Províncias Unidas do Rio da Prata

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Provincias Unidas del Río de la Plata
Províncias Unidas do Río da Prata

Confederação

Flag of Spain (1785-1873 and 1875-1931).svg
 
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1810 – 1831 Flag of Argentina.svg
 
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Bandera argentina buenos aires argentina 1852.png
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Localização de Províncias Unidas do Río da Prata
Mapa da União das Províncias em Azul
Continente América do Sul
Capital Buenos Aires (1810-1820)
(1826-1827)
Língua oficial Espanhol
Religião Católica
Governo União
História
 • 1810 Indenpendencia da Espanha
 • 1831 Pacto Federal
Moeda Real argentino
(desde 1813)
Sol argentino
(desde 1815)
Peso argentino
(desde 1826)

Províncias Unidas do Rio da Prata ou Províncias Unidas da América do Sul (Provincias Unidas del Río de la Plata e Provincias Unidas de Sud América em espanhol, respectivamente) foram os nomes adotados pelas antigas províncias do Vice-reinado espanhol do Rio da Prata com capital em Buenos Aires após a independência em 1816. O nome foi usado na constituição de 1819 da Argentina. Este foi o nome oficial do país até a constituiçao argentina de 1826, quando nome República Argentina foi usado pela primeira vez.

Localização[editar | editar código-fonte]

As Províncias Unidas do Rio da Prata faziam fronteira ao sul com terra ocupada por nativos indígenas do Pampas e Patagônia que era terra natal das nações ameríndias dos Mapuche, Ranquel e Het. Ao Norte fazia contato com Paraguai e os territórios indígenas do Grande Chaco ocupado pela nação Guaycurú. A oeste, limitava-se com a Capitania Geral do Chile, território pertencente à Espanha e a leste com o Brasil - inicialmente pertencente ao Império Português, independente a partir de 1822.

História[editar | editar código-fonte]

Governo Independente[editar | editar código-fonte]

Desde 1776, todos os territórios do Vice-reinado do Peru, exceto a Capitania Geral do Chile, passaram a constituir o vice-reinado do Rio da Prata. Em 25 de Maio de 1809, os ouvidores da Audiência do Charcas ordenaram a prisão do Presidente Garcia de León e Pizarro, dando início a Revolta da Chuquisaca. Em 1810, o povo de Buenos Aires começou a Revolução de Maio, que expulsou o vice-rei espanhol, elegendo uma primeira Junta de governo integrada majoritariamente por Crioulos, que deu origem a Guerra de Independência com a Espanha (1810 - 1824). Em 1813, realizou-se a chamada Assembléia do Ano XIII, de onde se estabeleceu o Escudo Nacional e o Hino Nacional. Em 1815, as pronvícias da Liga Federal se reuniram no Congresso do Arroyo de la China, declarando sua independência da Espanha, esperando por um congresso geral de todas as demais províncias unidas.

Declaração de Independencia[editar | editar código-fonte]

Durante a declaração da independência de 9 de Julho de 1816, a maioria das províncias do antigo Vice-reinado do Rio da Prata tomam o nome de União das Províncias da América do Sul, assim como se mantém também o nome de União das províncias do Rio da Prata.

A esta declaração não foram incluídas -exceto Córdoba- nesse momento as províncias confederadas na União dos Povos Livres, que reconheciam José Gervasio de Artigas como seu protetor, e que haviam declarado independência da Espanha no Congresso do Arroyo de la China, que aconteceu em Concepción do Uruguai em 1815.

O motivo para a maioria das províncias federais não poderem assistir ao Congresso de Tucumán se deu pelo impedimento realizado pelos chamados Unitários e a invasão iniciada pelo Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves a província oriental.

Quanto a Tarija, a contra-ofensiva realizada pela Espanha desde o Alto Peru igualmente dificultou sua representação no Congresso de Tucumán.

Congresso Constituiente[editar | editar código-fonte]

Em 1825, todas as províncias (incluindo a Província Oriental - hoje Uruguai - e a província de Tarija e Chichas) se reuniram no Congresso Nacional Constituinte Argentino, deixando para as quatro intendências do Alto Peru, que se encontravam sob administraçao provisória do Exército Libertador sob comando do Marechal Sucre, a liberdade de decidir por si mesmas seu futuro.

Em janeiro desse ano, o Congreso Nacional chegou a acordo e decretou o estabelecimento de um Registro Nacional, onde se colocariam todas as leis e decretos que emanassem do citado Congresso.

Em 6 de fevereiro de 1826, o Congreso Constituinte determinou a instalação do poder executivo nacional, nomeado mediante voto majoritário dos deputados. No dia seguinte, realizou-se a votação e nomeação para o cargo de Bernadino Rivadavia.

Dissolução[editar | editar código-fonte]

Após algum tempo o nome Províncias Unidas do Rio da Prata caiu em desuso assumindo o nome de Confederação Argentina. O Partido Unitário teve de se exilar no Uruguai apoiando o Partido Colorado, rivais dos Blancos aliados da Confederação Argentina.

Restauração[editar | editar código-fonte]

Mais tarde na Batalha de Pavón, triunfam os unitários de Mitre criando um estado único, cujo nome definitivo; Argentina (que não era oficial nas antigas províncias Unidas).

Bandeira atual da Argentina, com o Sol de Maio.