Província da Carolina

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Mapa da Província da Carolina.

A Província da Carolina (1663-1729) foi uma colônia britânica na América do Norte. Disputas sobre o rumo da província levaram a uma divisão entre Sul e Norte em 1710. No entanto, só em 1729 a Província da Carolina seria oficialmente dividida em Província da Carolina do Sul e Província da Carolina do Norte.

Breve história[editar | editar código-fonte]

Depois da restauração da monarquia em 1660, o rei Carlos II da Inglaterra recompensou oito pessoas em 24 de março de 1663 por seu leal apoio aos esforços para retomar o trono inglês. Ele deu aos oito, chamados de Lordes Proprietários ou simplesmente Proprietários, a terra chamada Carolina, em homenagem a Carlos I, seu pai.

Tratado de 1663[editar | editar código-fonte]

O Tratado de 1663 deu aos Lordes Proprietários a posse de toda a terra da fronteira sul da Colônia da Virgínia de 36 graus norte a 31 graus norte (ao longo da costa do que hoje é o estado da Geórgia). Em 1665, o tratado foi levemente revisado, com a fronteira ao norte estendida para 36 graus e 30 minutos, para incluir as terras dos pioneiros no Estreito de Albemarle. Da mesma maneira, a fronteira ao sul foi movida para 29 graus norte, um pouco ao sul de onde fica hoje Daytona Beach, o que teve o efeito de incluir a povoação espanhola de St. Augustine. O tratado ainda concedeu toda a terra entre essas duas fronteiras do Oceano Atlântico ao Pacífico.

Lordes Proprietários[editar | editar código-fonte]

Os Lordes Proprietários nomeados pelo tratado eram: Henry Hyde, Segundo Conde de Clarendon, George Monck, Primeiro Duque de Albemarle, William Craven, Primeiro Conde de Craven, John Berkeley, Primeiro Barão de Berkeley of Stratton, Anthony Ashley Cooper, Primeiro Conde de Shaftesbury, Sir George Carteret, Sir William Berkeley (irmão de John), e Sir John Colleton. Dos oito, o que tinha maior interesse na Carolina era o Lorde Shaftesbury, cujo secretário, o filósofo John Locke, supostamente escreveu uma nunca ratificada constituição da Carolina. Alguns dos outros Lordes Proprietários também tinham interesse em outras colônias: William Berkeley na Colônia de Virginia, e John Berkeley e George Carteret na Província de Nova Jersey.

Os Lordes Proprietários, enquanto tivessem autoridade garantida pela escritua real, não foram capazes de exercer essa autoridade com um poder próximo da soberania. O governo, na realidade, consistia de um governados um Conselho poderoso - metade do qual era indicado pelos Lordes Proprietários - e uma enfraquecida Assembléia eleita pela população.

Ainda que a Colônia Perdida na Ilha Roanoke represente a primeira tentativa inglesa de colonização no território da Carolina, a primeira colônia inglesa permanente na área teve início em 1653, estabelecida principalmente por emigrantes da Colônia da Virgínia, juntamente com outros da Nova Inglaterra e Bermudas. Antecipanto o tratado real em 10 anos, eles se estabeleceram nos bancos do Rio Chowan e do Rio Roanoke, na área de Albemarle Sound, no que é hoje a porção nordeste da Carolina do Norte. Essa colônia passou a ser conhecida na Virginia como "Rogues' Harbor".[1]

Em 1665, Sir John Yeamans estabeleceu uma segunda colônia permanente chamada Clarendon no Rio Cape Fear, perto da atual cidade de Wilmington, na Carolina do Norte.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]