Psicoenergia

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Psicoenergia, energia psíquica ou energia vital[1] é o termo utilizado para designar os aspectos da suposta energia gerada pelo pensamento e as emoções. O termo é composto das palavras do idioma grego Ψυχολογία; ψυχή, "alma", e εργοs (ergos)= en-ergo =energia, trabalho, movimento).

Na homeopatia, é uma força interna do indivíduo, responsável pelo equilíbrio e manutenção da vida orgânica.[2] Provém do ar, da água, dos alimentos e do sol, sendo que o estado de saúde depende desta energia.[3]

Esoterismo[editar | editar código-fonte]

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É comum encontrar o termo sendo utilizado em outras correntes de pensamentos, filosofias e religiões para se referir as propriedades do que seria uma energia mental (mentalismo) e/ou psíquica. A história oriental faz referências as energias físicas e psíquicas de maneira natural, como se já fizesse parte da cultura de vários povos do oriente.

As pesquisas e estudos neste campo procuram apontar "uma provável forma de ação da energia psíquica, proveniente dos nossos pensamentos e emoções". Parte desta "suposta" energia também viria do exterior, dos ambientes por onde nos movemos, dos nossos semelhantes e outros agentes que nos direcionam, e parte procederia do nosso subconsciente. Como outras formas de energia, também poderia ser classificada de boa ou má qualidade, positiva ou negativa, sendo que a característica da psicoenergia positiva ou boa teria como fonte geradora mais poderosa o amor, seguindo de estados emocionais como o otimismo, alegria sã, ou fervor, oração e etc. Já para o estado negativo da psicoenergia estariam relacionados condições ou estados em que ocorram o ódio, a inveja, o mau humor, o medo, a ansiedade, o estresse, sentimentos de culpa e/ou frustração, hábitos de lamúria e assemelhados.

Esta energia, quando negativa ou de má qualidade, poderia criar bloqueios no sistema energético causando enfermidades em órgãos predispostos. Além disso, poderia provocar desequilíbrios no sistema de produção da química orgânica (metabolismo), como no caso dos neurotransmissores, gerando estados de poderiam ser descritos como espírito negativo, causando desde irritação, mau humor até a estados depressivos em todos os seus níveis. Também teria possibilidades de provocar dificuldades de concentração, excesso de sono ou insônia, pesadelos, enxaquecas e os mais diversos tipos de mal-estar.

Com o avanço tecnológico e incremento nas instrumentações eletrônicas (microscópio eletrônico e sensores para detecção de radiações) pesquisadores e estudiosos trabalham no sentido de utilizar os próprios parâmetros da Ciência para a comprovação ou não da existência da psicoenergia.

Visão dos céticos[editar | editar código-fonte]

O conceito físico de energia é bem estabelecido pela comunidade científica. As manifestações de energias físicas são facilmente comprovadas e mensuráveis. É possível determinar a quantidade de energia cinética de uma partícula, o potencial gravitacional de um corpo ou mesmo a quantidade de calorias de um alimento. Não só isso, mas também se observam os fenômenos provocados pelas várias formas de energia. O estudo da física mostra que a natureza do universo impõe limites às manifestações da energia, tais como a Primeira e a Segunda Leis da Termodinâmica — ou conservação da energia e aumento da entropia. Estas são leis clássicas universais, cuja comprovação é incontestável por qualquer cientista respeitado.

A psicoenergia, o chi e o prana, do contrário da energia física, se trata de manifestações de uma forma de energia somente mensurável por mediums ou indivíduos sensíveis ao sobrenatural (ou nem mesmo esses, conforme demonstrado em Linda Rosa; Emily Rosa; Larry Sarner; Stephen Barrett A Close Look at Therapeutic Touch JAMA, Apr 1998; 279: 1005 - 1010). Sendo assim, a ideia de psicoenergia vai diretamente contra o Método Científico, e a ciência não pode fazer qualquer tipo de confirmação a respeito até que haja alguma forma de ser testada e observada por qualquer cético. O vocabulário empregado por esses indivíduos torna difícil a compreensão por parte dos céticos, uma vez que se utilizam expressões tais como harmonizar a energia, ou desbloquear os fluxos de energia, sem quaisquer definições formais do que seja harmonizar a energia, ou como se determinam esses fluxos.

A quantização de uma variável é de suma importância para a medicina moderna. Um exame de sangue, por exemplo, tipicamente revela a quantidade de hemácias por volume, ou o número de glóbulos brancos, e os valores dessas grandezas definem o tipo de tratamento a que o paciente deve ser submetido. A psicoenergia, por sua vez, costuma ser qualificada como sendo boa ou , ou positiva ou negativa. Não é possível de quantificar o quanto de psicoenergia existe em um paciente, ou objeto.

Obviamente é de aceitação geral que o estado emocional de uma pessoa é de fundamental importância para seu desempenho profissional, vida pessoal e principalmente na recuperação de alguma enfermidade. O convívio com outras companhias bem-humoradas e de boa índole fortalece a segurança e o bem estar de um indivíduo. Nesse contexto, fala-se comumente que certas pessoas são cheias de energia, ou transmitem bons fluidos. Não se quer dizer, entretanto, que exista em alguém um potencial físico místico ou que haja a transferência de um fluido misterioso ainda não descoberto pela ciência. São apenas figuras de linguagem.

Quanto a efeitos da psicoenergia em animais ou plantas, incluindo melhora de doentes relacionados a preces, nenhum estudo com o mínimo de rigor científico demonstrou a existência de qualquer indício que apontasse um efeito, benéfico ou não.

A James Randi Educational Foundation oferece um prêmio de 1 milhão de dólares a quem comprovar a existência de fenômenos paranormais, tais como a telecinésia, ou outros fenômenos da suposta psicoenergia. Até o momento, poucos se ofereceram para o desafio, e ninguém jamais obteve sucesso em ganhar o prêmio.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • JUNG, Carl. On the Conception of Psychic Energy and the Nature of Dreams. 1948.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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