Prêmio Jabuti de Literatura

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Prêmio Jabuti
Logotipo do Prêmio Jabuti.
Descrição Excelência em produção literária nacional
Apresentador(es) Câmara Brasileira do Livro
País Brasil
Primeira cerimónia 1959
Última cerimónia 2011
Página oficial

O Prêmio Jabuti é o mais importante prêmio literário do Brasil. Lançado em 1959, foi idealizado por Edgard Cavalheiro quando presidia a Câmara Brasileira do Livro.

Índice

[editar] Categorias

Desde a primeira premiação, o Jabuti foi se aprimorando e, ao longo dos anos, foi ganhando novas categorias. Hoje contempla desde romances a livros didáticos e desde livros de ilustração a projetos gráficos.

O escritor a receber mais vezes o prêmio foi Bruno Tolentino, tendo sido premiado três vezes na categoria Poesia, com os livros As horas de Katharina, O mundo como Ideia e A imitação do amanhecer. As categorias são: melhor romance; melhor livro infantil; melhor conto, etc.

[editar] Polêmica na premiação

Em 2010, o Grupo Editorial Record deixou o prêmio por não concordar com os critérios de avaliação das publicações e concessão dos prêmios. O presidente do grupo, Sergio Machado, disse que "não compactua com uma comédia de erros", e que o "Jabuti virou um concurso de beleza, com critérios de programas como os de Faustão e Silvio Santos" e "pautado por critérios políticos, sejam da grande política nacional, sejam da pequena política do setor livreiro-editorial".[1]

Se Eu Fechar os Olhos Agora, de Edney Silvestre, editado pela Record, recebeu o Prêmio Jabuti de melhor romance em 2010, sendo que Leite Derramado, de Chico Buarque, editado pela Companhia das Letras, foi o segundo colocado na categoria. Os três primeiros colocados de cada categoria concorriam ao mesmo prêmio como Livro do Ano e nessa escolha Leite Derramado foi o vencedor. Na primeira fase, a escolha era feita por especialistas, enquanto na segunda havia uma quantidade maior de votantes e muitos empresários do setor. A premiação de Leite Derramado gerou, assim, muitos protestos, inclusive uma petição on line intitulada "Chico, devolve o Jabuti!". A editora Record anunciou que deixaria de participar da premiação, alegando que na escolha de Livro do Ano personagens midiáticas tendem a ser favorecidas e possivelmente muitos votantes nem tenham lido os livros, além do que o regulamento seria desrespeitoso com os autores e com o júri especializado.[2]

Outro livro de Chico Buarque já havia vencido o Livro do Ano sem ter sido escolhido o melhor romance: Budapeste, em 2004, foi escolhido o Livro do Ano, mesmo tendo obtido a terceira colocação na categoria Melhor Romance, categoria vencida por Mongólia, de Bernardo Carvalho. Em 2008, novamente o Livro do Ano foi dado a uma obra que não venceu em sua categoria: o prêmio final foi para O Menino que Vendia Palavras, de Ignácio de Loyola Brandão, segundo colocado na categoria infantil, vencida por Sei Por Ouvir Dizer, de Bartolomeu Campos de Queirós.[2][3]

Após a polêmica, a Câmara Brasileira do Livro anunciou mudanças na edição do prêmio para 2011, passando a concorrer ao prêmio de Livro do Ano apenas os vencedores de cada categoria.[4]

[editar] Ver também

Referências

  1. Mônica Bergamo. Salseiro Literário. [S.l.]: Folha de S.Paulo, 12 de novembro de 2010.
  2. a b Marco Tomazzoni (18 de novembro de 2010). Prêmio Jabuti cria polêmica no meio literário. iG São Paulo. Página visitada em 4 de junho de 2011.
  3. Ivan Finotti (27 de novembro de 2010). Após polêmica envolvendo Chico Buarque, editores sugerem mudanças no Jabuti. Folha.com. Página visitada em 4 de junho de 2011.
  4. G1, Globo Comunicação e Participações (22 de março de 2011). Prêmio Jabuti anuncia 'mudanças significativas' em sua 53ª edição. Página visitada em 4 de junho de 2011.

[editar] Ligações externas

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