Psoríase

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Psoríase
Um homem jovem com suas costas e braços afetados pelas placas da psoríase vulgar.
Classificação e recursos externos
CID-10 L40
CID-9 696
OMIM 177900
DiseasesDB 10895
MedlinePlus 000434
eMedicine derm/365
Star of life caution.svg Aviso médico
Placas de psoríase vulgar
Psoríase palmar
Psoríase gutata (em gotas)
Placa de psoríase eritrodérmica
Psoríase ungeal

Psoríase (do grego psora "coceira" + -sis "ação, condição") é uma doença inflamatória crônica da pele, podendo afetar mucosas, unhas e até articulações. Acontece com homens e mulheres de qualquer idade, sendo frequente o seu aparecimento na terceira década de vida. É caracterizada pela presença de lesões avermelhadas, bem delimitadas, descamativas,em qualquer parte do corpo. Apresenta período de melhora e piora ao longo da sua evolução. A psoríase pode levar a uma piora na qualidade de vida dos pacientes, devido ao preconceito das pessoas que os cercam.

É agravada por fatores psicológicos, estresse, frio, baixa umidade, ingestão de álcool e tabaco e corticosteroides. Não é contagiosa, sua causa mais frequente é genética associada a fatores psicológicos. A escolha do tratamento deve ser feita considerando-se a gravidade e a extensão do quadro clínico e do comprometimento psicoemocional.[1] Atinge 2% a 3% da população mundial sendo mais frequente em pessoas brancas (cerca de 80% dos casos) com vulnerabilidade genética.[2] Atualmente, a psoríase é considerada uma doença sistêmica, inflamatória e imunomediada.Isto é, o processo inflamatório crônico da pele e/ou músculo-esquelético pode atingir outros sistemas e órgãos, levando a alterações metabólicas do colesterol, triglicérides, resistência a insulina, obesidade, esteatose não-alcoólica;a psoríase é considerada um risco cardiovascular independente.(Fonte: Sabbag, CY.Psoríase:descobertas além da pele.Ed Yendis, 2010)

Classificação[editar | editar código-fonte]

CID 10[editar | editar código-fonte]

Segundo o dicionário internacional de doenças a psoríase pode ser classificada como[3] :

  • CID 10 - L40.0 Psoríase vulgar
  • CID 10 - L40.1 Psoríase pustulosa generalizada
  • CID 10 - L40.2 Acrodermatite contínua
  • CID 10 - L40.3 Pustulose palmar e plantar
  • CID 10 - L40.4 Psoríase gutata
  • CID 10 - L40.5 Artropatia psoriásica
  • CID 10 - L40.8 Outras formas de psoríase
  • CID 10 - L40.9 Psoríase não especificada

Por tipo de manifestação[editar | editar código-fonte]

A psoríase pode se manifestar de diversas formas[4] [5] :

  • Psoríase Vulgar(L40.0): é a manifestação mais comum representando em torno de 80 a 90% dos casos. Lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas, aderentes, prateadas ou acinzentadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos;
  • Psoríase palmar e plantar (L40.3): As lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e nas "plantas" (solas) dos pés.
  • Psoríase gutata ou em gotas (L40.4): é caracterizado por numerosos pequenos pontos redondos parecidos com gotas (diagnóstico diferencial pitiríase rosea-lesão forma-oval). Estas numerosas "gotas" de psoríase aparecem em grandes áreas do corpo, tais como o tronco, membros e couro cabeludo. A psoríase gutata pode estar associada à infecção estreptocócica da garganta.
  • Psoríase pustulosa (L40.1-3, L40.82) Aparece como lesões não-infecciosas com pus (pústulas). A pele debaixo e em torno das pústulas fica vermelha e macia. Psoríase pustulosa pode ser localizada, geralmente para as mãos e pés (pustulose palmoplantar), ou generalizada com manchas espalhadas por qualquer partes do corpo.
  • Psoríase flexural ou psoríase inversa (L40.83-4) aparece como manchas lisas inflamadas de pele. Ela ocorre em dobras da pele, especialmente em torno dos genitais (entre a coxa ea virilha), nas axilas, entre os "pneuzinhos" (excesso de gordura abdominal), e embaixo das mamas (pregas inframamárias). É agravado pelo atrito e suor, e é vulnerável a infecções fúngicas.
  • Psoríase artropática (L40.5) envolve a inflamação do tecido articular e conjuntivo. Artrite psoriática pode afetar qualquer articulação, mas é mais comum nas articulações dos dedos das mãos e dos pés. Isso pode resultar em um inchaço em forma de salsicha dos dedos das mãos e dos pés conhecida como dactilite. Artrite psoriática também pode afetar os quadris, joelhos e coluna (espondilite). Cerca de 5 a 40% das pessoas que têm psoríase sofrem sério comprometimento articular. Surge de repente com dor nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou nas grandes articulações como a do joelho.
  • Psoríase eritrodérmica (L40.85) envolve a inflamação generalizada e esfoliação da pele sobre a maior parte da superfície do corpo. Pode ser acompanhada de coceira, inchaço e dor. Muitas vezes, é o resultado de uma exacerbação da psoríase em placas instáveis, especialmente após a retirada abrupta do tratamento sistêmico. Esta forma de psoríase pode ser fatal, como a inflamação extrema e esfoliação interromper a habilidade do corpo para regular a temperatura e para a pele para realizar funções de barreira.
  • Psoríase Ungueal (L40.86): Ocorre em cerca de 70-80% dos pacientes e produz uma variedade de mudanças na aparência de unhas e pés. Estas alterações incluem descoloração (amarelamento), linhas cruzando as unhas e espessamento da pele abaixo da unha que leva a quebra e afrouxamento (onicólise) das unhas.

Existem ainda outras formas mais raras de psoríase como na córnea, orelha ou nariz. É comum múltiplas formas de manifestações simultâneas no mesmo paciente.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Na maioria dos casos, apenas a pele é acometida, não sendo observado qualquer comprometimento de outros órgãos ou sistemas. Em aproximadamente 30% casos há artrite associada.

Como é uma doença que afecta a pele, órgão externo e visível, esta doença tem efeitos psicológicos não negligenciáveis. Com efeito, como a forma como cada indivíduo se vê está relacionada com a valorização pessoal numa sociedade que é, muitas vezes, mais sensível à aparência exterior que a outras características da personalidade, o melhor cuidado a ter com uma pessoa afectada por esta doença é dar-lhe apoio psicológico (ternura, carinho, afeto, atenção...).

Mais de 70% dos pacientes apresentam prurido moderado ou intenso. Comprometimento articular atinge cerca de 25% dos casos. O abscesso de Munro pode ser visto em 60% dos exames histopatológicos.[6] Mais de 70% relatam dores nas articulações e 30% desenvolvem artrites.[2]

Manifesta-se com a inflamação nas células da pele, chamadas queratonócitos, provocando o aumento exagerado de sua produção, que vai se acumulando na superfície formando placas avermelhadas de escamação esbranquiçadas ou prateadas. Isso em meio a um processo inflamatório e imunológico local. O sistema de defesa local, formado pelo linfócitos T, é ativado como se a região cutânea tivesse sido agredida. Em consequência, liberam substâncias mediadoras da inflamação, chamadas citocinas que aceleram o ritmo de proliferação das células da pele.

Os lugares de predileção da psoríase são os joelhos e cotovelos, couro cabeludo e região lombossacra - todos locais freqüentes de traumas (fenômeno de koebner).

Gravidade[editar | editar código-fonte]

Psoríase pode ser classificada como leve (menos de 3% do corpo), moderada (3 a 10% do corpo) ou severa (mais de 10% do corpo).

A escala PASI (Índice de gravidade de psoríase por área) é muito usada e avalia além da área comprometida, a presença de eritema, infiltração e descamação.

Nos últimos anos, leva-se em consideração o índice de qualidade de vida na dermatologia, DLQI, pois poucas lesões podem afetar muito as atividades laborais e de lazer, exigindo um tratamento mais eficaz, provavelmente com medicamentos sistêmicos. Assim o PASI maior que 10 e DLQI maior que 10 pontos, representa uma psoríase grave. (Fonte:Sabbag, CY. Psoríase: descobertas além da pele.Ed Yendis,2010)

Causas[editar | editar código-fonte]

a psoríase seja uma enfermidade imunomediada e imunoestimulada por citocinas do espectro Th1 e Th17.[7]

Está relacionada a um excesso de linfócito T, uma célula de defesa do organismo, sendo portanto uma doença autoimune. Se um dos pais possui psoríase, os filhos possuem cerca de 15-30% de desenvolver também. Os genes envolvidos são chamados de PSORS e numerados de 1 a 9, sendo o PSORS1 responsável por 35-50% dos casos genéticos. Também é fortemente correlacionada com um histórico familiar de diabetes (20-30%), depressão maior (10-30%) e hipertensão (20-40%).[2]

Fatores psicoemocionais, especialmente estresse e depressão, estão associados com o aparecimento (cerca de 82% dos casos) e agravamento dos sintomas. De forma semelhante o clima frio e seco também agravam os sintomas e favorecem seu aparecimento precoce. Não é contagioso. O fenômeno de Koebner é relatado em 30% dos aparecimentos e faringite em 10%.[2] Outro fator comum é a doença de Crohn, uma doença crônica inflamatória intestinal.

A prova do fator genético é que, quando um gêmeo idêntico possui psoríase, o outro possui 70% de probabilidade também desenvolver, sendo a correlação de 30% para gêmeo não-idêntico.[7]

O uso de medicamento corticoide (também conhecido como cortisona)injetável ou oral pode levar ao agravamento da psoríase, podendo chegar a 100% do corpo, chamada psoríase eritrodérmica. Corticoides nas formas de creme, pomada e champô devem ser utilizados somente durante poucas semanas e em pequenas áreas do corpo, evitando os efeitos adversos sistêmicos e local na pele.(Fonte; Sabbag C.Y.Psoríase:descobertas além da pele.Ed Yendis 2010).

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Seu diagnóstico é predominantemente clínico observando as manchas na pele. Muitas vezes a artrite psoriática (ou artrite psoriásica) é confundida com a gota, em função de existirem sintomas semelhantes, como articulações inflamadas e extremamente doloridas. Para que se faça um diagnóstico preciso é necessário procurar um bom reumatologista que faça um estudo do histórico de doenças que o indivíduo já teve, além de seus familiares, por ser uma doença hereditária. Às vezes é necessário fazer-se uma artroscopia. Pode-se tratar durante anos equivocadamente os sintomas da psoríase como se fossem manifestações de outras doenças. Por exemplo: dores lombares e rigidez matinal podem ser confundidas com problemas na coluna vertebral; deformações nas unhas podem ser confundidas com ataques de fungos; feridas e escamações no couro cabeludo, atrás das orelhas e nas sobrancelhas podem ser confundidas com dermatite seborreica.

Prevalência[editar | editar código-fonte]

Em um estudo 55% eram brancos, 30% pardos e 15% negros.[8]

Homens e mulheres são atingidos na mesma proporção, estimada em cerca de 1 a 2% no Brasil, sendo mais comum antes dos 30 e após os 45 anos, podendo, no entanto, surgir em qualquer fase da vida e com grande frequência em pessoas da pele branca, sendo incomum em asiáticos (0,3%) e rara em negros, índios e esquimós. Em nórdicos a prevalência é de 5%.[9]

A faixa etária mais afetada é entre 50 e 60 anos, mas cerca de 70% desenvolvem antes dos 45 anos.[2] Em um estudo com 5600 americanos, 10% tiveram sintomas antes dos 10 anos, 35% antes dos 20 anos e 58% antes dos 30 anos. O aparecimento precoce está associado com fatores ambientais desfavoráveis como o tempo frio e seco e com a predisposição genética.

Foram identificados significativo abalo psicológico em 90% dos pacientes e um aumento preocupante na ideação suicida.[2]

De acordo com um novo estudo da Harvard Medical School, nos Estados Unidos, mulheres que bebem cerveja com frequência têm mais chances de desenvolver psoríase. O estudo, publicado na revista especializada Archives of Dermatology, sugere que a causa do aumento no risco de psoríase pode ser o glúten da cevada, usada na fermentação da cerveja. De acordo com o estudo, as pessoas com psoríase podem ter uma sensibilidade maior ao glúten.[carece de fontes?]

Comorbidades[editar | editar código-fonte]

Psoríase está correlacionada com agravamento de depressão maior, transtornos de ansiedade, diabetes, hipertensão, obesidade e problemas urinários.[10]

HIV[editar | editar código-fonte]

Em soropositivos, a resposta do organismo de aumento do linfócitos T CD8, triplica os riscos de desenvolver a psoríase e dificulta o tratamento com imunossupressores ou medicamentos que causam reações cruzadas. O tratamento com pomadas de coaltar, ácido salicílico, triancinolona ou seus equivalentes pode ser efetivo, principalmente associado à terapia antirretroviral, como os autores observaram no paciente. Etretinato seguido de PUVA tem sido indicado como a mais efetiva terapia sistêmica, com raros efeitos adversos. O etretinato pode ter como efeitos colaterais cefaleia (dor de cabeça) e alterações de enzimas hepáticas. Não é recomendado tratamento com ultravioleta.[11]

Diabetes[editar | editar código-fonte]

Os adipócitos de pessoas com psoríase costumam apresentar o comportamento anômalo de produzirem citocinas, moléculas inflamatórias. Estas citocinas, por sua vez, promovem a destruição das células beta produtoras de insulina no pâncreas e aumentam a resistência à insulina no fígado.[12] Ambas as consequências favorecem o desenvolvimento do diabetes. Estudo de 2012 da Universidade da Califórnia concluiu que pessoas com psoríase em grau severo têm duas vezes mais chances de desenvolver diabetes no futuro em comparação ao restante da população.[13]

Recomendações[editar | editar código-fonte]

Fototerapia com ultravioleta pode ser útil para reduzir as lesões.

Embora seja uma doença que não tem cura, existem medidas que podem evitar as recaídas:

* Banho diário com água morna e sabonetes suaves: Deve-se evitar o uso de água muito quente e sabonetes agressivos, pois podem ressecar a pele e piorar a inflamação. Sabonetes de cores neutras, sem perfume e sem antibacterianos são mais indicados.

* Não esfregar a pele e utilizar roupa de algodão folgada: Deve-se evitar o uso de esponjas, toalhas ou outros utensílios durante o banho para friccionar a pele, pois acabam ressecando a superfície cutânea. Deve-se lembrar que o trauma pode produzir novas lesões de psoríase, bem como facilitar a penetração de microrganismos na pele. Deve-se utilizar roupas 100% de algodão, folgadas, para evitar a fricção com a pele. Elas devem ser lavadas com detergente suave, sem perfume.

  • A exposição moderada ao sol é considerada benéfica.
  • Hidratantes e protetor solar ajudam a prevenir novas lesões. Devem ser utilizados cremes hidratantes sem perfume em todo o corpo, logo após o banho e várias outras vezes ao dia.

*Evitar a automedicação ou o uso de remédios caseiros: Existem vários tratamentos disponíveis para psoríase e muitos deles precisam de acompanhamento médico, por isso, a automedicação deve ser evitada. Os remédios caseiros podem não ser seguros ou até interferir no tratamento prescrito pelo seu médico. * Evitar o sobrepeso: O tipo de alimentação não interfere na evolução da psoríase, mas deve-se lembrar que esta doença pode estar associada a problemas como aumento nas taxas de glicose no sangue, aumento nos níveis de colesterol e triglicérides, que aumentam o risco de problemas cardíacos. Assim, deves-se adotar uma dieta rica em fibras e líquidos, evitando alimentos gordurosos, carnes vermelhas e alimentos ricos em carboidratos (macarrão, pão, farinha branca e açúcar).

  • O estresse, na grande maioria dos pacientes, pode desencadear ou agravar a evolução da doença. Psicoterapia é frequentemente recomendada.
  • Deve-se evitar variações climáticas bruscas e informar sempre sua doença e que remédios utiliza quando em consulta médica ou odontológica para que cuidados sejam tomados pelo profissional.

Vários tipos de alívios temporários estão disponíveis e sua eficácia varia dependendo do caso. A psoríase não tem um curso previsível, cada caso tem o seu próprio curso. É uma doença crônica, para toda a vida e o paciente deve aprender a conviver adequadamente com a doença, controlando-a de forma a levar sua vida normalmente.

Formas de tratamento[editar | editar código-fonte]

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À direita, efeito de dois meses de tratamento usando um inibidor de TNF alfa.

Em casos leves recomenda-se a exposição moderada a luz solar e uso de pomadas e hidratantes. Casos moderados podem envolver também a fototerapia, e apenas em casos severos é feito o tratamento sistêmico, por conta dos efeitos colaterais envolvidos.[2]

Emolientes com queratolíticos como ácido salicílico são particularmente úteis. Pomadas com antralina, coaltar, tazaroteno, e calcipotriol também são eficientes. Devem ser evitados corticosteroides, pois podem causar taquifilaxia, estrias e dermatites.[2]

Em casos moderados pode ser feito fototerapia com UVA ou UVB.[2] Existem lâmpadas específicas para esse tratamento, que dependerá da cor da pele, gravidade das lesões, idade do paciente e doenças relacionadas para que o tempo de exposição diário seja definido.

O metotrexato é um imunossupressor e anti-inflamatório usado em casos moderados e graves. Não recomendado para crianças e classe D para grávidas. Outra opção é a ciclosporina outro imunossupressor. Caso a imunidade esteja baixa ou em períodos pré-operatórios pode-se usar retinoides (vitamina A sintética) ou terapia biológica com anticorpos monoclonais (MCAs) como alternativa. Inflimabe e Etanercepte são exemplos de terapia biológica.[2]

Cada caso deverá ser estudo para encontrar o tratamento mais seguro e eficaz. Na psoríase artropática sempre será com medicamento sistêmico, injetável ou oral, podendo ser droga modificadora da doença ou imunobiológico. Na psoríase leve e que afeta a qualidade de vida e na psoríase moderada e grave, utiliza-se medicamentos clássicos como metotrexato, acitretina e ciclosporina e na falha desses, os imunobiológicos. Os aprovados no Brasil são: infliximabe, etanercepte, adalimumabe e ustekinumabe. O médico dermatologista poderá seguir os Consensos Internacionais de Psoríase para tratamentos.(Fonte Livro: Psoríase:Descobertas Além da Pele)

Prognóstico[editar | editar código-fonte]

Psoríase exige acompanhamento médico por toda a vida, com períodos frequentes de desaparecimento, reaparecimentos e agravamento dos sintomas. Felizmente o tratamento costuma ser bastante eficiente e existe um grande número de opções terapêuticas.

Em 2010, um estudo mostrou que 97% dos pacientes melhoraram com psoralen e ultravioleta A (tratamento conhecido como PUVA).[14]

Pesquisas com lasers e terapia fotodinâmica estão sendo feitas para tratamento de lesões em placas.[2]

Há relatos de pacientes que passaram décadas sem nenhum sintoma.[15]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Arruda, Lúcia Helena Fávaro; Campbell, Gladys A. M; Takahashi, Maria Denise F. Psoríase/Psoriasis. An. bras. dermatol;76(2):141-167, mar.-abr. 2001.
  2. a b c d e f g h i j k CARNEIRO, Sueli Coelho da Silva. Psoríase : mecanismos de doença e implicações terapêuticas [online]. São Paulo : Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, 2007. Tese de Livre Docência em Dermatologia. [acesso 2012-08-17]. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-16032009-152131/>.
  3. CID 10
  4. http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/psoriase/
  5. http://www.news-medical.net/health/Psoriasis-Types-(Portuguese).aspx
  6. http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-16032009-152131/pt-br.php
  7. a b Sílvio Alencar Marques e col. Psoríase associada à infeção pelo HIV/aids. http://files.bvs.br/upload/S/1413-9979/2010/v15n3/a1533.pdf
  8. Fátima Pessanha Araújo. Estudo epidemiológico clínico comparativo: psoríase de início precoce e tardio. UFRJ 2007
  9. http://files.bvs.br/upload/S/1413-9979/2010/v15n3/a1533.pdf
  10. Sampogna F, Chren MM, Melchi CF, Pasquini P, Tabolli S, Abeni D (February 2006). "Age, gender, quality of life and psychological distress in patients hospitalized with psoriasis". Br. J. Dermatol. 154 (2): 325–31. doi:10.1111/j.1365-2133.2005.06909.x. PMID 16433804.
  11. Ruiz, Gaburri, Almeida & Oyafuso. Regressão de psoríase em paciente HIV-positivo após terapia anti-retroviral. http://www.scielo.br/pdf/abd/v78n6/18365.pdf
  12. http://www.diabeticool.com/cientistas-encontram-ligacao-entre-psoriase-e-diabetes-tipo-2/
  13. April W. Armstrong, Caitlin T. Harskamp, Ehrin J. Armstrong. Psoriasis and the Risk of Diabetes Mellitus: A Systematic Review and Meta-analysis. Arch Dermatol., 2012 DOI: 10.1001/2013.jamadermatol.406
  14. Hankin CS, Bhatia ND, Goldenberg G, et al. (2010). "A Comparison of the Clinical Effectiveness and Cost-Effectiveness of Treatments for Moderate to Severe Psoriasis". Drug Benefit Trends 21: 17–27.
  15. Faber EM, Nall ML. The natural history of psoriasis in 5600 patients. Dermatologica 1974; 148: 1-18