Psicologia criminal

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Psicologia criminal é um ramo da psicologia jurídica que trata de analisar racionalmente e empiricamente o comportamento criminoso. Para isso podem ser usados estudos psicológicos de personalidade, da estrutura mental e de outras características que podem vir a ser psicopatológicas e suas relações com o direito penal. A psicologia criminal explora a variabilidade das condutas criminosas, variáveis preditoras, variáveis causais/funcionais e a correlação entre crimes, criminosos e as variáveis significativas envolvidas. Também estuda o desenvolvimento do criminoso do ponto de vista psicodinâmico, social e sistêmico.[1]

Áreas de estudo[editar | editar código-fonte]

Uma de suas áreas de estudo são sobre desejos, pensamentos, intenções e reações dos criminosos. Ela está relacionada com a área da antropologia criminal. O estudo penetra profundamente na pergunta "o quê faz alguém cometer um crime", mas também nas reações pós-crime, na fuga ou no tribunal. Esta ciência tem relações com a psicanálise, em especial a psicanálise forense e com a sexologia forense, traçando as causas psíquicas que levam certos indíduos à sexualidade doentia. Psicólogos criminalistas são frequentemente chamados como testemunhas em processos judiciais para ajudar o júri a compreender a mente do criminoso. Alguns tipos de psiquiatria também lidam com os aspectos do comportamento criminoso.

Estudo de expressões faciais[editar | editar código-fonte]

Freitas-Magalhães, director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), em Portugal, é o autor do projecto científico pioneiro "ForensicPsy" no âmbito da Psicologia Forense e que consiste na avaliação e medição da expressão facial da emoção dos delinquentes para efeitos da investigação criminal e dos processos judiciais.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Após a Segunda Guerra Mundial o psicólogo britânico Lionel Haward, foi um dos pioneiros ao trabalhar para a Royal Air Force elaborando uma lista de características que os criminosos de guerra nazistas podiam exibir.

Nos anos 50 o FBI abriu na sua academia uma unidade de análise comportamental em Quantico, Virginia. Posteriormente foi criado o Centro Nacional de Análise de Crimes Violentos com o objetivo de formar um sistema que para encontrar ligações entre os principais crimes sem solução americanos.

Nos anos 80, no Reino Unido, o Professor David Canter foi um pioneiro guiando detetives da polícia procurando abordar o assunto com um ponto de vista mais científico vendo limitações na definição de perfis criminosos. Cunhou com um colega o termo psicologia investigativa.

Variáveis identificadas[editar | editar código-fonte]

Estudos indicam que opressão e coerção tendem a produzir mais crimes, mais comportamentos violentos e punitivos. Sendo assim, quanto mais frequente a violência sofrida por alguém, maior a probabilidade de repetir essa violência posteriormente.[3]

Alguns transtornos psicológicos estão fortemente associados a crimes, principalmente o transtorno de personalidade antissocial (também conhecido como psicopatia, sociopatia e transtorno dissocial), transtorno de conduta e transtorno desafiador de oposição. Outros menos associados são a Esquizofrenia especialmente a paranóide, Transtorno de personalidade emocionalmente instável, transtorno de personalidade esquizóide, transtorno de personalidade esquizotípica, entre outros.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. D. A. Andrews; James Bonta. (2003) Psychology of Criminal Conduct. (Livro) Anderson Publishing Co. EUA.
  2. [1]
  3. Tadesuz Grygier. Oppression: International Library of Sociology A: Social Theory and Methodology. Google Livros. Disponível em: http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=-_P9ddCzSQAC&oi=fnd&pg=PR9&dq=Criminal+Psychology&ots=DjHybmyUnK&sig=H3C9xBLVWc1-F0S1vwj7Gw6_-gU#v=onepage&q=Criminal%20Psychology&f=false
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