Programa Fome Zero

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Bono, vocalista do U2, se encontra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele doou uma guitarra para o Fome Zero.

Fome Zero foi um programa do governo federal brasileiro que foi criado em 2003, em substituição ao Programa Comunidade Solidária. Que fora instituído pelo Decreto n. 1.366, de 12 de janeiro de 1995, para o enfrentamento da fome e da miséria. Até dezembro de 2002, o Programa Comunidade Solidária esteve vinculado diretamente à Casa Civil da Presidência da República, e foi presidido pela então primeira-dama do país.[1] De acordo com o site do programa, no Brasil existem 44 milhões de pessoas ameaçadas pela fome.O Programa Fome Zero consiste num conjunto de mais de 30 programas complementares dedicados a combater as causas imediatas e subjacentes da fome e da insegurança alimentar, implementados pelo ou com o apoio do Governo Federal.[2]

Críticas[editar | editar código-fonte]

Em 2003, David de Ferranti, o representante do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, criticou o programa,[3] alegando a falta de um "objetivo claro" e também dizendo ao mesmo tempo que o governo "não combatia a pobreza e desigualdade social". Ele também criticou a doação de dinheiro, e a distribuição e recolhimento dos alimentos. Não obstante essas declarações de David de Ferranti, em fevereiro de 2003 a Diretoria do Banco Mundial aprovou o primeiro Empréstimo Programático de Reforma do Setor de Desenvolvimento Humano, no valor de US$505 milhões, para o Brasil, ocasião em que Vinod Thomas, Diretor do Banco Mundial para o Brasil, declarou: "O Brasil está fazendo uma das maiores experiências da história ao executar um programa social ousado, com responsabilidade social, num ambiente internacional extraordinariamente difícil. Este empréstimo é uma das diversas formas pelas quais o Banco Mundial apoia essas iniciativas".[4]

O Fome Zero é considerado, pela oposição ao governo e pela mídia, como um fracasso, devido a uma alegada falta de habilidade do governo para controlar o programa. Um deputado federal chegou a dizer, em março de 2005, que o programa seria um "fracasso", citando a morte de várias crianças indígenas devido à má nutrição na cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul, como exemplo.[5] O programa Fome Zero não deu certo e foi extinto, e por isso costuma ser citado como um dos principais fracassos da administração Lula.[6] No entanto, foi substituído pelo bem-sucedido Bolsa Família.[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]