Projeciologia

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Projeciologia (do latim projectio significa projeção e logos no grego significa tratado) é o ramo, subcampo, ou especialidade de caráter mais prático da conscienciologia, ciência não-convencional,[1] relacionada às projeções energéticas da consciência e as projeções da própria consciência para fora do corpo humano, ou seja, das ações da consciência operando fora do estado de restrição física do cérebro e todo o corpo biológico. Devido à falta de evidência científica e experimentos em condições controladas, dentro dos parâmetros da ciência convencional fisicalista, mesmo com todos os esforços para parapsicologia, a projeciologia é considerada uma pseudociência no Brasil, por muitos pesquisadores da ciência convencional,[carece de fontes?] embora em outros países a parapsicologia já seja aceita como ciência há muitas décadas. Os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer a Parapsicologia como ciência, em 1969,[2] embora suas conclusões e resultados gerem sempre infindáveis controvérsias estatísticas (ver o trabalho de J. B. Rhine).

O neologismo projeciologia foi proposto pelo médico e médium Dr. Waldo Vieira, em 1979, no livro Projeções da Consciência, uma reunião de relatos de experiências fora do corpo do próprio autor, em forma de diário.

Este fenômeno também é conhecido como: EFC (Experiência Fora-do-Corpo), OBE (Out-of-Body Experience), desdobramento, projeção astral, dentre outras.

Vieira foi membro atuante de duas das mais importantes organizações de pesquisa parapsicológica do mundo, a americana ASPR (American Society for Psychical Research) e a britânica SPR (Society for Psychical Research).

Correlações[editar | editar código-fonte]

Além da experiência fora-do-corpo propriamente dita, a Projeciologia também investiga dezenas de fenômenos parapsíquicos correlatos tais como: bilocação, clarividência, deja-vú, experiência de quase-morte (EQM), precognição, retrocognição, telepatia e outros.

Método de pesquisa[editar | editar código-fonte]

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Embora inúmeras alegações já tenham sido feitas,[3] não há evidência científica aceita da existência do fenômeno da projeção da consciência para fora do corpo humano. Inúmeros experimentos já foram realizados com sucesso, sobretudo em universidades americadas no século passado, supostamente provando a possibilidade da projeção consciente, e a possibilidade da consciência projetada influir de forma sutil no ambiente, quando fora do corpo.[4] Tais experimentos, entretanto, jamais convenceram a comunidade científica em geral, que em sua maioria apontou possíveis erros e enganos, ou exigiu a realização de um número maior de experimentos por pesquisadores independentes, ou mesmo sugeriu outras possíveis explicações, mais prosaicas, para os resultados observados. Parte-se do princípio que afirmações consideradas "extraordinárias" exigem provas mais fortes.

Tal limitação é semelhante à algumas áreas da Psicologia que não possuem aparelhagens específicas para a captação daquilo que chama de subjetividade e de inconsciente como a psicanálise e a psicologia Mas é importante ressaltar que existem ramos da psicologia, especialmente a psicologia cognitiva e a psicologia comportamental que desenvolveram inúmeros testes, experimentos e para comprovarem a existência de determinados constructos através da análise do comportamento, neurociências, testes psicométricos.

As pesquisas do Dr. Charles T. Tart nos anos 1960, por exemplo, mostraram que durante os períodos relatados pelos projetores que estavam fora do corpo humano, o cérebro apresentou reações anormais às detectadas usualmente no sono de não-projetores, merecendo maior atenção da comunidade científica que vem estudando com maior dedicação fenômenos como experiência de quase-morte, projeção da consciência e autoscopia.

Para a Projeciologia, entretanto, o mais importante é o autopesquisador pesquisar suas próprias experiências e formar suas próprias convicções.

De acordo com Dr. James E. Whinnery, a experiência de quase morte não permitem a confirmação da projeções que podem ser explicadas como um processo neurofisiológico que leva à ilusão da projeção.[5] [6] [7] Entretanto para o Dr. Titus Rivas, a EQM não pode ser completamente explicada por causas fisiológicas ou psicológicas, pois a consciência funcionaria independentemente da atividade cerebral.[8]

Publicações históricas[editar | editar código-fonte]

A histórica obra "Projection of the Astral Body" (1929), dos parapsicólogos Sylvan Muldoon e Hereward Carrington,[9] pode ser considerada o principal responsável pelo surgimento do interesse popular na projeção da consciência e o principal esboço da Projeciologia. Nesta obra os autores estudaram e categorizaram vários casos de projeções da consciência, descreveram casos experimentados por eles próprios e também por outras pessoas notáveis, e além disso Muldoon descreveu métodos para a auto-indução da projeção consciente.

Referências

  1. A conscienciologia de Waldo Vieira - Entrevista com Mabel Teles JC Online (2010). Visitado em 27 de setembro de 2012.
  2. Melton, J. G.. Parapsychological Association. In Encyclopedia of Occultism & Parapsychology. [S.l.]: Thomson Gale, 1996. ISBN 978-0-8103-9487-2.
  3. Tart, CT A Psychophysiological Study of Out-of-the-Body Experiences in a Selected Subject. Journal of the American Society for Psychical Research, 1968, vol. 62, no. 1, pp. 3-27 [1]
  4. Cave, Janet; Laura Foreman. I. VIAGENS PSÍQUICAS (em ). Col.: MISTÉRIOS DO DESCONHECIDO. 2ª edição em português. ed. Rio de Janeiro, RJ - Brasil: TIME-LIFE BOOKS, 1993. 144 pp. 22 vols.
  5. Jansen, K [2]
  6. Dr. James E. Whinnery The Trigger of Gravity
  7. Pearson, Helen Electrodes trigger out-of-body experience News@Nature (16 Sep 2002) News
  8. Rivas T. (2003). The Survivalist Interpretation of Recent Studies into the Near-Death Experience. Journal of Religion and Psychical Research, 26, 1, 27-31.
  9. Melton, J. G. (1996). Out-of-the-body Travel. In Encyclopedia of Occultism & Parapsychology. Thomson Gale. ISBN 978-0-8103-9487-2.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]