Profecia da estátua de Nabucodonosor

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A profecia da estátua de Nabucodonosor é relatada no segundo capítulo do livro bíblico de Daniel.

Contexto Histórico[editar | editar código-fonte]

Aproximadamente no ano de 606 a.C., o Império Babilônico dominava o mundo de então. Nabucodonosor, o rei deste império, havia subjugado o povo de Israel e muitos foram levados para o cativeiro. Dentre os cativos estava o jovem Daniel, da Tribo de Judá. Babilônia era uma cidade de beleza e luxo. Era cercada por imensos muros e gigantescas portas, além de um profundo fosso rodeando os muros. Babilônia era considerada uma cidade inexpugnável. O Rio Eufrates cortava a cidade em diagonal, sob os muros, fertilizando os maravilhosos jardins. O território que Nabucodonosor governava tinha tido uma longa e variada história e estado sob o governo de diferentes povos e reinos. De acordo com o Gênesis, a cidade de Babilônia foi parte do reino fundado por Nimrod, bisneto de Noé.[1] Nabopolasar (626-605 ac) foi o fundador do que se chama Império Neobabilônico, o qual teve sua idade de ouro nos dias do rei Nabucodonosor e durou até que Babilônia caiu nas mãos dos medos-persas no ano 539.

Nabucodonosor se orgulhava de "sua Babilônia", que ele dizia ter criado por suas próprias mãos, com a força de seu poder, para glória de sua magnificência.[2] Mas ele se preocupava em como seria quando ele não fosse mais o governante.

Visão do contexto narrado enquanto alegoria[editar | editar código-fonte]

A Edição Pastoral da Bíblia sustenta que a referência à Nabucodonosor é alegórica, pois o autor queria criticar Antíoco IV que perseguia a comunidade judaica no século II AC.[3]

Sob essa perspectiva o sonho da estátua teria o seguinte significado:

A Tradução Ecumênica da Bíblia, lembra que Antíoco III procurou casar sua filha com Ptolomeu V que se refere a um reino divido, ou seja os sucessores de Alexandre (Império Selêucida e a Dinastia Ptolemaica).[4]

A pedra simboliza o reino messiânico, o reino divino de YeHoVáH, definitivo, que destrói os poderes humanos. Esta é a pedra que esmaga o Império Selêucida que oprime Israel[5] .[4]

Relato Bíblico[editar | editar código-fonte]

Daniel interpreta o sonho do rei Nabucodonosor.

Como todos os antigos, Nabucodonosor acreditava em os sonhos como um dos meios pelos quais os deuses revelavam sua vontade aos homens. Segundo a Bíblia,[6] em uma noite Deus decidiu revelar a Nabucodonosor o futuro em uma Profecia, não só do império da Babilônia, mas também a história de toda a humanidade. Nabucodonosor sonhou com uma grande estátua, a cabeça era de ouro, o peito e os braços de prata, o ventre e coxas de bronze, as pernas de ferro e os pés eram parte de ferro e parte de barro. Enquanto admirava a estátua uma grande pedra veio do alto e acertou os pés da estátua que acabou sendo totalmente destruída. Depois disso a pedra cresceu até cobrir toda a face da terra.

No dia seguinte ao pensar no sonho, o rei percebeu que não conseguia se lembrar de nada. Não conformado com o esquecimento procurou ajuda dos sábios de sua corte. Exigiu que eles o fizessem lembrar do sonho e também dessem a sua interpretação

Daniel não estava presente quando os sábios foram convocados e notificados da difícil tarefa. Se o mistério não fosse solucionado todos os sábios seriam executados. A severidade do castigo não estava fora de tom com os costumes desses tempos. No entanto, era um passo temerário do rei porque os homens cuja morte tinha ordenado constituíam a classe mais culta da sociedade. Daniel pediu um tempo para buscar o auxílio de Deus e então solucionar o que parecia impossível.

Segundo a Bíblia, uma noite Deus enviou a Daniel o mesmo sonho que o Rei havia sonhado. Algum tempo depois Daniel foi levado até Nabucodonosor. Daniel descreveu o sonho com exatidão ao rei, contou até mesmo o que Nabucodonosor pensara antes de dormir.[7] Nabucodonosor não tinha nenhuma dúvida que aquele era o sonho e que Deus havia revelado essas coisas a Daniel.

Em seguida Daniel deu a interpretação do sonho. Daniel descreveu, segundo o relato bíblico, história da humanidade desde a babilônia até o dia do juízo final. Segundo Daniel as diferentes partes da estátua eram diferentes impérios que se sucederiam no controle e domínio do mundo.

As mais óbvias interpretações preteristas sobre a revelação do sonho de Daniel, estão contidas nas próprias escrituras sagradas onde se tem revelações sobrenaturais bem como a do próprio jovem Daniel. Vejamos por partes:

  1. a cabeça de ouro: as sagradas escrituras definem essa cabeça de ouro como o poder babilônico da época cujo rei era Nabucodonosor e todo seu império conquistador;
  2. o peito e os braços de prata: seria um segundo reinado um pouco inferior ao babilônico;
  3. o ventre e o quadril: seria um terceiro reino, um reinado de bronze que governaria toda terra;
  4. as pernas de ferro: se refere a um quarto reino forte como o ferro, pois o ferro quebra e destrói tudo; e assim como o ferro despedaça tudo também ele destruirá e quebrará todos os outros reinos que já existiram;
  5. os pés eram em parte ferro e parte barro: essa parte da revelação que Daniel revelara ao rei se refere aos dedos dos pés que eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil; quanto ao ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.Referindo-se desta forma às alianças que as nações futuras tentarão fazer umas com as outras mas sem grandes resultados;
  6. a pedra que caiu sem auxílio de mãos: se refere ao Messias e Salvador da humanidade, o próprio Jesus Cristo, a quem as escrituras sagradas se referem ((Daniel 2:44) - Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre.)

Interpretação Historicista[editar | editar código-fonte]

Segundo esta linha de interpretação, a profecia do capítulo 7 cobre essencialmente o mesmo lapso histórico que o sonho do capítulo 2 de Daniel. Ambos abarcam desde os dias do profeta até o dia do juízo final. Em Daniel 2, Nabucodonosor viu os poderes mundiais representados por uma grande estátua de metal, já no capítulo 7, Daniel os viu mediante o simbolismo de bestas e chifres.

Os estudiosos que defendem esta linha de raciocínio entendem que tema do capítulo 2 de Daniel é essencialmente político. Foi dado, em primeiro lugar, para informar a Nabucodonosor e assim conseguir sua cooperação com o plano divino. Já a profecia do capítulo 7, como as do resto do livro, foram dadas especialmente para que o plano divino, através de todos os séculos, pudesse ser entendido e revelado. Estas profecias tem como pano de fundo a luta do bem contra o mal. Antes de prosseguir nesta leitura veja os artigos Simbologia Bíblica e Tabela de Símbolos Bíblicos.

A Cabeça de Ouro[editar | editar código-fonte]

Ele deu ao senhor o domínio em todo o mundo sobre os seres humanos, os animais e as aves. O senhor é a cabeça feita de ouro.[8]

Os jardins suspensos da Babilónia, como imaginados por Martin Heemskerck.

O Primeiro Reino[editar | editar código-fonte]

Nabucodonosor era a personificação do Império Neobabilônico. As conquistas militares e o esplendor arquitetônico de Babilônia se deviam, em grande parte, a suas proezas. Literalmente, Daniel diz que a destacada cabeça de ouro da estátua era o Império Babilônico representado por seu governante Nabucodonosor.

Ouro[editar | editar código-fonte]

Para embelezar a cidade de Babilônia se tinha usado ouro em abundância. Heródoto descreve com profusão de termos o resplendor do ouro nos templos sagrados da cidade. A imagem do deus, o trono sobre o qual estava sentado, a mesa e o altar estavam feitos de ouro.

Cabeça[editar | editar código-fonte]

Nabucodonosor sobressaía entre os reis da Antiguidade.

Peito e Braços de Prata[editar | editar código-fonte]

Depois do seu reino haverá outro, que não será tão poderoso como o seu…[9]

O Segundo Reino[editar | editar código-fonte]

Ciro II permitindo aos Hebreus o retorno e reconstrução de Jerusalém

Este segundo reino da profecia de Daniel é chamado às vezes Império Medo-Persa, incluía o mais antigo Império Medo e as aquisições mais recentes do conquistador persa Ciro II. É pouco provável que o segundo reino seja somente o Império Medo, como alguns sustentam, o que converteria a Império Aquemênida (Persa) no terceiro reino. O Império Medo foi contemporâneo do Império Neobabilônico, não seu sucessor. Império Medo caiu ante Ciro o persa antes da queda da Babilônia. Dario reinou em Babilônia por permissão do verdadeiro conquistador, Ciro, que derrotou Belsasar da Babilônia. O livro de Daniel se refere várias vezes à nação que conquistou a Babilônia, à qual Dario representava, como "os medos e os persas". Segundo Heródoto, Ciro havia dito que era parte Persa e parte Medo. Ciro, que tinha chegado a ser rei da Pérsia, derrotou a Astíages dos Medos no ano 553 ou 550 AC. Assim os persas que anteriormente estavam subordinados aos medos, chegaram a ter o poder dominante no que tinha sido o Império Medo. Já que os persas governaram desde o tempo de Ciro em adiante, se os menciona normalmente como Império Aquemênida. Mas o prestígio mais antigo se refletia na frase "Medos e Persas" que se aplicava aos conquistadores da Babilônia no tempo de Daniel e ainda mais tarde. A posição honrosa de Dario depois da conquista da Babilônia demonstra o respeito de Ciro para com os Medos, ainda que o mesmo detinha realmente o poder.

[Obs: O Império Medo-Persa era de três a quatro vezes maior em extensão e população do que o reino de Nabucodonosor. Não só incluiu o reino conquistado da Babilônia, mas também a Lídia (parte ocidental da Turquia), o Egito, o Afeganistão, uma grande parte da Ásia Central e da pátria Medo-Persa (atuais Irã e leste da Turquia). Além disso, o Império Aquemênida (539-330) durou mais do que o dobro do Império Neobabilônico (626-539), 209 anos contra 87 anos. Portanto, é impossível considerar que o Império Medo-Persa tenha sido menor ou menos poderoso do que o Neobabilônico.]

Prata[editar | editar código-fonte]

Como a prata é inferior ao ouro, o Império Medo-Persa foi inferior ao Neobabilônico. Ao contrastar os dois reinos, notamos apesar do segundo ter durado mais tempo, certamente foi inferior em luxo e magnificência. Os conquistadores medos e persas adotaram a cultura da complexa civilização babilônica, porque a sua estava muito menos desenvolvida.

Ventre e Coxas de Bronze[editar | editar código-fonte]

…e depois desse reino haverá ainda outro, um reino de bronze, que dominará o mundo inteiro. [9]

O Terceiro Reino[editar | editar código-fonte]

O sucessor do Império Medo-Persa foi o Império de Alexandre, o Grande e seus sucessores. Grécia estava dividida em pequenas cidades-estados que tinham um idioma comum mas pouca ação unificada. Ao pensar na Grécia antiga, pensamos principalmente na idade de ouro da civilização grega sob a liderança de Atenas, no século V ac. Este florecimento da cultura grega seguiu ao período de maior esforço unido das cidades-estados autônomas, a exitosa defesa de Grécia contra Persia, ao redor do tempo da rainha Ester. A "Grécia" de Daniel 8:21[10] não se refere às cidades-estados autônomas do período da Grécia clássica, mas ao posterior reino macedónico que venceu a Pérsia. Macedônia, uma nação consanguínea situada ao norte de Grécia propriamente dita, conquistou as cidades gregas e as incorporou pela primeira vez a um Estado forte e unificado. Alexandre, depois de ter herdado de seu pai o recém engrandecido reino grecomacedônico se pôs em marcha para estender a dominação macedónica e a cultura grega para o oriente e venceu ao Império Aquemênida. A profecia apresenta o reino da Grécia como um reino que viria depois da Pérsia, porque Grécia nunca se uniu para formar um reino até a formação do Império Macedónico que substituiu a Pérsia como principal poder do mundo desse tempo. O último rei do Império Aquemênida foi Dario III, que foi derrotado por Alexandre nas batalhas de Grânico (334 a.C.), Batalha de Isso (333 a.C.), e Batalha de Gaugamela (331 a.C.).

Bronze[editar | editar código-fonte]

O Império de Alexandre Magno

Os soldados gregos se distinguiam por sua armadura de bronze. Seus capacetes, escudos e machados eram de bronze. Heródoto nos diz que Psamético I do Egito viu nos piratas gregos que invadiam suas costas o cumprimento de um oráculo que predizia a "homens de bronze que saem do mar".

Dominará o Mundo Inteiro[editar | editar código-fonte]

A história registra que o domínio de Alexandre se estendeu sobre Macedônia, Grécia e o Império Aquemênida. Incluiu a Egito e se expandiu pelo oriente até a Índia. Foi o império mais extenso do mundo antigo até esse tempo. Seu domínio foi "sobre toda a terra" no sentido de que nenhum poder da terra era igual a ele, e não porque cobrisse todo mundo, nem ainda toda a terra conhecida nesse tempo. Um "poder mundial" pode definir-se como aquele que está acima de todos os demais, invencível; não necessariamente porque governe a todo mundo. As afirmações superlativas eram comumente usadas pelos reis da Antiguidade. Ciro denomina a si mesmo "rei do mundo… e dos quatro bordes (regiões da terra)".

Pernas de Ferro[editar | editar código-fonte]

Depois, virá um quarto reino, e este será forte como o ferro, que quebra e despedaça tudo. E assim como o ferro quebra tudo, esse reino destruirá completamente todos os outros reinos do mundo.[11]

O Quarto Reino[editar | editar código-fonte]

O Coliseu de Roma, Itália

Esta não é a etapa posterior quando se dividiu o império de Alexandre, mas império que conquistou o mundo macedónico. Muito antes da tradicional data de 753 a.C., Roma tinha sido estabelecida por tribos latinas que tinham vindo a Itália em ondas sucessivas arredor do tempo em que outras tribos indo-europeus se tinham estabelecido na Grécia. Desde aproximadamente of século VIII a.C. até o V a.C. a cidade-estado latina foi governada por reis etruscos vizinhos. A civilização romana foi muito influída pelos etruscos, que vieram a Itália no século X a.C. e especialmente pelos gregos que chegaram dois séculos mais tarde. Pelo ano 500 a.C. o Estado romano se converteu em república, e seguiu sendo-o por quase 500 anos. Em 265 a.C. toda Itália estava sob o domino romano. Em 200 a.C. Roma saiu vitoriosa da luta a morte que tinha sustentado com sua poderosa rival do norte de África, Cartago (originalmente uma colônia fenícia). Desde então Roma se fez dona do Mediterrâneo Ocidental e era mais poderosa do que qualquer dos estados do oriente. Desde então Roma primeiro dominou e depois absorveu, um a um, os três reinos que sobraram dos sucessores de Alexandre, e assim chegou a ser o seguinte grande poder mundial depois de Alexandre. Este quarto império foi o que mais durou e o mais extenso dos quatro, pois no século II estendia-se desde Inglaterra até o Eufrates.

Ferro[editar | editar código-fonte]

Edward Gibbon chamou muito adequadamente Roma de a "monarquia de ferro", ainda que não era monarquia no tempo em que chegou a ser o principal poder do mundo.

Quebra e Despedaça Tudo[editar | editar código-fonte]

Tudo o que se pôde reconstruir da história romana confirma esta descrição. Roma ganhou seu território pela força ou pelo temor que infundia seu poderío armado. Ao princípio interveio em conflitos internacionais numa luta por sobreviver contra seu rival, Cartago, e se viu assim envolvida numa guerra depois de outra. Achatando a um adversário depois de outro, chegou a ser finalmente a agressiva e irresistível conquistadora do mundo mediterrâneo e da Europa Ocidental. No princípio da era cristã, e um pouco mais tarde, o poder de ferro das legiões romanas respaldava à Pax Romana (a paz de Roma). Roma era o império maior e mais forte do que o mundo tinha conhecido até então.

Dedos de Ferro e Barro[editar | editar código-fonte]

Na estátua que o senhor viu, os pés e os dedos dos pés eram metade de ferro e metade de barro. Isso quer dizer que esse reino será dividido, mas terá alguma coisa da força do ferro; pois, como o senhor viu, o ferro estava misturado com barro.[12]

O Quinto Reino[editar | editar código-fonte]

Ainda que menciona aos dedos, Daniel não chama especificamente atenção a seu número. Declara que o reino seria dividido.Isso significa que esse Reino representa a forma de governo em que se encontra a sociedade humana dividida, com alguns reinos fortes como o ferro e outros frágeis como o barro.

Barro e Ferro, Fraco e Forte[editar | editar código-fonte]

Roma tinha perdido sua tenacidade e força férreas, e seus sucessores eram manifestamente débeis, isto significa que Roma permaneceria até os dias de hoje, contudo como mistura dela (Ferro)com o barro, sabemos que não existe mais atualmente o império Romano, e sim o que sobrou dele, o papado. Também existia uma parte forte. Os reinos bárbaros diferiam grandemente em valor militar, como o diz Gibbon ao referir-se a "as poderosas monarquias dos francos e os visigodos, e os reinos subordinados dos suevos e burgundios".

Não Ficarão Unidos[editar | editar código-fonte]

Os versos 42[13] e 43[14] dizem: "Como os artelhos dos pés eram, em parte de ferro e em parte de barro, assim, por uma parte o reino será forte e, por outra, será frágil. Quando ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.".

A profecia de Daniel suportou a prova do tempo. Algumas potências mundiais foram débeis, outras fortes. O nacionalismo continuou com vigor. As tentativas de converter num império único e grande as diversas nações que surgiram do quarto império terminaram no fracasso. Certas seções se uniram transitoriamente, mas a união não resultou nem pacífica nem permanente. Existiram também muitas alianças políticas entre as nações. Mas todas essas tentativas se frustraram. A profecia não declara especificamente que não poderia ter uma união transitória de vários elementos, por meio da força das armas ou de uma dominação política. No entanto, afirma que se tentasse ou se conseguisse formar tal união, as nações que a integrassem não funcionariam organicamente, e continuariam com seus receios mútuos e hostis. Uma federação formada sobre tal fundamento está condenada à ruína. O sucesso passageiro de algum ditador ou de alguma nação não deve assinalar-se como o fracasso da profecia de Daniel.

Poder-se-ia dizer que os dez dedos são dez reinos que ainda não surgiram na Terra, oportunidade em que cairá a pedra do céu e exterminará a civilização contemporânea, dando lugar a um vazio de milênios. Só depois de passados milênios a Terra se restauraria e uma nova civilização renasceria de floreceria, como ja aconteceu muitas outras vezes no passado remoto. Fonte: wikipedia.org/ ; https://www.google.com.br/#q=os+dez+reinos+da+nova+ordem+mundial

A Pedra[editar | editar código-fonte]

O verso 44 diz: No tempo desses reis, o Deus do céu fará aparecer um reino que nunca será destruído, nem será conquistado por outro reino. Pelo contrário, esse reino acabará com todos os outros e durará para sempre.[15]

É isso o que quer dizer a pedra que o rei viu soltar-se da montanha, sem que ninguém a tivesse empurrado, e que despedaçou a estátua feita de ferro, bronze, prata, barro e ouro. O Grande Deus está revelando ao senhor o que vai acontecer no futuro. Foi este o sonho que o senhor teve, e esta é a explicação certa.[16]

Fará Aparecer um Reino[editar | editar código-fonte]

Alguns estudiosos apresentam este detalhe da profecia uma predição da primeira chegada de Cristo e da posterior conquista do mundo pelo Evangelho. Outros estudiosos afirmam que isto é improvável porque este novo "Reino" não devia coexistir com nenhum daqueles quatro reinos; devia suceder à fase do ferro e barro misturados, que ainda não existiam quando Cristo esteve na terra. Segundo eles o reino de Deus ainda estava por vir, como Jesus afirmou a seus discípulos. Esta linha de interpretação defende a ideia que este último Reino será estabelecido quando Cristo voltar para resgatar aqueles que O aceitaram como Salvador.http://www.sbb.org.br/bibliaonline/biblia_completa2.asp?cv=2&livro=121&cap=4&ver=1 II Timóteo. 4:1]; Mat.25:31-34</ref>. Também há a possibilidade de esta pedra ser um movimento intelectual como foi o helenismo, pode ser o domínio religioso universal, pode ser um movimento político de nacionalismo, há muitas possiblidades não avaliadas pelos estudiosos que aceitam a interpretação cristã .

Significado para 'Pedra'[editar | editar código-fonte]

Em Aramaico 'ében', é uma palavra idêntica a palavra 'ében' do Hebraico. Sua tradução é "pedra", e é usada para referir-se a lousas, pedras para atirar com funda, pedras talhadas, vasilhas de pedra, pedras preciosas. A palavra 'rocha' é usada freqüentemente na bíblia como uma referência a Deus (Deut. 32:4, 18;1 Sam. 2:2; etc.). Esta palavra 'rocha' vem da palavra hebraica 'tsur'. A palavra usada no original por Daniel foi 'tsur' e não 'eben'. Daniel é claro em sua interpretação para Nabucodonosor pois apresenta e descreve todos os símbolos usados na profecia.

Sem que Ninguém a Tivesse Empurrado[editar | editar código-fonte]

Muitos comentaristas acreditam que este é um indício de que este último reino tem origem sobre-humana. Acreditam que o último Reino não será fundado pelas hábeis mãos dos homens, mas pela poderosa mão de Deus. Assim como todo reino é estabelecido por Deus, este novo movimento também será estabelecido por Deus… Não precisará necessariamente ser sobrenatural, mas certamente será universal…

O gráfico abaixo apresenta sérios problemas históricos. A divisão do reino em 4 (Daniel 4:11 Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado, e será repartido para os quatro ventos do céu) ocorre antes dos acontecimentos descritos dos versículos 5 a 45. Além disso, os fatos do capítulo 11 são incompatíveis com o Império Aquemênida, mas são historicamente fiéis às lutas entre a dinastia dos Ptolomeus (Egito) e Selêucidas (Síria) entre, aproximadamente, o ano 300 a.C. e 164 a.C.

Linha do Tempo[editar | editar código-fonte]

Batalha de Gaugamela Batalha de Issus Batalha de Granico Alexandre o Grande Dario III Artaxerxes IV Artaxerxes III Artaxerxes II Dario II Sogdianus Xerxes II Artaxerxes I Xerxes I Dario I Declaração de Ciro Babilônia Ciro II Belsasar Templo de Jerusalém Cativeiro Babilónico Nabucodonosor II

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Gênesis 10:9 e 10
  2. Daniel 4:29 e 30
  3. Cap. 2 de Daniel, Edição Pastoral da Bíblia, acessado em 22 de agosto de 2010
  4. a b Tradução Ecumênica da Bíblia, Ed. Loyola, São Paulo, 1994, p 1.367
  5. Apocalíptica, acessado em 22 de agosto de 2010
  6. Daniel Capítulo 2
  7. Daniel 2:29
  8. Daniel 2:38
  9. a b Daniel 2:39
  10. Daniel 8:21
  11. Daniel 2:40
  12. Daniel 2:41
  13. 42
  14. 43
  15. Daniel 2:44
  16. Daniel 2:45