Protheus

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo. Por favor, adicione mais referências e insira-as no texto ou no rodapé, conforme o livro de estilo. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros, acadêmico)Yahoo!Bing.


Linha Microsiga Protheus
{{{logotipo}}}
Desenvolvedor TOTVS
Versão estável 2011
Sistema operativo Windows, Mac OS X, Linux (via Wine)
Gênero(s) ERP
Licença Proprietária
Página oficial www.totvs.com/software

O Microsiga Protheus é uma linha de software ERP/CRM, baseada na tecnologia By You, atualmente criada e desenvolvida pela Totvs. O software foi criado originalmente pela Microsiga, que foi adquirida pela Datasul e depois pela Totvs.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os processos de negócio do software abrangem processos administrativos e setoriais, nas áreas de serviços, saúde, jurídico, agroindústria, logística, construção e varejo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome do software é inspirado na entidade Proteu da mitologia grega.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

1991-1995[editar | editar código-fonte]

O software nasceu em 1991, sob o nome de Siga Advanced.

A primeira geração do Siga Advanced era uma evolução dos processos administrativos de produtos que a então Microsiga produzia, aliada a tecnologia de desenvolvimento baseada em metadado.

O metadado fornecia flexibilidade à solução, uma vez que permitia a seus clientes alterarem diversas características dos formulários da solução, personalizando-os à sua necessidade.

A solução possuía uma interface padrão (Texto) elaborada e utilizava arquivos do padrão DBF para armazenamento de informações da empresa. Apesar da interface padrão Texto, possui características com o significado das cores, uso de janelas, caixas de diálogos, navegação por teclas de atalho e dispositivos como teclado e mouse.

Mesmo com a adoção de toda a regra de negócio e processamento na porção Client (Fat client), o Siga Advanced tinha uma arquitetura Client/Server simples. Além disso, o método de acessos às tabelas era ISAM, permitindo que os processos de negócio fossem agrupados em módulos, com uso integrado e comum das tabelas do sistema.

1995[editar | editar código-fonte]

Em 1995, surgiu a 2ª geração do Siga Advanced, a qual incorporava novos módulos e processos à solução.

A tecnologia de metadado havia sido ampliada e permitia ao cliente adicionar rotinas próprias à solução, denominadas Rdmakes, que permitiam a criação de formulários adicionais ao produto, desenvolvimento de novas consultas, relatórios complexos e rotinas de processamento.

Nas releases seguintes, o conceito de pontos de entrada foi agregado ao produto, possibilitando a alteração de determinadas características dos processos padrões da solução.

Foi introduzido o ADS (Advanced Database Server), no intuito de aumentar a integridade transacional ao software.

1996[editar | editar código-fonte]

Em 1996, surgiu a 3ª geração do Siga Advanced, que concentrou melhorias nos processos de negócio e uma nova interface gráfica, baseada no padrão Microsoft Windows.

No entanto, por conta da adaptação dos clientes ao novo padrão gráfico e a necessidade de revisão de parte das personalizações, a interface padrão Texto foi mantida até a versão 5 do software.

1997[editar | editar código-fonte]

Em 1997, surgiu a 4ª geração do Siga Advanced e o software passou a chamar-se Siga Advanced Classic.

A versão trouxe novos processos de negócio, novo padrão de usabilidade na interface gráfica e características encontradas nos softwares de CRM.

O marco tecnológico desta versão foi a adoção dos bancos de dados relacionais, tais como o Microsoft SQL Server e Oracle, artifício que só foi possível com o desenvolvimento do gateway Top Connect, o qual forneceu uma maneira de conviver com os códigos baseados tanto no método de acesso ISAM, como no método Relacional, mantendo compatibilidade com os sistemas legados.

Nesta geração, a solução passou a ser distribuída em 2 idiomas, português e espanhol, iniciando o processo de internacionalização do software pelos países do Mercosul.

1999 - 2007[editar | editar código-fonte]

Em 1999, surgiu a 5ª geração do software, batizada de Advanced Protheus.

O marco tecnológico desta versão foi a reformulação da arquitetura do produto, baseando-se, então, em Three-Tier Client/Server.

Complementando esta nova arquitetura, a desenvolvedora passou a ter total domínio sobre o desenvolvimento do software, com a adoção de um compilador e linguagem próprios.

O Advanced Protheus tornou-se flexível a ponto dos clientes compartilharem o mesmo ambiente de desenvolvimento que os engenheiros e arquitetos do software padrão utilizavam.

Com a consolidação dos processos de negócio ERP/CRM, o produto passou a incorporar processos setoriais, como transporte, construção civil, drogarias/farmácias.

2007[editar | editar código-fonte]

Em 2007, a 10ª geração do software foi desenvolvida e chamada Protheus 10 com o slogan Fazendo a vida mais simples.

O software passou a contar com indicadores de gestão gerenciais e executivos em diversos processos de negócio, abrangendo vários segmentos do mercado. Soluções como Balanced ScoreCards, Datawarehouses, KPI e Workflow foram amplamente utilizadas na solução.

2009[editar | editar código-fonte]

A TOTVS optou por unificar a nomenclatura de todos os seus softwares de gestão, dividindo-os em séries, linhas de produto e segmentos.

Assim, o Microsiga Protheus passou a ter duas linhas: série T e série 3. A série T abrange todos os módulos disponíveis na linha Microsiga Protheus e a série 3 possui um conjunto menor de módulos e restrição a personalizações.

2010[editar | editar código-fonte]

Surgiu a 11ª geração do software, o TOTVS 2011.[1]

As principais novidades desta versão foram a introdução do conceito de Gestão de Empresas e a integração da Linha Microsiga Protheus com outros softwares da TOTVS, tais como Gestão de documentos ECM, Planejamento de Produção APS, Gestão de obras SOLUM, Gestão de Crédito, Gestão Educacional, Gestão de Frete e Gestão Agrícola.

A Gestão de Empresas alterou a forma como o metadado e as unidades empresarias são separados na solução. O metadado passou a ser compartilhado entre os grupos de empresa, que, agora, podem contar com um agregador/classificador de filiais.

Ambientes[editar | editar código-fonte]

Sistema Operacional - Application Server[editar | editar código-fonte]

Banco de Dados[editar | editar código-fonte]

Sistema Operacional - Client[editar | editar código-fonte]

  • Microsoft Windows ( 32/64 )
  • SUSE Linux Enterprise Desktop (32)
  • Ubuntu (32)
  • Red Hat Enterprise Linux Desktop

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

A linha Microsiga Protheus utiliza a tecnologia By You, a qual opera sobre a estrutura Client/Server nível 5, em que se destacam 3 camadas de aplicação:

  • Client: responsável pela apresentação da aplicação (Front-End ).
  • Application Server: encarregada de todo processamento das regras de negócio.
  • Banco de Dados: cuida do gerenciamento dos dados no Sistema.

O Application Server é um middleware preparado para a arquitetura SOA, e para o conceito de SaaS, atuante como um intérprete e facilitador, "traduzindo" e conectando os comandos da linguagem com o Framework da linha Microsiga Protheus. Além disto, esta camada funciona sobre um ambiente de Load Balancing.

O Framework da Linha Microsiga fornece diversos facilitadores e aceleradores de desenvolvimento baseados no padrão MVC.

Estrutura de empresas[editar | editar código-fonte]

A linha Microsiga Protheus possui quatro entidades de segregação de empresas:

  • Grupo de empresas: Agrupador de empresas participantes do mesmo grupo, permitindo que compartilhem tabelas físicas do banco de dados e das configurações do metadado do software. :
  • Empresa: Agrupador de Unidades de Négocio ou Filiais e é obrigatória, pois permite que os registros das tabelas de uma empresa sejam compartilhados entre as demais.
  • Unidade de negócio: Agrupador opcional de Filiais; sua função é facilitar a extração e classificação dos dados do software. Assim, os registros das tabelas de uma unidade de negócio podem ser compartilhados com as demais.
  • Filial: Interface de identificação Fiscal/Tributária do software; é obrigatória e deve ser configurada conforme a legislação do país. Desta forma , os registros das tabelas de uma filial podem ser compartilhados entre as demais.

Há situações em que as empresas necessitam dividir as Filiais em unidades autônomas para fins gerenciais. Para isto, o software conta com um conceito chamado Entidades Contábeis, que permite a configurações de divisões e subdivisões de filiais na Contabilidade.

Referências