Princípios da gerência de redes

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Sistemas de Telecomunicações[editar | editar código-fonte]

As empresas operadoras de serviços de telecomunicações no Brasil, (antigo sistema Telebrás e atuais empresas operadoras) seguem o caminho das operadoras internacionais mostrando sua preocupação com a gerência da planta da comutação digital. Os trabalhos de especificação de sistemas de informação estão direcionados para tecnologias chamadas estratégicas, que são as centrais digitais de comutação, centrais de comutação celular e equipamentos de transmissão digital, envolvidas diretamente com o negócio da empresa.


As atuais empresas operadoras de telecomunicações de telefona fixa e telefonia celular passaram a usar nomes comerciais diversos, em alguns casos, independentes dos seus principais grupos controladores.

Por exemplo: CTBC Telecom, Brasil Telecom (adquirida pela Oi), Claro, Embratel, GVT, Intelig, Oi (Telemar), Tim, Vesper, Vivo etc.



Princípios da Gerência de Redes

A digitalização e a crescente integração e diversificação dos serviços oferecidos, implicam numa maior complexidade da rede e no aumento de capacidade dos equipamentos, originando requisitos novos e mais complexos de gerência.

Com o iminente crescimento do número de centrais digitais de comutação previsto para os próximos anos, conforme dados da ANATEL, surge a necessidade de especificação de sistemas de gerência voltados para esta tecnologia e seus sistemas agregados. Um estudo, baseado na análise de custo e benefício, pode mostrar como priorizar, especificar e adquirir esses novos sistemas de gerência de modo a atender o crescimento da rede de telecomunicações.

Nesse contexto, quando é citado a terminologia sistema de gerência ou sistema de operação, não pode-se confundir com funções de O&M (operação e manutenção), geralmente voltadas para uma tecnologia específica, aquela do próprio fabricante do equipamento em questão.

Para tanto, será apresentada uma descrição dos requisitos mínimos e necessários de uma arquitetura de gerência, seguindo o Modelo TMN e respeitando seus aspectos de hardware e software, para permitir o gerenciamento dos equipamentos de comutação.

De forma alguma os aspectos aqui levantados invalidam as necessidades de gerência abordadas em outros textos técnicos voltados à aquisição de equipamentos, visam, tão somente, complementar as definições e recomendações existentes nestes documentos.

Fazem parte da gerência da rede funções como supervisão e monitoração das sub-redes com seus equipamentos e recursos, medição da utilização dos recursos, configuração dos equipamentos para funcionamento, configuração dos canais de transmissão, disponibilidade de recursos, manutenção dos equipamentos, provisionamento, confidencialidade de dados, integridade de dados e controle de acesso.

A partir do estudo e análise de cada sistema desenvolvido foi possível identificar algumas necessidades básicas de definições (tomadas de decisões), especificações e desenvolvimentos, a fim de se melhorar a qualidade do serviço oferecido, otimizar tarefas realizadas e integrar os sistemas.

A integração dos esforços da empresa visando gerência será alcançada através do aproveitamento dos recursos existentes, contemplando a planta atualmente instalada (legada) e sua respectiva infra-estrutura necessária à operação.

O planejamento pretende identificar as necessidades de especificação e desenvolvimento para a solução dos problemas atuais, adotando um modelo padronizado, tanto para o desenvolvimento como para a integração, observando aspectos de distribuição de sistemas necessários para a gerência de uma rede complexa como a rede de telecomunicações.


Entre as ações que se deve realizar para solucionar os problemas relativos ao gerenciamento da Rede de Telecomunicações pode-se enumerar:

  • Sistemas Gerenciados: Determinar o escopo dos sistemas gerenciados, equipamentos de telecomunicações ou conjunto destes equipamentos com funções específicas na planta.
  • Novos equipamentos: Orientar a aquisição de novos equipamentos já objetivando gerência, através de uma arquitetura de gerenciamento baseada no Modelo TMN.
  • Plataformas de Gerenciamento: Orientar a aquisição de uma plataforma de sistemas de gerência como suporte aos sistemas de gerência, definindo a rede de suporte para gerência, o hardware, o sistema operacional e o sistema gerenciador de banco de dados (do original em inglês, DBMS) para a operação.


Uma questão na problemática de gerência é justamente o levantamento de requisitos funcionais, também chamados de funções ou serviços de gerência. Esses requisitos são definições das informações disponíveis nas redes e nos seus componentes (elementos de redes) e quais operações podem ser realizadas sobre eles. Existe uma metodologia, específica para a tarefa de levantamento desses requisitos, que está definida na Recomendação ITU-T M.3020 (ITU - União Internacional de Telecomunicações - Suíça).

Para completar a definição dos requisitos ou serviços relativos à gerência, existem requisitos específicos que precisam ser determinados para as centrais de pequeno porte, unidades de supervisão remota e equipamentos de informática, que também compõem a rede de telecomunicações. Outros requisitos gerais se referem à interface homem-máquina, comandos de O&M (operação e manutenção) e acesso aos elementos de rede, no caso de centrais digitais de comutação.

A evolução das redes de transmissão que utilizam tecnologia SDH (Synchronous Digital Hierarchy) viabilizou a instalação de centrais de comutação com maior capacidade de processamento, permitindo o atendimento de uma vasta área geográfica, simplificando o gerenciamento e facilitando a operação e manutenção. Outro aspecto positivo, conseqüência dessa prática, é diminuição da carga de trabalho da equipe técnica restringindo o número de elementos de rede a serem gerenciados. Um exemplo disso, são as centrais de comutação e controle utilizadas no serviço móvel celular.

Na questão das centrais analógicas de comutação, referente à gerência da planta analógica legada, uma solução que pode ser vislumbrada é a digitalização das centrais analógicas de comutação de grande porte. No caso das centrais de pequeno e médio porte, deve-se seguramente optar pela desativação (com os serviços absorvidos por outra central) ou a substituição.



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