Primeira Guerra Servil

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A Primeira Guerra Servil (134 a.C.) foi uma revolta dos escravos da Sicília contra os romanos, que terminou em fracasso.[1]

O número de escravos na República Romana era enorme; escravos eram vendidos no mercado preços irrisórios. Euno, um escravo da Síria,[1] natural de Apamea,[2] era uma pessoa piedosa, e ganhou influência entre os outros escravos da Sicília. Seu mestre, porém, o maltratava.[1]

Euno era fascinado por magia, e dizia ter recebido o conhecimento de eventos futuros dos deuses. Apesar dele errar em várias predições, suas predições corretas, feitas por acaso, eram registradas e aclamadas, o que fez seu nome ser famoso. Ele disse que a deusa da Síria havia aparecido em sonho, e prometido elevá-lo a rei.[2]

Usando um truque, ele fez com que fogo saísse de sua boca quando ele falava, o que atraiu dois mil homens do povo a seguí-lo, e logo ele tinha um exército de quarenta mil.[2]

Euno se uniu a Cleon,[1] natural da Cilícia e um ladrão de estradas,[2] e, a partir de um sinal, setenta mil escravos se rebelaram. Euno assumiu o diadema, chamando-se de Rei Antíoco. Todos homens livres que não conseguiram escapar foram massacrados.[1]

Vários exércitos romanos foram derrotados. Os escravos foram dominados em 132 a.C.. Vinte mil foram executados à espada, e vários foram crucificados na estrada.[1]

Referências

  1. a b c d e f David Nasmith, Outline of Roman History (1890), Chapter V, The Second Century B.C., p.57 [em linha]
  2. a b c d James Ussher, The Annals of the World 134 BC [em linha]
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