Primeira Grande Loja Symbolica Nacional Brasileira

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Primeira Grande Loja Symbólica Nacional Brasileira foi fundada em 22 de junho de 1927, quando Mário Marinho de Carvalho Behring, então Soberano Grande Comendador do hoje Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito para Republica Federativa do Brasil, lançou as bases de uma Maçonaria regular para o país, promovendo a separação definitiva dos chamados graus simbólicos, dos graus filosóficos.

Foram criadas, no Brasil, nove Grandes Lojas, todas elas recebendo, do Supremo Conselho, suas Cartas Constitutivas. Na cidade do Rio de Janeiro instalou-se a Grande Loja Symbólica do Rio de Janeiro que, em 14 de agosto de 1944, passou a chamar-se Grande Loja do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, em 23 de março, é fundado, o Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro (GOIRJ), dissidência do Grande Oriente do Brasil. Passam-se dois anos de sua fundação. No mesmo mês do ano de 1946, a Grande Loja do Rio de Janeiro outorga, ao então GOIRJ, uma Carta Constitutiva, que se perdeu na década de 1950. Passam-se dez anos e, em 1956, o Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro passa a denominar-se Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro, seguindo a Maçonaria Fluminense seu rumo neste período, sem muitos conflitos.

No ano de 1970, precisamente no dia 26 de outubro, Lojas dissidentes da Grande Loja do Rio de Janeiro, fundam a Grande Loja Regular da Guanabara. Com a fusão dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 31 de março de 1975, a Grande Loja do Estado da Guanabara passou a denominar-se Grande Loja da Guanabara. No mês de Julho de 1975, na I X Assembléia da CMSB, começam pequenos entendimentos para a possível fusão da GL da Guanabara com a GL do Estado do Rio de Janeiro, acertando-se para a data de 13 de outubro a reunião das duas Grandes Lojas para definir o andamento do assunto; no entanto, nada foi definido nesta reunião. Em 27 de março de 1976, a Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro começa a incorporar Lojas da Grande Loja Regular da Guanabara, que não pertenciam ao sistema, mas estavam no mesmo território da GL da Guanabara. No ano de 1977, malogram as tentativas de fusão. A Grande Loja da Guanabara, em 7 de fevereiro, e a Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro, em 26 de março de 1977 desistem da fusão. Houve ainda uma tentativa de acordo entre as duas Potências, a GL Guanabara originária do Rio de Janeiro e a oriunda de Niterói, a GL do Estado do Rio de Janeiro, em reunião no dia 17 de julho de 1980, discutindo a possível fundação da Grande Loja Unida do Estado do Rio de Janeiro, não chegaram a um acordo. Segue-se um período muito conturbado na Maçonaria Fluminense, por terem malogradas todas as tentativas de acordo, sendo que as partes interessadas não cedem aos interesses maçônicos, mas a seus próprios interesses. Até que, em 14 de setembro de 1982, a Grande Loja da Guanabara, antes denominada, Grande Loja Symbólica, uma das nove Grandes Lojas originais, por decisão de sua Assembléia e pelo Decreto n° 487 do então Grão Mestre Antonio Rodrigues Lopes, extinguiu-se juridicamente.

Em 7 de maio de 1984, a Grande Loja do Estado do Rio de Janeiro, antes denominada Grande Oriente Independente de Niterói e futura Grande Loja Maçônica do Rio de Janeiro, suspende os direitos maçônicos de diversos Irmãos pertencentes à extinta Grande Loja da Guanabara. Deve ser observado que os Decretos de suspensão, sempre que fazem referência à Grande Loja da Guanabara, coloca o adjetivo extinta (deixando claro que jamais foi realizada uma fusão). De toda esta história conclui-se facilmente que a GL do Estado do Rio de Janeiro aproveitou a fusão dos Estados para orquestrar, junto a CMSB, o isolamento e a morte da GL da Guanabara. Agora, o mais irônico é que sua Carta Constitutiva, dada por esta GL agora extinta, foi perdida na década de 50, ficando aquela condenada a jamais reavê-la por uma segunda via. É importante que se ressalte que as Lojas que faziam parte da Potência extinta foram aos poucos se filiando a essa Grande Loja, mas mantendo seu número distintivo de origem, acrescidos dos novos distintivos. Por exemplo, na A.R.L.S. Vigilantes da Lei, o nº. 30 é herança da GL da Guanabara e o nº. 76 seu número de ordem na GLMERJ.

Seguem-se vários anos, mudam-se administrações, alternam-se algumas, repetem-se outras, tanto na Grande Loja, quanto no Supremo Conselho até surgir, nos Corpos Filosóficos, um renovador, revolucionando seu funcionamento, dando nova estrutura. Renovam-se as esperanças, novos membros investem no trabalho, criam-se novos grupos de trabalho, inicia-se a reestruturação da administração.

A direção da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro, no ano de 2000, não se conformando com a proposta do Soberano Grande Comendador de reduzir o número de Membros Efetivos de 66 para 33, por terem vários membros da Alta Administração pertencentes neste quadro, passou a disseminar a discórdia no âmbito dos Corpos Filosóficos, culminando com a ameaça, sempre verbal, de expulsão, caso os irmãos continuassem filiados aos Corpos Filosóficos subordinados ao Supremo Conselho de Jacarepaguá. Não alcançando a ressonância desejada, como represália, a Grande Loja Maçônica expulsou o Soberano Comendador e o Secretario Geral. Foi usado, na época, como pretexto, o litígio entre um Irmão e o Supremo Conselho, chegando a uma intervenção judicial na Administração do Supremo Conselho por uma semana. Entendendo que havia uma interferência descabida da Grande Loja Maçônica nos assuntos internos do Rito Escocês, o Supremo Conselho editou um Decreto, tornando aquela Grande Loja irregular no Rito Escocês Antigo e Aceito.

Continuam as ameaças de expulsão por parte da direção da Grande Loja aos Irmãos filiados ao Supremo. Lojas que funcionavam nas dependências do Supremo foram orientadas a mudarem-se para outro local, criando um tremendo mal estar entre os Irmãos que nem sempre entendiam o que estava acontecendo. Funcionava, nas dependências do Supremo, a A.R.L.S. Luz do Sol, que abrigava os Membros Efetivos, todos irmãos com idade muito avançada, alguns com 90 anos de idade e mais de 60 anos de Maçonaria. Ela foi a primeira a sentir a força do malhete, sendo expulsa da Grande Loja para que, por força de tratado, estes Irmãos não pudessem freqüentar o Supremo, o que é absurdo, pois todos pertenciam a ele.

A conseqüência foi a paralisação quase total das atividades dos Altos Corpos no Estado do Rio de Janeiro. Irmãos inconformados com a situação vivida no filosofismo resolveram arregaçar as mangas e trabalhar em prol dos Altos Corpos, apoiando o Supremo Conselho. O próprio Soberano Grande Comendador instou aos Irmãos a reerguerem a Grande Loja Symbólica do Rio de Janeiro, para dar suporte ao Supremo Conselho. O Reerguimento da Grande Loja Symbólica, entre a possibilidade da expulsão iminente e o retorno à liberdade de poder continuar seus estudos filosóficos, estes Irmãos não pensaram duas vezes e seguiram o conselho iluminado do Soberano. São reerguedoras da Grande Loja Symbólica do Rio de Janeiro três Lojas, todas expulsas da Grande Loja Maçônica por não concordarem com as arbitrariedades que aconteciam na Jurisdição: Luz do Sol, justamente a que abrigava membros efetivos do Supremo Conselho; Loja Hiram, centenária, da qual fazia parte de seu quadro um Past Grão-Mestre da GLMERJ, e a Loja Leonardo da Vinci, esta a primeira a se afastar da GLMERJ, antes mesmo da expulsão da Loja Luz do Sol, pois todos os seus membros, na maioria Grau 33 e pertencentes aos corpos filosóficos do Condomínio da São Luiz Gonzaga, não aceitaram a imposição de se afastar deles.

Por comungar dos mesmos sentimentos, a Loja Architekton sai da GLMERJ e pede filiação à Grande Loja Symbólica. Mais tarde, esta Loja foi vítima de retaliações jurídicas, sendo retirado todo o seu mobiliário, inclusive os altares. Na mesma semana do reerguimento da GL Symbólica, saem 14 membros da Loja Baden-Powell e fundam a Loja Albert Pike n° 05, a quinta Loja em uma semana! Já eram 115 irmãos em Lojas ativas, dos quais 88 são membros dos corpos filosóficos do Supremo Conselho, Irmãos de varias Lojas, algumas do vale de Jacarepaguá. Da Loja Igualdade 93, saíram 25 Irmãos; da Loja Fraternidade, 24 irmãos. Daqueles 88 Irmãos, uma parte filiou-se à Loja reerguedora Leonardo da Vinci, de onde saíram mais três Lojas. Sintetizando, no primeiro mês de reerguimento, a Grande Loja Symbólica já tinha nove Lojas, num total de 203 Irmãos.

Em 30 de agosto de 2002, o Supremo Conselho entregou à Grande Loja Symbólica a Carta Constitutiva original de 1927, emitida por Mário Behring e que estava, até então, sob a guarda do Supremo Conselho. Inicia-se o trabalho maçônico e organizacional da Grande Loja Symbólica, calcado nos ideais que levaram a este feito.

Sabíamos que não seria tarefa fácil, mas com a absoluta certeza não era uma aventura ou capricho. Era uma luta contra os inimigos da Maçonaria e da liberdade dos Irmãos. Nossas armas foram trabalho, união, fraternidade – e jamais responder a provocações. Com todos os Irmãos engajados com o mesmo espírito de luta, o desenvolvimento é relativamente rápido. Surgem novas Lojas, novos Irmãos, muitas filiações de Irmãos adormecidos. Junto a uma instituição bancária, desenvolvemos um ótimo seguro de vida, com a preocupação de incluir os Irmãos com idade avançada. Incentiva-se as Lojas a iniciarem um trabalho social. A Grande Loja Symbólica consegue parcerias com Autarquias do Governo do Estado para projetos sociais, convênios com Universidades, parceria para um Plano de Saúde de abrangência nacional.

Não demorou muito, tristes e deploráveis ações começaram a surgir. Provocações, afronta a Irmãos, agressões verbais, ameaças de invasão a Lojas em seu dia de trabalho, estampas em jornais maçônicos distribuídos em todo o Estado nos adjetivando de espúrios e grupelhos, telegramas mentirosos com histórias destorcidas, enviados às Lojas da GLMERJ, visando denegrir a imagem de nossa Grande Loja Symbólica e dos nossos Irmãos. Quando menos esperávamos, recebemos notificação judicial, informando que o registro legal e legítimo da Grande Loja Symbólica estava sob judice.

Fomos conduzidos ao Tribunal profano para discutir esta dúvida e, para a nossa surpresa, primeiro fomos conduzidos à vara Registro Publico, não à Vara Empresarial, como seria o correto; segundo, em vez da dúvida suscitada, foi julgado e aprovado o cancelamento das palavras Grande Loja, de nosso nome. De acordo com a decisão do Tribunal, estas palavras seriam de uso exclusivo da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro! Como pode, se, antes de existir a GLMERJ, já existia a Grande Loja Unida da Inglaterra registrada aqui desde 1890, depois a nossa Grande Loja Symbólica em 1927, depois a Grande Loja do Rio de Janeiro e ainda a Grande Loja da Guanabara. Também tem registro, neste Estado, a Grande Loja Unida.

Independentemente de este nome ter uso universal, deveria ser consignado não como nome, mas como ramo de atividade. Sinceramente não entendemos, mas, como tudo pode acontecer… O certo é que fomos a todas as instâncias. Temos certeza que estamos lutando por uma causa justa. Enquanto existir um sopro de vida, estaremos defendendo nosso direito. Achamos vergonhoso levar a Maçonaria às barras dos Tribunais profanos. Estas querelas deveriam ser discutidas em Tribunais Maçônicos, para não expor ao ridículo, muitas vezes, nossa “Sacrossanta” Instituição, dando oportunidade, às partes, de discutirem seus direitos frente a frente, olho no olho, com respeito ao direito de cada um. A Grande Loja Symbólica do Rio de Janeiro, apesar de todas estas pedras que teve de transpor, acha-se hoje estruturada, trabalhando em prol dos Irmãos e da humanidade, com um índice de crescimento em Lojas e Irmãos infinitamente maior do que se poderia imaginar em apenas três anos, com um relacionamento invejável com um numero considerável de Lojas e Potências espalhadas pelo Brasil e no Exterior. Nestes três anos algumas forças tentaram calar a voz da Grande Loja Symbólica. A cada ataque nos obrigam à tomada de uma nova posição. É chegado o momento de dar um basta a esta contenda inútil, pois ninguém nos afastará dos nossos ideais de luta contra a opressão.

No dia 7 de março de 2005, a Assembléia Geral da Grande Loja Symbólica, por unanimidade, votou a criação e fundação de uma nova Potencia Maçônica, carregando com ela todos os ideais, sendo fundadoras todas as Lojas da Grande Loja Symbólica, mais Lojas de fora de nosso Estado especialmente convidadas para Fincar Colunas Profundas da Primeira Grande Loja Symbólica Nacional Brasileira, que passará a trabalhar em todo o Território Nacional, sendo uma Potência Federada, recebendo todos os Irmãos e Lojas que se sintam injustiçados e queiram lutar por uma Maçonaria unida, livre, fraterna, com respeito à liberdade, com obediência irrestrita aos Antigos Landmarks.

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