Protógenes Queiroz

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Protógenes Queiroz
Protógenes Queiroz em abril de 2009.
Deputado federal por São Paulo São Paulo
Mandato 1 de fevereiro de 2011
até a atualidade
Vida
Nascimento 20 de maio de 1959 (55 anos)
Salvador, BA
Dados pessoais
Partido PCdoB
Religião Católica[1]
Profissão Delegado da Polícia Federal

Protógenes Pinheiro Queiroz (Salvador, 20 de maio de 1959), é delegado licenciado da Polícia Federal do Brasil. Em 2010 foi eleito deputado federal pelo estado de São Paulo.

Carreira

Protógenes Queiroz recebeu seu nome como uma homenagem ao Almirante Protógenes Pereira Guimarães, ex-ministro da Marinha da Era Vargas e ex-Governador do Rio de Janeiro.[2] Formado em Direito, advogou e foi Procurador-Geral do município fluminense de São Gonçalo. Admitido como Delegado na Polícia Federal em 1998, foi lotado inicialmente no Acre e desde então participou de várias investigações de grande impacto na mídia como:

No dia 7 de Setembro de 2009, durante as comemorações da Independência do Brasil, Protógenes anunciou sua filiação ao Partido Comunista do Brasil. Em vídeo divulgado pelo partido na internet ele afirma que escolheu o PCdoB porque o partido tinha um grande histórico de luta pelo povo brasileiro, além de ser um partido com profundos ideais éticos.

Em 2010, foi eleito deputado federal pelo estado de São Paulo obtendo 94.906 votos válidos, número inferior ao quociente eleitoral do Estado, mas devido à grande votação do humorista Tiririca do PR, partido de sua coligação, conseguiu se eleger. Tomou posse no dia 1° de fevereiro de 2011.

Operação Satiagraha

Protógenes ficou conhecido nacionalmente durante o comando da Operação Satiagraha, desde seu início até o dia 14 de julho de 2008. Por meio dessa operação, investigou desvios de verbas públicas, crimes contra o sistema financeiro, corrupção e lavagem de dinheiro. Resultou na prisão, determinada pela 6.ª Vara da Justiça Federal em São Paulo, de vários banqueiros, diretores de banco e investidores, em 8 de julho de 2008, entre os quais Daniel Dantas, do Opportunity, além do ex-prefeito Celso Pitta e do investidor Naji Nahas.

Apesar da projeção nacional, Protógenes foi afastado da investigação e acabou virando alvo de um inquérito da Polícia Federal, pois supostamente estaria utilizando irregularmente agentes da Agência Brasileira de Inteligência. Porém este fato já foi desmentido e Protógenes foi considerado inocente pelo Ministério Público Federal de São Paulo que não viu crime, nem nulidade, na participação da Abin na Satiagraha.

CPI das Privatizações

Requerida pelo Deputado Federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Privatizações foi pedida com base nas provas apresentadas pelo livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que investigou supostas irregularidades no processo de privatizações conduzido por governos do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira).

Para a criação da CPI foram coletadas 206 assinaturas no Congresso Nacional no ano de 2011, mas até maio de 2013 a instalação da comissão não havia sido anunciada.

CPI do Cachoeira

Requerida originalmente pelo Deputado Federal Protógenes Queiroz (PCdoB- SP), no dia 20 de março de 2012,a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira tem como objetivo investigar os negócios ilegais envolvendo parlamentares com o empresário goiano Carlos Cachoeira, vulgo “Carlinhos Cachoeira”. Em abril de 2012, foi criada a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPI, integrada por membros da Câmara dos Deputados e Senado Federal, com o mesmo objetivo.

Durante a Operação Monte Carlo, diversos documentos apreendidos e monitoramento telefônico, com autorização judicial, mostraram o envolvimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira com diversos políticos, principalmente com o ex-senador Demóstenes Torres (DEM-GO), cujo mandato foi cassado pelo plenário do Senado Federal em 11 de julho de 2012.

Operação Monte Carlo

Durante a Operação Monte Carlo, foram interceptadas pelo menos seis conversas consideradas suspeitas entre Protógenes e Idalberto Marias Araújo, o Dadá, sargento aposentado da aeronáutica envolvido em esquemas do bicheiro Carlinhos Cachoeira.[4] Nas conversas, feitas para o celular do deputado, Protógenes orienta Dadá a como dificultar as investigações abertas pela corregedoria da Polícia Federal para apurar desvios durante a operação Satiagraha. À época da operação, Dadá prestou serviços como araponga a Protógenes, então chefe da operação que prendeu Daniel Dantas.[5]

Pouco antes dessas revelações, feitas pelo jornal O Estado de São Paulo, Protógenes requereu instauração de comissão parlamentar de inquérito a fim de apurar denúncias contra Demóstenes Torres envolvendo Cachoeira e Dadá.

Referências

Ligações externas