Produção de soja no Brasil

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Plantação de soja no Brasil.

A soja é, no Brasil, um dos principais itens da produção agrícola, sendo o país o segundo maior produtor mundial, movimentando em sua cadeia produtiva de agronegócio, no ano de 2002, entre trinta e cinquenta bilhões de dólares. Os cerrados nordestinos são uma das regiões que mais crescem em tal setor (longitudes a oeste da Caatinga, transição entre esta e a parte nordestina da Amazônia).[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Sua introdução deu-se no ano de 1882, pelo professor da Escola de Agronomia da Bahia em Cruz das Almas, Gustavo Dutra, a partir de matrizes estadunidenses. Em 1891 sua adaptação, com matrizes semelhantes às usadas por Dutra, foi experimentada pelo Instituto Agronômico de Campinas, em São Paulo, resultando, uma década mais tarde, na primeira distribuição de sementes. Neste ano de 1901 tem notícia da primeira plantação ocorrida no país, no Rio Grande do Sul. [2]

A produção da soja até 1941 era quase totalmente destinada à forragem animal, sendo que neste ano ocorre a mudança para a produção de grãos e farelo, que foi se desenvolvendo cada vez mais até a quase extinção do plantio para os fins originais.[2]

No ano de 1973 ocorreu uma cheia no Rio Mississipi, nos Estados Unidos da América, criando a oportunidade para o empresário Olacyr de Moraes inaugurar uma nova fronteira agrícola no país, através do cultivo da soja no cerrado do Centro-Oeste. Tornou-se este pioneiro o maior produtor individual do mundo, o que lhe valeu o título na imprensa de "Rei da Soja".[3]

Produção brasileira[editar | editar código-fonte]

No ano de 2003 o país teve uma produção de cinquenta e dois milhões de toneladas, o que correspondeu a 26,8% da produção do mundo.[2]

Na safra 2007/2008 a produção foi 60,1 milhões de toneladas, superada apenas pela estadunidense; a previsão de colheita para a safra 2008/2009 foi de 64 milhões de toneladas.[4]

Os maiores produtores brasileiros são norte do Mato Grosso, Paraná e Goiás, respectivamente com produções em 2004-2006, de quinze, nove e seis milhões de toneladas.[5]

Em 2009, o Brasil foi o segundo maior exportador de soja do mundo.[6]

As exportações brasileiras do complexo soja (grão, farelo e óleo) evoluíram de US$ 4,2 bilhões em 2000 para US$ 17,2 bilhões em 2009, segundo dados da OMC, o que assinala o principal incremento de um produto nas exportações agrícolas do período.[6]

Um dos principais desafios dos produtores é o Custo Brasil, ocasionado pelo centralismo (já que o produto devia ser escoado por portos mais próximos dos seus produtores, facilitando e barateando o frete com menos desperdícios de caminhões em péssimas estradas). Segundo levantamento da Abimaq, de cada dez sacas de soja, cinco são perdidas em estradas degragadas a cada viagem até o Porto de Santos.[7]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Agronegócio da soja é tema de congresso, Embrapa - notícia, 25/11/2004, acessada em 10 de outubro de 2009
  2. a b c A Soja no Brasil, institucional, EMBRAPA, in: Tecnologias de Produção de Soja - Região Central do Brasil - 2004 (acesso em 10 de outubro de 2009)
  3. O drama de Olacyr, matéria de Leonardo Attuch, revista IstoÉ, edição de 01/09/2004 (acesso em 10 de outubro de 2009)
  4. Produção de soja do Brasil em 08/09 chegará a 64,3 mi t, notícia, CI Soja (acesso em 10 de outubro de 2009)
  5. Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul, verbete Soja (acessado em 10 de outubro de 2009)
  6. a b Brasil supera Canadá e se torna o terceiro maior exportador agrícola - O Estado de S.Paulo, 7 de março de 2010 (visitado em 14-3-2010)
  7. O custo Brasil - O Estado de S.Paulo, 14 de março de 2010 (visitado em 14-3-2010)

Ver também[editar | editar código-fonte]

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