Principado de Lucca e Piombino
| Principato di Lucca e Piombino Principado de Lucca e Piombino |
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| Continente | Europa | ||||
| Capital | Lucca | ||||
| Língua oficial | italiano, toscano, francês | ||||
| Governo | Monarquia constitucional | ||||
| Principes de Lucca e Piombino | |||||
| • 1805-1809 | Elisa Bonaparte | ||||
| • 1805-1814 | Félix Baciocchi | ||||
| História | |||||
| • 1805 | Decreto de Napoleão oferecendo o principado à irmã Elisa | ||||
| • 1815 | Congresso de Viena | ||||
| Moeda | Franco francés | ||||
O Principado de Lucca e Piombino foi um estado napoleónico, estabelecido em territórios da Toscana, que existiu entre 1805 e 1815.
Índice |
História[editar]
A cidade italiana de Lucca e os territórios envolventes estiveram na origem da República de Lucca. Aquando das invasões dos exércitos revolucionários franceses em Itália, em 1797, a cidade de Lucca matem a sua independência. Contudo, em 1799, Lucca cai perante as forças francesas e a constituição da república é abolida. Lucca é então transformada numa república democrática sob domínio francês (1799 - 1805).
Em 1805, Napoleão ao querer dar uma coroa à sua irmã Elisa, oferece-lhe o principado soberano de Piombino (estado que fora cedido à França pelo reino de Nápoles1 ) pelo decreto de 27 de Ventoso do Ano XIII (18 de março de 1805).
Pouco depois, em 15 de Pradial do Ano XIII (4 de junho de 1805), o Conselho dos Duques (Senado) da recentemente instituída República de Lucca pede a Napoleão, na sua qualidade rei de Itália, de confiar o governo da república a um membro da sua família, hereditariamente, e na respectiva descendência natural. Assim, Napoleão escolhe o marido de Elisa, Félix Baciocchi, escolha ratificada por Lucca, em 25 de Pradial (14 de junho).
Baciocchi foi nomeado príncipe de Lucca pela constituição de 14 Messidor (23 de junho). Em caso de morte, o principado seria entregue a Elisa e, após ela, à sua descendência masculina legítima, por ordem de primogenitura2 . A coroação do príncipe Baciocchi e de sua mulher teve lugar em 12 de Messidor (1 de julho). Em 14 de julho seguinte, os príncipes chegam a Lucca para a sua cerimónia de investidura.
Em 31 de março de 1806, Napoleão retira o Massa e Carrara ao reino de Itália pour les rattacher às possessões de Elisa e Félix. A Garfagnana foi igualmente adicionada.
Em 3 de março de 1809, Elisa recebe o título de Grande dignatária do Império, como Grã-duquesa, com o governo geral dos Departamentos da Toscana. O principado, fazia parte da Toscana e do grande Império, conservando um estatuto particular (não se torna um Departamento francês embora seja nomeado um prefeito, Antoine-Marie-Pierre de Hautmesnil, para administrar o território.
Em 1814, o exército austríaco ocupa Lucca. Pelo acto final do Congresso de Viena (1815), o principado é dissolvido e partilhado entre diferentes soberanos:
- o ducado de Massa e Carrara é devolvido a Maria Beatriz d'Este, arquiduquesa consorte de Áustria;
- o principado de Piombino é devolvido à família Boncompagni-Ludovisi, na pessoa de Ludovici, duque de Sora, embora sob suserania do Grão-ducado da Toscana, deixando de ser estado soberano;
- a infanta Maria Luísa, filha de Carlos IV de Espanha e viúva de Luís I, ex-rei da Etrúria, obtem Lucca, erigida em ducado, com uma renda anual de 500.000 francos como indemnização provisória, como compensação pela perda do ducado de Parma outorgado a Maria Luísa da Áustria.
Exercício do poder[editar]
Os novos príncipes governaram respeitando a Constituição do principado, onde estava estabelecido a separação entre o Estado e administração da capital, o que originou o nascimento da comuna de Lucca3 .
Elisa põe em prática uma corte e uma etiqueta inspirada na das Tulherias. Em Lucca, rodeia-se de ministros muitos dos quais ocupam o lugar até ao fim do seu reinado, como:
- Luigi Matteucci, ministro da Justiça, do Interior e dos Negócios Estrangeiros,
- Francesco Belluomini (substituído pelo filho Giuseppe), como ministro das Finanças,
- Jean-Baptiste Froussard, chefe de gabinete, ou
- Pierre d'Hautmesnil, responsável do orçamento do Estado.
Elisa exerce a maior parte do poder, mantendo-se o marido muito apagado, contentando-se em tomar decisões no domínio militar, ficando com um papel que oscila entre o de ajudante de campo e de príncipe consorte. Compreensivo, Baciocchi suporta serenamente as infidelidades da sua mulher , satisfazendo-se por vê-la governar os estados que o imperador lhe entregara.
Brasão de Armas[editar]
| Figura | Brasonamento |
| Elisa Bonaparte (1777-1820), Princesa de Piombino (18 de março de 1805) e de Lucca (junho de 1805),
Partido: no I, coupé d'argent et de gueules (Lucca) à la lionne rampant, la tête contournée, brochant sur le tout; no II, de gueules à deux barres d'or accompagnées de deux étoiles du même, une en chef et une en pointe (Bonarparte); sobre o todo d'azur, à l'aigle d'or, la tête contournée, au vol abaissé, empiétant un foudre du même (Império). Manto Imperial, coroa ducal. |
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| Félix Baciocchi (1762 - 1841), príncipe de Piombino (18 de março de 1805) e de Lucca (junho de 1805).
Partido: no I, coupé d'argent et de gueules au léopard rampant, au naturel, brochant; no II, de Bonaparte; sobre o todo, de Império. Manto imperial, coroa ducal, colar da Ordem do Tosão de Ouro, e grande colar da Legião de Honra. |
Anexos[editar]
Bibliografia[editar]
- Claude Drigon, marquis de Magny, "Nouveau traité historique et archéologique de la vraie et parfaite science des armoiries", Auguste Aubry, 1856
- "L'Univers : histoire et description de tous les peuples", F. Didot frères, 1843
- Marie Nicolas Bouillet, "Dictionnaire universel d'histoire et de géographie", vol. 2, L. Hachette et Cie, 1869, 2048 p.
- Gérard Hubert, La sculpture dans l'Italie napoléonienne, E. de Boccard, 1964, 532 p.
Referências[editar]
Ver também[editar]
- Reino de Itália (1805-1814) ;
- Reino da Etrúria ;
- Principado de Piombino ;
- Elisa Bonaparte ;
- Félix Baciocchi ;
Fontes[editar]
- Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em francês, cujo título é «Principauté de Lucques et Piombino».