Procópio Antêmio

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Flávio Procópio Antêmio (em latim: Flavius Procopius Anthemius; fl. 469 - 515) foi um político do Império Romano do Oriente, filho do imperador romano do ocidente Antêmio.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Procópio era filho de Antêmio e de Márcia Eufêmia, filha do imperador romano do oriente. Seus irmãos eram Antêmiolo, Marciano e Rômulo; ele também teve uma irmã, Alípia.

Ele viveu em Constantinopla, na corte do imperador Leão I, o Trácio, enquanto seu pai tornou-se governante do Império Romano do Ocidente (r. 467 - 472), tentando, sem sucesso, restaurar o poder romano nas províncias ocidentais para além da Itália e da Gália. Durante este tempo, Antêmiolo, seu irmão, morreu enquanto liderava uma ataque contra os visigodos (em 471) e sua irmã Alípia se casou com o poderoso mestre dos soldados (magister militum) de origem bárbara Ricimero.

Em 479, Leão morreu sem deixar filhos, apenas duas filhas, a mais velha Ariadne, nascida antes de Leão ser elevado ao trono e casada com o general isauriano Zenão I; a mais jovem Leôncia, nascida quando Leão já era imperador e casada com o irmão de Procópio, Marciano.

O povo de Constantinopla desprezava os isaurianos, considerando-os bárbaros, além disso, o estado de Leôncia como porfirogênita deu-lhe algum tipo de precedência ao trono, de acordo com a facção que se opunha a Zenão. Por esta razão Marciano tentou derrubar Zenão e, com a ajuda de Procópio e Rômulo, que reuniram em Constantinopla tropas compostas por cidadãos e estrangeiros na casa de Cesário, no sul do Fórum de Teodósio. De lá eles marcharam ao mesmo tempo, pelo palácio imperial e sobre a casa de Illo, um general isauriano aliado de Zenão. O imperador quase foi tombado nas mãos dos rebeldes, que, durante o dia, oprimiram as tropas imperiais que foram atingidas também pelos cidadãos nos telhados de suas casas. Durante a noite, porém, Illo conseguiu mover uma unidade isauriana em Constantinopla cujo um quarto estava próxima de Calcedônia corrompendo os soldados de Marciano, permitindo que Zenão fugisse. Na manhã seguinte, Marciano, entendendo que sua situação era desesperadora e que os reforços do general gótico Teodorico Estrabão não chegariam a tempo, se refugiou na Igreja dos Santos Apóstolos, mas foi preso com seus irmãos.

Ele foi enviado para a Cesareia, na Capadócia, com seus irmãos e, com a ajuda de alguns monges, tentou fugir, mas, enquanto seus irmãos conseguiram, ele foi capturado. Procópio e Rômulo fugiram paraa Trácia de Teodorico Estrabão[1] [2] , (que se recusaram a lidar com ele e com Zenão)[3] e em seguida para Roma.[1]

Mais tarde Procópio retornou para Constantinopla, já sob o imperador Anastácio I Dicoro (r. 491 - 518). A imperatriz Ariadne pediu para Anastácio, com quem ela se casou após a morte de Zenão, para nomear Procópio prefeito pretoriano; Anastácio recusou-se, dizendo que o serviço exigia mais aprendizado do que Procópio tinha.[4] No entanto, em 515, ele ocupou o consulado.[5] [6] [7] [8] [9]


Referências

  1. a b Theodorus Lector, Epitome 420.
  2. John of Antioch, fragment 211.3.
  3. Malchus, fragment 19.
  4. John Lydus, De mag. III.50.
  5. Título não preenchido, favor adicionar.
  6. Título não preenchido, favor adicionar.
  7. Título não preenchido, favor adicionar.
  8. Título não preenchido, favor adicionar.
  9. João de Antioquia, fragmentos 214e.15. Uma folha do seu díptico consular foi encontrada em Limoges em torno de 1708 e perdida no século XIX. (Ralph W. Mathisen, Ruricius of Limoges and friends, Liverpool University Press, 1999, ISBN 0853237034, p. 21).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]