Projeto Biosfera 2

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O Projeto Biosfera 2 foi um projeto realizado no ano de 1986 em Arizona, nos Estados Unidos e tinha como objetivo a recriação do nosso ambiente natural artificialmente em forma de laboratório de pesquisas.

O projeto[editar | editar código-fonte]

Área exterior do projeto, em Arizona, Estados Unidos

O principal objetivo do projeto era a recriação do ambiente natural em laboratório. Onde os pesquisadores poderiam sobreviver, ao lado de outras espécies, isoladamente do meio exterior de forma auto-suficiente, além de estudar como o ser humano interage com o ambiente e que tipos de problemas podem surgir em sistemas fechados. Nele, se estudariam as condições da Biosfera "natural" (apelidada, pelos organizadores do projeto, de Biosfera 1). Os cientistas deveriam produzir sua própria comida e reciclar sua água e ar.

Foi necessária uma área de 12.000 metros quadrados do Arizona, onde foi construído o laboratório em forma de domo e inseridas mais de 3.800 espécies. Entre elas, animais e vegetais.

Biomas inseridos no projeto[editar | editar código-fonte]

Para um estudo integrado, foram recriados artificialmente no domo os seguintes biomas: Uma floresta tropical úmida, um "oceano" com 4.000.000 litros de água, um pantanal, um deserto, e uma savana.

Área interior da "Biosfera 2"

Além destes, havia uma área própria para a sobrevivência dos participantes do projeto.

A tecnologia do projeto[editar | editar código-fonte]

Para garantir o sucesso do projeto, foram usados os seguintes aparelhos: Uma imensa estrutura laboratorial, aparelho de ondas artificiais, aquecedores e resfriadores, geradores de energia movidos a gás e a diesel, medidores eletrônicos para medir os gases atmosféricos existentes no domo, medidores de temperatura, além de controladores da circulação do ar.

As tripulações do projeto[editar | editar código-fonte]

A primeira equipe era composta por quatro homens e quatro mulheres, que conseguiram permanecer no domo por dois anos inteiros, sendo substituídos logo em seguida por uma nova equipe, composta de sete pessoas. Na nova equipe havia cinco homens e duas mulheres.

O fracasso[editar | editar código-fonte]

O Projeto Biosfera 2 falhou.

A responsabilidade para os tripulantes era enorme. Era dever deles cuidar de todo o complexo tecnológico e ainda cuidar deles mesmos. O isolamento foi fraudulento. A composição do ar presente no domo também tornou-se um grande problema, principalmente no que diz respeito ao oxigênio, que caíra constantemente.

A grande riqueza do solo na Biosfera 2 levou à proliferação de microorganismos, cuja respiração consumia muito oxigênio. As plantações começaram a ser atacadas por pragas. A luz no domo não garantia fotossíntese das plantas, assim não gerando oxigênio suficiente para todas as espécies de animais, inclusive a humana.

As espécies polinizadoras logo morreram, impossibilitando a reprodução de algumas plantas. Das 25 espécies originais de animais utilizadas no projeto, somente 6 sobreviveram. E, por motivos ainda não explicados, sobreviveu uma quantidade exageradamente grande de baratas.

Futuramente[editar | editar código-fonte]

O domo utilizado como laboratório para o projeto tornou-se uma grande atração turística. Além de já estar sendo visto como futura área de estudos e testes, como as variáveis interiores de gás carbônico.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]