Professor Unrat

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Professor Unrat (O Anjo Azul ou O fim de um tirano)
Professor Unrat Titel.JPG
Autor (es) Heinrich Mann
Idioma alemão
Tradutor Flávio R. Kothe
Editora Albert Langen
Lançamento 1905

Professor Unrat (originalmente publicado em 1905; tradução brasileira de Flávio R. Kothe sob o título O Anjo Azul ou O fim de um tirano), que significa literalmente “Professor Lixo” (mas que na versão portuguesa recebe o nome de Professor Bagunça), é uma das mais importantes obras de Heinrich Mann e se tornou famosa através das adaptações cinematográficas, mais notadamente O Anjo Azul com Marlene Dietrich. O livro caricaturiza o sistema educacional das classes média e alta na Alemanha no tempo do último imperador da Alemanha, Guilherme II.

Resumo da trama[editar | editar código-fonte]

Livro e filme compartilham um ponto de partida em comum — o professor ultraconservador, objeto de zombarias dos alunos e que por isso os odeia (ou será vice-versa?). Ao descobrir que um aluno escreveu versos para uma artista de cabaré, Rosa Fröhlich no livro, Lola Lola no filme, o professor vai atrás dela no cabaré Anjo Azul, acaba se envolvendo sentimentalmente com a artista e por isso perde o emprego no colégio — mas a trama subsequente segue rumos totalmente diferentes (e os finais, ambos dramáticos, também diferem). No filme o professor Immanuel Rath (que todos chamam de Unrat, "sujeira", respectivamente "Bragança" e "Bagunça" na tradução brasileira) passa a integrar a trupe a que pertence a artista, segue com a trupe em suas turnês país afora, e acaba se tornando uma espécie de “serviçal” da trupe, traído e humilhado. No livro a artista abandona a vida de cabaré, vai morar junto com o marido, e quando as economias do desempregado Unrat/Bagunça acabam, o jeito é transformar o lar deles em um verdadeiro “cabaré” onde rola a jogatina e cavaleiros "respeitáveis" vão ao encontro de damas de moral duvidosa. Ao final, o professor flagra seu ex-aluno mais odiado, Lohmann, em sua casa com sua mulher, tenta esganar a mulher, rouba a carteira de Lohmann, e tanto Unrat/Bagunça como Rosa acabam presos, sob o olhar hipocritamente reprovador dos moradores da cidade.

"Impressionante [...] a evolução da artista Fröhlich. Da chanteuse do Anjo Azul à semimundana de alto quilate".[1]
"'O Anjo Azul é um romance da Alemanha dos Junkers e do Kaiser Guilherme II, que o cinema tornou mundialmente conhecido com o filme de mesmo nome, estrelado por Marlene Dietrich. É o retrato de um tiranete — de um professor de ginásio, de uma pequena cidade alemã, o qual os alunos chamam de Unrat: lixo (na tradução brasileira, Bagunça). Ele acaba na sarjeta, arrastado pela paixão por uma cantora de cabaré. Cai a máscara do farisaísmo que dominava a sociedade prussiana.'"[2]

Adaptações cinematográficas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Heinrich Mann, O Anjo Azul, tradução de Flávio R. Kothe, p. 199 da edição de 1985.
  2. Quarta capa da edição brasileira de 1985 pela Paz e Terra.
  3. The German Connection. Indian Express (Jan 15, 2006). Página visitada em 3 August 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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