Psicologia cultural-histórica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

As relações da psicologia com a antropologia cultural e história não se referem somente ao entendimento da relatividade dos costumes e normas sociais e sua transformação através do tempo, tarefas também abordadas pela psicologia social e inter-disciplinas como a etnopsicologia, pois não há como deixar de referir-se às proposições de Lev Vygotsky (1896-1934) tendo como base os princípios da neurociência moderna estabelecidos na teoria dos reflexos condicionados estabelecidos por I. Pavlov (1849 - 1936), prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1904; das teorias de psicologia até então constituídas das quais foi um crítico revisor e tradutor para Rússia (notavelmente as teorias da "Gestalt", da Psicanálise e o "Behaviorismo", além das idéias do educador suíço Jean Piaget) e sobretudo a partir das proposições teóricas do materialismo histórico propondo uma reorganização da Psicologia, antevendo a tendência de unificação das Ciências Humanas 1

Atribui-se ao encontro de Lev Vygotsky com Alexander Luria (1902-1977) e Alexei Leontiev (1904-1979) o desenvolvimento do projeto de desenvolver uma psicologia radicalmente nova. Esta aproximação inter-relacionou análises “culturais” e ”históricas", à "psicologia instrumental" usualmente conhecida, em nossos dias, como psicologia cultural-histórica. Enfatiza o papel mediador da cultura, particularmente da linguagem, no desenvolvimento de funções mentais superiores na ontogênese e filogênese.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Vygotsky, L. S. O significado histórico da crise da psicologia. in: Teoria e método em psicologia. SP, Martins Fontes, 2004


Ícone de esboço Este artigo sobre psicologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.