Pressão social sobre o Regime Militar de 1964

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O movimento Diretas Já foi precedido pelo movimento estudantil, pela campanha da anistia, pelas greves do ABC paulista, pela fundação da CUT, entre outros eventos. A Ditadura estava sob o ataque de inúmeros setores da sociedade e eram sensíveis os sinais de impotência diante da contestação. Esta era exercida por toda a população, pela comunidade internacional, pela imprensa internacional e pelas organizações de Direitos humanos. As denúncias de torturas, assassinatos, e principalmente a impunidade dos agentes que praticavam estes atos, estavam cada vez mais aparecendo na mídia internacional. Ou a ditadura cedia, ou iria acabar acontecendo uma grande tragédia econômica e social no Brasil.

Distensão lenta, gradual e segura[editar | editar código-fonte]

Os militares já estavam se mobilizando para uma distensão lenta, gradual e segura, visando a volta da democracia plena. Os estrategistas sabiam que não havia saída, seu poder estava sob forte pressão nacional e principalmente internacional.

A distensão foi iniciada por Ernesto Geisel, sob a orientação de Golbery do Couto e Silva, o objetivo era o restabelecimento do direito do povo, em escolher pelo voto direto, aos seus dirigentes. Este, não foi um processo de iniciativa benevolente dos militares, ao contrário, foi um fenômeno detectado pelos estrategistas da ESG. Os detentores do poder sabiam muito bem não ter saída. O país estava literalmente implodindo economicamente. Os erros cometidos pelas equipes econômicas, que não levaram em conta as alterações mercadológicas do cenário internacional estavam começando a forçar economia. O conhecido, nervosismo de mercado, como chamado pelos economistas modernos, foi o principal responsável pela bancarrota da economia norte-americana no final da década de vinte, e início da década de trinta. No Brasil, só que agora, entre os anos setenta e oitenta este nervosismo estava causando flutuações devido à seguidas crises internacionais.

A pressões econômicas e sociais internas e externas acabariam por fazer os militares das ditaduras, não só do Brasil, mas, da América Latina, sair do poder, de uma forma ou de outra. Caberia a eles decidir qual forma.

Coexistiam dois grupos ou duas escolas antagônicas no regime militar. O primeiro, era o grupo da Linha dura, seguidor de Costa e Silva, que morrera anos antes de derrame, logo após assinar o AI-5. Este grupo era dado a mais ação, pondo o país em evidência nos órgãos internacionais de defesa e denúncias contra os crimes dos direitos humanos. Os desmandos, perda de controle da hierarquia, com as torturas, assassinatos, expulsões, desaparecimentos de opositores ao regime. Explosões de bombas em órgãos de classe como a OAB, quando morreu a secretária Lyda Monteiro, ou do episódio no Rio-Centro, quando explodiu uma bomba no colo de militares que a preparavam para detonação em um grande evento popular amplamente divulgado em toda a mídia mundial.

O outro grupo de militares era chamado de Grupo Sorbone, mais intelectual, comedido em suas ações. Não menos incisivo, porém, planejava e tinha estratégias bem delineadas, sabia muito bem das implicações, ações e reações de sua influência. O grupo Sorbone era seguidor das teorias de Castello Branco, morto em acidente aéreo quando um jato da Força Aérea Brasileira, chocou-se contra o avião do Exército Brasileiro em que viajava.

Segundo relatos e dados divulgados e liberados recentemente para a imprensa nacional e internacional, o grupo Sorbone, defendia a distensão, segura e gradual, não a queria lenta, e sim com maior firmeza e rapidez possível, desde o início da ditadura militar, tendo no entanto fortes barreiras políticas para a sua atuação, principalmente por grupos nas áreas de comunicações, grandes empreiteiros e ruralistas.

Havendo o fechamento cada vez maior do regime, estes grupos do poder, poderiam agir como um clube fechado, e fomentando a realimentação positiva do aumento do lucro ocasionado por obras de grande porte. A entrada de capital estrangeiro no país, com repasse às instituições financeiras e liberação de concorrências, estas, feitas de maneira irregular, fartamente denunciado na época pela imprensa internacional. Não se pode esquecer que a imprensa nacional, estava sob forte censura, e, autocensura, muitos donos de redes de jornais e de mídia eram a favor da ditadura.

As construtoras internacionais, estavam vetadas às concorrências diretas, porém, não à prestação de serviços como terceirizadas para as empreiteiras nacionais. Estas ganhavam sempre as licitações, revezando-se. Os participantes de licitações eram sócios no poder, portanto, sempre que algum ganhava, todos o ganhariam, neste caso, a ideologia era simples massa de manobra, o que mandava era o poder econômico.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas ...(sic)A permanência do ministro Delfim Neto na pasta da Fazenda durante o governo Médici deveu-se sobretudo à pressão exercida por várias entidades de classe do empresariado nacional. Satisfeitos com os resultados obtidos pela gestão anterior do ministro, principalmente no tocante à contenção da inflação, os empresários pediram a manutenção da política econômica... o Brasil obteve o maior empréstimo concedido até então pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a algum país da América Latina: 66,5 milhões de dólares para o complexo hidrelétrico de ilha Solteira.

Ainda nesse ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que o Brasil havia sido o primeiro país latino-americano a ultrapassar a cifra de um bilhão de dólares em suas reservas de moedas fortes naquele organismo, conseguindo superar em apenas um mês em 105 milhões de dólares as reservas da Venezuela, até aquele momento, o país latino-americano mais forte dentro do FMI... Não obstante, o aumento progressivo da desigualdade na distribuição de renda tornou-se o ponto central da crítica à "política nacional de desenvolvimento" seguida pelo governo Médici e amplamente justificada pelos adeptos do modelo....Em conferência pronunciada na ESG em julho de 1972, o ministro Delfim Neto admitiu que "a distribuição de renda no Brasil não é boa"...

A vontade popular[editar | editar código-fonte]

Uma das principais causas da perda da popularidade ao Regime Militar de 1964, foi a alta inflacionária. Duas décadas de inflação alta, causaram forte desgaste entre o governo federal e a sociedade civil.

Apesar do forte crescimento econômico da década de 1970, o início dos anos 80, a economia estava estagnada.

O excesso de medidas econômicas, aliado ao domínio total do estado sobre a economia, sem que houvesse uma modernização ou uma liberalização da economia, levaram a uma grande insatisfação da sociedade e grandes empresários da indústria nacional a sistematicamente criticarem a então atual política econômica.

Medidas econômicas tomadas sem a participação da sociedade, presidentes de estatais exigindo investimentos em suas empresas e inflação em alta, corroíam a economia.

Além disso a ação do governo federal indo contra as eleições diretas e derrotando a campanha pelas Diretas Já causaram uma maior desgaste do governo militar. Esperava-se que novos dirigentes civis pudessem livrar o país da alta inflacionária e da volta dos civis ao poder político.

Apesar da censura, as manifestações dos políticos de oposição no congresso nacional eram livres. Questionava-se a economia e a falta das liberdades políticas da nação.

Os políticos ligados a ARENA defendiam as ações do governo e em troca recebiam cargos dentro do governo. A oposição liderada pelo MDB pedia por maior participação da sociedade nas decisões do governo.

Não havia de fato, uma ação de derrubada do governo militar. Mas sim uma ação que exigia mudanças políticas e econômicas.

A ação do governo federal em praticamente liquidar o então recém criado Partido Popular claramente indicou que os militares não permitiam que a sociedade pudesse ter mais de dois partidos políticos.

Esta ação constante de retaliação, acelerou a necessidade de reformas democráticas no país.

O papel da imprensa internacional[editar | editar código-fonte]

A imprensa internacional de uma forma geral não publicavam muitas notícias sobre o Brasil. O Brasil era na época um país cuja economia nacional era protegida por inúmeras leis protecionistas e os produtos importados eram muito poucos e muito caros, devido aos altos impostos. A reserva de mercado para a informática era questionada pelo governo estadunidense e frequentemente era citada na imprensa brasileira e na TV. Diversos políticos e empresários defendiam esta lei.

O Brasil era apenas citados pelos seus atletas de futebol jogando em clubes europeus ou pela ação de algum evento natural, como chuvas intensas, etc.

Eventualmente o pais era citado pelas torturas feitas por policiais, pelos massacres geralmente atribuídos a disputas de drogas entorpecentes, pela alta taxa de assassinatos. Os membros da Igreja Católica ligados a Teologia da Libertação procurava divulgar no exterior as chacinas, os desaparecimentos, as perseguições políticas, os sequestros, etc.

O início das manifestações pró diretas[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 1982 (agora sob o pluripartidarismo), embora o PDS (partido que apoiava a Ditadura), elegesse 12 governadores, 15 senadores (nos 12 estados em que vencera, mais os três do recém-criado estado de Rondônia), e elegeu 235 deputados federais na Câmara, sendo a maior bancada, ele ficou com apenas 49% das vagas da casa, e não conquistou a maioria absoluta.

Já a oposição com os quatro partidos reunidos (PDT, PT, PTB e PMDB), venceu em 11 estados (dez com o PMDB e um com o PDT), e elegeu 11 senadores, bem como ficou com os outros 51% das vagas da Câmara Federal.

Pela primeira vez na história, a Ditadura ficou com a minoria na Câmara Federal, fazendo com que a oposição saísse vitoriosa do pleito.

Com a maioria na Câmara Federal, a luta política se acirrou. A oposição (incluindo governadores, deputados, senadores e demais cargos) passou a pressionar o governo por reformas políticas. O governo respondeu com ameaças de mudar as regras das eleições, e de cassar os parlamentares oposicionistas, mas tais ameaças do Regime eram veladas, pois a pressão popular e política era enorme.

Diante desse clima, o deputado Dante de Oliveira, apresentou na Câmara, uma proposta de Emenda à Constituição, para que fossem restabelecidas as eleições diretas para Presidente da República. Os partidos de oposição passaram a pressionar o Congresso para a aprovação da Emenda. Para isso, era também necessária a participação popular, e inúmeras manifestações foram feitas em todo o Brasil.

Nas manifestações estavam representantes de todas as correntes de pensamento. O número de participantes estava muito além do que se esperava, sob o grito de guerra: presidente quem escolhe é a gente, um, dois, três, quatro, cinco mil, queremos eleger o presidente do Brasil, "Um povo unido, jamais será vencido!"..., entre outros, as imagens foram mostradas em todo o planeta.

A crise econômica[editar | editar código-fonte]

Com a crise econômica se aprofundando e o Brasil mergulhado na recessão com uma inflação galopante, os partidos políticos de oposição se fortaleceram, as entidades de classe e os sindicatos se mobilizaram.

Muitos políticos da situação, sensíveis às suas bases, também formaram um bloco de dissidência no partido situacionista, mesmo com o voto sendo indireto, sua perpetuação em seus cargos iria acabar, os oportunistas começaram a se mobilizar.

O Brasil chega à massa crítica[editar | editar código-fonte]

Em 1984, no dia 25 de Janeiro, o País atinge massa crítica suficiente e reúne condições para se mobilizar na campanha pelas Diretas Já, a mesma classe média que saíra às ruas na Marcha da Família com Deus pela Liberdade para gritar contra o comunismo e a favor do sonho americano, que acabou desencadeando o Golpe de 1964, agora muito mais pobre, desempregada, e, se unindo aos miseráveis, favelados, sindicalistas, intelectuais, perseguidos, e ao povo em geral, pedia agora por democracia(novamente).

O capital estrangeiro e nacional se vai[editar | editar código-fonte]

O capital estrangeiro sensível com a crise econômica mundial, percebendo o clima de provável instabilidade social, e temendo um confronto, se volatiliza, agravando a economia do Brasil.

O Regime Militar estando em um beco sem saída, tenta ganhar o apoio da elite econômica, mas alguns bancos que haviam ajudado à financiar ao Golpe militar de 1964, faliram.

Em seu lugar, surge uma nova elite econômica, com novas ideias, e dispostos a minimizar os efeitos nefastos da pobreza e miséria de grande maioria da população. Entre essas novas ideias, está o fato de que o Governo Militar foi o principal responsável pelo agravamento dos indicadores sociais durante este período, e como tal, mostrou sua total incompetência para resolver estes problemas, que esta nova elite tenta implementar, para amenizar estes problemas sociais. Outra ideia era o fato de que todos que contribuem para a economia de mercado funcionar, devem ter sua cota de participação nos lucros, para estimular o trabalhador. Essa nova elite não se ajustou aos interesses do Regime Militar, se desinteressando pela sua sorte, esperando ansiosamente pela sua queda, para pôr suas ideias em prática.

Os antigos detentores da riqueza nacional, vendo a volatilização da moeda, dolarizam sua riqueza e a depositam em bancos suíços; com a retirada de bilhões de dólares da economia em muito curto espaço de tempo, começam a quebrar as empresas que não possuíam gordura suficiente para suportar à crise; muitas das grandes empreiteiras se mudaram para a África, ficando no Brasil apenas os escritórios de administração, as obras pararam; além disso, o capital especulativo aguardava ansiosamente a alta do dólar, pois o país tinha que pagar os juros da dívida externa, e a moeda para o pagamento havia sumido do mercado, portanto, se valorizado, com esta alta o déficit da balança comercial brasileira, explodiu, a economia saiu fora de controle, o país literalmente implodiu, estava se preparando para a década perdida.

O desencadeamento da espiral inflacionária[editar | editar código-fonte]

A inflação que já estava ficando fora de controle, devido à alta dos juros internacionais, se realimenta numa espiral em progressão geométrica.

Os militares de alto escalão estavam perdendo o apoio da população, e sua simpatia, os de baixo escalão com os salários corroídos pela inflação, e empobrecendo rapidamente, pressionavam seus comandantes, que também estavam descontentes.

Os erros cometidos pelos economistas e a crise internacional se avolumando, influindo diretamente na economia doméstica, estavam começando a mostrar sua face.

Ao mesmo tempo, a economia brasileira começou a ser, ainda mais indexada, esta indexação acelerou o uso do dólar como moeda padrão internamente, que ao sair do país ficou raro, e, pelas leis de mercado, se valorizou à taxas absurdas, irreais, desvalorizando ainda mais a moeda nacional, e, por consequência, acelerando a escalada de preços que realimentava a economia indexada, fechando o ciclo.

Com a sua administração se desorganizando por problemas de planejamento a longo prazo e, no excesso de confiança baseada no capital estrangeiro, que era barato no início do golpe, além da crise mundial; a economia da época entrou em obsolescência, a revolução quixotesca e seu milagre econômico também.

A equipe econômica do governo militar, encontrou a verdade nua e crua dos números, das estatísticas. Não haveria censura ou manipulação de dados, nem noticiários postos na marra que fizessem o fenômeno da aceleração inflacionária cessar, a pressão exercida era muito grande.

A perda de controle monetário, o aumento da pobreza[editar | editar código-fonte]

Os rumos monetários fugiram a todo e qualquer controle, fazendo aos poucos o Brasil entrar na hiperinflação que se seguiria futuramente.

Os Estados Unidos na época, devido às suas crises externas, e internas, aumentaram os juros do Dólar, pois precisavam comprá-lo para aumentar seu caixa. Agravou ainda mais a situação, pois, os contratos de empréstimos não eram a fundo perdido, e os juros flutuantes, dependentes do mercado internacional, logo, como a dívida externa do Brasil é dependente daquela moeda, por conseqüência, a cada elevação da taxa de juros, a dívida crescia logaritmicamente. Somando-se ao crescimento exponencial da dívida interna, a oitava economia do mundo, despenca, legiões de famintos vão aos centros urbanos, em busca do milagre, este não mais existe, era virtual, aumenta a favelização das periferias, na mesma proporção em que a economia despenca, aumenta a violência urbana, surgem movimentos violentos sem ideologia nas favelas, o aparelho estatal direcionado para reprimir a violência ideológica urbana, incompetente para o fenômeno, se corrompe com o dinheiro farto e fácil do crime organizado e a ele se junta, em 1983 a inflação atinge a casa dos 239 %, e só estava começando, futuramente viriam os planos econômicos, e a hiperinflação..

A emenda das diretas não é aprovada, a pressão social aumenta ainda mais[editar | editar código-fonte]

A emenda das Diretas Já, foi derrotada na Câmara dos Deputados, em 25 de abril, com essa derrota, o clima no país fica extremamente carregado; enquanto isso, nas grandes empresas e indústrias, os movimentos sindicais ganham força, começando uma espiral de descontentamento na classe operária, que não mais vê o dinheiro de seu salário durar até o fim do mês. Aumenta na mesma proporção do afundamento da economia, e, a revolta silenciosa da população. Começam os protestos, greves, sabotagens em linhas de montagens da indústria automobilística, com milhares de veículos saindo danificados desde a linha de montagem, entre tantas outras, as demissões em massa também se iniciam em represália ao movimento silencioso dos trabalhadores. A base da população pressiona desde o líder comunitário, o síndico, o presidente do clube, o guarda de trânsito (que também está descontente), até chegar aos políticos, que sentem o peso do ambiente aumentar, devido ao aumento da pressão.

A Eleição de Tancredo[editar | editar código-fonte]

A derrota da Emenda Dante de Oliveira provocou reações dentro do PDS (ex ARENA), o partido que apoiava o Regime Militar, e alguns políticos moderados deste partido começaram a se desinteressar pela sua sorte, uma vez que, não podiam ficar sustentando um governo que conseguiu a proeza de ganhar o ódio e o descontentamento de toda a população.

Em junho de 1984, o senador maranhense José Sarney renunciou à presidência do PDS.

Em julho do mesmo ano, políticos das alas moderadas do PDS, entre eles o senador Marco Maciel e o vice-presidente Aureliano Chaves desistem de participar da convenção nacional do partido em agosto, retiram suas candidaturas, e lançam o manifesto da Frente Liberal. O ato oficializa o rompimento de ambos do partido.

No mesmo mês, José Sarney manifesta o desejo de ser vice-presidente pela Frente Liberal, na convenção do PMDB.

No dia 23 de julho, a Frente Liberal formaliza um acordo com o PMDB, apoiando a candidatura de Tancredo Neves e José Sarney, formando a Aliança Democrática.

Em 11 de agosto, o PDS realiza sua Convenção Nacional para eleger seu candidato à Presidência da República para o Colégio Eleitoral, previsto para 15 de janeiro de 1985. Os escolhidos são Paulo Maluf (ex-prefeito e governador de São Paulo, e deputado federal), e para vice Flávio Marcílio (ex-governador do Ceará, deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados), derrotando o então ministro Mário Andreazza. O resultado desagrada várias lideranças, que, em protesto, rompem com o partido. Entre os "rebeldes" estão Antonio Carlos Magalhães e Jorge Bornhausen. Estes dois, se unem na Frente Liberal, apoiando a candidatura de Tancredo Neves.

Em 12 de agosto, o PMDB realiza sua Convenção Nacional. Os escolhidos foram Tancredo Neves (ex-gevernador de Minas Gerais) e para vice, José Sarney, apoiado pela Frente Liberal.

Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheu Tancredo Neves (PMDB e pela Frente Liberal) contra Paulo Maluf, PDS, (ex ARENA), como novo presidente da República.

Tancredo integrava a Aliança Democrática, formada pelo PMDB e pela Frente Liberal, formada por dissidentes do PDS (ex ARENA), a eleição é transmitida ao vivo pela televisão à toda a população, voto por voto a mídia acompanha, até a vitória de Tancredo, logo em seguida o Presidente recém eleito é internado com complicações gástricas.

A morte de Tancredo, e a volta à normalidade democrática[editar | editar código-fonte]

Com a morte de Tancredo de infecção hospitalar, logo depois uma vitória eleitoral que marcou o fim da ditadura militar, o processo de redemocratização do País se completou em 1988, no governo José Sarney, PDS, ex-ARENA.

Sarney assume um país em pedaços, pois a hiperinflação desvalorizava a moeda todos os dias, o pão que se comprava num dia no outro já estava com o preço aumentado.

Com a promulgação da nova Constituição de 1988, o Brasil entrou finalmente no caminho para a Democracia plena, de fato de de direito, com o pluripartidarismo e eleições diretas para qualquer cargo eletivo do país.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]