como temas políticos e/ou históricos, como nas bandas alemãs Gamma Ray, Running Wild e Grave Digger. A respeito do cristianismo e religiosidade, quando o tema é abordado, dividem-se as bandas que apóiam ou criticam.

Características do estilo[editar | editar código-fonte]

O estilo é distinto pelo retorno ao tradicional heavy metal que vinha se perdendo em estilos mais "duros" e divergentes, como o death metal; o estilo marcante no power metal tratou, como ideia original, de conservar as principais características do gênero.

Segundo o musicólogo Robert Walser, duas características se sobressaem no que ele chama de metal melódico: Primeiro, o padrão melódico se distingue por longas notas, que dão sensação de poder (daí a origem do nome) e intensidade. O uso de sustenidos, assim como o som "rasgado" das distorções contribuem principalmente para o som mais bruto e extremo. Segundo, o uso de síncopes dos vocalistas em suas linhas melódicas tornam a música singular e dão o tom inesperado tão marcante do estilo.[3]

O vocal geralmente é caracterizado por uma voz limpa e suave (Timo Kotipelto), ou mais grave (Rolf Kasparek), sem gutural. Muitos vocalistas de bandas do gênero tem em suas características, a capacidade de obter notas extremamente altas com vocais agudos, e mantê-las por um longo período de tempo. É comum os vocalistas construirem linhas vocais prolongadas, assim como inserir sílabas entre os compassos, de modo que ao mesmo tempo em que se desconstrói um metodismo existente na música, se constrói o lirismo em combinação com os instrumentos.

A utilização de duas guitarras é indispensável para o power metal (apesar de em raros casos uma única guitarra ser usada tendo como apoio um teclado, por exemplo, como dito abaixo), sendo elas velozes como as do speed metal, e harmônicas como as do heavy metal. Tendo solos em quase a totalidade das canções. Algumas bandas como Stratovarius, Rhapsody of Fire e Sonata Arctica utilizam somente uma guitarra e ao invés de outra guitarra, utilizam um teclado, sendo este tão veloz como a guitarra. É comum também, ao longo da melodia, o volume, compasso ou ressonância da guitarra ser amenizada propositalmente com o objetivo de valorizar passagens em que o vocalista assume o papel principal na música.

Assim como na guitarra, o baixo deve haver velocidade em sua maneira de tocar, seguindo o mesmo compasso da bateria. Explorando muito também técnicas como tapping (bater nas cordas com as pontas dos dedos) e slap (bater e puxar as cordas). E não raramente o uso de palhetas para um som mais pesado e articulação limpa.

Aos bateristas é reservado a opção de escolha entre bumbo duplo ou não, sendo que na maioria das vezes eles optam por utilizarem dois bumbos. Normalmente tocada com seqüência de batidas em semicolcheia.

Instrumentos alternativos são normalmente usados no gênero, característica obtida na Europa. A constante utilização de teclados é normal na musicalidade do estilo, assim como o uso de elementos sinfônicos.

Popularização global[editar | editar código-fonte]

Mapa de Popularização Global do Power Metal. Clique para uma melhor resolução.

Apesar de existir bandas do gênero na América do Norte, o estilo não é popularizado como um estilo influente neste local, mas sim um estilo underground.

Sua maior concentração de fãs, são basicamente europeus de países onde a cena é mais forte, como: Alemanha (onde se encontra as principais bandas do gênero), Itália e países escandinavos. E também em massa no Japão, Coreia do Sul e América do Sul, onde se destaca principalmente: Brasil, Argentina e Chile.

Países como Inglaterra, França, Grécia e Espanha aumentaram muito seu número de fãs nos últimos anos e já é possível perceber um número significativo de bandas do gênero surgidas por lá.

A Rússia também possui uma forte cena, porém, grande parte das bandas, tais como Ария, Арктида, Ольви, Эпидемия, Король И Шут, ДДТ, etc., optam por cantar em russo, fazendo com que não sejam muito conhecidas no mundo ocidental.

Cenas regionais[editar | editar código-fonte]

Helloween ao vivo em Nürnberg, Alemanha, em 2006
Stratovarius, durante apresentação no Wacken Open Air, em 2007

Alemanha: O teutonic power metal (referente aos teutões, povo germânico) é mais pesado e utiliza-se menos teclados. A sonoridade soa muito comum ao metal tradicional, neste país que surgiu o power metal, e onde se encontra o maior número de bandas do gênero, como: Gamma Ray, Helloween, Blind Guardian, Running Wild, Grave Digger, Edguy, Primal Fear, Masterplan, Freedom Call, Mob Rules, Heavens gate, Rebellion, etc.

Japão: O power metal japonês é bastante melódico, clássico e por vezes com sonoridade progressiva e veloz, com letras geralmente sobre fantasia, época medieval, romance e emoções humanas. A grande banda que iniciou este movimento e que é considerada uma das bandas que iniciou o power metal moderno foi X Japan nos anos 80,outras bandas começaram a surgir mais tarde como Galneryus que ganhou fama pelos seus instrumentais complexos, Concerto Moon, Ark Storm e mais recentemente a banda de symphonic power metal Versailles (banda) que tem ganho fama mundial muito rapidamente.

Itália: O power metal italiano é melódico, normalmente clássico com sonoridade progressiva, com pesadas letras fantasiosas, com uma particularidade muito veloz. Essa cena explodiu nos anos 90, e ainda há bandas fortes no cenário do metal, como Rhapsody of Fire, Labyrinth, Thy Majestie, Mastercastle, Elvenking, Vision Divine e White Skull.

Suécia: Uma espécie de fusão entre a cena italiana e alemã. O power metal sueco caracteriza-se por um som mais ruído, porém com menos velocidade que o italiano, e com menos influências tradicionais como o alemão. Como representantes pode-se citar as bandas Hammerfall, Falconer, Dragonland, Sabaton e Dream Evil.

Finlândia: A Finlândia assim como a Itália, possui um power metal mais melódico, com fortes influências da música clássica. Entre as bandas famosas do país estão: Stratovarius, Sonata Arctica, Nightwish e Celesty.

Brasil: O Brasil já tem uma certa tradição no power metal, embora suas bandas não sejam muito conhecidas no país, possuem renome mundo afora, principalmente no Japão. As bandas mais conhecidas do gênero são: Angra, Shaman, Almah, Hangar, Viper, Hibria, Terra Prima, Aquaria e Caravellus.

Subgêneros[editar | editar código-fonte]

  • Power metal clássico: também conhecido como American power metal, surgiu em meados dos anos 80, derivado da fusão entre o heavy metal e o power metal. Possui um estilo mais “violento” que o Europeu, tendo como foco os vocais e os riffs de guitarra. E dispensam o uso de Teclados.

Bandas: Manowar, Jag Panzer, Crimson Glory, Helloween, Running Wild e Grave Digger.

Obs: Esse estilo, por não ter se desenvolvido muito, permanece até hoje no underground americano.

Bandas: Stratovarius, Sonata Arctica, Freedom Call, Edguy, Altaria e Revolution Renaissance.

  • Extreme power metal: caracteriza-se por seus vocais rasgados e letras violentas, no geral bandas de death metal melódico que interpretam vários elementos do power metal. Esse subgênero foi mais forte nos países ao norte da Europa, como a Finlândia.

Bandas: Children of Bodom, Norther, Kalmah e Dragonforce.

  • Folk power metal: uma derivação de folk metal e power metal, inspira-se em elementos medievais e fantasiosos em suas letras.

Bandas: Falconer, Elvenking e Alestorm.

  • Progressive power metal: uma variação do metal progressivo, com elementos de power metal, utiliza-se de elementos complexos em suas composições.

Bandas: Angra, Adagio, Blind Guardian, Dragonland , Galneryus, Kamelot, Savatage , Shaman e Caravellus.

  • Power metal sinfônico: subgênero do power metal, com a utilização de instrumentos sinfônicos clássicos (teclados, flautas, etc). Caracteriza-se também por vocais limpos e agudos, é erroneamente classificado algumas vezes como subgênero do power metal progressivo devido aos seus aspectos sinfônicos,porém é facilmente perceptível as diferenças entre os subgêneros, o power metal sinfônico normalmente usa a clássica batida 4/4 (Aglomeração de quatro tempos, primeiro tempo é acentuado, segundo e quarto são fracos e o terceiro tem intensidade intermediária), não usa ritmos complexos ou experimentações advindas do fusion ou do rock progressivo, somente se utiliza de teclados num contexto puramente power metal.

Bandas: Nightwish, Dark Moor, Rhapsody of Fire, Luca Turilli's Dreamquest, Powerwolf e Cain's Offering.

  • Thrash-power metal: subgênero do power metal com forte influência de thrash metal."power metal americano(u.s. power metal)" Tem como característica vocais limpos e guitarras agressivas. Com origens nos Estados Unidos pela fusão do classic power metal com o thrash metal americano.

Bandas: Iced Earth, Sanctuary, Metal Church, Flotsam and jetsam e Demons & Wizards.

  • Medieval power metal: subgênero inspirado no heavy metal, com características medievais marcantes e uso da literatura fantasiosa em suas letras.

Bandas: Blind Guardian, Hammerfall.

  • Power-doom metal: é a junção do power metal com o doom metal tradicional, neste estilo se encontra guitarras pesadas do doom metal tradicional dos anos 80 e bateria rápida e veloz do power metal .

Banda: Memory Garden.

  • Pirate metal: é uma variação do power metal com letras temáticas de piratas, retratando seu estilo de vida, bebida, batalhas marítimas e mulheres.

Bandas: Running Wild, Alestorm.

Bandas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. BERGER, Harris M.; Metal, rock, and jazz: perception and the phenomenology of musical experience. "Sometimes called power metal, progressive metal, or the second wave of british Heavy Metal, Judas Priest and Iron Maiden broke new ground in the late 1970s."
  2. Dan Marsicano (About.com). What Is Power Metal?. Visitado em 20/2/2012.
  3. WALSER, Robert. Running with the Devil: power, gender, and madness in heavy metal music.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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