Praça Tamandaré

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Praça Tamandaré
Localização Rio Grande (RS)
Tipo Público
Inauguração século XIX
Administração Prefeitura Municipal de Rio Grande

A Praça Tamandaré é a maior praça do interior do Rio Grande do Sul [1] , com 316 metros de comprimento por 140 metros de largura, num total de 44.124 m² e está localizada no centro do município de Rio Grande. Também é o terminal rodoviário urbano de Rio Grande.

Recebeu esse nome em homenagem ao Almirante Joaquim Marques de Lisboa (Rio Grande, 1807 - Rio de Janeiro, 1897), chefe da esquadra na campanha do Rio da Prata em 1865. Antes de 1865, era denominada de "Praça dos quartéis", devido à proximidade de edificações militares, e também chamado popularmente de Geribanda [2] .

Monumento "Homenagem à imprensa", de Érico Gobbi, existente dentro da Praça Tamandaré, em Rio Grande (RS)

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

No centro da praça, está localizado o monumento-túmulo em homenagem ao General Bento Gonçalves e seus restos mortais, inaugurado em 20 de setembro de 1909, do escultor português Teixeira Lopes, ao contrário do que é contado, o túmulo de Bento Gonçalves se encontra na Praça Tamandaré por doação dos restos mortais pelo seu primo Inácio Xavier de Azambuja em 1900, não havendo nenhum concurso para que se criasse o monumento. O monumento tem alguns significados claros, como os próprios leões. Os leões indicam o Brasil e o Rio Grande do Sul. O de cima representa o Brasil, em uma posição que parece de vitória, enquanto que o de baixo, representa o Rio Grande do Sul aparentemente derrotado, no entanto, a posição do leão de baixo é clara ao mostrar a sua pata dianteira esquerda pronta para dar o golpe. Com isso fica claro que o espírito Farroupilha ainda vive e corre nas veias do gaúcho, o que é mostrado claramente durante as manifestações próximas ao dia 20 de setembro, data máxima para o povo gaúcho. Monumento Túmulo ao Gen. Bento Gonçalvez

Também em lugar de destaque, o coreto, construído ainda no século XIX, é hoje um local de manifestações, briques e outras atividades culturais. Já foi palco de discursos políticos e homenagens de pessoas que visitaram Rio Grande. Perto, localiza-se a Torre da CRT, com sessenta metros de altura, construído na década de 1970[3]

Na Casa do Artesanato, são confeccionados e comercializados produtos temáticos, além de permitir a realização de treinamentos. O local pode ser considerado também um centro turístico, pois oferece produtos exclusivos da cidade (como por exemplo, miniaturas de leões-marinhos e a tradicional jurupiga), atraindo muitos visitantes. Esse prédio já serviu como sede da Sociedade de Estudos Oceanográficos de Rio Grande (1954 a 1973[4] ), da URES (União rio-grandina de estudantes secundaristas), na décade de 1980, e do IBGE (2000-2003).

Chafariz dos anjinhos

O chamado Abrigo, assim denominado por ser na sua origem o abrigo dos bondes, funciona atualmente como ponto de ônibus para algumas linhas municipais e centro comercial, com bares, banca de revistas e cabeleireiro.

Geralmente cercada por tartarugas, Chafariz dos anjinhos, desde 1909 está perto da esquina da ruas Vitorino e 24 de Maio, é um dos últimos em funcionamento no interior do estado. Conforme o livro Fontes D'Art no Rio Grande do Sul, de José Francisco Alves, é proveniente da França e confeccionado pela Fundição Antonie Durenne com 5m de altura. Instalado em 1878, ficou originalmente nas imediações onde se encontra o monumento a Bento Gonçalves. Ele foi o último a ser instalado dos quatro chafarizes vindos para a cidade do Rio Grande. O chafariz além de ser decorativo, servia também para o povo nele se abastecer de água potável.

No interior da praça, localiza-se também um zoológico - com macacos, coelhos, pássaros etc - uma praça infantil com brinquedos diversos: escorregador. De curiosidade, há uma locomotiva antiga, que também serve de brinquedo para as crianças.

Monumento ao Irmão Isício no interior da Praça Tamandaré, em Rio Grande (RS)

Esculturas e outras obras de arte[editar | editar código-fonte]

A praça é sede também de várias obras de arte do artista rio-grandino Érico Gobbi (1925-2009), como a Homenagem à imprensa (imagem acima) e a imagem de Jesus no lago.

Num dos seus lagos, está - desde 1918 - a estátua em ferro Vênus ao Banho, produto das fundições Val D’osneque, cujo modelo é a famosa escultura em mármore de Christophe-Gabriel Allegrain (Paris, 1710-1795)[5] . Originalmente se localizava na praça Julio de Castilhos, onde foi colocada pela Companhia Hidráulica na década de 1870.

A Herma ao Almirante Tamandaré, de frente a rua General Netto, é constituída com o busto do herói rio-grandino entre uma âncora e um canhão. Perto também, existe a Herma ao Professor Luis França Pinto, inaugurada em 15 de setembro de 1948 [6]

Há ainda, no seu interior, uma escultura da mulher com o jarro, sem identificação de autoria ou da data de inauguração. Destaca-se também a estátua de Napoleão, trazida do Senandes, próximo a estrada de acesso à Praia do Cassino na metade do século XIX, e colocada atrás do hoje Casa do Artesanato. Segundo Sérgio Roberto Rocha da Silva, no artigo "Matteo Tonietti e a tipologia zoomórfica em Rio Grande"[7] , essa estátua seria de Matteo Tonietti.

No interior da praça infantil, há um busto em "Homenagem ao Irmão Isício, exímio educador marista", (imagem ao lado) com data de inaguração de outubro de 1964. Ainda há a Herma a Guglielmo Marconi, homenagem feita em 1938 pela Colonia Italiana em Rio Grande.

Escultores[editar | editar código-fonte]

Os escultores responsáveis pela maior parte das obras instaladas na praça são:

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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