Protecionismo
Protecionismo é a teoria que propõe um conjunto de medidas econômicas que favorecem as atividades internas em detrimento da concorrência estrangeira. O oposto desta doutrina é o livre-comércio.
Essa política contrasta com o livre comércio, onde as barreiras governamentais ao comércio e circulação de capitais são mantidos a um mínimo. Nos últimos anos, tornou-se alinhado com anti-globalização. O termo é usado principalmente no contexto da economia, onde o protecionismo refere-se a políticas ou doutrinas que proteger as empresas e os trabalhadores dentro de um país, restringindo ou regulando o comércio com nações estrangeiras.
O protecionismo histórico dos Estados Unidos [editar]
Começando com o "Relatório sobre Manufaturas" de seu primeiro secretário do Tesouro, Alexander Hamilton, em que ele defendia tarifas para ajudar a proteger as indústrias nascentes, incluindo prêmios (subsídios) derivados em parte dessas tarifas, os Estados Unidos foram a principal nação contrária à doutrina do "livre comércio". Ao longo de todo o século XIX, importantes estadistas dos Estados Unidos, incluindo o senador Henry Clay, continuaram as propostas de Hamilton no Partido Whig sob o nome de "Sistema Americano." O Partido Democrata, opositor desse programa, disputou várias eleições ao longo das décadas de 1830, 1840 e 1850, polemizando em parte sobre a questão da tarifa e da proteção à indústria. O Partido Democrata defendia tarifas moderadas e o Partido Whig, que venceu as eleições de 1840 e 1848, apoiava tarifas protecionistas mais elevadas. O principal economista dos Estados Unidos nesta época, Henry Charles Carey, tornou-se o mais importante proponente do "Sistema Americano" de política econômica, tal como desenvolvido em oposição ao sistema de 'livre comércio', que ele chamava de "sistema britânico", proposto por Adam Smith e defendido pelo Império Britânico. Seu livro "Harmonia de Interesses", juntamente com a obra erudita do economista germano-americano Friedrich List, tornou-se amplamente lido e disseminado nos Estados Unidos e na Alemanha, levando os economistas da Escola Histórica Alemã a abraçar semelhantes medidas anti-livre comércio, que foram adotadas pelo chanceler Bismarck.
Ver também [editar]
- Escola americana (economia)
- Henry Charles Carey
- Alexander Hamilton
- Nacionalismo econômico
- Grupo de pressão
- Friedrich List
- ALCA