Primeira República Portuguesa
A Primeira República Portuguesa (também referida como República parlamentar) e cujo nome oficial era apenas República Portuguesa, foi o sistema político vigente em Portugal entre a revolução republicana de 5 de outubro de 1910 e o golpe de 28 de maio de 1926, que deu origem à Ditadura Militar, que mais tarde se tornaria Ditadura Nacional e posteriormente Estado Novo. Instável devido a divergências internas entre os mesmos republicanos que originaram a revolução de 5 de Outubro, neste período de 16 anos houve sete parlamentos, oito presidentes da República, 39 governos, 40 chefias de governo (um presidente do Governo Provisório e 38 presidentes do Ministério), duas presidências do Ministério que não chegaram a tomar posse, dois presidentes do Ministério interinos, uma junta constitucional, uma junta revolucionária e um ministério investido na totalidade do poder executivo. Foi pródiga em convulsões sociais e crimes públicos e políticos.
Presidentes do Ministério [editar]
| História de Portugal |
Este artigo faz parte de uma série |
| Portugal na pré-História |
| História Antiga |
|---|
| Povos ibéricos pré-romanos |
| Romanização (Lusitânia e Galécia) |
| Germânicos (Visigodos e Suevos) |
| Domínio árabe |
| Domínio Cristão |
| Reconquista |
| Condado Portucalense |
| Formação do Reino de Portugal (1139-1385) |
| Independência de Portugal |
| Dinastia de Borgonha |
| Crise de 1383-1385 |
| Consolidação e Expansão (1385-1580) |
| Dinastia de Avis |
| Descobrimentos |
| Império Português |
| Crise sucessória de 1580 |
| União Ibérica (1580-1640) |
| União Ibérica |
| Dinastia Filipina |
| Restauração da Independência |
| Restauração, Invasões e Liberalismo (1640-1820) |
| Dinastia de Bragança |
| Invasões Napoleónicas |
| Revolução Liberal de 1820 |
| Monarquia Constitucional (1820-1910) |
| Monarquia Constitucional Portuguesa |
| Guerras Liberais |
| Regicídio de 1908 |
| Revolução de 5 de Outubro de 1910 |
| Instauração da República |
| I República |
| Revolução de 28 de Maio de 1926 |
| Ditadura (1926-1974) |
|
Portal Portugal |
- Teófilo Braga (5 de outubro de 1910 a 3 de setembro de 1911) – 333 dias
- João Chagas (3 de setembro a 12 de novembro de 1911) – 70 dias
- Augusto de Vasconcelos (12 de novembro de 1911 a 16 de junho de 1912) – 217 dias
- Duarte Leite (16 de junho de 1912 a 9 de janeiro de 1913) – 207 diasNota 1
- Augusto de Vasconcelos (interinamente de 23 a 30 de setembro de 1913) – 7 dias
- Afonso Costa (9 de janeiro de 1913 a 9 de fevereiro de 1914) – 1 ano e 31 dias
- Bernardino Machado (9 de fevereiro a 12 de dezembro de 1914) – 306 dias
- Vítor Hugo de Azevedo Coutinho (12 de dezembro de 1914 a 25 de janeiro de 1915) – 44 dias
- Joaquim Pimenta de Castro (25 de janeiro a 14 de maio de 1915) – 109 dias
- Junta Constitucional (14 a 15 de maio de 1915) – 1 dia
- João Chagas (15 a 29 de maio de 1915; não tomou posse) – 2 diasNota 2
- José de Castro (interinamente de 17 a 29 de maio de 1915) – 12 dias
- José de Castro (29 de maio a 29 de novembro de 1915) – 184 dias
- Afonso Costa (29 de novembro de 1915 a 15 de março de 1916) – 107 dias
- António José de Almeida (16 de março de 1916 a 25 de abril de 1917) – 1 ano e 39 diasNota 3 – "Ministério da União Sagrada"
- Afonso Costa (interinamente de 4 a 5 de setembro de 1915) – 1 dia
- Afonso Costa (25 de abril a 8 de dezembro de 1917) – 188 diasNota 4
- José Maria Norton de Matos (interinamente de 7 a 25 de outubro e de 18 de novembro a 8 de dezembro de 1917) – 37 dias
- Junta Revolucionária (8 a 11 de dezembro de 1917) – 3 dias
- Sidónio Pais (11 de dezembro de 1917 a 14 de dezembro de 1918) – 1 ano e 3 dias
- Ministério (14 a 15 de dezembro de 1918) – 1 dia
- João do Canto e Castro (interinamente entre 15 e 23 de dezembro de 1918) – 8 dias
- João Tamagnini Barbosa (23 de dezembro de 1918 a 27 de janeiro de 1919) – 35 dias
- José Relvas (27 de janeiro a 30 de março de 1919) – 62 dias
- Domingos Pereira (30 de março a 29 de junho de 1919) – 91 dias
- Alfredo de Sá Cardoso (29 de junho de 1919 a 15 de janeiro de 1920) – 200 dias
- Francisco Fernandes Costa (15 de janeiro de 1920; não tomou posse) – menos de 1 dia
- Alfredo de Sá Cardoso (15 a 21 de janeiro de 1920; reconduzido) – 5 dias
- Domingos Pereira (21 de janeiro a 8 de março de 1920) – 47 dias
- António Maria Baptista (8 de março a 6 de junho de 1920) – 90 dias
- José Ramos Preto (6 a 26 de junho de 1920) – 20 dias
- António Maria da Silva (26 de junho a 19 de julho de 1920) – 23 dias
- António Granjo (19 de julho a 20 de novembro de 1920) – 124 dias
- Álvaro de Castro (20 a 30 de novembro de 1920) – 10 dias
- Liberato Pinto (30 de novembro de 1920 a 2 de março de 1921) – 273 dias
- Bernardino Machado (2 de março a 23 de maio de 1921) – 82 dias
- Tomé de Barros Queirós (23 de maio a 30 de agosto de 1921) – 99 dias
- António Granjo (30 de agosto a 19 de outubro de 1921) – 50 dias
- Manuel Maria Coelho (19 de outubro a 5 de novembro de 1921) – 17 dias
- Carlos Maia Pinto (5 de novembro a 16 de dezembro de 1921) – 41 dias
- Francisco Cunha Leal (16 de dezembro de 1921 a 6 de fevereiro de 1922) – 52 dias
- António Maria da Silva (6 de fevereiro de 1922 a 15 de novembro de 1923) – 1 ano e 282 dias
- António Ginestal Machado (15 de novembro a 18 de dezembro de 1923) – 33 dias
- Álvaro de Castro (18 de dezembro de 1923 a 6 de julho 1924) – 201 dias
- Alfredo Rodrigues Gaspar (6 de julho a 22 de novembro de 1924) – 139 dias
- José Domingues dos Santos (22 de novembro de 1924 a 15 de fevereiro de 1925) – 85 dias
- Vitorino Guimarães (15 de fevereiro a 1 de julho de 1925) – 136 dias
- António Maria da Silva (1 de julho a 1 de agosto de 1925) – 31 dias
- Domingos Pereira (1 de agosto a 17 de dezembro de 1925) – 138 dias
- António Maria da Silva (17 de dezembro de 1925 a 30 de maio de 1926) – 164 dias
Notas [editar]
- ↑ 214 dias se incluído o período em que Augusto de Vasconcelos ocupou o cargo interinamente, mas em que Duarte Leite foi de jure o presidente do Ministério.
- ↑ 14 dias se incluído o período em que José de Castro ocupou o cargo interinamente, mas em que João Chagas foi de jure o presidente do Ministério.
- ↑ 1 ano e 40 dias se incluído o período em que Afonso Costa ocupou o cargo interinamente, mas em que António José de Almeida foi de jure o presidente do Ministério.
- ↑ 225 dias se incluídos os períodos em que José Maria Norton de Matos ocupou o cargo interinamente, mas em que Afonso Costa foi de jure o presidente do Ministério.