Prensa Latina

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Prensa Latina, cujo nome legal é Prensa Latina, Agência Informativa Latino-americana S.A. surgiu nos primeiros meses de 1959 sob a influência e o vigor da então nascente Revolução Cubana, como consequência lógica de uma nova realidade no subcontinente americano.

[editar] Origem

No dia 16 de junho de 1959, a partir de um incipiente sistema de comunicações, viu a luz o primeiro despacho noticioso com as siglas PL. Fazia-se realidade um projeto íntimo do jornalista argentino Jorge Ricardo Masetti, que se conjugou harmoniosamente com uma iniciativa do comandante guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara e com o incentivo do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro.

Como antecedente desse fato, a história recorda que apenas três semanas após o triunfo revolucionário, no dia 24 de janeiro de 1959, Fidel Castro expressou durante um encontro com estudantes universitários em Caracas:

Impõe-se a criação de uma agência informativa a serviço da democracia, para que defenda os povos americanos em sua luta pela democracia, que sirva de contrapeso às campanhas confusionistas empenhadas em desfigurar a verdade.

Tratava-se, evidentemente, da concretização das ideias expressadas um pouco antes, durante a denominada Operação Verdade, destinada a desmascarar a torrente de mentiras propagadas pelas agências internacionais de notícias, principalmente estadunidenses, sobre os primeiros passos da Revolução, sobretudo a tergiversação em torno dos julgamentos dos culpados de crimes contra a população durante a ditadura de Fulgêncio Batista.

Precisamente sobre esse acontecimento, comparecendo, no dia 21 de janeiro, diante de centenas de jornalistas chegados a Havana de todo o mundo, Fidel Castro respondeu às queixas dos participantes sobre os manejos dos já então monopólicos meios de comunicação dos Estados Unidos com a seguinte reflexão: A imprensa da América Latina deverá estar em posse de meios que lhe permitam conhecer a verdade e não ser vítima da mentira….

Oito dias depois, em um programa de televisão, Masetti e seus colegas Armando Villanueva (Peru), Armando Rodríguez Suárez (México), Carlos María Gutierrez (Uruguai) e Enrique de la Osa (Cuba) informaram pela primeira vez publicamente sobre o projeto de criar, com sede em Cuba, uma agência latino-americana de notícias.

Quando veio a luz, Prensa Latina foi condenada a morte em não mais de um mês pelas então dominantes Associated Press (AP) e United Press Internacional (UPI).

Depois, a pujança da Prensa Latina ao irromper na arena internacional com uma visão objetiva, mas não imparcial -como dizia Massetti- e radicalmente nova da realidade latino-americana, aqueles agoureiros foram ampliando o prazo, até que caiu no esquecimento dada a vitalidade e força daquela frutífera tentativa de fazer um novo jornalismo que já cumpriu 51 anos de existência.

[editar] Atividade

Fazer a revolução no jornalismo da América Latina. Esta máxima de Masetti guiou desde sua fundação o trabalho da PL e continua como paradigma de sua atividade. Que a maioria abrumadora de suas sucursais esteja localizada nas capitais do subcontinente e que em sua história passada e presente participem profissionais desses países são o fundamento de sua atividade.

Há 51 anos de sua fundação, a Prensa Latina possui uma sólida e moderna estrutura que lhe permite se inserir com sucesso no complexo e competitivo mundo das agências internacionais de notícias. Uma equipe de editores, redatores, repórteres, fotógrafos, bem como correspondentes e colaboradores em todo mundo, com ênfase em 16 países latino-americanos, nutrem o volume informativo da Prensa Latina, apoiados por engenheiros e técnicos de alta qualificação, que fazem possível que o sinal da Agência percorra o planeta levando mensagens sobre os mais diversos temas.

Mais de 400 despachos conformam o serviço mundial de notícias que a PL transmite a cada dia a seus receptores em espanhol, inglês, português, italiano, russo e turco.

Dispõe de 17 sítios na internet para a difusão de seus produtos e serviços informativos em vários idiomas e formatos, os quais podem ser visitados em www.prensa-latina.cu, www.prensalatina.com.mx. Desta maneira facilita-se e melhora-se o serviço aos clientes.

Uma experimentada equipe de jornalistas, diagramadores e corretores encarregam-se de preparar os conteúdos e diagramar mais de 30 publicações periódicas, sendo dessas, algumas próprias, e outras realizadas para terceiros.

Entre as primeiras destaca-se o semanário ORBE, com edições em espanhol em Cuba, México, Venezuela, Bolívia, Nicarágua e El Salvador. Também se editam o periódico Negocios en Cuba e as revistas Cuba Internacional, Avances Médicos de Cuba e Correos de Cuba, dirigida esta última aos cubanos que residem fora da Ilha.

Conhecida comercialmente pelo nome de Gênesis Multimedia, esta divisão da Prensa Latina conta já com mais de uma centena de títulos publicados em suporte digital, entre os quais se destacam a enciclopédia Tudo de Cuba, com atualizações a cada dois anos, e o CD Che por sempre e Andar Havana, para citar alguns poucos trabalhos.

Também conta com uma divisão de televisão, conhecida pela sigla PLTV, com quase duas décadas de experiência na elaboração de materiais de caráter noticioso e atemporal para sua difusão por emissoras e cadeias de televisão de todo o mundo, principalmente da América Latina.

Possui, também, um moderno serviço fotográfico com imagens da atualidade e de arquivo, de Cuba e do resto do mundo, uma redação de Rádio com 26 programas diários para 150 receptores em Cuba e pelo mundo e Edições Prensa Latina, produtora de livros de diversas temáticas das ciências sociais, principalmente sob o prisma do jornalismo e seus gêneros, focados na realidade latino-americana.

[editar] Ligações externas

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